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terça-feira, 13 de abril de 2010

Perigos das Drogas Modernas




Nunca antes a classe médica esteve tão cônscia dos perigos acompanhantes do uso de drogas modernas como hoje. Um dos principais responsáveis disto foi o desastre do início da década de 1960 que trouxe a morte ou crassa deformação a milhares de bebês nascidos de mães que tomaram o que parecia ser seguro tablete para dormir contendo talidomida.

À parte dos efeitos teratogênicos (ou causadores de defeitos), as drogas modernas prescritas pelos médicos podem produzir, direta ou indiretamente, amplo espectro de reações adversas e doenças, inclusive erupções da pele, sangria na pele, sangria no estômago ou nos intestinos, hemorragias no cérebro, infecções de vários tipos, distúrbios endócrinos tais como diabetes, hiper e hipotireoidismo, úlceras gástricas e duodenais, moléstias do fígado, moléstias dos rins, moléstias dos ossos e da medula óssea, vício de entorpecentes, doença mental e até a insanidade. Uma lista deveras formidável!

Em um simpósio sobre o assunto de doenças causadas por drogas, o Dr. Louis Lasagna, da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, Baltimore, EUA, declarou: “Torna-se aparente, não só que existe um problema, mas também que, apesar de uma razoavelmente alta freqüência de dificuldades relatadas com drogas, os casos publicados constituem simplesmente a ponta flutuante dum iceberg, a maior parte das dificuldades permanecendo oculta por trás da aparência de nossa percepção.”

Ao discutir os efeitos tóxicos das drogas, Sir Derrick Dunlop forneceu alguma idéia da magnitude do problema na Inglaterra ao dizer: “Tem-se calculado que de 10 a 15% dos pacientes em nossos hospitais de clínicas sofrem em grau maior ou menor de nossos esforços de tratá-los — de doenças iatrogênicas, conforme são chamadas [isto é, causadas pelo médico], ou, mais otimistamente, de doenças devidas ao progresso médico.”

Em vista dos perigos da moderna terapia de drogas, compreende-se por que muitos países estabeleceram agora organizações governamentais que supervisam a introdução e o uso de drogas, bem como publicam avisos e recomendam a retirada de uma droga quando necessário.

O que dizer, porém, daquelas pílulas que as pessoas tomam todo dia sem dano aparente, pílulas que alguns médicos se inclinam a receitar demais ou que podem ser compradas facilmente, sem receita, do farmacêutico ou balconista de farmácia? Devem ser classificadas entre as drogas que podem provocar doenças? Qual seria o conceito correto a se ter do uso de tais pílulas? Consideremos algumas.

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