Mesmo agora, seguir os princípios da Bíblia pode habilitar-nos a desfrutar uma maior medida de saúde, além de mais felicidade. Como esta revista com freqüência salienta, aqueles que aplicam a Bíblia na vida diária geralmente estão protegidos de problemas de saúde resultantes de imoralidade sexual, fumo, excessos no beber e abuso de drogas. Sentem também os benefícios duma vida mais calma e dum melhor relacionamento com parentes e com outros.
Já vimos, porém, que ter boa saúde não resulta necessariamente em duradoura felicidade. O que seria necessário para se desfrutar uma maior medida de felicidade?
Na pesquisa já mencionada, Jonathan Freedman considerou a fundo essa pergunta. Ele examinou fatores tais como “Amor e Sexo”, “Juventude e Velhice”, “Renda e Educação”, e até “Cidade e Campo”. Talvez lhe interesse saber que ele descobriu que esses fatores exercem pouco efeito sobre a felicidade básica da pessoa. Por exemplo, citando casos de pessoas que tinham muitas coisas materiais, mas ainda assim eram infelizes, ele concluiu: “Vimos que, de forma um tanto surpreendente, nem a renda nem a educação parecem desempenhar um papel importante na felicidade.”
Suas conclusões fazem lembrar um sábio escritor da Bíblia, o apóstolo Paulo, que disse: “Aprendi a viver satisfeito nas condições em que me encontro.” (Filipenses 4:11, Pontifício Instituto Bíblico) Lembre-se, também, das palavras de Jesus: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” — Lucas 12:15.
Na verdade, o professor Freedman descobriu o seguinte: “Vez após vez, quando examinamos as declarações de pessoas infelizes que parecem ter tudo, notamos que elas comentam que sua vida não tem significado e direção.” E acrescentou: “Hesito em atribuir muita importância a isso, mas realmente parece que os valores espirituais dão cor aos sentimentos da pessoa sobre a realidade, ao passo que a falta deles, até certo ponto, corrompe ou detrai de tudo o mais.”
Em nossos dias vemos evidências da veracidade desses comentários. Olhe à sua volta. Não vê quase todas as pessoas — algumas com pouco, outras com muito — correndo atrás da felicidade, mas não usufruindo muito dela? É verdade que alguns desistiram e vivem em silencioso desespero, mas muitos levam a vida numa rotina enfadonha, correndo atrás do que buscam, mas nunca chegando a realmente alcançá-lo. Alguns se casam para ter felicidade, ao passo que o vizinho se divorcia pelo mesmo motivo. Outros se desgastam de tanto trabalhar, enquanto ainda outros largam o emprego para ter longas, e talvez dispendiosas, férias. Todos procuram o mesmo objetivo evasivo: ser saudáveis e felizes. Será que o encontram? E você, já o encontrou?
Nenhum comentário:
Postar um comentário