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sábado, 10 de abril de 2010

Escolha alimentos sadios

Os especialistas recomendam que comamos alimentos bem variados e que a maior parte das calorias venha dos carboidratos complexos, especialmente os encontrados nos grãos integrais, nos feijões, nas hortaliças e nas frutas. No entanto, a nossa saúde é afetada não só pelo que comemos, mas também pelo quanto comemos. É importante comer com moderação. Sempre ingerir mais calorias do que o corpo consegue queimar leva à obesidade. Isso, por sua vez, pode sobrecarregar o coração, enfraquecer o corpo e deixar a pessoa “mais suscetível a doenças cardíacas, diabetes, artrite reumatóide e a muitos outros males”, diz um livro de medicina.

Em anos recentes, falou-se muito de gordura na alimentação. Muitos profissionais da saúde dizem que uma alimentação rica em gorduras saturadas aumenta os riscos de doenças cardíacas e de certos tipos de câncer. Isto não significa, no entanto, que temos de eliminar toda a gordura de nossa alimentação. “Na alimentação sadia há margem, praticamente todos os dias, para certa quantidade da comida que você mais gosta”, diz Mary Abbott Hess, ex-presidente da Associação Dietética Americana. A chave é manter pequenas as porções e restringir outras fontes de gordura.

Admitidamente, não é fácil mudar os hábitos alimentares. De fato, há quem diga que nem vale a pena viver se a pessoa tiver de privar-se continuamente de comer o que gosta. Mas, em vez de adotar um tudo-ou-nada, procure encontrar um equilíbrio. É mais uma questão de reduzir do que eliminar certos alimentos. O já citado Family Medical Guide diz: “Adotar um estilo de vida sadio não significa renunciar ao prazer de viver.”

Os nutricionistas sugerem que você pode suavizar o impacto dos ajustes na alimentação eliminando aos poucos os alimentos não saudáveis. Por exemplo, equilibre a sua alimentação em termos de uma semana, não apenas de um dia. Se no momento você come carne vermelha todos os dias, tente reduzir isso para três vezes por semana. O mesmo vale para alimentos ricos em gordura saturada, como manteiga, queijo, sorvete e petiscos gordurosos. O alvo deve ser reduzir o consumo de gordura para não mais de 30% do total de calorias.

O Dr. Walter Willett, da Universidade de Harvard, diz que não é bom cortar a gordura na alimentação e substituí-la por alimentos de alto teor de amido (carboidratos) e de açúcar. Isso quase sempre resulta em aumento de peso. É melhor reduzir tanto as gorduras como os carboidratos na sua alimentação.

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