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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Precauções

Quase toda precaução imaginável foi tomada para evitar contrair a gripe. “Usem pijamas limpos”, tornou-se a exortação em algumas comunidades. A outros, se disse: “Não apertem mãos.” “Tomem óleo de rícino.” “Não viajem pelo metro.”

Em muitas localidades, as pessoas usavam uma máscara facial. Em Ann Arbor, os estudantes da Universidade de Michigan receberam ordens de usar máscaras a todo o tempo, sob pena de suspensão. Em São Francisco, o prefeito publicou uma lei municipal afirmando que todos deviam usar mascara facial, ou ser multados em Cr$ 500,00, ou ir para a cadeia, ficando isolados por 10 dias. Não se permitia que nenhum passageiro subisse num bonde de Seattle sem usar máscara.

A Biblioteca Pública de Nova Iorque parou de circular livros. Muitas cidades proibiram os barbeiros de fazer a barba de seus fregueses, por causa do íntimo contato envolvido. As ruas de Dublin foram lavadas com desinfetantes. Em Boston, as igrejas fecharam aos domingos; em muitas cidades, foram banidas as reuniões públicas. As escolas, cinemas e botequins foram trancados.

Em Nova Iorque, quem espirrasse abertamente estava sujeito a multas e cadeia. Em Chicago, mandou-se que a polícia “prendesse milhares de pessoas, se necessário, para parar os espirros em público”. Os muitos avisos contra espirrar em público sem dúvida ajudaram a impedir que a peste se espalhasse ainda mais. Segundo os pesquisadores médicos na Grã-Bretanha, apenas um espirro pode distribuir mais de 85.000.000 de bactérias. E os pesquisadores dos EUA descobriram que um espirro pode lançar 4.600 partículas no ar a uma “velocidade de carga” de mais de 46 metros por segundo. Não raro as partículas são lançadas a uma distância de 3,60 metros. As partículas, que permanecem suspensas no ar por mais de meia hora depois do espirro, não são simples gotículas inofensivas de água. Verificou-se que uma partícula ou gotícula cria 19.000 colônias de bactérias. Não é de se admirar que o Telegram de Toronto, Canadá, noticiou que se sabe agora “que a quantidade excessiva de espirros envolvida na epidemia de gripe de 1918 ajudou a torná-la o horror que era”.

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