Muitos pesquisadores gostam de dizer que a úlcera péptica é “multifatorial”, o que significa que há muitos fatores contribuintes da doença. Resta muito ainda para se aprender. Vem-se observando há décadas, por exemplo, que a incidência da úlcera aumenta de modo marcante na primavera e no outono — ninguém sabe por quê.
Todavia, há diversos fatores provados que contribuem para o aparecimento de uma úlcera. A hereditariedade, por exemplo, desempenha um papel importante. Um número de estudos feitos em certas famílias e em gêmeos indica que há cerca de três vezes mais probabilidade de úlcera do duodeno entre parentes próximos dos pacientes que têm úlcera duodenal. Provou-se também que o fumar cigarros provoca úlcera. Numerosos fatos indicam que os fumantes têm maior incidência tanto de úlcera gástrica como do duodeno. Além do mais, a cura das úlceras dos fumantes é mais lenta do que a dos não-fumantes, e aqueles têm mais complicações relacionadas com úlcera, tais como hemorragia ou perfuração, bem como mais elevado índice de mortes causadas por úlceras.
Que dizer do álcool? Não há evidência para indicar que o uso moderado de álcool esteja associado com maior incidência de úlceras. De fato, G. D. Friedman e seus colaboradores relataram que os pacientes que ingeriam quantidades mínimas de álcool tinham incidência mais baixa de úlcera do que os que eram abstêmios. É interessante notar como isso confirma o conselho de Paulo a Timóteo, em 1 Timóteo 5:23: “Usa de um pouco de vinho por causa do teu estômago.”
Isso nos leva ao assunto da alimentação que pode provocar ou curar úlceras. Por muitas décadas, a crença popular era que as úlceras eram causadas por uma dieta de alimentos muito temperados e condimentados, e que eram curadas por uma dieta leve. Mas, recentes estudos médicos tendem a contestar esses conceitos comumente divulgados. Não há evidência de que certos grupos étnicos (por exemplo, americanos-mexicanos) que costumam comer alimento altamente condimentado tenham mais úlceras do que os que evitam alimento muito condimentado. Certamente, o café, descafeinado ou comum, e bebidas à base de cola são potentes estimuladores do suco gástrico, mas seu papel em causar úlceras permanece indefinido.
No que diz respeito aos medicamentos, é amiúde difícil provar que certo medicamento realmente causou úlcera. A aspirina é um medicamento muitíssimo estudado, e se tem demonstrado claramente que está associada com maior incidência de úlcera gástrica.
Que dizer de fatores emocionais? Sustenta-se em geral que o stress e a tensão nervosa estão fortemente associados com o aparecimento da úlcera péptica. Provou-se recentemente ser verídico o pensamento bíblico de que “o coração alegre faz bem como alguém que cura, mas o espírito abatido resseca os ossos”. (Provérbios 17:22) As pesquisas médicas têm revelado que, no caso de muitos pacientes que têm úlceras, eventos estressantes ou precederam imediatamente o aparecimento clínico da úlcera péptica ou estes já existiam muitos anos antes.
De qualquer forma, seja por excesso de ansiedade, excesso de fumo, excesso de cafeína, seja por hereditariedade, o caminho final comum que conduz à formação de uma úlcera é o excesso de acidez.
DUVIDAS SOBRE PLANOS DE SAÚDE COM REGISTRO NA ANS ?
DISQUE- ANS O800 7019656
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Que É Uma Úlcera?
Uma úlcera é uma anomalia local, uma concavidade na superfície de um órgão ou de um tecido, e é produzida por um tecido necrosado, inflamado, que se desprende. A doença da úlcera péptica pode ser classificada em duas categorias básicas: as úlceras gástricas (úlceras que ocorrem no estômago) e as úlceras duodenais (úlceras que ocorrem na primeira parte do intestino imediatamente abaixo do estômago). Para simplificar, uma úlcera representa uma ferida, ou erupção, no revestimento da parede do estômago ou do duodeno. Esse ferimento é causado pela ação de fortes substâncias químicas produzidas pelo estômago, a saber, o ácido clorídrico e a pepsina (daí o nome úlcera péptica). Se a úlcera for muito grave, pode estender-se por toda a parede do estômago, uma complicação muito grave que é chamada de perfuração. Pode ocorrer importante hemorragia, caso a erupção da úlcera envolver uma artéria grande na região. Na doença de longa data, uma úlcera do duodeno pode complicar-se mais ainda pela cicatrização extensiva e pelo conseqüente estreitamento, de modo que a saída inferior do estômago fica obstruída.
Então, você acha que tem úlcera?
VOCÊ acaba de sair do consultório médico — com mais perguntas do que respostas. ‘Ele acha que tenho úlcera! Incrível! Como é que cheguei a ter isso? O que é mais importante, o que posso fazer quanto a isso?’
O problema da doença da úlcera péptica não é pequeno. Só nos Estados Unidos, estima-se que oito milhões de pessoas anualmente são tratadas por úlcera, a um custo de aproximadamente quatro bilhões de dólares (mais de um bilhão de cruzeiros). Além disso, nos últimos anos, os descobrimentos médicos sobre as úlceras fizeram com que fossem questionados os tratamentos tradicionais. O que acha? É bom o leite para úlceras? É nocivo o álcool? Que dizer de alimentos condimentados? Qual é o remédio mais receitado nos Estados Unidos hoje? As respostas poderão surpreendê-lo.
O problema da doença da úlcera péptica não é pequeno. Só nos Estados Unidos, estima-se que oito milhões de pessoas anualmente são tratadas por úlcera, a um custo de aproximadamente quatro bilhões de dólares (mais de um bilhão de cruzeiros). Além disso, nos últimos anos, os descobrimentos médicos sobre as úlceras fizeram com que fossem questionados os tratamentos tradicionais. O que acha? É bom o leite para úlceras? É nocivo o álcool? Que dizer de alimentos condimentados? Qual é o remédio mais receitado nos Estados Unidos hoje? As respostas poderão surpreendê-lo.
domingo, 19 de setembro de 2010
Sífilis e Gonorréia
A sífilis é a mais perigosa, ao passo que a gonorréia é a doença venérea mais prevalecente. A respeito da sífilis, o Textbook of Pathology (Compêndio de Patologia) de Boyd, declara: “Dentre todas as doenças, é a mais sutil. É um mestre do engano. Dificilmente seria exagero afirmar que não há sintoma que ela não provoque.” Tem-se até dito que quem conhece tudo sobre a sífilis conhece tudo sobre a medicina. É transmitida quase que unicamente pelas relações sexuais, e as mães que a tiverem podem infetar sua prole por nascer, embora não seja hereditária.
A sífilis, causada por um organismo espiralado muito ativo e diminuto, tem três estádios. Há o primeiro estádio, em que a lesão ou pequena pústula se desenvolve no lugar em que o germe entrou. Daí, dentro de dois ou três meses, surge o segundo estádio mais sério. Talvez seja assinalado por calafrios, febre, dores de cabeça, manchas mucosas brancas na boca, e queda de cabelos.
Para um terço dos casos há um terceiro estádio. Talvez surja alguns meses ou anos depois do segundo estádio, embora, às vezes, não se torne manifesto senão dez ou vinte anos depois. As partes mais freqüentemente prejudicadas são o cérebro, a medula espinhal, os olhos, o fígado e os vasos sangüíneos do coração. De 5 a 8 por cento de todos os casos de insanidade mental, segundo se diz, são atribuíveis à DV. Recentemente, certo especialista do cérebro verificou que não se havia comprovado a causa para 226 pessoas que sofriam de desordens mentais, mas que elas haviam sido tratadas de sífilis anos antes.
A gonorréia é causada por diminuto organismo de forma semelhante a dois grãos de café. Seu contágio é quase que inteiramente limitado às relações sexuais. Dentro de três a cinco dias, faz-se sentir por uma ardência ou sensação pungente na ocasião de se urinar, pela emissão de pus, acompanhada pela vermelhidão e irritação do órgão sexual masculino. Todavia, 8 de cada 10 mulheres não apresentam sintomas óbvios.
Ao passo que a gonorréia não tem as mesmas conseqüências trágicas que a sífilis, pode levar à esterilidade tanto nos homens como nas mulheres, e resultar em invalidez crônica destas últimas. Pode causar a cegueira em bebês que passem pelo canal de nascimento infetado. Estimativas são de que 20 por cento de toda cegueira seja causada pela DV.
A sífilis, causada por um organismo espiralado muito ativo e diminuto, tem três estádios. Há o primeiro estádio, em que a lesão ou pequena pústula se desenvolve no lugar em que o germe entrou. Daí, dentro de dois ou três meses, surge o segundo estádio mais sério. Talvez seja assinalado por calafrios, febre, dores de cabeça, manchas mucosas brancas na boca, e queda de cabelos.
Para um terço dos casos há um terceiro estádio. Talvez surja alguns meses ou anos depois do segundo estádio, embora, às vezes, não se torne manifesto senão dez ou vinte anos depois. As partes mais freqüentemente prejudicadas são o cérebro, a medula espinhal, os olhos, o fígado e os vasos sangüíneos do coração. De 5 a 8 por cento de todos os casos de insanidade mental, segundo se diz, são atribuíveis à DV. Recentemente, certo especialista do cérebro verificou que não se havia comprovado a causa para 226 pessoas que sofriam de desordens mentais, mas que elas haviam sido tratadas de sífilis anos antes.
A gonorréia é causada por diminuto organismo de forma semelhante a dois grãos de café. Seu contágio é quase que inteiramente limitado às relações sexuais. Dentro de três a cinco dias, faz-se sentir por uma ardência ou sensação pungente na ocasião de se urinar, pela emissão de pus, acompanhada pela vermelhidão e irritação do órgão sexual masculino. Todavia, 8 de cada 10 mulheres não apresentam sintomas óbvios.
Ao passo que a gonorréia não tem as mesmas conseqüências trágicas que a sífilis, pode levar à esterilidade tanto nos homens como nas mulheres, e resultar em invalidez crônica destas últimas. Pode causar a cegueira em bebês que passem pelo canal de nascimento infetado. Estimativas são de que 20 por cento de toda cegueira seja causada pela DV.
“Maior Ameaça à Saúde dos Adolescentes”
É assim que uma das principais revistas dos EUA para moças adolescentes chama a DV, e não sem boa razão. Em São Francisco, os ginasianos têm 20 por cento de probabilidade de contrair DV antes de terminar o curso. Nos EUA como um todo, a taxa de gonorréia para os jovens de quinze a dezenove anos é três vezes maior que a média nacional para todas as idades combinadas. Nos últimos cinco anos, a DV aumentou 1.000 por cento entre os adolescentes!
E quão jovens são algumas das vítimas! A Polônia, num ano recente, teve 64 casos de DV em crianças de dez a quatorze anos. Em Filadélfia, EUA, no ano passado, houve 50 casos de DV em crianças com menos de dez anos. Em Memphis, Tennessee, EUA, um garoto de cinco anos foi tratado de DV contraída pela intimidade com uma menina de nove anos! Quando inquirida, a menina recusou-se a citar o nome de seus outros companheiros sexuais.
E quão jovens são algumas das vítimas! A Polônia, num ano recente, teve 64 casos de DV em crianças de dez a quatorze anos. Em Filadélfia, EUA, no ano passado, houve 50 casos de DV em crianças com menos de dez anos. Em Memphis, Tennessee, EUA, um garoto de cinco anos foi tratado de DV contraída pela intimidade com uma menina de nove anos! Quando inquirida, a menina recusou-se a citar o nome de seus outros companheiros sexuais.
Cuidado com a poluição da DV
A PIOR espécie de poluição que grassa hoje é a doença venérea ou DV. A necessidade de salvaguardas contra ela é maior do que nunca antes. As doenças venéreas aumentam em tal proporção que não mais são chamadas “epidêmicas”, mas “pandêmicas”.
Têm sido soados alarmes na Inglaterra e País de Gales, no Canadá e em França, na Suécia, Polônia e Países-Baixos, no Extremo Oriente e na América Latina. Quanto aos EUA, em 1970 viu-se um aumento de 16 por cento em gonorréia e um aumento de 8 por cento na sífilis sobre o ano prévio. Ademais, tem-se calculado que há cerca de 500.000 casos não detectados de sífilis.
As taxas em algumas cidades duplicaram e até triplicaram em comparação com o ano prévio. Houston, Texas, EUA, segundo se diz, sofre “galopante epidemia de doença venérea”, e, em Los Angeles, no ano passado, 6 por cento das senhoras que deram à luz tinham gonorréia. As autoridades sanitárias dos EUA declaram que, ao passo que o problema da sífilis é perturbador, a situação da gonorréia já alcançou quase um ponto desesperador.
Têm sido soados alarmes na Inglaterra e País de Gales, no Canadá e em França, na Suécia, Polônia e Países-Baixos, no Extremo Oriente e na América Latina. Quanto aos EUA, em 1970 viu-se um aumento de 16 por cento em gonorréia e um aumento de 8 por cento na sífilis sobre o ano prévio. Ademais, tem-se calculado que há cerca de 500.000 casos não detectados de sífilis.
As taxas em algumas cidades duplicaram e até triplicaram em comparação com o ano prévio. Houston, Texas, EUA, segundo se diz, sofre “galopante epidemia de doença venérea”, e, em Los Angeles, no ano passado, 6 por cento das senhoras que deram à luz tinham gonorréia. As autoridades sanitárias dos EUA declaram que, ao passo que o problema da sífilis é perturbador, a situação da gonorréia já alcançou quase um ponto desesperador.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Enfrentar a Tragédia
O Dr. John Bagshaw se lamentava: “Não existe nada mais frustrador do que ver pessoas em seu consultório, sabendo que tais pessoas caminham para o desastre, aconselhá-las a cuidar melhor de si mesmas, e então não ver nenhuma melhora — ou, o que é pior, vê-las no hospital, depois dum ataque cardíaco.”
A situação triste motivou o Dr. Bagshaw a fazer um ajuste em seu exercício da medicina, e a desenvolver um programa de prevenção de doenças. Que tal mudança de ênfase faz sentido é ilustrado por um sonho que outro médico disse ter tido.
“Eu estava em pé, junto a um rio”, informa ele, “e um homem estava sendo levado pela correnteza. Ele se estava afogando. Assim, joguei-me na água, nadei até ele, arrastei-o para a margem, submeti-o à respiração artificial, e salvei-o. Já então outro homem gritava por socorro. Assim, joguei-me de novo na água para salvá-lo, apenas para ver aparecerem outros homens se afogando. Não demorou muito até que a margem do rio estava cheia de pessoas que eu tinha salvado. O que tornou memorável este sonho é que me lembro de pensar: ‘O que preciso realmente fazer é ir rio acima e descobrir quem está jogando todas essas pessoas dentro do rio.’”
Na realidade, as próprias pessoas se estão jogando no “rio” do sonho do médico por fumarem, tomarem tóxicos, comerem inadequadamente, e deixarem de se exercitar. Isto é confirmado pelas estatísticas dos Centros de Controle de Moléstias dos EUA, que mostram que dentre todas as mortes de pessoas com menos de 65 anos, mais da metade pode ser diretamente atribuída a estilos de vida nada salutares.
Entretanto, a maior parte da medicina americana se preocupa mormente com o tratamento da doença, em vez de com sua prevenção. Diferente de muitos outros países, os Estados Unidos têm dedicado pouca atenção aos programas de prevenção de doenças — até recentemente. Atualmente, até Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, incentiva que se aprenda com os programas dos outros países.
“Todos nós estamos a par dos programas de aptidão física das empresas nipônicas”, disse ele. “Uma força trabalhadora mais saudável significa maior produtividade. A longo prazo, também significa a redução no custo dos seguros de saúde dos empregados.”
A situação triste motivou o Dr. Bagshaw a fazer um ajuste em seu exercício da medicina, e a desenvolver um programa de prevenção de doenças. Que tal mudança de ênfase faz sentido é ilustrado por um sonho que outro médico disse ter tido.
“Eu estava em pé, junto a um rio”, informa ele, “e um homem estava sendo levado pela correnteza. Ele se estava afogando. Assim, joguei-me na água, nadei até ele, arrastei-o para a margem, submeti-o à respiração artificial, e salvei-o. Já então outro homem gritava por socorro. Assim, joguei-me de novo na água para salvá-lo, apenas para ver aparecerem outros homens se afogando. Não demorou muito até que a margem do rio estava cheia de pessoas que eu tinha salvado. O que tornou memorável este sonho é que me lembro de pensar: ‘O que preciso realmente fazer é ir rio acima e descobrir quem está jogando todas essas pessoas dentro do rio.’”
Na realidade, as próprias pessoas se estão jogando no “rio” do sonho do médico por fumarem, tomarem tóxicos, comerem inadequadamente, e deixarem de se exercitar. Isto é confirmado pelas estatísticas dos Centros de Controle de Moléstias dos EUA, que mostram que dentre todas as mortes de pessoas com menos de 65 anos, mais da metade pode ser diretamente atribuída a estilos de vida nada salutares.
Entretanto, a maior parte da medicina americana se preocupa mormente com o tratamento da doença, em vez de com sua prevenção. Diferente de muitos outros países, os Estados Unidos têm dedicado pouca atenção aos programas de prevenção de doenças — até recentemente. Atualmente, até Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, incentiva que se aprenda com os programas dos outros países.
“Todos nós estamos a par dos programas de aptidão física das empresas nipônicas”, disse ele. “Uma força trabalhadora mais saudável significa maior produtividade. A longo prazo, também significa a redução no custo dos seguros de saúde dos empregados.”
A Prevenção Faz Sentido?
Grande parte das despesas com a saúde, de US$ 400 bilhões, corre por conta de males resultantes de problemas potencialmente controláveis, tais como excesso de peso, fumo, alta taxa de colesterol no sangue, e hipertensão.
Como deve estar a par, a maioria das empresas investe num programa de manutenção, para manter em bom funcionamento sua maquinaria. Agem assim porque isso faz sentido em termos econômicos. Que dizer, então, dum programa de prevenção do colapso da saúde de seus empregados? Faz sentido?
‘Manter-se saudável é responsabilidade do próprio indivíduo’, talvez argua um empregador. Todavia, em nossa sociedade moderna, estressante, que promove deploráveis hábitos de comer, de beber e de repouso, para não se mencionar o estilo de vida sedentário, e a ênfase no consumo de remédios, as empresas estão repensando o assunto.
Em 1974, duas dúzias de diretores de departamentos de aptidão física de indústrias formaram a Associação de Aptidão Física nas Empresas. A Associação conta agora com mais de 3.500 membros! O consenso é que faz sentido ter um programa de prevenção de doenças — tanto em termos econômicos como em termos humanitários.
Como deve estar a par, a maioria das empresas investe num programa de manutenção, para manter em bom funcionamento sua maquinaria. Agem assim porque isso faz sentido em termos econômicos. Que dizer, então, dum programa de prevenção do colapso da saúde de seus empregados? Faz sentido?
‘Manter-se saudável é responsabilidade do próprio indivíduo’, talvez argua um empregador. Todavia, em nossa sociedade moderna, estressante, que promove deploráveis hábitos de comer, de beber e de repouso, para não se mencionar o estilo de vida sedentário, e a ênfase no consumo de remédios, as empresas estão repensando o assunto.
Em 1974, duas dúzias de diretores de departamentos de aptidão física de indústrias formaram a Associação de Aptidão Física nas Empresas. A Associação conta agora com mais de 3.500 membros! O consenso é que faz sentido ter um programa de prevenção de doenças — tanto em termos econômicos como em termos humanitários.
A boa saúde é boa para os negócios
CUSTO anual dos cuidados com a saúde, nos Estados Unidos, subiu vertiginosamente para US$ 400 bilhões, muitas vezes mais do que na década de 70! Os crescentes custos de assistência médica não só ameaçam a segurança financeira das famílias, mas também engolem tremenda fatia dos lucros empresariais. Apenas nos prêmios do seguro de saúde dos empregados, as empresas nos Estados Unidos pagam mais de US$ 80 bilhões por ano!
A Ford Motor Company, por exemplo, calcula que, em 1980, o custo dos cuidados de saúde dos empregados acresceram US$ 290 ao preço de cada carro, nos EUA. A General Motors gasta num ano mais com seguro de saúde e contra a invalidez do que com o aço comprado à USX Corporation (antiga U.S. Steel), um de seus principais fornecedores.
Calcula-se que apenas os problemas de coluna custem às empresas dos EUA US$ 1 bilhão por ano em perda de produtividade. Devido a males como este, até um milhão de americanos deixam de apresentar-se ao trabalho cada dia. Especialmente devastadora é a doença do coração. Cerca de 700.000 americanos — muitos no primor da vida — morrem todo ano de ataques cardíacos, enquanto outros 700.000 sobrevivem a tal ataque, e podem faltar ao trabalho durante muitos meses depois. O custo para os negócios é tremendo.
“Um único empregado que recebe quatro pontes [de safena]”, explica o Dr. Richard H. Stein, “vai custar ao empregador, dependendo do salário base, possivelmente até US$ 100.000. Um programa amplo de prevenção de doenças, para toda uma empresa, poderia custar menos. Acho que a possibilidade de se reduzir tal carga para as empresas faz sentido em termos econômicos.”
A Ford Motor Company, por exemplo, calcula que, em 1980, o custo dos cuidados de saúde dos empregados acresceram US$ 290 ao preço de cada carro, nos EUA. A General Motors gasta num ano mais com seguro de saúde e contra a invalidez do que com o aço comprado à USX Corporation (antiga U.S. Steel), um de seus principais fornecedores.
Calcula-se que apenas os problemas de coluna custem às empresas dos EUA US$ 1 bilhão por ano em perda de produtividade. Devido a males como este, até um milhão de americanos deixam de apresentar-se ao trabalho cada dia. Especialmente devastadora é a doença do coração. Cerca de 700.000 americanos — muitos no primor da vida — morrem todo ano de ataques cardíacos, enquanto outros 700.000 sobrevivem a tal ataque, e podem faltar ao trabalho durante muitos meses depois. O custo para os negócios é tremendo.
“Um único empregado que recebe quatro pontes [de safena]”, explica o Dr. Richard H. Stein, “vai custar ao empregador, dependendo do salário base, possivelmente até US$ 100.000. Um programa amplo de prevenção de doenças, para toda uma empresa, poderia custar menos. Acho que a possibilidade de se reduzir tal carga para as empresas faz sentido em termos econômicos.”
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Remédios de ervas caseiros
Há milhares de anos, as pessoas em muitas culturas tratam suas doenças com remédios herbáceos, usando plantas de campos e de florestas. Até mesmo muitos medicamentos modernos são feitos de plantas, como a digital, para o tratamento de problemas cardíacos. Penelope Ody, membro do Instituto Nacional de Herbalistas Medicinais, no Reino Unido, observa em seu livro que “existem mais de 250 tratamentos seguros para ajudar a aliviar males comuns — de simples tosse, resfriados e dores de cabeça a tratamentos especiais para lesões de pele, problemas digestivos e doenças infantis”.
Ela escreve: “O tratamento com ervas sempre foi considerado como ‘medicina do povo’ — remédios simples que podem ser usados em casa para males menores ou para suplementar remédios mais fortes receitados por profissionais para doenças crônicas e agudas.” Ela continua: “Embora a maioria das ervas sejam intrinsecamente bastante seguras, elas devem ser tratadas com respeito. Não passe das doses recomendadas, nem continue com remédios caseiros se a doença persistir, se piorar ou se o diagnóstico for duvidoso.” — The Complete Medicinal Herbal.
Ela escreve: “O tratamento com ervas sempre foi considerado como ‘medicina do povo’ — remédios simples que podem ser usados em casa para males menores ou para suplementar remédios mais fortes receitados por profissionais para doenças crônicas e agudas.” Ela continua: “Embora a maioria das ervas sejam intrinsecamente bastante seguras, elas devem ser tratadas com respeito. Não passe das doses recomendadas, nem continue com remédios caseiros se a doença persistir, se piorar ou se o diagnóstico for duvidoso.” — The Complete Medicinal Herbal.
Autodiagnóstico seguro: como?
Visto que não podemos consultar um médico toda vez que nos sentimos mal, a educação em saúde e a automedicação razoável podem beneficiar a família. No entanto, antes de tomar um medicamento, é necessário fazer um autodiagnóstico correto e eficaz. Se não houver um médico nas imediações, ou se você não puder consultar um, poderá ser útil consultar um bom livro de referência médica para fazer um diagnóstico correto. Por exemplo, a Associação Médica Americana publica um guia médico familiar que inclui uma seção de 183 páginas de quadros de sintomas. Estes conduzem o paciente através de uma série de perguntas que podem ser respondidas “sim” ou “não”. Com esse processo de eliminação, muitas vezes é possível identificar um problema. Algo similar em português encontra-se na Enciclopédia Médica da Família, da Companhia Melhoramentos, de São Paulo.
E o papel dos médicos? Quando devemos procurar ajuda profissional? Como evitar os extremos do excesso de preocupação ou da negligência com relação a nossa saúde? Realmente, num mundo em que as doenças e os males psicossomáticos são tão comuns, como podemos usufruir certa medida de boa saúde?
E o papel dos médicos? Quando devemos procurar ajuda profissional? Como evitar os extremos do excesso de preocupação ou da negligência com relação a nossa saúde? Realmente, num mundo em que as doenças e os males psicossomáticos são tão comuns, como podemos usufruir certa medida de boa saúde?
Automedicação: um risco?
“Uma das características notáveis na medicina do século 20 tem sido o desenvolvimento de novas drogas”, diz The New Encyclopædia Britannica. Mas ela diz também: “Provavelmente, os remédios são a maior causa de envenenamento.” De fato, os remédios podem tanto curar como causar danos. Os anorexígenos, ou comprimidos para emagrecer, “atuam no sistema nervoso e com isso podem desencadear sintomas adversos como: mudança de comportamento, insônia ou muito sono e, em alguns casos, até alucinações”, explica a autora Cilene de Castro. “Mas quem pensa que os anorexígenos atuam apenas como inibidores do apetite, engana-se. Uma cápsula pode ser o início de um círculo vicioso, repleto de remédios, cada um contrabalançando o efeito do outro”, acrescenta.
Muitos medicamentos comuns podem causar irritação no estômago e até mesmo náusea, vômitos e hemorragia. Certos medicamentos podem viciar, ou prejudicar os rins e o fígado.
Até mesmo produtos de saúde populares podem ser suspeitos. “Esse modismo em torno de suplementos vitamínicos é extremamente perigoso”, alerta o Dr. Efraim Olszewer, presidente de uma associação médica brasileira. “Não apenas a população está se automedicando, como alguns médicos despreparados estão receitando fórmulas aleatórias, sem levar em conta os riscos.” Outro médico, contudo, acrescenta que os suplementos vitamínicos em doses apropriadas podem ser necessários, ou benéficos, no tratamento de certas doenças e deficiências.
Muitos medicamentos comuns podem causar irritação no estômago e até mesmo náusea, vômitos e hemorragia. Certos medicamentos podem viciar, ou prejudicar os rins e o fígado.
Até mesmo produtos de saúde populares podem ser suspeitos. “Esse modismo em torno de suplementos vitamínicos é extremamente perigoso”, alerta o Dr. Efraim Olszewer, presidente de uma associação médica brasileira. “Não apenas a população está se automedicando, como alguns médicos despreparados estão receitando fórmulas aleatórias, sem levar em conta os riscos.” Outro médico, contudo, acrescenta que os suplementos vitamínicos em doses apropriadas podem ser necessários, ou benéficos, no tratamento de certas doenças e deficiências.
Benefícios e riscos da automedicação
Do correspondente de Despertai! no Brasil
“O MERCADO da automedicação está em expansão no mundo inteiro”, diz o presidente de uma grande indústria farmacêutica. “As pessoas querem estar no controle da sua própria saúde.” Embora isso possa ser verdade, há riscos a considerar?
Naturalmente, se forem usados corretamente, os remédios podem trazer alívio. Por exemplo, a insulina e os antibióticos, bem como a não-dispendiosa e simples terapia da reidratação oral salvam incontáveis vidas. O desafio da automedicação é determinar quando os benefícios superam os riscos.
Admitidamente, em alguns países o bom atendimento médico pode estar distante demais, ou ser caro demais. Assim, muitos recorrem a amigos e a parentes, ou a livros de auto-ajuda, em busca de informações sobre medicação. Também, “as campanhas de publicidade passam a idéia de que é possível ter saúde e bem-estar comprando-se uma simples cápsula”, diz o professor Fernando Lefèvre, da Universidade de São Paulo. Conseqüentemente, para combater os efeitos do excesso de trabalho, da má nutrição, ou mesmo de leves problemas emocionais, muitos tomam remédios. Lefèvre acrescenta: “Em vez de melhorar a qualidade de vida, [as pessoas] procuram nas prateleiras a solução para seus problemas.” E quem garante que o diagnóstico dos pacientes seja mesmo correto?
Além de usar remédios para tratar males como dor de cabeça, hipertensão ou mal-estar estomacal, muitos recorrem a remédios contra a ansiedade, o medo e a solidão. “As pessoas buscam a ajuda de um médico porque acham que um comprimido resolverá o problema”, diz o Dr. André Feingold. “Os próprios profissionais de saúde estão voltados para receitar fórmulas e passar uma infinidade de exames. Não há uma preocupação com conhecer a história do paciente que, na maioria das vezes, tem uma vida caótica, estressante e nada saudável.” O Dr. Romildo Bueno, do Conselho Mundial para a Prevenção do Abuso de Psicotrópicos (drogas que alteram a percepção ou o comportamento) admite: “O tempo é reduzido para se atender o paciente e o médico livra-se da pessoa tratando apenas o sintoma.” “É a medicamentalização de problemas sociais”, conclui. Outro médico alerta, porém, que muitos pacientes precisam, sim, de cuidadosa prescrição de psicotrópicos.
Depois de falar da “Moda do Prozac”, o jornal O Estado de S. Paulo comenta: “Um remédio virar moda, assim como um novo corte de cabelo . . . é no mínimo estranho.” O jornal cita o psiquiatra Arthur Kaufman: “A falta de perspectivas e de sentido para a vida criam um fenômeno que faz de um medicamento eficiente a salvação para todos os males.” Kaufman acrescenta: “O ser humano está cada vez mais imediatista e, portanto, perdeu o interesse em descobrir as causas de seus problemas, prefere tomar um comprimido para resolvê-los.” Mas, é seguro automedicar-se?
“O MERCADO da automedicação está em expansão no mundo inteiro”, diz o presidente de uma grande indústria farmacêutica. “As pessoas querem estar no controle da sua própria saúde.” Embora isso possa ser verdade, há riscos a considerar?
Naturalmente, se forem usados corretamente, os remédios podem trazer alívio. Por exemplo, a insulina e os antibióticos, bem como a não-dispendiosa e simples terapia da reidratação oral salvam incontáveis vidas. O desafio da automedicação é determinar quando os benefícios superam os riscos.
Admitidamente, em alguns países o bom atendimento médico pode estar distante demais, ou ser caro demais. Assim, muitos recorrem a amigos e a parentes, ou a livros de auto-ajuda, em busca de informações sobre medicação. Também, “as campanhas de publicidade passam a idéia de que é possível ter saúde e bem-estar comprando-se uma simples cápsula”, diz o professor Fernando Lefèvre, da Universidade de São Paulo. Conseqüentemente, para combater os efeitos do excesso de trabalho, da má nutrição, ou mesmo de leves problemas emocionais, muitos tomam remédios. Lefèvre acrescenta: “Em vez de melhorar a qualidade de vida, [as pessoas] procuram nas prateleiras a solução para seus problemas.” E quem garante que o diagnóstico dos pacientes seja mesmo correto?
Além de usar remédios para tratar males como dor de cabeça, hipertensão ou mal-estar estomacal, muitos recorrem a remédios contra a ansiedade, o medo e a solidão. “As pessoas buscam a ajuda de um médico porque acham que um comprimido resolverá o problema”, diz o Dr. André Feingold. “Os próprios profissionais de saúde estão voltados para receitar fórmulas e passar uma infinidade de exames. Não há uma preocupação com conhecer a história do paciente que, na maioria das vezes, tem uma vida caótica, estressante e nada saudável.” O Dr. Romildo Bueno, do Conselho Mundial para a Prevenção do Abuso de Psicotrópicos (drogas que alteram a percepção ou o comportamento) admite: “O tempo é reduzido para se atender o paciente e o médico livra-se da pessoa tratando apenas o sintoma.” “É a medicamentalização de problemas sociais”, conclui. Outro médico alerta, porém, que muitos pacientes precisam, sim, de cuidadosa prescrição de psicotrópicos.
Depois de falar da “Moda do Prozac”, o jornal O Estado de S. Paulo comenta: “Um remédio virar moda, assim como um novo corte de cabelo . . . é no mínimo estranho.” O jornal cita o psiquiatra Arthur Kaufman: “A falta de perspectivas e de sentido para a vida criam um fenômeno que faz de um medicamento eficiente a salvação para todos os males.” Kaufman acrescenta: “O ser humano está cada vez mais imediatista e, portanto, perdeu o interesse em descobrir as causas de seus problemas, prefere tomar um comprimido para resolvê-los.” Mas, é seguro automedicar-se?
sábado, 21 de agosto de 2010
A Busca da Saúde
As autoridades chegaram à conclusão de que os problemas de saúde da humanidade não são solucionados simplesmente por terem mais remédios, mais médicos, ou mais hospitais, embora estes, sem dúvida, seriam um paliativo. Antes, requer-se mudanças radicais no modo de vida das pessoas e na maneira com que as pessoas tratam o ambiente. Por exemplo, o Dr. Halfdan Mahler, diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), escreveu num ensaio sobre o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril de 1983:
“O que podem as pessoas fazer quanto à saúde? Para citar alguns exemplos, podem tomar ação individual e comunitária para assegurar que tenham suficiente alimento do tipo correto. Podem reunir-se para tirar o máximo proveito de qualquer suprimento de água potável que esteja disponível, ou que possa tornar-se disponível, assegurando-se de que seja protegido contra a poluição. Podem insistir em normas aceitáveis de higiene nos lares e nos arredores deste, nos mercados e nas lojas, nas escolas, nas fábricas, em cantinas e em restaurantes. Podem aprender como espacejar o nascimento dos filhos que desejam ter, de tal modo que possam proporcionar a todos eles uma boa chance de sobreviver, uma educação razoável, e uma qualidade de vida decente.”
Evidentemente, esses são passos para se alcançar boa saúde. Mas, as perguntas óbvias são: Como podem os pobres dos países em desenvolvimento conseguir alimento suficiente, água potável, e higiene aceitável? Onde obterão eles os recursos e a habilidade necessários para prover tais coisas essenciais?
É interessante que um artigo de A Saúde do Mundo, a revista oficial da OMS, declarou: “Imagine um mundo ideal no qual toda a engenhosidade, todos os gastos, e todos os recursos humanos e materiais que atualmente são derramados em armamentos militares fossem, em vez disso, devotados à melhora da saúde do mundo!” Em que resultaria isso? Bem, o artigo calculou que a corrida armamentista custa ao mundo cerca de 600 bilhões de dólares por ano (c. Cr$ 2,4 quatrilhões), ou um milhão de dólares (c. Cr$ 4 bilhões) por minuto para mantê-la. Contudo, “a campanha de 14 anos para erradicar a doença assassina varíola, entre 1967 e 1980, custou ao mundo apenas 300 milhões de dólares (c. Cr$ 1,2 trilhões)”. Assim, o artigo concluiu: “Evidentemente, se até mesmo uma parte dos recursos atualmente destinados aos gastos militares pudesse ser transferida em vez disso para a prevenção, a cura e a pesquisa no campo da saúde, o mundo receberia um prodigioso impulso em direção ao alvo da Saúde para todos até o ano 2000.”
Que dizer das pessoas em países desenvolvidos? Podem estar em alguns sentidos numa situação melhor, mas, segundo o Dr. Mahler, elas também “precisam esforçar-se a cuidar de suas responsabilidades de saúde, alimentando-se sabiamente, bebendo com moderação, não fumando, dirigindo com cuidado, fazendo suficiente exercício, aprendendo a viver sob o stress da vida na cidade, e ajudando uns aos outros a fazê-lo”.
Assim, precisamos perguntar: Estarão as nações dispostas a mudar sua política e a dar elevada prioridade ao empenho pela saúde? Estarão elas dispostas a pôr de lado suas diferenças políticas e a reunir seus recursos e esforços, visando vencer as doenças? E mudarão as pessoas seu modo de vida para outro que seja mais saudável? Realisticamente, terá de admitir que isto é muito improvável. A cura de todas as doenças nunca se dará se tivermos de esperar isso das nações.
“O que podem as pessoas fazer quanto à saúde? Para citar alguns exemplos, podem tomar ação individual e comunitária para assegurar que tenham suficiente alimento do tipo correto. Podem reunir-se para tirar o máximo proveito de qualquer suprimento de água potável que esteja disponível, ou que possa tornar-se disponível, assegurando-se de que seja protegido contra a poluição. Podem insistir em normas aceitáveis de higiene nos lares e nos arredores deste, nos mercados e nas lojas, nas escolas, nas fábricas, em cantinas e em restaurantes. Podem aprender como espacejar o nascimento dos filhos que desejam ter, de tal modo que possam proporcionar a todos eles uma boa chance de sobreviver, uma educação razoável, e uma qualidade de vida decente.”
Evidentemente, esses são passos para se alcançar boa saúde. Mas, as perguntas óbvias são: Como podem os pobres dos países em desenvolvimento conseguir alimento suficiente, água potável, e higiene aceitável? Onde obterão eles os recursos e a habilidade necessários para prover tais coisas essenciais?
É interessante que um artigo de A Saúde do Mundo, a revista oficial da OMS, declarou: “Imagine um mundo ideal no qual toda a engenhosidade, todos os gastos, e todos os recursos humanos e materiais que atualmente são derramados em armamentos militares fossem, em vez disso, devotados à melhora da saúde do mundo!” Em que resultaria isso? Bem, o artigo calculou que a corrida armamentista custa ao mundo cerca de 600 bilhões de dólares por ano (c. Cr$ 2,4 quatrilhões), ou um milhão de dólares (c. Cr$ 4 bilhões) por minuto para mantê-la. Contudo, “a campanha de 14 anos para erradicar a doença assassina varíola, entre 1967 e 1980, custou ao mundo apenas 300 milhões de dólares (c. Cr$ 1,2 trilhões)”. Assim, o artigo concluiu: “Evidentemente, se até mesmo uma parte dos recursos atualmente destinados aos gastos militares pudesse ser transferida em vez disso para a prevenção, a cura e a pesquisa no campo da saúde, o mundo receberia um prodigioso impulso em direção ao alvo da Saúde para todos até o ano 2000.”
Que dizer das pessoas em países desenvolvidos? Podem estar em alguns sentidos numa situação melhor, mas, segundo o Dr. Mahler, elas também “precisam esforçar-se a cuidar de suas responsabilidades de saúde, alimentando-se sabiamente, bebendo com moderação, não fumando, dirigindo com cuidado, fazendo suficiente exercício, aprendendo a viver sob o stress da vida na cidade, e ajudando uns aos outros a fazê-lo”.
Assim, precisamos perguntar: Estarão as nações dispostas a mudar sua política e a dar elevada prioridade ao empenho pela saúde? Estarão elas dispostas a pôr de lado suas diferenças políticas e a reunir seus recursos e esforços, visando vencer as doenças? E mudarão as pessoas seu modo de vida para outro que seja mais saudável? Realisticamente, terá de admitir que isto é muito improvável. A cura de todas as doenças nunca se dará se tivermos de esperar isso das nações.
O Que É Doença?
Neste contexto, a doença relaciona-se bastante com a forma em que vivemos e em que lidamos com o nosso ambiente. Achamos que hoje o nosso modo de vida civilizado contribuiu muito para melhorar as condições gerais de saúde. Mas, note o que Dubos e Pines dizem: “Os aborígines australianos, que vivem em relativo isolamento numa cultura da idade da Pedra, são notavelmente livres de doenças. De fato, é apenas nas sociedades mais avançadas que o homem civilizado, mediante a ciência da medicina moderna, começa a aproximar-se da boa saúde que o povo menos civilizado do mundo desfruta como direito inato.”
Outro desse “povo menos civilizado” citado pelos autores são os mabaans do Sudão. “Os mabaans usufruem longevidade que seria notável na mais medicamente mimada sociedade. Ademais, seus anos declinantes são quase livres das doenças degenerativas comuns à idade avançada. Os cientistas ainda estão perplexos com a saúde extraordinária dos mabaans, porém seu ambiente estável e tranqüilo é quase que certamente um fator importante.” Para salientar a influência do ambiente, os autores acrescentaram: “Quando um mabaan muda-se do seu lar para a cidade de Cartum, distante 650 milhas [1.050 km], ele é acometido de um grande número de doenças que nunca conheceu.”
Em contraste com isso, nosso modo de vida “civilizado” produziu a poluição do ar e da água, o desflorestamento, a superpopulação, e a desnutrição de grandes segmentos da população. A negligência do homem quanto ao tratamento do ambiente não só apresenta graves riscos à sua saúde, mas também ameaça a perspectiva de continuidade da sua existência na terra. — Veja Revelação 11:18.
Não é de surpreender, pois, que a doença tenha sido definida às vezes como “subproduto dum modo de vida civilizado”. Consideramo-nos civilizados por não mais vivermos em regiões agrestes. Em vez disso, talvez vivamos em cidades, em contato íntimo uns com os outros, se não literalmente uns em cima dos outros. De fato, a palavra “civilizado” é derivada duma raiz latina que significa cidadão ou residente de cidade. Mas, de onde proveio a idéia de morar em cidade?
O primeiro registro disso nos é fornecido em Gênesis 11:4: “Disseram então: ‘Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre com o seu topo nos céus, e façamos para nós um nome célebre, para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra.’” Essa proposta feita nos dias de Ninrode ia de encontro com o propósito de Deus declarado a Adão, a saber, de os humanos ‘encherem a terra e sujeitá-la’. Para isso, deviam espalhar-se ao passo que seu número aumentava. Por se recusar a fazer isso, bem como por outras razões mais, Ninrode passou a ser conhecido como estando “em oposição a Deus”. (Gênesis 10:9) Esse proceder desafiante, mais a rebelião no jardim do Éden, precipitaram a humanidade à decadência, às doenças e à morte.
Mesmo hoje, a maioria das doenças que afligem os que vivem em nações prósperas são resultado do seu modo de vida.
Outro desse “povo menos civilizado” citado pelos autores são os mabaans do Sudão. “Os mabaans usufruem longevidade que seria notável na mais medicamente mimada sociedade. Ademais, seus anos declinantes são quase livres das doenças degenerativas comuns à idade avançada. Os cientistas ainda estão perplexos com a saúde extraordinária dos mabaans, porém seu ambiente estável e tranqüilo é quase que certamente um fator importante.” Para salientar a influência do ambiente, os autores acrescentaram: “Quando um mabaan muda-se do seu lar para a cidade de Cartum, distante 650 milhas [1.050 km], ele é acometido de um grande número de doenças que nunca conheceu.”
Em contraste com isso, nosso modo de vida “civilizado” produziu a poluição do ar e da água, o desflorestamento, a superpopulação, e a desnutrição de grandes segmentos da população. A negligência do homem quanto ao tratamento do ambiente não só apresenta graves riscos à sua saúde, mas também ameaça a perspectiva de continuidade da sua existência na terra. — Veja Revelação 11:18.
Não é de surpreender, pois, que a doença tenha sido definida às vezes como “subproduto dum modo de vida civilizado”. Consideramo-nos civilizados por não mais vivermos em regiões agrestes. Em vez disso, talvez vivamos em cidades, em contato íntimo uns com os outros, se não literalmente uns em cima dos outros. De fato, a palavra “civilizado” é derivada duma raiz latina que significa cidadão ou residente de cidade. Mas, de onde proveio a idéia de morar em cidade?
O primeiro registro disso nos é fornecido em Gênesis 11:4: “Disseram então: ‘Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre com o seu topo nos céus, e façamos para nós um nome célebre, para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra.’” Essa proposta feita nos dias de Ninrode ia de encontro com o propósito de Deus declarado a Adão, a saber, de os humanos ‘encherem a terra e sujeitá-la’. Para isso, deviam espalhar-se ao passo que seu número aumentava. Por se recusar a fazer isso, bem como por outras razões mais, Ninrode passou a ser conhecido como estando “em oposição a Deus”. (Gênesis 10:9) Esse proceder desafiante, mais a rebelião no jardim do Éden, precipitaram a humanidade à decadência, às doenças e à morte.
Mesmo hoje, a maioria das doenças que afligem os que vivem em nações prósperas são resultado do seu modo de vida.
Cura para todas as doenças — pode ser conseguida!
NO DECORRER dos séculos, não houve falta de empenho na procura da cura para todas as doenças. Todos os anos bilhões em dinheiro são gastos com a saúde pública. Alguns dos maiores talentos do mundo, empregando as mais avançadas tecnologias, estão empenhados na pesquisa médica. Contudo, as pessoas em toda a terra ainda padecem de doenças, e males devastadores continuam conosco. Nossa situação não mudou muito desde os dias de Moisés. Mais de 3.000 anos atrás ele escreveu: “Os dias dos nossos anos são em si mesmo setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais.” — Salmo 90:10.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Tenha objetivos realísticos
Antes de mais nada, se você planeja começar um programa de exercícios, não estabeleça objetivos irrealísticos. Comece devagar e aumente aos poucos. Os cientistas reconheceram recentemente o valor de exercícios físicos leves a moderados, e recomendam que pessoas sedentárias aumentem sua atividade física gradualmente. Por exemplo, o UC Berkeley Wellness Letter, boletim informativo sobre nutrição, boa forma e controle de estresse, publicado pela Universidade da Califórnia, aconselha: “Comece fazendo alguns minutos a mais de atividades por dia e vá aumentando até atingir 30 minutos de exercícios em quase todos ou, de preferência, em todos os dias da semana.” O boletim explica que “tudo o que você tem a fazer são as coisas normais da vida, como caminhar e subir escadas, só que com mais freqüência, por um pouco mais de tempo e/ou um pouco mais rápido”.
Os iniciantes devem se concentrar na regularidade em vez de na intensidade. Depois de ter melhorado a força e a resistência, você pode esforçar-se para aumentar a intensidade dos exercícios. Pode fazer isso por acrescentar sessões mais longas de atividades mais vigorosas, como caminhadas rápidas, jogging, subir escadas ou andar de bicicleta. Por fim, para ter um programa mais completo, você pode até incluir um pouco de levantamento de peso e alguns exercícios de alongamento. Muitos especialistas em saúde, porém, não concordam mais com o lema “sem sacrifício nada se consegue” no que se refere a exercícios. Então, para diminuir o risco de lesões e para evitar a exaustão e o desânimo que geralmente levam à desistência, mantenha os exercícios num nível confortável.
Os iniciantes devem se concentrar na regularidade em vez de na intensidade. Depois de ter melhorado a força e a resistência, você pode esforçar-se para aumentar a intensidade dos exercícios. Pode fazer isso por acrescentar sessões mais longas de atividades mais vigorosas, como caminhadas rápidas, jogging, subir escadas ou andar de bicicleta. Por fim, para ter um programa mais completo, você pode até incluir um pouco de levantamento de peso e alguns exercícios de alongamento. Muitos especialistas em saúde, porém, não concordam mais com o lema “sem sacrifício nada se consegue” no que se refere a exercícios. Então, para diminuir o risco de lesões e para evitar a exaustão e o desânimo que geralmente levam à desistência, mantenha os exercícios num nível confortável.
O que é estilo de vida sedentário?
Como você pode saber se é suficientemente ativo? Há várias opiniões sobre o que constitui um estilo de vida sedentário. No entanto, a maioria dos especialistas em saúde concorda em alguns princípios gerais que se aplicam à maioria das pessoas. Várias organizações de saúde explicam que uma pessoa é sedentária se: (1) não se exercita ou não faz alguma atividade física vigorosa por pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, (2) não se movimenta de um lugar para outro enquanto participa de algum lazer, (3) raramente caminha mais de 100 metros durante o dia, (4) fica sentada a maior parte do dia, (5) trabalha com algo que requer pouca atividade física.
Você se exercita o suficiente? Se não, é bom começar hoje mesmo a tomar providências para isso. ‘Mas eu realmente não tenho tempo’, talvez diga. Quando levanta de manhã, você está simplesmente cansado demais. No início do dia, mal tem tempo para se aprontar e chegar ao trabalho. Daí, depois de um longo dia, você se sente novamente muito cansado e tem muitas outras coisas para fazer.
Ou talvez você esteja entre as muitas pessoas que começam a se exercitar, mas desistem depois de alguns dias porque acham isso pesado demais, e até ficam doentes depois dos exercícios. Outros evitam se exercitar porque acham que um bom programa de exercícios deve incluir rotinas cansativas de levantamento de peso, longas corridas diárias por muitos quilômetros e sessões meticulosas de alongamentos coreografados. — Veja o quadro “Levantamento de peso e alongamento”.
Daí, vêm as despesas e as aparentes inconveniências. Para praticar jogging, você precisa de roupas e calçados apropriados. Para fazer musculação, são necessários pesos ou aparelhos especiais. Ser membro de uma academia pode ser caro, e ir até lá pode consumir muito tempo. Ainda assim, nada disso deve impedi-lo de ter uma vida fisicamente ativa e obter os benefícios resultantes para sua saúde.
Você se exercita o suficiente? Se não, é bom começar hoje mesmo a tomar providências para isso. ‘Mas eu realmente não tenho tempo’, talvez diga. Quando levanta de manhã, você está simplesmente cansado demais. No início do dia, mal tem tempo para se aprontar e chegar ao trabalho. Daí, depois de um longo dia, você se sente novamente muito cansado e tem muitas outras coisas para fazer.
Ou talvez você esteja entre as muitas pessoas que começam a se exercitar, mas desistem depois de alguns dias porque acham isso pesado demais, e até ficam doentes depois dos exercícios. Outros evitam se exercitar porque acham que um bom programa de exercícios deve incluir rotinas cansativas de levantamento de peso, longas corridas diárias por muitos quilômetros e sessões meticulosas de alongamentos coreografados. — Veja o quadro “Levantamento de peso e alongamento”.
Daí, vêm as despesas e as aparentes inconveniências. Para praticar jogging, você precisa de roupas e calçados apropriados. Para fazer musculação, são necessários pesos ou aparelhos especiais. Ser membro de uma academia pode ser caro, e ir até lá pode consumir muito tempo. Ainda assim, nada disso deve impedi-lo de ter uma vida fisicamente ativa e obter os benefícios resultantes para sua saúde.
Você se exercita o suficiente?
“Não há, nem haverá, nenhum remédio que garanta boa saúde tanto quanto um programa vitalício de exercícios físicos.”
EM 1982, o Dr. Walter Bortz II, professor universitário de medicina, escreveu as palavras acima. Nos últimos 23 anos, muitas organizações e especialistas em saúde mencionaram essas palavras em livros, revistas e páginas da internet. Evidentemente, o conselho do Dr. Bortz é tão atual como era em 1982 e ainda é amplamente aceito como correto e importante. Então, seria bom nos perguntarmos: ‘Faço suficiente exercício?’
Alguns concluem erroneamente que não precisam fazer exercícios, só porque não estão acima do peso. As pessoas obesas e as que estão com excesso de peso podem se beneficiar muito de um programa regular de exercícios. Mas, mesmo que você não esteja acima do peso, é provável que aumentar suas atividades físicas melhore sua saúde geral e ajude a prevenir doenças sérias, incluindo certos tipos de câncer. Além disso, estudos recentes mostram que a atividade física pode reduzir a ansiedade e talvez até mesmo prevenir a depressão. O fato é que muitas pessoas magras sofrem de estresse mental e emocional, doenças cardiovasculares, diabetes e outras enfermidades que se agravam com a falta de exercícios. Assim, quer você esteja com excesso de peso, quer não, se sua vida é sedentária, é bom aumentar suas atividades físicas.
EM 1982, o Dr. Walter Bortz II, professor universitário de medicina, escreveu as palavras acima. Nos últimos 23 anos, muitas organizações e especialistas em saúde mencionaram essas palavras em livros, revistas e páginas da internet. Evidentemente, o conselho do Dr. Bortz é tão atual como era em 1982 e ainda é amplamente aceito como correto e importante. Então, seria bom nos perguntarmos: ‘Faço suficiente exercício?’
Alguns concluem erroneamente que não precisam fazer exercícios, só porque não estão acima do peso. As pessoas obesas e as que estão com excesso de peso podem se beneficiar muito de um programa regular de exercícios. Mas, mesmo que você não esteja acima do peso, é provável que aumentar suas atividades físicas melhore sua saúde geral e ajude a prevenir doenças sérias, incluindo certos tipos de câncer. Além disso, estudos recentes mostram que a atividade física pode reduzir a ansiedade e talvez até mesmo prevenir a depressão. O fato é que muitas pessoas magras sofrem de estresse mental e emocional, doenças cardiovasculares, diabetes e outras enfermidades que se agravam com a falta de exercícios. Assim, quer você esteja com excesso de peso, quer não, se sua vida é sedentária, é bom aumentar suas atividades físicas.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Boa saúde: o que você pode fazer?
“Os melhores médicos do mundo são a Dra. Dieta, a Dra. Tranqüilidade e a Dra. Alegria”, escreveu Jonathan Swift, escritor do século 18. De fato, uma dieta equilibrada, o descanso apropriado e o contentamento são ingredientes importantes da boa saúde. Isso significa que, apesar das afirmações em contrário da propaganda astuta, não podemos comprar boa saúde por simplesmente tomar comprimidos. “O consumo desnecessário e até perigoso de medicamentos” pode enfraquecer o sistema imunológico. — Dicionário Terapêutico Guanabara.
Contudo, assumindo a responsabilidade pelo nosso estilo de vida e evitando o abuso de medicamentos, o fumo, o excesso de bebida e o estresse excessivo, podemos contribuir muito para melhorar o nosso bem-estar. Diz Marian, 65 anos, missionária veterana no Brasil: “Tenho tido uma saúde razoavelmente boa por levar uma vida moderada e comer uma variedade de alimentos sadios.” Ela diz também: “Geralmente me levanto cedo e gosto disso, assim, dormir cedo é essencial.” Não se deve minimizar o valor do bom senso e dos bons hábitos, nem a importância de exames de saúde periódicos e da boa comunicação com um bom médico de família.
Visto que deseja permanecer saudável, Marian procura não negligenciar a sua saúde mas, ao mesmo tempo, não se preocupa demais com isso. Ela observa: “Além disso, eu peço em oração a direção de Jeová sobre qualquer decisão referente à saúde que eu tenha de tomar, de modo que eu possa fazer o melhor a longo prazo e não gastar tempo e recursos demais em tentativas de melhorar a minha saúde.” E acrescenta: “Visto que manter-se ativo é vital, oro a Deus para que me ajude a ser razoável no uso do meu tempo e de minhas energias, sem me poupar desnecessariamente nem ultrapassar os meus limites.”
Para sermos realmente felizes, não podemos ignorar o futuro. Mesmo se a nossa saúde for relativamente boa no momento, a doença, a dor, o sofrimento e a eventual morte persistem. Existe esperança de que algum dia teremos saúde perfeita?
Contudo, assumindo a responsabilidade pelo nosso estilo de vida e evitando o abuso de medicamentos, o fumo, o excesso de bebida e o estresse excessivo, podemos contribuir muito para melhorar o nosso bem-estar. Diz Marian, 65 anos, missionária veterana no Brasil: “Tenho tido uma saúde razoavelmente boa por levar uma vida moderada e comer uma variedade de alimentos sadios.” Ela diz também: “Geralmente me levanto cedo e gosto disso, assim, dormir cedo é essencial.” Não se deve minimizar o valor do bom senso e dos bons hábitos, nem a importância de exames de saúde periódicos e da boa comunicação com um bom médico de família.
Visto que deseja permanecer saudável, Marian procura não negligenciar a sua saúde mas, ao mesmo tempo, não se preocupa demais com isso. Ela observa: “Além disso, eu peço em oração a direção de Jeová sobre qualquer decisão referente à saúde que eu tenha de tomar, de modo que eu possa fazer o melhor a longo prazo e não gastar tempo e recursos demais em tentativas de melhorar a minha saúde.” E acrescenta: “Visto que manter-se ativo é vital, oro a Deus para que me ajude a ser razoável no uso do meu tempo e de minhas energias, sem me poupar desnecessariamente nem ultrapassar os meus limites.”
Para sermos realmente felizes, não podemos ignorar o futuro. Mesmo se a nossa saúde for relativamente boa no momento, a doença, a dor, o sofrimento e a eventual morte persistem. Existe esperança de que algum dia teremos saúde perfeita?
Quando procurar ajuda médica
Um médico brasileiro sugere: “O médico deve ser procurado, imediatamente, se sintomas tais como febre, cefaléias, vômitos, dores abdominais, torácicas e pélvicas, além de outras algias, não cederem com medicações simples, se forem recidivantes com freqüência e sem causa aparente, ou ainda se forem agudas e de forte intensidade.” Outro médico recomenda buscar ajuda médica sempre que estejamos inseguros sobre como lidar com os sintomas, ou acharmos que algo está diferente das outras vezes. Ele acrescenta: “Geralmente quando os doentes são os filhos, os pais preferem procurar um profissional de saúde.”
Mas será sempre necessário tomar remédios? Poderiam os remédios ser contraproducentes? Há efeitos colaterais, como irritação do estômago ou danos ao fígado ou aos rins? Que dizer das interações com outros medicamentos? “Poucos pacientes encaram seus problemas sem emotividade ou mesmo com percepção”, diz The New Encyclopædia Britannica. No entanto, um médico consciencioso pode ajudar-nos a ver que todos os medicamentos são potencialmente prejudiciais, e que poucos remédios usados hoje não têm efeitos colaterais. Comprove isso lendo os avisos de possíveis efeitos colaterais na bula do próximo remédio receitado que você comprar. Até mesmo os remédios vendidos sem receita podem causar danos ou a morte se forem usados incorretamente ou em excesso.
A necessidade de cautela é frisada num artigo de Richard A. Knox, no jornal The Boston Globe: “Milhões de vítimas de artrite que diariamente tomam analgésicos correm o risco de sofrer hemorragia súbita e potencialmente fatal, informam pesquisadores da Universidade de Stanford [EUA].” Ele acrescenta: “Ademais, os pesquisadores alertam: combinar os analgésicos com antiácidos ou com os populares comprimidos ácido-bloqueadores não protege das graves complicações estomacais, podendo até aumentar o perigo.”
Que dizer da automedicação comum? Diz um médico de Ribeirão Preto, Brasil: “Creio que seria muito benéfico se todos pudessem ter uma pequena farmácia doméstica. . . . Todavia, esses medicamentos deveriam ser utilizados com critério e bom senso.” Também, uma educação básica em saúde contribui para uma qualidade de vida melhor. Visto que as circunstâncias diferem de pessoa para pessoa, Despertai! não recomenda nenhum medicamento, terapia ou remédio natural específicos.
Mas será sempre necessário tomar remédios? Poderiam os remédios ser contraproducentes? Há efeitos colaterais, como irritação do estômago ou danos ao fígado ou aos rins? Que dizer das interações com outros medicamentos? “Poucos pacientes encaram seus problemas sem emotividade ou mesmo com percepção”, diz The New Encyclopædia Britannica. No entanto, um médico consciencioso pode ajudar-nos a ver que todos os medicamentos são potencialmente prejudiciais, e que poucos remédios usados hoje não têm efeitos colaterais. Comprove isso lendo os avisos de possíveis efeitos colaterais na bula do próximo remédio receitado que você comprar. Até mesmo os remédios vendidos sem receita podem causar danos ou a morte se forem usados incorretamente ou em excesso.
A necessidade de cautela é frisada num artigo de Richard A. Knox, no jornal The Boston Globe: “Milhões de vítimas de artrite que diariamente tomam analgésicos correm o risco de sofrer hemorragia súbita e potencialmente fatal, informam pesquisadores da Universidade de Stanford [EUA].” Ele acrescenta: “Ademais, os pesquisadores alertam: combinar os analgésicos com antiácidos ou com os populares comprimidos ácido-bloqueadores não protege das graves complicações estomacais, podendo até aumentar o perigo.”
Que dizer da automedicação comum? Diz um médico de Ribeirão Preto, Brasil: “Creio que seria muito benéfico se todos pudessem ter uma pequena farmácia doméstica. . . . Todavia, esses medicamentos deveriam ser utilizados com critério e bom senso.” Também, uma educação básica em saúde contribui para uma qualidade de vida melhor. Visto que as circunstâncias diferem de pessoa para pessoa, Despertai! não recomenda nenhum medicamento, terapia ou remédio natural específicos.
Como ter boa saúde?
TERAPIAS são um assunto muito comum de conversa. Parece que quase todo amigo ou vizinho tem seu tratamento predileto para todo tipo de doença. Compreensivelmente, o anseio de automedicar-se pode ser muito forte. Mas há pessoas que “só vão ao médico quando a situação é crítica”, diz uma médica brasileira. Por exemplo, “pessoas que apresentam lesões de pele que não cicatrizam, apesar de automedicação durante meses. Quando chegam a procurar o médico, descobre-se que é um tipo de câncer que devia ter sido tratado logo no início”.
Visto que o diagnóstico precoce muitas vezes salva vidas, o custo da demora pode ser muito elevado. “Certa senhora, 30 anos, apresentou atraso menstrual e dor moderada no hipogástrio. Ela medicou-se intensamente com analgésicos e antiinflamatórios e a dor melhorou”, conta um cirurgião. “Mas após três dias ela apresentou choque hemorrágico. Levada às pressas ao hospital, operei-a imediatamente, diagnosticando gravidez tubária rota; salvou-se por bem pouco!”
Uma jovem senhora de São Paulo achava que estava com anemia, mas seu problema era insuficiência renal crônica. Visto que demorou em se tratar, a única solução possível veio a ser um transplante. Sua médica conclui: “Muitas vezes o paciente por receio de procurar o tratamento médico se automedica, ou procura outros meios por indicação de leigos, e termina com um quadro grave.”
Certamente, não desejamos minimizar os sinais que o nosso corpo emite. Mas como podemos evitar ficar obcecados com terapias ou com automedicação? Boa saúde se define como “condição de estar sadio no corpo, na mente, ou no espírito”, ou “estar livre de doença física ou de dor”. Curiosamente, reconhece-se que, em maior ou menor grau, atualmente a maioria das doenças são evitáveis. Segundo o Dr. Lewis Thomas: “Longe de termos sido feitos ineptamente, somos organismos surpreendentemente resistentes e duráveis, cheios de saúde.” Assim, em vez de ‘nos tornarmos saudáveis hipocondríacos, quase morrendo de tanta preocupação’, devemos cooperar com o corpo e sua habilidade extraordinária de curar a si mesmo. Um bom médico ou outro terapeuta também podem ser de ajuda.
Visto que o diagnóstico precoce muitas vezes salva vidas, o custo da demora pode ser muito elevado. “Certa senhora, 30 anos, apresentou atraso menstrual e dor moderada no hipogástrio. Ela medicou-se intensamente com analgésicos e antiinflamatórios e a dor melhorou”, conta um cirurgião. “Mas após três dias ela apresentou choque hemorrágico. Levada às pressas ao hospital, operei-a imediatamente, diagnosticando gravidez tubária rota; salvou-se por bem pouco!”
Uma jovem senhora de São Paulo achava que estava com anemia, mas seu problema era insuficiência renal crônica. Visto que demorou em se tratar, a única solução possível veio a ser um transplante. Sua médica conclui: “Muitas vezes o paciente por receio de procurar o tratamento médico se automedica, ou procura outros meios por indicação de leigos, e termina com um quadro grave.”
Certamente, não desejamos minimizar os sinais que o nosso corpo emite. Mas como podemos evitar ficar obcecados com terapias ou com automedicação? Boa saúde se define como “condição de estar sadio no corpo, na mente, ou no espírito”, ou “estar livre de doença física ou de dor”. Curiosamente, reconhece-se que, em maior ou menor grau, atualmente a maioria das doenças são evitáveis. Segundo o Dr. Lewis Thomas: “Longe de termos sido feitos ineptamente, somos organismos surpreendentemente resistentes e duráveis, cheios de saúde.” Assim, em vez de ‘nos tornarmos saudáveis hipocondríacos, quase morrendo de tanta preocupação’, devemos cooperar com o corpo e sua habilidade extraordinária de curar a si mesmo. Um bom médico ou outro terapeuta também podem ser de ajuda.
domingo, 1 de agosto de 2010
Um problema global
É evidente que fazer atividades físicas moderadas com regularidade é vital para o nosso bem-estar. No entanto, apesar dos riscos amplamente divulgados da falta de exercícios físicos, grande parte da população mundial permanece praticamente inativa. A Federação Internacional de Cardiologia acredita que 60% a 85% da população mundial “não é fisicamente ativa o suficiente para obter benefícios à saúde, em especial as meninas e as mulheres”. Essa organização afirma que “quase dois terços das crianças também não são suficientemente ativas de modo a beneficiar a saúde”. Nos Estados Unidos, cerca de 40% dos adultos são sedentários, e cerca da metade dos jovens entre 12 e 21 anos não pratica atividades físicas vigorosas regularmente.
Um estudo que examinou a incidência de estilos de vida sedentários em 15 países europeus constatou que as porcentagens de pessoas inativas variavam de 43% na Suécia a 87% em Portugal. Em São Paulo, Brasil, cerca de 70% da população é sedentária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que “dados obtidos em pesquisas sobre saúde no mundo todo são notavelmente harmoniosos”. Então, não é de surpreender a estimativa de que 2 milhões de pessoas morram todo ano de causas relacionadas ao sedentarismo.
Especialistas em saúde no mundo todo consideram essa tendência alarmante. Por isso, agências governamentais ao redor do mundo iniciaram várias campanhas, com o objetivo de educar o público sobre os benefícios da atividade física moderada. A Austrália, o Japão e os Estados Unidos esperam alcançar um aumento de 10% no nível de atividade física de seus cidadãos por volta de 2010. O objetivo da Escócia é que 50% de sua população adulta esteja praticando atividades físicas regulares por volta de 2020. Um relatório da OMS explica que “outros países que apresentaram seus programas nacionais de atividades físicas foram México, Brasil, Jamaica, Nova Zelândia, Finlândia, Federação Russa, Marrocos, Vietnã, África do Sul e Eslovênia”.
Apesar dos esforços de governos e organizações de saúde, cada pessoa tem, no fim das contas, a responsabilidade principal de cuidar da própria saúde. Pergunte-se: ‘Sou ativo e me exercito o suficiente? Se não, o que posso fazer para me livrar do estilo de vida sedentário?’ O próximo artigo mostrará como você pode fazer mais atividades físicas.
Um estudo que examinou a incidência de estilos de vida sedentários em 15 países europeus constatou que as porcentagens de pessoas inativas variavam de 43% na Suécia a 87% em Portugal. Em São Paulo, Brasil, cerca de 70% da população é sedentária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que “dados obtidos em pesquisas sobre saúde no mundo todo são notavelmente harmoniosos”. Então, não é de surpreender a estimativa de que 2 milhões de pessoas morram todo ano de causas relacionadas ao sedentarismo.
Especialistas em saúde no mundo todo consideram essa tendência alarmante. Por isso, agências governamentais ao redor do mundo iniciaram várias campanhas, com o objetivo de educar o público sobre os benefícios da atividade física moderada. A Austrália, o Japão e os Estados Unidos esperam alcançar um aumento de 10% no nível de atividade física de seus cidadãos por volta de 2010. O objetivo da Escócia é que 50% de sua população adulta esteja praticando atividades físicas regulares por volta de 2020. Um relatório da OMS explica que “outros países que apresentaram seus programas nacionais de atividades físicas foram México, Brasil, Jamaica, Nova Zelândia, Finlândia, Federação Russa, Marrocos, Vietnã, África do Sul e Eslovênia”.
Apesar dos esforços de governos e organizações de saúde, cada pessoa tem, no fim das contas, a responsabilidade principal de cuidar da própria saúde. Pergunte-se: ‘Sou ativo e me exercito o suficiente? Se não, o que posso fazer para me livrar do estilo de vida sedentário?’ O próximo artigo mostrará como você pode fazer mais atividades físicas.
Os riscos de um estilo de vida sedentário
A redução drástica do esforço físico resultou em muitos problemas de saúde física, mental e emocional. Por exemplo, uma agência de saúde na Grã-Bretanha relatou recentemente: “Crianças sedentárias correm o risco de ter auto-estima mais baixa, maior ansiedade e níveis de estresse mais elevados. Também, a probabilidade de que essas crianças venham a fumar e usar drogas é muito maior do que a das crianças ativas. Funcionários sedentários perdem mais dias de trabalho do que os fisicamente ativos. Mais tarde na vida, as pessoas que não fazem exercícios físicos perdem a força básica e a flexibilidade necessárias para realizar atividades diárias. Em resultado, muitas perdem sua independência e têm saúde mental mais fraca.”
Cora Craig, presidente do Instituto Canadense de Pesquisa sobre Aptidão Física e Estilos de Vida, explica que “os canadenses estão muito menos ativos fisicamente no trabalho do que antes . . . Em geral, a atividade física está em baixa”. O jornal The Globe and Mail, do Canadá, disse: “Cerca de 48% dos canadenses estão acima do peso, incluindo 15% que são obesos.” Disse também que 59% dos adultos naquele país são sedentários. O Dr. Matti Uusitupa, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, adverte que “a incidência de diabetes tipo 2 está aumentando rapidamente em todo o mundo por causa do aumento da obesidade e do estilo de vida sedentário”.
Em Hong Kong, um estudo recente concluiu que quase 20% de todas as mortes de pessoas com 35 anos ou mais podem estar relacionadas com a falta de atividade física. O estudo, dirigido pelo professor Tai-Hing Lam da Universidade de Hong Kong, e publicado em 2004 pelo periódico Annals of Epidemiology, concluiu que os “riscos resultantes da inatividade física excedem os riscos relacionados com o cigarro” entre a população chinesa de Hong Kong. Os pesquisadores prevêem que o restante da China “passará por uma situação similar, resultando num alto índice de mortalidade”.
Será que essa preocupação se justifica? Pode a falta de atividade física realmente prejudicar a saúde, até mesmo mais que o fumo? É amplamente reconhecido que, em comparação com pessoas ativas, as sedentárias tendem a ter pressão sanguínea mais alta, correm maior risco de ter derrames e ataques cardíacos, de desenvolver certos tipos de câncer e osteoporose, e têm maior tendência de se tornar obesas.
O The Wall Street Journal noticiou: “Em todos os continentes do globo, incluindo até mesmo regiões onde a má nutrição é generalizada, o número de pessoas que estão acima do peso ou que são obesas aumenta num índice alarmante. Isso se deve principalmente à mesma combinação de dietas altamente calóricas e comportamento sedentário que leva à epidemia de obesidade nos Estados Unidos.” O Dr. Stephan Rössner, professor de comportamento de saúde do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, concorda com isso e chegou a ponto de afirmar: “Não há país no mundo onde a obesidade não esteja aumentando.”
Cora Craig, presidente do Instituto Canadense de Pesquisa sobre Aptidão Física e Estilos de Vida, explica que “os canadenses estão muito menos ativos fisicamente no trabalho do que antes . . . Em geral, a atividade física está em baixa”. O jornal The Globe and Mail, do Canadá, disse: “Cerca de 48% dos canadenses estão acima do peso, incluindo 15% que são obesos.” Disse também que 59% dos adultos naquele país são sedentários. O Dr. Matti Uusitupa, da Universidade de Kuopio, na Finlândia, adverte que “a incidência de diabetes tipo 2 está aumentando rapidamente em todo o mundo por causa do aumento da obesidade e do estilo de vida sedentário”.
Em Hong Kong, um estudo recente concluiu que quase 20% de todas as mortes de pessoas com 35 anos ou mais podem estar relacionadas com a falta de atividade física. O estudo, dirigido pelo professor Tai-Hing Lam da Universidade de Hong Kong, e publicado em 2004 pelo periódico Annals of Epidemiology, concluiu que os “riscos resultantes da inatividade física excedem os riscos relacionados com o cigarro” entre a população chinesa de Hong Kong. Os pesquisadores prevêem que o restante da China “passará por uma situação similar, resultando num alto índice de mortalidade”.
Será que essa preocupação se justifica? Pode a falta de atividade física realmente prejudicar a saúde, até mesmo mais que o fumo? É amplamente reconhecido que, em comparação com pessoas ativas, as sedentárias tendem a ter pressão sanguínea mais alta, correm maior risco de ter derrames e ataques cardíacos, de desenvolver certos tipos de câncer e osteoporose, e têm maior tendência de se tornar obesas.
O The Wall Street Journal noticiou: “Em todos os continentes do globo, incluindo até mesmo regiões onde a má nutrição é generalizada, o número de pessoas que estão acima do peso ou que são obesas aumenta num índice alarmante. Isso se deve principalmente à mesma combinação de dietas altamente calóricas e comportamento sedentário que leva à epidemia de obesidade nos Estados Unidos.” O Dr. Stephan Rössner, professor de comportamento de saúde do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, concorda com isso e chegou a ponto de afirmar: “Não há país no mundo onde a obesidade não esteja aumentando.”
Tecnologia — bênção ou maldição?
As pessoas hoje têm saúde relativamente melhor e vida mais longa do que as que viveram séculos atrás. Isso se deve em parte à revolução tecnológica. As invenções modernas mudaram o modo como fazemos as coisas, e muitas tarefas difíceis ficaram mais fáceis. A medicina avançou muito na luta contra as doenças, melhorando a saúde da maioria das pessoas. Mas há uma ironia em tudo isso.
Ao passo que a tecnologia moderna contribuiu para uma saúde melhor, com o passar do tempo ela também contribuiu para que grande parte da população tivesse um estilo de vida sedentário. Num relatório intitulado Estatísticas Internacionais de Doenças Cardiovasculares, publicado recentemente, a Associação Americana do Coração explica que “a transição econômica, a urbanização, a industrialização e a globalização causam mudanças no estilo de vida que favorecem o surgimento de doenças cardíacas”. O relatório menciona “a falta de exercícios e uma dieta inadequada” entre os principais fatores de risco.
Em muitos países, apenas 50 anos atrás, um homem trabalhador suava atrás do cavalo e do arado, pedalava até o povoado para ir ao banco e fazia consertos em casa à noite. O estilo de vida de seus netos, porém, é bem diferente. O trabalhador moderno talvez fique a maior parte do dia sentado em frente a um computador, vá de carro a praticamente todos os lugares e passe a noite em frente à TV.
Segundo certo estudo, lenhadores suecos, que no passado queimavam até 7 mil calorias por dia derrubando árvores e movendo toras, agora observam máquinas sofisticadas fazer a maior parte do trabalho pesado. No passado, muitas estradas no mundo eram construídas e conservadas por homens que usavam pás e picaretas. Mas atualmente, mesmo nos países em desenvolvimento, escavadeiras e outras máquinas pesadas fazem todo o trabalho de terraplenagem.
Em algumas partes da China, pequenas motocicletas estão aos poucos substituindo as bicicletas como meio de transporte preferido. Nos Estados Unidos, 25% de todas as viagens são de menos de 1,5 quilômetro, e 75% dessas pequenas viagens são feitas de carro.
A tecnologia moderna produziu também uma geração de crianças sedentárias. Certo estudo observou que, à medida que os jogos eletrônicos se tornam “mais divertidos e mais realísticos, as crianças . . . passam mais tempo diante de seus videogames”. Chegou-se a conclusões similares no que diz respeito a ver TV e a outras formas sedentárias de diversão para crianças.
Ao passo que a tecnologia moderna contribuiu para uma saúde melhor, com o passar do tempo ela também contribuiu para que grande parte da população tivesse um estilo de vida sedentário. Num relatório intitulado Estatísticas Internacionais de Doenças Cardiovasculares, publicado recentemente, a Associação Americana do Coração explica que “a transição econômica, a urbanização, a industrialização e a globalização causam mudanças no estilo de vida que favorecem o surgimento de doenças cardíacas”. O relatório menciona “a falta de exercícios e uma dieta inadequada” entre os principais fatores de risco.
Em muitos países, apenas 50 anos atrás, um homem trabalhador suava atrás do cavalo e do arado, pedalava até o povoado para ir ao banco e fazia consertos em casa à noite. O estilo de vida de seus netos, porém, é bem diferente. O trabalhador moderno talvez fique a maior parte do dia sentado em frente a um computador, vá de carro a praticamente todos os lugares e passe a noite em frente à TV.
Segundo certo estudo, lenhadores suecos, que no passado queimavam até 7 mil calorias por dia derrubando árvores e movendo toras, agora observam máquinas sofisticadas fazer a maior parte do trabalho pesado. No passado, muitas estradas no mundo eram construídas e conservadas por homens que usavam pás e picaretas. Mas atualmente, mesmo nos países em desenvolvimento, escavadeiras e outras máquinas pesadas fazem todo o trabalho de terraplenagem.
Em algumas partes da China, pequenas motocicletas estão aos poucos substituindo as bicicletas como meio de transporte preferido. Nos Estados Unidos, 25% de todas as viagens são de menos de 1,5 quilômetro, e 75% dessas pequenas viagens são feitas de carro.
A tecnologia moderna produziu também uma geração de crianças sedentárias. Certo estudo observou que, à medida que os jogos eletrônicos se tornam “mais divertidos e mais realísticos, as crianças . . . passam mais tempo diante de seus videogames”. Chegou-se a conclusões similares no que diz respeito a ver TV e a outras formas sedentárias de diversão para crianças.
Você precisa mesmo se exercitar?
“Exercite-se duas vezes por semana para manter a forma. Faça 30 minutos de exercícios físicos por dia. Evite bebidas alcoólicas para prevenir o câncer. Tome bebidas alcoólicas para diminuir o risco de doenças cardíacas. Sente-se às vezes sobrecarregado com tantos bons conselhos? Um dia as manchetes dizem uma coisa e, na semana seguinte, algo completamente diferente. . . . Por que os cientistas não chegam a um acordo? Por que numa semana o café é prejudicial e na outra é inofensivo?” — Barbara A. Brehm, Doutora em Educação e professora de estudos sobre esporte e exercício.
OS ESPECIALISTAS em saúde muitas vezes discordam em assuntos relacionados a nutrição e condicionamento físico. Muitas pessoas ficam confusas com o excesso de informações sobre o que se pode, ou não, fazer para permanecer saudável. No entanto, no que diz respeito a atividades físicas moderadas, parece haver um consenso geral entre os cientistas — se você quer ter uma saúde melhor, precisa se exercitar regularmente!
Um grande problema hoje em dia, especialmente em países industrializados, é que as pessoas não se exercitam o suficiente. No passado, muitos nesses países faziam trabalho braçal — lavoura, caça ou construção. É verdade que o grande esforço físico necessário apenas para obter o sustento sobrecarregava nossos antepassados, e até diminuía a duração de sua vida. De acordo com a Encyclopædia Britannica, “nas antigas Grécia e Roma, a expectativa média de vida era de aproximadamente 28 anos”. Em contraste, por volta do final do século 20, a expectativa de vida nos países desenvolvidos era de cerca de 74 anos. Por que houve essa mudança?
OS ESPECIALISTAS em saúde muitas vezes discordam em assuntos relacionados a nutrição e condicionamento físico. Muitas pessoas ficam confusas com o excesso de informações sobre o que se pode, ou não, fazer para permanecer saudável. No entanto, no que diz respeito a atividades físicas moderadas, parece haver um consenso geral entre os cientistas — se você quer ter uma saúde melhor, precisa se exercitar regularmente!
Um grande problema hoje em dia, especialmente em países industrializados, é que as pessoas não se exercitam o suficiente. No passado, muitos nesses países faziam trabalho braçal — lavoura, caça ou construção. É verdade que o grande esforço físico necessário apenas para obter o sustento sobrecarregava nossos antepassados, e até diminuía a duração de sua vida. De acordo com a Encyclopædia Britannica, “nas antigas Grécia e Roma, a expectativa média de vida era de aproximadamente 28 anos”. Em contraste, por volta do final do século 20, a expectativa de vida nos países desenvolvidos era de cerca de 74 anos. Por que houve essa mudança?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Orientações Para um Modo de Vida Saudável
Em geral, os peritos concordam que a boa saúde depende de três fatores principais: alimentação equilibrada, exercícios regulares e um modo de vida responsável. Certamente não há falta de informações sobre estes assuntos, e, em sua grande parte, elas são práticas e benéficas. Algumas idéias pertinentes e atuais sobre como a alimentação e os exercícios se relacionam com sua saúde são apresentados no quadro “A Dieta e a Saúde”, e “O Exercício, a Aptidão Física e a Saúde”.
Embora muitas informações úteis se achem disponíveis, os fatos mostram, lamentavelmente, que obter boa saúde não se acha bem no topo da lista de prioridades da maioria das pessoas. Entre outras coisas, “todo o mundo sabe o que se exige para perder peso”, comentou a Dra. Marion Nestle, do Escritório de Prevenção de Doenças e de Promoção da Saúde, de Washington, EUA, “todavia, o predomínio do excesso de peso não parece estar mudando muito”. De acordo com o escritório dela, cerca de 1 de cada 4 pessoas nos Estados Unidos tem mais de 20 por cento de excesso de peso.
Similarmente, um estudo feito pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, dos EUA, revela: “Em geral, entre 1977 e 1983, parece ter havido um aumento de práticas desfavoráveis de saúde”. Quais são estas “práticas desfavoráveis de saúde”? Não são problemas a respeito dos quais o indivíduo não tem controle, tais como a desnutrição, as epidemias, ou a poluição. Antes, são fatores pelos quais o indivíduo é inteiramente responsável — práticas tais como fumar, comer demais, beber em excesso e a toxicomania.
É claro que se precisa de mais do que de informações médicas ou científicas sobre o que fazer para ter boa saúde. Precisamos de maior incentivo para viver de acordo com nossa responsabilidade individual. Precisamos ser motivados, não só a fazer coisas que contribuam para a boa saúde, mas também a evitar as coisas que a estraguem. Onde podemos obter tal incentivo e motivação que nos ajudem e levar vidas saudáveis?
Embora a maioria das pessoas não se dê conta disso, um autor-médico, S. I. McMillen, comentou no prefácio de seu livro None of These Diseases (Nenhuma Destas Doenças): “Estou confiante de que o leitor ficará intrigado de descobrir que as orientações da Bíblia podem salvá-lo de certas doenças infecciosas, de muitos cânceres letais, e de um longo ordálio de doenças psicossomáticas que estão aumentando, malgrado todos os esforços da medicina moderna. . . . A paz não vem em cápsulas.”
Podemos ver, à base destes comentários, que embora a Bíblia não seja um compêndio médico ou um manual de saúde, ela deveras provê princípios e orientações que podem resultar em hábitos saudáveis e em boa saúde. Quais são alguns destes princípios?
Embora muitas informações úteis se achem disponíveis, os fatos mostram, lamentavelmente, que obter boa saúde não se acha bem no topo da lista de prioridades da maioria das pessoas. Entre outras coisas, “todo o mundo sabe o que se exige para perder peso”, comentou a Dra. Marion Nestle, do Escritório de Prevenção de Doenças e de Promoção da Saúde, de Washington, EUA, “todavia, o predomínio do excesso de peso não parece estar mudando muito”. De acordo com o escritório dela, cerca de 1 de cada 4 pessoas nos Estados Unidos tem mais de 20 por cento de excesso de peso.
Similarmente, um estudo feito pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, dos EUA, revela: “Em geral, entre 1977 e 1983, parece ter havido um aumento de práticas desfavoráveis de saúde”. Quais são estas “práticas desfavoráveis de saúde”? Não são problemas a respeito dos quais o indivíduo não tem controle, tais como a desnutrição, as epidemias, ou a poluição. Antes, são fatores pelos quais o indivíduo é inteiramente responsável — práticas tais como fumar, comer demais, beber em excesso e a toxicomania.
É claro que se precisa de mais do que de informações médicas ou científicas sobre o que fazer para ter boa saúde. Precisamos de maior incentivo para viver de acordo com nossa responsabilidade individual. Precisamos ser motivados, não só a fazer coisas que contribuam para a boa saúde, mas também a evitar as coisas que a estraguem. Onde podemos obter tal incentivo e motivação que nos ajudem e levar vidas saudáveis?
Embora a maioria das pessoas não se dê conta disso, um autor-médico, S. I. McMillen, comentou no prefácio de seu livro None of These Diseases (Nenhuma Destas Doenças): “Estou confiante de que o leitor ficará intrigado de descobrir que as orientações da Bíblia podem salvá-lo de certas doenças infecciosas, de muitos cânceres letais, e de um longo ordálio de doenças psicossomáticas que estão aumentando, malgrado todos os esforços da medicina moderna. . . . A paz não vem em cápsulas.”
Podemos ver, à base destes comentários, que embora a Bíblia não seja um compêndio médico ou um manual de saúde, ela deveras provê princípios e orientações que podem resultar em hábitos saudáveis e em boa saúde. Quais são alguns destes princípios?
A boa saúde — qual a sua parte nisso?
“EM PARTE, como resultado de alguns êxitos espetaculares da medicina moderna, em muitas partes do mundo tem-se difundido uma atitude de que a saúde é algo que os médicos fornecem às pessoas, em vez de ser algo que a comunidade e os indivíduos obtêm por si mesmos.” Assim declarou o Dr. Halfdan Mahler, na edição em inglês de A Saúde do Mundo, revista oficial da Organização Mundial da Saúde.
Naturalmente, os médicos e os hospitais deveras contribuem muito para nossa saúde e bem-estar. Todavia, eles desempenham, essencialmente, um papel curativo. Procuramos seus serviços quando algo vai mal, mas raramente pensamos neles quando nos sentimos bem. O que, então, podemos fazer para ter boa saúde?
Fatores que determinam sua saúde e o que você pode fazer a respeito
SAÚDE não é como arroz ou farinha de trigo; não pode ser distribuída por equipes de ajuda humanitária. Não vem em sacos, porque não é uma mercadoria, mas uma condição. “Saúde”, define a OMS (Organização Mundial da Saúde), “é um estado de completo bem-estar físico, mental e social”. Mas o que determina o grau desse bem-estar?
Pode-se construir uma casa modesta usando-se tábuas, pregos e chapas corrugadas, mas as várias partes da casa em geral são sustentadas por quatro colunas de canto. A saúde também é determinada por vários fatores, todos relacionados com quatro “colunas”: (1) atitudes e práticas, (2) ambiente, (3) assistência médica e (4) constituição biológica. Assim como você pode reforçar a casa melhorando a qualidade das colunas, você pode melhorar a saúde aprimorando a qualidade desses fatores. A questão é: como fazer isso com recursos limitados?
Pode-se construir uma casa modesta usando-se tábuas, pregos e chapas corrugadas, mas as várias partes da casa em geral são sustentadas por quatro colunas de canto. A saúde também é determinada por vários fatores, todos relacionados com quatro “colunas”: (1) atitudes e práticas, (2) ambiente, (3) assistência médica e (4) constituição biológica. Assim como você pode reforçar a casa melhorando a qualidade das colunas, você pode melhorar a saúde aprimorando a qualidade desses fatores. A questão é: como fazer isso com recursos limitados?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O QUE OS PAIS PODEM FAZER?
1 Servir mais frutas, verduras e legumes em vez de lanches.
2 Limitar o consumo de refrigerantes, bebidas adocicadas e petiscos ricos em gordura e açúcar. Além disso, devem dar água ou leite com baixo teor de gordura e petiscos saudáveis.
3 Evitar frituras, usando métodos de preparar alimentos com menos gordura, como assar, grelhar e cozinhar no vapor.
4 Servir porções menores.
5 Evitar usar comida como recompensa ou suborno.
6 Não permitir que os filhos deixem de tomar o café da manhã, porque eles podem querer comer demais depois.
7 Sentar-se à mesa para comer. Quando se alimenta em frente da TV ou do computador, a pessoa come mais e fica menos ciente de que está satisfeita.
8 Incentivar atividades físicas, como andar de bicicleta, jogar bola e pular corda.
9 Limitar o tempo gasto com TV, computador e videogames.
10 Planejar passeios em família, como visitar o zoológico, nadar ou brincar num parque.
11 Dar tarefas domésticas para seus filhos que envolvam trabalho físico.
12 Dar bom exemplo, alimentando-se bem e fazendo exercícios físicos.
[Crédito]
Fontes: Institutos Nacionais de Saúde (EUA) e Clínica Mayo
2 Limitar o consumo de refrigerantes, bebidas adocicadas e petiscos ricos em gordura e açúcar. Além disso, devem dar água ou leite com baixo teor de gordura e petiscos saudáveis.
3 Evitar frituras, usando métodos de preparar alimentos com menos gordura, como assar, grelhar e cozinhar no vapor.
4 Servir porções menores.
5 Evitar usar comida como recompensa ou suborno.
6 Não permitir que os filhos deixem de tomar o café da manhã, porque eles podem querer comer demais depois.
7 Sentar-se à mesa para comer. Quando se alimenta em frente da TV ou do computador, a pessoa come mais e fica menos ciente de que está satisfeita.
8 Incentivar atividades físicas, como andar de bicicleta, jogar bola e pular corda.
9 Limitar o tempo gasto com TV, computador e videogames.
10 Planejar passeios em família, como visitar o zoológico, nadar ou brincar num parque.
11 Dar tarefas domésticas para seus filhos que envolvam trabalho físico.
12 Dar bom exemplo, alimentando-se bem e fazendo exercícios físicos.
[Crédito]
Fontes: Institutos Nacionais de Saúde (EUA) e Clínica Mayo
Qual é a solução?
Nutricionistas não recomendam dietas restritivas às crianças porque isso pode comprometer o crescimento e a saúde delas. Por isso, a Clínica Mayo declara: “Uma das melhores estratégias para combater o excesso de peso em seus filhos é melhorar a alimentação e os níveis de exercício da família inteira.” — Veja o quadro acompanhante.
Faça dos hábitos saudáveis um comprometimento familiar. Se você fizer isso, esses hábitos se tornarão um modo de vida para seus filhos, não só agora, mas também quando forem adultos.
Faça dos hábitos saudáveis um comprometimento familiar. Se você fizer isso, esses hábitos se tornarão um modo de vida para seus filhos, não só agora, mas também quando forem adultos.
Fatores que contribuem para o problema
O que está por trás dessa epidemia global de obesidade infantil? Embora a genética talvez seja um dos fatores, o aumento alarmante da obesidade em décadas recentes parece indicar que os genes não são a única causa. Stephen O’Rahilly, professor de bioquímica e medicina clínica da Universidade de Cambridge, Inglaterra, declara: “Nada relacionado à genética explica o aumento da obesidade. Nossos genes não podem ser mudados em 30 anos.”
Ao comentar sobre as causas, a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, diz: “Embora existam algumas causas genéticas e hormonais para a obesidade infantil, a maioria dos casos de excesso de peso é resultado de crianças que comem muito e se exercitam pouco.” Dois exemplos ilustram uma nova tendência nos hábitos alimentares.
Primeiro, pais que trabalham fora têm menos tempo e energia para preparar as refeições, assim é cada vez mais comum consumir fast-food. Restaurantes especializados nesse tipo de comida têm surgido em toda parte do mundo. Um estudo relatou que quase um terço de todas as crianças e adolescentes nos Estados Unidos entre 4 e 19 anos come fast-food todo dia. Em geral, esse tipo de comida tem alta concentração de açúcar e gorduras e é oferecido em irresistíveis porções maiores.
Segundo, as pessoas têm substituído leite e água por refrigerante. Os mexicanos, por exemplo, gastam por ano mais dinheiro com refrigerantes, especialmente os à base de cola, do que com os dez alimentos mais básicos juntos. De acordo com o livro Overcoming Childhood Obesity (Como Vencer a Obesidade Infantil), uma pessoa que bebe apenas um refrigerante de 600 mililitros por dia pode engordar 11 quilos num ano!
Quanto à falta de atividade física, um estudo realizado pela Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que uma criança mediana de três anos pratica “atividade moderada a vigorosa” por apenas 20 minutos diários. Comentando esse estudo, o Dr. James Hill, professor de pediatria e medicina na Universidade do Colorado, disse: “A natureza cada vez mais sedentária das crianças britânicas não é incomum e está sendo observada na maioria dos países.”
Ao comentar sobre as causas, a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, diz: “Embora existam algumas causas genéticas e hormonais para a obesidade infantil, a maioria dos casos de excesso de peso é resultado de crianças que comem muito e se exercitam pouco.” Dois exemplos ilustram uma nova tendência nos hábitos alimentares.
Primeiro, pais que trabalham fora têm menos tempo e energia para preparar as refeições, assim é cada vez mais comum consumir fast-food. Restaurantes especializados nesse tipo de comida têm surgido em toda parte do mundo. Um estudo relatou que quase um terço de todas as crianças e adolescentes nos Estados Unidos entre 4 e 19 anos come fast-food todo dia. Em geral, esse tipo de comida tem alta concentração de açúcar e gorduras e é oferecido em irresistíveis porções maiores.
Segundo, as pessoas têm substituído leite e água por refrigerante. Os mexicanos, por exemplo, gastam por ano mais dinheiro com refrigerantes, especialmente os à base de cola, do que com os dez alimentos mais básicos juntos. De acordo com o livro Overcoming Childhood Obesity (Como Vencer a Obesidade Infantil), uma pessoa que bebe apenas um refrigerante de 600 mililitros por dia pode engordar 11 quilos num ano!
Quanto à falta de atividade física, um estudo realizado pela Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que uma criança mediana de três anos pratica “atividade moderada a vigorosa” por apenas 20 minutos diários. Comentando esse estudo, o Dr. James Hill, professor de pediatria e medicina na Universidade do Colorado, disse: “A natureza cada vez mais sedentária das crianças britânicas não é incomum e está sendo observada na maioria dos países.”
Obesidade infantil — o que pode ser feito?
A OBESIDADE infantil tem alcançado proporções epidêmicas em muitos países. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 22 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso.
Uma pesquisa nacional na Espanha revelou que 1 em cada 3 crianças está acima do peso ou é obesa. Na Austrália, a obesidade infantil triplicou em apenas dez anos (1985-1995). Nas últimas três décadas, o número de crianças obesas de 6 a 11 anos tem mais do que triplicado nos Estados Unidos.
A obesidade infantil também atinge países em desenvolvimento. De acordo com a Força-Tarefa Internacional da Obesidade, há mais crianças obesas do que desnutridas em alguns lugares da África. Em 2007, o México era o segundo país com o maior índice de obesidade infantil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diz-se que, só na Cidade do México, o excesso de peso e a obesidade afetam 70% de crianças e adolescentes. O cirurgião pediatra, Dr. Francisco González, avisa que essa talvez seja “a primeira geração a morrer antes dos pais por complicações relacionadas à obesidade”.
Que complicações são essas? Três delas são: diabetes, pressão alta e doenças cardíacas. Esses problemas de saúde eram considerados comuns, na maioria dos casos, apenas em adultos. De acordo com o Instituto de Medicina dos EUA, 30% dos meninos e 40% das meninas que nasceram naquele país no ano de 2000 correm um risco permanente de ter diabetes tipo 2, que está relacionado à obesidade.
Pesquisas mostram uma tendência alarmante entre as crianças. O aumento no índice de obesidade está levando ao aumento no índice de pressão alta. “Se não revertermos essa crescente tendência, poderemos enfrentar um surto de novas doenças cardiovasculares em jovens adultos e adultos”, avisa a Dra. Rebecca Din-Dzietham, da Faculdade de Medicina de Morehouse, em Atlanta, EUA.
Uma pesquisa nacional na Espanha revelou que 1 em cada 3 crianças está acima do peso ou é obesa. Na Austrália, a obesidade infantil triplicou em apenas dez anos (1985-1995). Nas últimas três décadas, o número de crianças obesas de 6 a 11 anos tem mais do que triplicado nos Estados Unidos.
A obesidade infantil também atinge países em desenvolvimento. De acordo com a Força-Tarefa Internacional da Obesidade, há mais crianças obesas do que desnutridas em alguns lugares da África. Em 2007, o México era o segundo país com o maior índice de obesidade infantil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diz-se que, só na Cidade do México, o excesso de peso e a obesidade afetam 70% de crianças e adolescentes. O cirurgião pediatra, Dr. Francisco González, avisa que essa talvez seja “a primeira geração a morrer antes dos pais por complicações relacionadas à obesidade”.
Que complicações são essas? Três delas são: diabetes, pressão alta e doenças cardíacas. Esses problemas de saúde eram considerados comuns, na maioria dos casos, apenas em adultos. De acordo com o Instituto de Medicina dos EUA, 30% dos meninos e 40% das meninas que nasceram naquele país no ano de 2000 correm um risco permanente de ter diabetes tipo 2, que está relacionado à obesidade.
Pesquisas mostram uma tendência alarmante entre as crianças. O aumento no índice de obesidade está levando ao aumento no índice de pressão alta. “Se não revertermos essa crescente tendência, poderemos enfrentar um surto de novas doenças cardiovasculares em jovens adultos e adultos”, avisa a Dra. Rebecca Din-Dzietham, da Faculdade de Medicina de Morehouse, em Atlanta, EUA.
domingo, 20 de junho de 2010
Vitórias sobre a varíola e a poliomielite
No fim de outubro de 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) localizou o último caso conhecido de infecção natural da varíola. Ali Maow Maalin, cozinheiro de um hospital na Somália, contraiu a forma branda da doença e se recuperou em poucas semanas. Todas as pessoas que tiveram contato com ele foram vacinadas.
Durante dois longos anos, os médicos esperaram ansiosamente. Ofereceu-se uma recompensa de mil dólares a quem quer que pudesse relatar outro caso confirmado de varíola ativa. Houve tentativas, mas ninguém conseguiu relatar um único caso comprovado e ganhar a recompensa. Portanto, em 8 de maio de 1980, a OMS anunciou formalmente que ‘o mundo e todos os seus povos estavam livres da varíola’. Apenas uma década antes, a varíola matava cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Pela primeira vez na história, uma doença infecciosa grave havia sido eliminada.
Outra doença que parece ser possível erradicar é a poliomielite, ou paralisia infantil. Em 1955, Jonas Salk produziu uma vacina eficaz contra a doença, e uma campanha de imunização contra a poliomielite começou nos Estados Unidos e em outros países. Mais tarde, desenvolveu-se uma vacina oral. Em 1988, a OMS lançou um programa mundial para eliminar a doença.
“Quando iniciamos o empenho pela erradicação dela em 1988, a poliomielite deixava paralíticas mais de mil crianças por dia”, relata a Dra. Gro Harlem Brundtland, então diretora-geral da OMS. “Em 2001, houve bem menos de mil casos durante o ano inteiro.” A poliomielite se limita hoje a menos de dez países, embora se precise de mais recursos para ajudá-los a eliminar a doença definitivamente.
Durante dois longos anos, os médicos esperaram ansiosamente. Ofereceu-se uma recompensa de mil dólares a quem quer que pudesse relatar outro caso confirmado de varíola ativa. Houve tentativas, mas ninguém conseguiu relatar um único caso comprovado e ganhar a recompensa. Portanto, em 8 de maio de 1980, a OMS anunciou formalmente que ‘o mundo e todos os seus povos estavam livres da varíola’. Apenas uma década antes, a varíola matava cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Pela primeira vez na história, uma doença infecciosa grave havia sido eliminada.
Outra doença que parece ser possível erradicar é a poliomielite, ou paralisia infantil. Em 1955, Jonas Salk produziu uma vacina eficaz contra a doença, e uma campanha de imunização contra a poliomielite começou nos Estados Unidos e em outros países. Mais tarde, desenvolveu-se uma vacina oral. Em 1988, a OMS lançou um programa mundial para eliminar a doença.
“Quando iniciamos o empenho pela erradicação dela em 1988, a poliomielite deixava paralíticas mais de mil crianças por dia”, relata a Dra. Gro Harlem Brundtland, então diretora-geral da OMS. “Em 2001, houve bem menos de mil casos durante o ano inteiro.” A poliomielite se limita hoje a menos de dez países, embora se precise de mais recursos para ajudá-los a eliminar a doença definitivamente.
“Estamos em melhor situação hoje?”
Agora, no começo do século 21, podemos ver claramente que a ameaça das doenças não desapareceu. O avanço implacável da Aids, o surgimento de patógenos resistentes a medicamentos e a volta de antigos assassinos como a tuberculose e a malária mostram que a guerra contra as doenças ainda não foi vencida.
“Estamos em melhor situação hoje do que estávamos há um século?”, perguntou o ganhador do Prêmio Nobel Joshua Lederberg. “Em muitos sentidos, a situação está pior”, disse ele. “Nós fomos negligentes em lidar com os micróbios, e esse é um tema recorrente que está voltando para nos atormentar.” Será que as dificuldades atuais podem ser superadas se a ciência médica e todas as nações do mundo se esforçarem com determinação nesse sentido? Será que as principais doenças infecciosas serão finalmente erradicadas, como a varíola foi? Nosso último artigo responderá a essas perguntas.
“Estamos em melhor situação hoje do que estávamos há um século?”, perguntou o ganhador do Prêmio Nobel Joshua Lederberg. “Em muitos sentidos, a situação está pior”, disse ele. “Nós fomos negligentes em lidar com os micróbios, e esse é um tema recorrente que está voltando para nos atormentar.” Será que as dificuldades atuais podem ser superadas se a ciência médica e todas as nações do mundo se esforçarem com determinação nesse sentido? Será que as principais doenças infecciosas serão finalmente erradicadas, como a varíola foi? Nosso último artigo responderá a essas perguntas.
Derrotas no combate às doenças
Vimos claramente que batalhas importantes foram vencidas. Mas algumas vitórias da saúde pública ficaram limitadas aos países mais ricos. Doenças tratáveis ainda matam milhões de pessoas, simplesmente por falta de recursos. Nos países em desenvolvimento, muitas pessoas ainda vivem em áreas sem saneamento adequado e não têm acesso a assistência médica nem a água potável. Atender tais necessidades básicas tem se tornado mais difícil devido às migrações em massa da zona rural para as megacidades do mundo em desenvolvimento. Como resultado de tais fatores, os pobres do mundo carregam o que a Organização Mundial da Saúde chamou de uma “parcela desproporcional do fardo das doenças”.
O egoísmo, com sua visão de curto alcance, é a principal causa desse desequilíbrio. “Algumas das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo parecem distantes”, declara o livro Man and Microbes. “Algumas delas limitam-se inteira ou principalmente a regiões tropicais e subtropicais pobres.” Visto que os países desenvolvidos e as empresas farmacêuticas talvez não se beneficiem diretamente, eles resistem à idéia de destinar recursos para o tratamento de tais doenças.
O comportamento humano irresponsável também colabora na disseminação de doenças. Não há melhor exemplo dessa cruel realidade do que o do vírus da Aids, que é transmitido de uma pessoa para outra por meio dos fluidos do corpo. Em poucos anos, a pandemia se espalhou pelo mundo. (Veja o quadro “Aids — o flagelo dos nossos tempos”.) “Os próprios seres humanos são os responsáveis”, assevera o epidemiologista Joe McCormick. “E dizer isso não é ser moralista, é ser realista.”
Como o homem sem querer cooperara com o vírus da Aids? O livro A Próxima Peste alista os seguintes fatores: mudanças sociais — especialmente o costume de manter múltiplos parceiros sexuais — resultaram numa onda de doenças sexualmente transmissíveis, tornando muito mais fácil o vírus se estabelecer e um portador infectar muitas outras pessoas. O uso em larga escala de seringas contaminadas, que são reutilizadas para injeção de remédios em países em desenvolvimento ou por usuários de drogas, teve um efeito similar. A indústria global do sangue, que movimenta 1 bilhão de dólares, também permitiu que o vírus da Aids passasse de um doador para dezenas de receptores.
Como já mencionado, o uso excessivo e a subutilização dos antibióticos têm contribuído para o surgimento de micróbios resistentes. O problema é grave e está piorando. Os estafilococos, bactérias que costumam provocar infecção em ferimentos, eram facilmente eliminados com derivados de penicilina. Mas agora tais antibióticos tradicionais perderam o efeito em muitos casos. De modo que os médicos precisam recorrer a antibióticos mais novos e caros, que os hospitais nos países em desenvolvimento dificilmente conseguem obter. Até mesmo os antibióticos mais recentes talvez se mostrem incapazes de combater certos micróbios, tornando as infecções hospitalares mais comuns e mais mortíferas. O Dr. Richard Krause, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA, descreveu a situação atual como “uma epidemia de resistência microbiana”.
O egoísmo, com sua visão de curto alcance, é a principal causa desse desequilíbrio. “Algumas das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo parecem distantes”, declara o livro Man and Microbes. “Algumas delas limitam-se inteira ou principalmente a regiões tropicais e subtropicais pobres.” Visto que os países desenvolvidos e as empresas farmacêuticas talvez não se beneficiem diretamente, eles resistem à idéia de destinar recursos para o tratamento de tais doenças.
O comportamento humano irresponsável também colabora na disseminação de doenças. Não há melhor exemplo dessa cruel realidade do que o do vírus da Aids, que é transmitido de uma pessoa para outra por meio dos fluidos do corpo. Em poucos anos, a pandemia se espalhou pelo mundo. (Veja o quadro “Aids — o flagelo dos nossos tempos”.) “Os próprios seres humanos são os responsáveis”, assevera o epidemiologista Joe McCormick. “E dizer isso não é ser moralista, é ser realista.”
Como o homem sem querer cooperara com o vírus da Aids? O livro A Próxima Peste alista os seguintes fatores: mudanças sociais — especialmente o costume de manter múltiplos parceiros sexuais — resultaram numa onda de doenças sexualmente transmissíveis, tornando muito mais fácil o vírus se estabelecer e um portador infectar muitas outras pessoas. O uso em larga escala de seringas contaminadas, que são reutilizadas para injeção de remédios em países em desenvolvimento ou por usuários de drogas, teve um efeito similar. A indústria global do sangue, que movimenta 1 bilhão de dólares, também permitiu que o vírus da Aids passasse de um doador para dezenas de receptores.
Como já mencionado, o uso excessivo e a subutilização dos antibióticos têm contribuído para o surgimento de micróbios resistentes. O problema é grave e está piorando. Os estafilococos, bactérias que costumam provocar infecção em ferimentos, eram facilmente eliminados com derivados de penicilina. Mas agora tais antibióticos tradicionais perderam o efeito em muitos casos. De modo que os médicos precisam recorrer a antibióticos mais novos e caros, que os hospitais nos países em desenvolvimento dificilmente conseguem obter. Até mesmo os antibióticos mais recentes talvez se mostrem incapazes de combater certos micróbios, tornando as infecções hospitalares mais comuns e mais mortíferas. O Dr. Richard Krause, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA, descreveu a situação atual como “uma epidemia de resistência microbiana”.
Vitórias da medicina
“A imunização é a maior vitória da saúde pública em todos os tempos”, declarou The World Health Report 1999 (Relatório sobre a Saúde no Mundo 1999). Milhões de vidas já foram salvas graças às campanhas de vacinação em massa em todo o mundo. Um programa global de imunização eliminou a varíola — doença mortífera que fez mais vítimas do que todas as guerras do século 20 juntas — e uma campanha similar quase erradicou a poliomielite. (Veja o quadro “Vitórias sobre a varíola e a poliomielite”.) Hoje muitas crianças são vacinadas para se proteger contra doenças comuns, potencialmente fatais.
Outras doenças foram controladas sem se chamar tanto a atenção do mundo. Doenças transmitidas pela água, como a cólera, raramente causam problemas onde há saneamento adequado e fornecimento de água potável. Em muitos países, o acesso facilitado a médicos e hospitais faz com que a maioria das doenças possam ser identificadas e tratadas antes de se tornar letais. Outros fatores que têm contribuído para promover a saúde pública são os hábitos de alimentação e as condições de moradia melhores, aliados ao cumprimento das normas sobre o modo correto de manusear e estocar os alimentos.
Depois que os cientistas descobriram as causas das doenças infecciosas, as autoridades sanitárias puderam tomar medidas práticas para conter o alastramento de uma epidemia. Veja um exemplo. Em 1907, um surto de peste bubônica em San Francisco, nos Estados Unidos, matou poucas pessoas porque a cidade imediatamente lançou uma campanha para exterminar os ratos hospedeiros das pulgas que transmitiam a doença. Isso não ocorreu anos antes na Índia, onde um surto da mesma doença começou em 1896 e resultou na morte de 10 milhões de pessoas num período de 12 anos, porque o agente transmissor ainda não havia sido identificado.
Vitórias e derrotas na guerra contra as doenças
EM 5 de agosto de 1942, o Dr. Alexander Fleming constatou que um de seus pacientes, que era também seu amigo, estava morrendo. O homem de 52 anos havia contraído meningite espinhal e, apesar de todos os esforços de Fleming, acabava de entrar em coma.
Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.
Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.
Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.
Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.
domingo, 13 de junho de 2010
O estresse e o câncer de mama
Na revista Acta neurologica, o Dr. H. Baltrusch explica que o estresse extremo ou prolongado pode reduzir as defesas antitumorais do corpo no sistema imunológico. Mulheres fatigadas, que sofrem de depressão, ou que não têm apoio emocional, podem ter seu sistema imunológico comprometido em até 50 por cento.
Assim, o Dr. Basil Stoll, escrevendo em Mind and Cancer Prognosis, acentuou: “Deve-se fazer todo empenho para minimizar o inevitável trauma físico e psíquico que os pacientes de câncer experimentam durante e depois do tratamento de sua doença.” Mas, que tipo de apoio é preciso?
Assim, o Dr. Basil Stoll, escrevendo em Mind and Cancer Prognosis, acentuou: “Deve-se fazer todo empenho para minimizar o inevitável trauma físico e psíquico que os pacientes de câncer experimentam durante e depois do tratamento de sua doença.” Mas, que tipo de apoio é preciso?
Tratamento do câncer
No presente, a cirurgia, a radiação e a terapia por meio de drogas são os tratamentos convencionais para o câncer de mama. Dados a respeito do tipo de tumor, seu tamanho, sua qualidade invasiva, se ele se alastrou ou não para os gânglios linfáticos e o estado menopáusico da mulher podem ajudar a ela e ao seu médico a determinar o método de tratamento.
Cirurgia. Por décadas se usou amplamente a mastectomia radical, a extirpação do seio junto com os músculos e gânglios linfáticos básicos. Mas, em anos recentes, o tratamento de conservação do seio, que envolve a extirpação apenas do tumor e dos gânglios linfáticos, mais radiação, tem sido usado com índices de sobrevida que se igualam aos da mastectomia. Isto tem dado a algumas mulheres mais tranqüilidade ao decidirem pela remoção de um pequeno tumor, sendo isso menos desfigurante. Mas o British Journal of Surgery diz que mulheres mais jovens, com câncer em vários pontos da mesma mama ou com tumores maiores de 3 centímetros, correm um risco maior de recorrência com o tratamento de conservação do seio.
Um importante fator na sobrevida sem recorrência é mencionado no Cleveland Clinic Journal of Medicine: “A transfusão de sangue causa realmente um efeito adverso na sobrevida e no índice de recorrência . . . depois da mastectomia radical modificada.” O artigo mostrou que o índice de sobrevida de cinco anos era 53% para um grupo que recebeu transfusão de sangue, contra 93% para o grupo que não recebeu sangue.
Outra ajuda para a sobrevida é abordada no periódico The Lancet, onde o Dr. R. A. Badwe declarou: “A época da cirurgia em relação à fase do ciclo menstrual exerce um grande impacto sobre o resultado a longo prazo para pacientes pré-menopáusicas com câncer de mama.” O informe mostrou que as mulheres que se submetem a uma extirpação de tumor durante a fase da estimulação estrogênica obtiveram resultados piores do que as que foram operadas durante outras fases do ciclo menstrual — 54% sobreviveram dez anos contra 84% para o último grupo. Mencionou-se que a ocasião ideal para cirurgia em mulheres pré-menopáusicas com câncer de mama é pelo menos 12 dias após a última menstruação.
Terapia de radiação. A terapia de radiação mata as células cancerosas. No caso do tratamento de conservação do seio, microscópicas sementes de câncer podem escapar do bisturi do cirurgião à medida que ele tenta preservar o seio. A terapia de radiação pode eliminar as células cancerosas remanescentes. Mas a radiação acarreta um leve risco de induzir câncer no outro seio. O Dr. Benedick Fraass recomenda minimizar a exposição à radiação no outro seio. Ele diz: “Com umas manobras simples é possível reduzir significativamente a dose que o outro seio recebe durante a irradiação sobre o seio afetado.” Ele sugere que se coloque uma placa protetora de chumbo de uns 2,5 centímetros de espessura sobre o seio não afetado.
Terapia por meio de drogas. Apesar dos esforços de extirpar o câncer de mama por cirurgia, 25% a 30% das mulheres com câncer de mama recém-diagnosticado terão metástases ocultas, pequenas demais para produzir sintomas de início. A quimioterapia é um tratamento que usa substâncias químicas na tentativa de matar as células que invadem outras partes do corpo.
A quimioterapia tem efeito limitado porque os tumores cancerosos se constituem de diferentes tipos de células, cada qual com a sua própria sensibilidade a drogas. As células que sobrevivem ao tratamento podem produzir uma nova geração de tumores resistentes a drogas. Mas a edição de janeiro de 1992 da revista The Lancet apresentou evidências de que a quimioterapia aumentou de 5% a 10% as chances de a mulher sobreviver mais uma década, dependendo de sua idade.
Os efeitos colaterais da quimioterapia podem incluir náusea, vômito, perda de cabelo, hemorragia, danos ao coração, supressão imunológica, esterilidade e leucemia. John Cairns, escrevendo em Scientific American, comentou: “Estes podem parecer perigos relativamente pequenos para uma paciente com câncer avançado e em rápida progressão, mas seriam analisados seriamente por uma mulher com câncer de mama pequeno [1 cm] e aparentemente localizado. Sua possibilidade de morrer de câncer dentro de cinco anos é de apenas uns 10%, mesmo sem receber tratamento adicional depois da cirurgia.”
Terapia hormonal. A terapia antiestrogênica corta os efeitos de estimulação do crescimento causados pelo estrogênio. Consegue-se isso reduzindo-se os níveis de estrogênio em mulheres pré-menopáusicas, pela remoção cirúrgica dos ovários, ou pelo uso de medicamentos. A revista The Lancet anunciou um índice de sobrevida de dez anos para cada 8 a 12 mulheres dentre 100 tratadas com qualquer uma dessas metodologias.
O tratamento de acompanhamento para toda mulher com câncer de mama é um empreendimento vitalício. É preciso manter estreita vigilância, pois, se um procedimento falhar e ocorrer uma recaída, outros tipos de tratamento talvez forneçam a necessária arma.
Outro tipo de terapia do câncer que usa um enfoque diferente gira em torno de uma síndrome chamada caquexia. A revista Cancer Research explica que dois terços das mortes por câncer devem-se à caquexia, um termo usado para descrever o desgaste dos músculos e de outros tecidos. O Dr. Joseph Gold, do Instituto Syracuse de Pesquisas do Câncer, nos Estados Unidos, disse a Despertai!: “Achamos que um crescimento tumoral não pode se estender pelo corpo a menos que os caminhos bioquímicos para a caquexia estejam abertos.” Um estudo clínico, usando a droga não-tóxica sulfato de hidrazina, mostrou que alguns desses caminhos podem ser bloqueados. Conseguiu-se a estabilização em 50% das pacientes em estágio avançado de câncer de mama envolvidas no estudo.
Alternativas conhecidas como medicina complementar têm sido procuradas por algumas mulheres em busca de tratamento para o câncer de mama por meios não-invasivos ou não-tóxicos. As terapias variam, algumas usando alimentação e ervas, como na terapia de Hoxsey. Mas os estudos publicados que possibilitem avaliar a eficácia desses tratamentos são poucos.
Ao passo que este artigo visa apresentar chaves para a sobrevida, não é diretriz de Despertai! endossar qualquer tratamento. Incentivamos a todos a examinar circunspectamente todos esses diferentes caminhos no tratamento dessa doença. — Provérbios 14:15.
Cirurgia. Por décadas se usou amplamente a mastectomia radical, a extirpação do seio junto com os músculos e gânglios linfáticos básicos. Mas, em anos recentes, o tratamento de conservação do seio, que envolve a extirpação apenas do tumor e dos gânglios linfáticos, mais radiação, tem sido usado com índices de sobrevida que se igualam aos da mastectomia. Isto tem dado a algumas mulheres mais tranqüilidade ao decidirem pela remoção de um pequeno tumor, sendo isso menos desfigurante. Mas o British Journal of Surgery diz que mulheres mais jovens, com câncer em vários pontos da mesma mama ou com tumores maiores de 3 centímetros, correm um risco maior de recorrência com o tratamento de conservação do seio.
Um importante fator na sobrevida sem recorrência é mencionado no Cleveland Clinic Journal of Medicine: “A transfusão de sangue causa realmente um efeito adverso na sobrevida e no índice de recorrência . . . depois da mastectomia radical modificada.” O artigo mostrou que o índice de sobrevida de cinco anos era 53% para um grupo que recebeu transfusão de sangue, contra 93% para o grupo que não recebeu sangue.
Outra ajuda para a sobrevida é abordada no periódico The Lancet, onde o Dr. R. A. Badwe declarou: “A época da cirurgia em relação à fase do ciclo menstrual exerce um grande impacto sobre o resultado a longo prazo para pacientes pré-menopáusicas com câncer de mama.” O informe mostrou que as mulheres que se submetem a uma extirpação de tumor durante a fase da estimulação estrogênica obtiveram resultados piores do que as que foram operadas durante outras fases do ciclo menstrual — 54% sobreviveram dez anos contra 84% para o último grupo. Mencionou-se que a ocasião ideal para cirurgia em mulheres pré-menopáusicas com câncer de mama é pelo menos 12 dias após a última menstruação.
Terapia de radiação. A terapia de radiação mata as células cancerosas. No caso do tratamento de conservação do seio, microscópicas sementes de câncer podem escapar do bisturi do cirurgião à medida que ele tenta preservar o seio. A terapia de radiação pode eliminar as células cancerosas remanescentes. Mas a radiação acarreta um leve risco de induzir câncer no outro seio. O Dr. Benedick Fraass recomenda minimizar a exposição à radiação no outro seio. Ele diz: “Com umas manobras simples é possível reduzir significativamente a dose que o outro seio recebe durante a irradiação sobre o seio afetado.” Ele sugere que se coloque uma placa protetora de chumbo de uns 2,5 centímetros de espessura sobre o seio não afetado.
Terapia por meio de drogas. Apesar dos esforços de extirpar o câncer de mama por cirurgia, 25% a 30% das mulheres com câncer de mama recém-diagnosticado terão metástases ocultas, pequenas demais para produzir sintomas de início. A quimioterapia é um tratamento que usa substâncias químicas na tentativa de matar as células que invadem outras partes do corpo.
A quimioterapia tem efeito limitado porque os tumores cancerosos se constituem de diferentes tipos de células, cada qual com a sua própria sensibilidade a drogas. As células que sobrevivem ao tratamento podem produzir uma nova geração de tumores resistentes a drogas. Mas a edição de janeiro de 1992 da revista The Lancet apresentou evidências de que a quimioterapia aumentou de 5% a 10% as chances de a mulher sobreviver mais uma década, dependendo de sua idade.
Os efeitos colaterais da quimioterapia podem incluir náusea, vômito, perda de cabelo, hemorragia, danos ao coração, supressão imunológica, esterilidade e leucemia. John Cairns, escrevendo em Scientific American, comentou: “Estes podem parecer perigos relativamente pequenos para uma paciente com câncer avançado e em rápida progressão, mas seriam analisados seriamente por uma mulher com câncer de mama pequeno [1 cm] e aparentemente localizado. Sua possibilidade de morrer de câncer dentro de cinco anos é de apenas uns 10%, mesmo sem receber tratamento adicional depois da cirurgia.”
Terapia hormonal. A terapia antiestrogênica corta os efeitos de estimulação do crescimento causados pelo estrogênio. Consegue-se isso reduzindo-se os níveis de estrogênio em mulheres pré-menopáusicas, pela remoção cirúrgica dos ovários, ou pelo uso de medicamentos. A revista The Lancet anunciou um índice de sobrevida de dez anos para cada 8 a 12 mulheres dentre 100 tratadas com qualquer uma dessas metodologias.
O tratamento de acompanhamento para toda mulher com câncer de mama é um empreendimento vitalício. É preciso manter estreita vigilância, pois, se um procedimento falhar e ocorrer uma recaída, outros tipos de tratamento talvez forneçam a necessária arma.
Outro tipo de terapia do câncer que usa um enfoque diferente gira em torno de uma síndrome chamada caquexia. A revista Cancer Research explica que dois terços das mortes por câncer devem-se à caquexia, um termo usado para descrever o desgaste dos músculos e de outros tecidos. O Dr. Joseph Gold, do Instituto Syracuse de Pesquisas do Câncer, nos Estados Unidos, disse a Despertai!: “Achamos que um crescimento tumoral não pode se estender pelo corpo a menos que os caminhos bioquímicos para a caquexia estejam abertos.” Um estudo clínico, usando a droga não-tóxica sulfato de hidrazina, mostrou que alguns desses caminhos podem ser bloqueados. Conseguiu-se a estabilização em 50% das pacientes em estágio avançado de câncer de mama envolvidas no estudo.
Alternativas conhecidas como medicina complementar têm sido procuradas por algumas mulheres em busca de tratamento para o câncer de mama por meios não-invasivos ou não-tóxicos. As terapias variam, algumas usando alimentação e ervas, como na terapia de Hoxsey. Mas os estudos publicados que possibilitem avaliar a eficácia desses tratamentos são poucos.
Ao passo que este artigo visa apresentar chaves para a sobrevida, não é diretriz de Despertai! endossar qualquer tratamento. Incentivamos a todos a examinar circunspectamente todos esses diferentes caminhos no tratamento dessa doença. — Provérbios 14:15.
Detecção precoce
“A descoberta precoce do câncer de mama ainda é o mais importante passo para alterar o curso do câncer de mama”, diz a publicação Radiologic Clinics of North America. Neste respeito há três medidas-chaves: auto-exame periódico dos seios, exame médico anual e mamografia.
O auto-exame dos seios deve ser feito mensalmente, devendo a mulher estar alerta a qualquer coisa suspeita na aparência ou na apalpação dos seios, tais como um endurecimento ou um caroço. Por mais insignificante que sua descoberta possa parecer, ela precisa consultar imediatamente o médico. Quanto mais cedo for diagnosticado um caroço, tanto maior o controle que a mulher terá sobre o seu futuro. Um informe da Suécia mostrou que, quando o tumor canceroso mamário não-metastático era ligeiramente maior do que 1,5 centímetro, ou menor, e era removido cirurgicamente, a expectativa de vida de 12 anos era 94% possível.
A Dra. Patricia Kelly comenta: “Se você não teve mais sintomas de câncer de mama em 12 anos e meio, é muito improvável que ele reapareça. . . . E pode-se ensinar as mulheres a detectar cânceres de mama menores de um centímetro simplesmente usando os dedos.”
Recomenda-se fazer um exame médico consultando um especialista ou um clínico geral, uma vez por ano, em especial depois que a mulher atinge a idade de 40 anos. Se for descoberto um caroço, seria bom obter um segundo parecer de um clínico ou cirurgião especialista em mama.
O Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, informa que uma boa arma contra o câncer de mama é fazer periodicamente uma mamografia. Esta forma de raios X pode detectar um tumor talvez uns dois anos antes de se conseguir detectá-lo pelo tato. Essa metodologia é recomendada para mulheres com mais de 40 anos. Contudo, o Dr. Daniel Kopans nos informa: “A mamografia está longe de ser perfeita.” Ela não consegue detectar todos os cânceres de mama.
A Dra. Wende Logan-Young, de uma clínica de mama no Estado de Nova York, disse a Despertai! que, se a mulher ou seu médico descobrir uma anormalidade mas a mamografia não mostrar sinal dela, a tendência pode ser ignorar os achados físicos e acreditar nos raios X. Diz ela que este é “o maior erro que vemos hoje em dia”. Ela aconselha as mulheres a terem certa reserva quanto à capacidade da mamografia de detectar o câncer e ter também muita confiança no exame de seios.
Embora a mamografia possa detectar tumores, ela realmente não pode diagnosticar se são benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos). Isto se pode fazer apenas por meio de uma biópsia. Considere o caso de Irene, que fez uma mamografia. À base do filme de raios X, seu médico diagnosticou o nódulo como doença dos seios benigna, e disse: “Tenho absoluta certeza de que você não tem câncer.” A enfermeira que fez a mamografia estava preocupada, mas Irene disse: “Achei que se o médico tinha certeza, talvez eu estivesse sendo paranóica.” Em pouco tempo o nódulo aumentou, de modo que Irene consultou outro médico. Fez-se uma biópsia que revelou que ela tinha carcinoma inflamatório, um câncer de progressão rápida. Para determinar se um tumor é benigno (cerca de 8 dentre 10 o são) ou maligno, é preciso fazer uma biópsia. Se a aparência ou consistência do nódulo parece clinicamente suspeita, ou se está aumentando, deve-se fazer uma biópsia.
O auto-exame dos seios deve ser feito mensalmente, devendo a mulher estar alerta a qualquer coisa suspeita na aparência ou na apalpação dos seios, tais como um endurecimento ou um caroço. Por mais insignificante que sua descoberta possa parecer, ela precisa consultar imediatamente o médico. Quanto mais cedo for diagnosticado um caroço, tanto maior o controle que a mulher terá sobre o seu futuro. Um informe da Suécia mostrou que, quando o tumor canceroso mamário não-metastático era ligeiramente maior do que 1,5 centímetro, ou menor, e era removido cirurgicamente, a expectativa de vida de 12 anos era 94% possível.
A Dra. Patricia Kelly comenta: “Se você não teve mais sintomas de câncer de mama em 12 anos e meio, é muito improvável que ele reapareça. . . . E pode-se ensinar as mulheres a detectar cânceres de mama menores de um centímetro simplesmente usando os dedos.”
Recomenda-se fazer um exame médico consultando um especialista ou um clínico geral, uma vez por ano, em especial depois que a mulher atinge a idade de 40 anos. Se for descoberto um caroço, seria bom obter um segundo parecer de um clínico ou cirurgião especialista em mama.
O Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, informa que uma boa arma contra o câncer de mama é fazer periodicamente uma mamografia. Esta forma de raios X pode detectar um tumor talvez uns dois anos antes de se conseguir detectá-lo pelo tato. Essa metodologia é recomendada para mulheres com mais de 40 anos. Contudo, o Dr. Daniel Kopans nos informa: “A mamografia está longe de ser perfeita.” Ela não consegue detectar todos os cânceres de mama.
A Dra. Wende Logan-Young, de uma clínica de mama no Estado de Nova York, disse a Despertai! que, se a mulher ou seu médico descobrir uma anormalidade mas a mamografia não mostrar sinal dela, a tendência pode ser ignorar os achados físicos e acreditar nos raios X. Diz ela que este é “o maior erro que vemos hoje em dia”. Ela aconselha as mulheres a terem certa reserva quanto à capacidade da mamografia de detectar o câncer e ter também muita confiança no exame de seios.
Embora a mamografia possa detectar tumores, ela realmente não pode diagnosticar se são benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos). Isto se pode fazer apenas por meio de uma biópsia. Considere o caso de Irene, que fez uma mamografia. À base do filme de raios X, seu médico diagnosticou o nódulo como doença dos seios benigna, e disse: “Tenho absoluta certeza de que você não tem câncer.” A enfermeira que fez a mamografia estava preocupada, mas Irene disse: “Achei que se o médico tinha certeza, talvez eu estivesse sendo paranóica.” Em pouco tempo o nódulo aumentou, de modo que Irene consultou outro médico. Fez-se uma biópsia que revelou que ela tinha carcinoma inflamatório, um câncer de progressão rápida. Para determinar se um tumor é benigno (cerca de 8 dentre 10 o são) ou maligno, é preciso fazer uma biópsia. Se a aparência ou consistência do nódulo parece clinicamente suspeita, ou se está aumentando, deve-se fazer uma biópsia.
Prevenção e dieta
Estima-se que 1 dentre 3 cânceres nos Estados Unidos seja causado por fatores dietéticos. Uma boa alimentação, que ajude a preservar o sistema imunológico de seu organismo, pode ser sua mais importante proteção. Embora se desconheça algum alimento que cure o câncer, ingerir certos alimentos e reduzir o consumo de outros pode ser uma medida preventiva. “Seguir a alimentação correta pode reduzir em até 50% seu risco de contrair câncer de mama”, disse o Dr. Leonard Cohen, da Fundação Americana de Saúde, em Valhalla, Nova York.
Alimentos ricos em fibras, como pães e cereais integrais, podem ajudar a diminuir a quantidade de prolactina e estrogênio, possivelmente por se aglutinarem a esses hormônios e os lançarem para fora do organismo. Segundo a revista Nutrition and Cancer, “esses efeitos poderiam suprimir a fase indutora da carcinogênese”.
Ingerir menos gordura pode reduzir o risco. A revista Prevention sugeriu que trocar o leite integral pelo leite desnatado, reduzir o consumo de manteiga, comer carnes magras e remover a pele do frango pode reduzir o consumo de gordura a níveis seguros.
Legumes ricos em vitamina A, como cenoura, abóbora, batata doce, e as verduras com folhas verde-escuras, como espinafre e couve, e mostarda, podem ser de ajuda. Acredita-se que a vitamina A inibe a formação de mutações causadoras de câncer. E verduras tais como brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, repolho e cebolinho contêm substâncias químicas que produzem enzimas protetoras.
No livro Breast Cancer—What Every Woman Should Know (Câncer de Mama — O que Toda Mulher Deve Saber a Respeito), o Dr. Paul Rodriguez diz que o sistema imunológico, que reconhece e destrói células anormais, pode ser fortalecido através da alimentação. Ele sugere comer alimentos ricos em ferro, como carnes magras, verduras, mariscos e frutas e legumes com alto teor de vitamina C. Frutas e legumes com alto teor de vitamina C reduzem o risco de câncer de mama, diz o periódico Journal of the National Cancer Institute. O feijão-soja e seus produtos derivados não-fermentados contêm genisteína, conhecida por suprimir o crescimento de tumores em experimentos de laboratório, mas a sua eficácia em humanos ainda não foi estabelecida.
Alimentos ricos em fibras, como pães e cereais integrais, podem ajudar a diminuir a quantidade de prolactina e estrogênio, possivelmente por se aglutinarem a esses hormônios e os lançarem para fora do organismo. Segundo a revista Nutrition and Cancer, “esses efeitos poderiam suprimir a fase indutora da carcinogênese”.
Ingerir menos gordura pode reduzir o risco. A revista Prevention sugeriu que trocar o leite integral pelo leite desnatado, reduzir o consumo de manteiga, comer carnes magras e remover a pele do frango pode reduzir o consumo de gordura a níveis seguros.
Legumes ricos em vitamina A, como cenoura, abóbora, batata doce, e as verduras com folhas verde-escuras, como espinafre e couve, e mostarda, podem ser de ajuda. Acredita-se que a vitamina A inibe a formação de mutações causadoras de câncer. E verduras tais como brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, repolho e cebolinho contêm substâncias químicas que produzem enzimas protetoras.
No livro Breast Cancer—What Every Woman Should Know (Câncer de Mama — O que Toda Mulher Deve Saber a Respeito), o Dr. Paul Rodriguez diz que o sistema imunológico, que reconhece e destrói células anormais, pode ser fortalecido através da alimentação. Ele sugere comer alimentos ricos em ferro, como carnes magras, verduras, mariscos e frutas e legumes com alto teor de vitamina C. Frutas e legumes com alto teor de vitamina C reduzem o risco de câncer de mama, diz o periódico Journal of the National Cancer Institute. O feijão-soja e seus produtos derivados não-fermentados contêm genisteína, conhecida por suprimir o crescimento de tumores em experimentos de laboratório, mas a sua eficácia em humanos ainda não foi estabelecida.
Chaves para a sobrevivência
SE VOCÊ ouvisse uma notícia de que um assassino está rondando o seu bairro, tomaria medidas para proteger a si mesmo e a sua família? Provavelmente trancaria bem as portas de sua casa, para evitar uma invasão fácil. Atentaria também à presença de estranhos suspeitos, denunciando-os logo à polícia.
Deviam as mulheres deixar por menos no caso de uma doença assassina, o câncer de mama? Que medidas podem tomar para proteger a si mesmas e aumentar suas chances de sobrevivência?
Deviam as mulheres deixar por menos no caso de uma doença assassina, o câncer de mama? Que medidas podem tomar para proteger a si mesmas e aumentar suas chances de sobrevivência?
domingo, 6 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O que é a poliomielite?
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa causada por um vírus que se introduz no corpo por via oral e se multiplica nos intestinos. Depois de afetar o sistema nervoso, o vírus pode rapidamente causar paralisia total. À medida que o vírus passa para o cérebro e daí para a espinha dorsal, os sintomas iniciais são febre, fadiga, dor de cabeça, vômito, rigidez no pescoço e dor nos membros. Muitos nervos param de funcionar, resultando em paralisia de alguns músculos dos braços, das pernas e da caixa torácica.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Supergermes modernos . . . e outros
Pensa-se amiúde que nos países mais ricos, embora doenças como o câncer e a esclerose múltipla ainda representem um desafio, as doenças infecciosas estão geralmente bem controladas. Entretanto, não é assim. Um artigo recente em U.S. News & World Report dizia: “As doenças infecciosas não foram derrotadas. Ainda são as principais causas de morte no mundo e, aqui em nosso país, são a principal causa das enfermidades.”
As doenças que causaram recentemente grande choque na classe médica incluem a síndrome de choque tóxico, o mal dos legionários, o herpes e a sinistra AIDS (síndrome de deficiência imunológica adquirida). Entre as doenças infecciosas que não desaparecem acham-se a gonorréia, a sífilis, a hepatite, a meningite asséptica e a encefalite. A lepra, a malária e a tuberculose estão também aumentando.
Por que o aumento dessas doenças? Alguns organismos de doenças são agora imunes às “grandes armas” da medicina, os antibióticos. Tornaram-se “supergermes”. O modo de vida desenfreado tem feito com que doenças sexualmente transmissíveis se alastrassem como relâmpago. E o influxo de imigrantes de países pobres explica o reaparecimento de doenças do passado, como a lepra, a tuberculose e a malária.
A dificuldade de prevenir a transmissão de germes nos hospitais, nas clínicas e nas creches é atribuída à difusão de muitos “supergermes”. “Ocultos nas sondas, nos fluidos intravenosos e até mesmo nos potes de flores enviados para alegrar os pacientes, as bactérias e os fungos matam de 15.000 a 20.000 pessoas anualmente [nos Estados Unidos]. Um estudo revelou que essas infecções são responsáveis por 39 por cento das mortes nos hospitais”, dizia a notícia.
As doenças que causaram recentemente grande choque na classe médica incluem a síndrome de choque tóxico, o mal dos legionários, o herpes e a sinistra AIDS (síndrome de deficiência imunológica adquirida). Entre as doenças infecciosas que não desaparecem acham-se a gonorréia, a sífilis, a hepatite, a meningite asséptica e a encefalite. A lepra, a malária e a tuberculose estão também aumentando.
Por que o aumento dessas doenças? Alguns organismos de doenças são agora imunes às “grandes armas” da medicina, os antibióticos. Tornaram-se “supergermes”. O modo de vida desenfreado tem feito com que doenças sexualmente transmissíveis se alastrassem como relâmpago. E o influxo de imigrantes de países pobres explica o reaparecimento de doenças do passado, como a lepra, a tuberculose e a malária.
A dificuldade de prevenir a transmissão de germes nos hospitais, nas clínicas e nas creches é atribuída à difusão de muitos “supergermes”. “Ocultos nas sondas, nos fluidos intravenosos e até mesmo nos potes de flores enviados para alegrar os pacientes, as bactérias e os fungos matam de 15.000 a 20.000 pessoas anualmente [nos Estados Unidos]. Um estudo revelou que essas infecções são responsáveis por 39 por cento das mortes nos hospitais”, dizia a notícia.
Sangue na produção de vacinas
Isto levanta uma questão importante para os cristãos, que se preocupam com a proibição bíblica do uso errado do sangue. (Atos 15:28, 29) Existem outras vacinas feitas de sangue?
Por via de regra, com a exceção de Heptavax-B, as imunizações ativas não são produzidas de sangue. Isto inclui, por exemplo, todas as inoculações de crianças.
O oposto se dá com as imunizações passivas. Pode-se presumir que, quando se é aconselhado a ser inoculado depois duma possível exposição a uma doença, como depois de pisar num prego enferrujado ou depois de ser mordido por um cão, as inoculações (a menos que sejam apenas reforços rotineiros) são de soro hiperimune e foram feitas de sangue. Isto se dá também com a imunoglobulina RH (Rhogam), freqüentemente recomendado para mães RH-negativas, que por algum motivo ficam expostas a sangue RH-positivo, como no nascimento dum bebê RH-positivo.
Visto que as imunizações passivas são as que preocupam pela questão do sangue, que posição adotará o cristão consciencioso? Artigos anteriormente publicados nesta revista e na sua companheira, A Sentinela, têm apresentado uma posição coerente: cabe à consciência do próprio cristão, treinada pela Bíblia, decidir se aceita ou não este tratamento para ele e para a sua família.
Por via de regra, com a exceção de Heptavax-B, as imunizações ativas não são produzidas de sangue. Isto inclui, por exemplo, todas as inoculações de crianças.
O oposto se dá com as imunizações passivas. Pode-se presumir que, quando se é aconselhado a ser inoculado depois duma possível exposição a uma doença, como depois de pisar num prego enferrujado ou depois de ser mordido por um cão, as inoculações (a menos que sejam apenas reforços rotineiros) são de soro hiperimune e foram feitas de sangue. Isto se dá também com a imunoglobulina RH (Rhogam), freqüentemente recomendado para mães RH-negativas, que por algum motivo ficam expostas a sangue RH-positivo, como no nascimento dum bebê RH-positivo.
Visto que as imunizações passivas são as que preocupam pela questão do sangue, que posição adotará o cristão consciencioso? Artigos anteriormente publicados nesta revista e na sua companheira, A Sentinela, têm apresentado uma posição coerente: cabe à consciência do próprio cristão, treinada pela Bíblia, decidir se aceita ou não este tratamento para ele e para a sua família.
Que dizer das imunizações de adultos?
Quando alguém se torna adulto, há apenas poucas imunizações ativas que deve ter em mente. O ideal seria que todos os adultos já tivessem imunidade ao sarampo, à caxumba e à rubéola, em resultado de já os terem tido ou de terem sido imunizados na infância. Caso surja uma questão sobre essa imunidade, o médico talvez recomende ao adulto uma inoculação MMR.
Uma inoculação de toxóides do tétano mais ou menos a cada dez anos é considerada uma boa idéia como preventivo contra trismo. Pessoas mais idosas e as com doença crônica talvez queiram consultar o médico a respeito de imunizações anuais contra a gripe. Os que viajam a certas partes do mundo devem pensar em imunização contra coisas tais como a febre amarela, a cólera, carbúnculo, o tifo ou a peste, se essas doenças forem endêmicas no lugar aonde vão.
Outra imunização ativa merece atenção por ser a única ativa feita de sangue. É uma vacina contra a hepatite B, conhecida como Heptavax-B. Esta imunização se destina a algumas pessoas, tais como as que trabalham no ramo da saúde, que poderiam ficar acidentalmente expostas a produtos de sangue de pacientes infeccionados com hepatite B. Embora aclamada como grande progresso, esta vacina dá a muitos preocupação por causa do seu método de produção.
Basicamente, o sangue de selecionados portadores do vírus da hepatite B é ajuntado e tratado para matar qualquer vírus, e colhe-se certo antígeno da hepatite B. Este antígeno refinado, inativado, pode ser injetado como vacina. Muitos, porém, se negam a tomar esta vacina por temerem o risco de aceitar produtos de sangue de pessoas infeccionadas, tais como as sexualmente promíscuas. Além disso, alguns cristãos conscienciosos objetam a esta vacina por ela derivar do sangue de outra pessoa.
Essas objeções à vacina contra a hepatite foram eficazmente eliminadas pelo lançamento duma vacina diferente, mas igualmente potente contra a hepatite B. Ela é feita por meio da tecnologia genética, na qual a vacina é produzida em cultura de levedo, sem envolvimento de sangue humano. Se você estiver trabalhando no campo da saúde ou por outro motivo for considerado candidato à vacina contra a hepatite B, talvez queira considerar isso com seu médico.
Uma inoculação de toxóides do tétano mais ou menos a cada dez anos é considerada uma boa idéia como preventivo contra trismo. Pessoas mais idosas e as com doença crônica talvez queiram consultar o médico a respeito de imunizações anuais contra a gripe. Os que viajam a certas partes do mundo devem pensar em imunização contra coisas tais como a febre amarela, a cólera, carbúnculo, o tifo ou a peste, se essas doenças forem endêmicas no lugar aonde vão.
Outra imunização ativa merece atenção por ser a única ativa feita de sangue. É uma vacina contra a hepatite B, conhecida como Heptavax-B. Esta imunização se destina a algumas pessoas, tais como as que trabalham no ramo da saúde, que poderiam ficar acidentalmente expostas a produtos de sangue de pacientes infeccionados com hepatite B. Embora aclamada como grande progresso, esta vacina dá a muitos preocupação por causa do seu método de produção.
Basicamente, o sangue de selecionados portadores do vírus da hepatite B é ajuntado e tratado para matar qualquer vírus, e colhe-se certo antígeno da hepatite B. Este antígeno refinado, inativado, pode ser injetado como vacina. Muitos, porém, se negam a tomar esta vacina por temerem o risco de aceitar produtos de sangue de pessoas infeccionadas, tais como as sexualmente promíscuas. Além disso, alguns cristãos conscienciosos objetam a esta vacina por ela derivar do sangue de outra pessoa.
Essas objeções à vacina contra a hepatite foram eficazmente eliminadas pelo lançamento duma vacina diferente, mas igualmente potente contra a hepatite B. Ela é feita por meio da tecnologia genética, na qual a vacina é produzida em cultura de levedo, sem envolvimento de sangue humano. Se você estiver trabalhando no campo da saúde ou por outro motivo for considerado candidato à vacina contra a hepatite B, talvez queira considerar isso com seu médico.
Que dizer de efeitos colaterais?
Que dizer da questão dos efeitos colaterais da imunização? Na maioria das inoculações, além do usual grito repentino e choro momentâneo da criança, os efeitos colaterais costumam ser limitados e temporários — no máximo um ou dois dias de febre. No entanto, muitos pais estão preocupados com os riscos dessas inoculações. Um estudo médico pesquisou as inquietações dos pais com a saúde dos filhos e verificou que 57 por cento dos pais entrevistados preocupavam-se com as reações às imunizações.
Recentemente, deu-se publicidade à grande preocupação com um dos componentes do DTP, a saber, a parte da pertussis, ou coqueluche. O êxito desta vacina tem resultado num notável declínio da doença anteriormente temida — de 200.000 casos por ano só num país, antes da aplicação da vacina, para 2.000 casos por ano, depois do amplo uso da vacina. Não obstante, em cerca de 1 em 100.000 doses aplicadas ocorreram graves efeitos colaterais — convulsões e até danos cerebrais.
Embora esse tipo de reação seja bem raro, provoca certa ansiedade em muitos pais, que descobrem que não têm outra escolha senão deixar seu filho ser inoculado para poder ingressar na escola. Visto que a coqueluche, embora seja incomum, é muito devastadora quando ataca uma comunidade, os entendidos concluíram que, para a criança mediana, “a vacina é muito mais segura do que contrair a doença”. Esses entendidos aconselham que a imunização seja dada exceto “quando uma dose anterior resultou em convulsões, encefalite, sinais neurológicos focais ou colapso. A criança que apresenta ‘excessiva sonolência, excessiva gritaria (persistente choro ou gritos por 3 ou mais horas) ou febre de mais de 40.5°C’ tampouco deve receber doses adicionais da vacina”.
Em muitos países, a verdadeira solução do problema é uma vacina acelular, como é atualmente aplicada no Japão com perspectivas muito promissoras. Esta vacina nova e aparentemente mais segura está ficando disponível também em outros países.
Outras inoculações rotineiras de crianças mostraram vez após vez ser eficazes e relativamente seguras.
Recentemente, deu-se publicidade à grande preocupação com um dos componentes do DTP, a saber, a parte da pertussis, ou coqueluche. O êxito desta vacina tem resultado num notável declínio da doença anteriormente temida — de 200.000 casos por ano só num país, antes da aplicação da vacina, para 2.000 casos por ano, depois do amplo uso da vacina. Não obstante, em cerca de 1 em 100.000 doses aplicadas ocorreram graves efeitos colaterais — convulsões e até danos cerebrais.
Embora esse tipo de reação seja bem raro, provoca certa ansiedade em muitos pais, que descobrem que não têm outra escolha senão deixar seu filho ser inoculado para poder ingressar na escola. Visto que a coqueluche, embora seja incomum, é muito devastadora quando ataca uma comunidade, os entendidos concluíram que, para a criança mediana, “a vacina é muito mais segura do que contrair a doença”. Esses entendidos aconselham que a imunização seja dada exceto “quando uma dose anterior resultou em convulsões, encefalite, sinais neurológicos focais ou colapso. A criança que apresenta ‘excessiva sonolência, excessiva gritaria (persistente choro ou gritos por 3 ou mais horas) ou febre de mais de 40.5°C’ tampouco deve receber doses adicionais da vacina”.
Em muitos países, a verdadeira solução do problema é uma vacina acelular, como é atualmente aplicada no Japão com perspectivas muito promissoras. Esta vacina nova e aparentemente mais segura está ficando disponível também em outros países.
Outras inoculações rotineiras de crianças mostraram vez após vez ser eficazes e relativamente seguras.
Deve meu filho ser vacinado?
Em vista disso, alguns talvez ainda se perguntem: ‘Que imunizações deve meu filho receber?’ Na maior parte do mundo onde a vacinação de crianças está prontamente disponível, imunizações de rotina têm produzido dramáticos declínios na incidência das visadas doenças da infância.
Durante vários anos, a Academia Americana de Pediatria, em acordo geral com organizações similares em todo o mundo, tem recomendado a imunização rotineira para as seguintes doenças: difteria, coqueluche (pertussis) e tétano. As três são usualmente combinadas e aplicadas como uma só injeção — DTP — seguida por três injeções DTP (como reforço) em intervalos de pelo menos dois meses. Além disso, faz-se a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola com uma só injeção — MMR — dada a crianças após um ano de idade. Também se dão quatro doses de vacina oral — OPV — contra a poliomielite numa seqüência similar à da vacina DTP.
Em muitos lugares, esta seqüência rotineira é mandatória, embora o número de injeções de reforço exigidas possa variar. Recentemente, em resultado de diversos surtos de sarampo, recomendaram-se, em algumas circunstâncias, adicionais injeções de reforço de vacina contra sarampo. Talvez tenha de consultar um médico na sua região para saber de pormenores.
Além dessas vacinas, existe uma vacina contra a pneumonia (Pneumovax, nome nos EUA). Esta parece fornecer imunidade vitalícia a crianças e adultos que, por algum motivo, são suscetíveis a certos tipos de pneumonia.
Outra vacina para crianças é chamada vacina Haemophilus influenzae tipo b. Ela é aplicada para proteger contra um patógeno comum da infância, o Hemophilus influenza. Este bacilo causa diversas doenças em bebês, destacando-se uma forma severa de meningite. A vacina mostrou-se em geral segura, e é cada vez mais recomendada como parte da série de inoculações de bebês.
Incidentalmente, ainda não há nenhuma imunização rotineira contra a varicela. E a vacina contra a varíola geralmente não está mais disponível, porque, conforme já mencionado, um programa mundial de vacinação eliminou esta doença mortífera.
Durante vários anos, a Academia Americana de Pediatria, em acordo geral com organizações similares em todo o mundo, tem recomendado a imunização rotineira para as seguintes doenças: difteria, coqueluche (pertussis) e tétano. As três são usualmente combinadas e aplicadas como uma só injeção — DTP — seguida por três injeções DTP (como reforço) em intervalos de pelo menos dois meses. Além disso, faz-se a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola com uma só injeção — MMR — dada a crianças após um ano de idade. Também se dão quatro doses de vacina oral — OPV — contra a poliomielite numa seqüência similar à da vacina DTP.
Em muitos lugares, esta seqüência rotineira é mandatória, embora o número de injeções de reforço exigidas possa variar. Recentemente, em resultado de diversos surtos de sarampo, recomendaram-se, em algumas circunstâncias, adicionais injeções de reforço de vacina contra sarampo. Talvez tenha de consultar um médico na sua região para saber de pormenores.
Além dessas vacinas, existe uma vacina contra a pneumonia (Pneumovax, nome nos EUA). Esta parece fornecer imunidade vitalícia a crianças e adultos que, por algum motivo, são suscetíveis a certos tipos de pneumonia.
Outra vacina para crianças é chamada vacina Haemophilus influenzae tipo b. Ela é aplicada para proteger contra um patógeno comum da infância, o Hemophilus influenza. Este bacilo causa diversas doenças em bebês, destacando-se uma forma severa de meningite. A vacina mostrou-se em geral segura, e é cada vez mais recomendada como parte da série de inoculações de bebês.
Incidentalmente, ainda não há nenhuma imunização rotineira contra a varicela. E a vacina contra a varíola geralmente não está mais disponível, porque, conforme já mencionado, um programa mundial de vacinação eliminou esta doença mortífera.
O histórico
Nos anos 50, introduziu-se uma vacina eficaz que virtualmente acabou com o temor da poliomielite na maioria dos países. Por volta de 1980, proclamou-se que a varíola estava erradicada no mundo inteiro, em resultado de eficazes programas de vacinação. Isto parecia confirmar o ditado: “Mais vale prevenir do que remediar.”
Hoje em dia, os programas de imunização em geral foram eficazes em controlar muitas doenças — tétano, poliomielite, difteria e coqueluche (pertussis), para se mencionarem algumas. Além disso, revelou-se que, quando a imunização por algum motivo afrouxou, a doença voltou. Num país isso aconteceu com a coqueluche.
Em que resultam essas imunizações? Basicamente, em um ou outro de dois modos, reforçam as defesas do corpo contra a invasão de agentes infecciosos chamados patógenos, que incluem micróbios e vírus. O primeiro modo é chamado de imunização ativa. Neste caso, a injeção contém um agente patogênico enfraquecido ou morto (ou seu veneno), modificado de tal maneira, que não constitui perigo para o corpo. Os mecanismos de defesa do próprio corpo começam a formar moléculas matadoras chamadas anticorpos, que podem combater o verdadeiro agente da doença, caso se desenvolva. Se a inoculação imunizante contiver um extrato do veneno (toxina) do patógeno, é chamada toxóide. Se for feita de patógenos vivos enfraquecidos (atenuados) ou de organismos mortos, é chamada vacina.
Conforme pode imaginar, essas injeções não criam uma imunidade imediata. Leva algum tempo para o corpo produzir anticorpos protetores. Essas imunizações ativas incluem todas as inoculações de crianças e as injeções costumeiramente consideradas como vacinações. Com uma só exceção (considerada mais adiante), essas não envolvem o uso de sangue em nenhum passo da sua produção.
O outro processo é chamado de imunização passiva. Costuma ser reservada para situações em que a pessoa ficou exposta a uma grave doença, tal como a hidrofobia. Neste caso, não há tempo para o corpo desenvolver sua própria imunidade. Portanto, os anticorpos de outro, pré-formados, podem ser injetados para combater os patógenos daquele que ficou exposto à doença. Gamaglobulina, antitoxina e soro hiperimune são outros nomes de injeções produzidas de extratos de sangue de humanos ou animais imunes. Essas imunizações adotadas ou passivas se destinam a dar ao corpo uma ajuda imediata, mas apenas temporária, para combater o invasor. Os anticorpos adotados são logo eliminados do corpo como proteínas alheias.
Hoje em dia, os programas de imunização em geral foram eficazes em controlar muitas doenças — tétano, poliomielite, difteria e coqueluche (pertussis), para se mencionarem algumas. Além disso, revelou-se que, quando a imunização por algum motivo afrouxou, a doença voltou. Num país isso aconteceu com a coqueluche.
Em que resultam essas imunizações? Basicamente, em um ou outro de dois modos, reforçam as defesas do corpo contra a invasão de agentes infecciosos chamados patógenos, que incluem micróbios e vírus. O primeiro modo é chamado de imunização ativa. Neste caso, a injeção contém um agente patogênico enfraquecido ou morto (ou seu veneno), modificado de tal maneira, que não constitui perigo para o corpo. Os mecanismos de defesa do próprio corpo começam a formar moléculas matadoras chamadas anticorpos, que podem combater o verdadeiro agente da doença, caso se desenvolva. Se a inoculação imunizante contiver um extrato do veneno (toxina) do patógeno, é chamada toxóide. Se for feita de patógenos vivos enfraquecidos (atenuados) ou de organismos mortos, é chamada vacina.
Conforme pode imaginar, essas injeções não criam uma imunidade imediata. Leva algum tempo para o corpo produzir anticorpos protetores. Essas imunizações ativas incluem todas as inoculações de crianças e as injeções costumeiramente consideradas como vacinações. Com uma só exceção (considerada mais adiante), essas não envolvem o uso de sangue em nenhum passo da sua produção.
O outro processo é chamado de imunização passiva. Costuma ser reservada para situações em que a pessoa ficou exposta a uma grave doença, tal como a hidrofobia. Neste caso, não há tempo para o corpo desenvolver sua própria imunidade. Portanto, os anticorpos de outro, pré-formados, podem ser injetados para combater os patógenos daquele que ficou exposto à doença. Gamaglobulina, antitoxina e soro hiperimune são outros nomes de injeções produzidas de extratos de sangue de humanos ou animais imunes. Essas imunizações adotadas ou passivas se destinam a dar ao corpo uma ajuda imediata, mas apenas temporária, para combater o invasor. Os anticorpos adotados são logo eliminados do corpo como proteínas alheias.
Deve minha família ser imunizada?
“CHEGOU a hora de vacinar a criança”, diz o médico. Esta declaração talvez soe ameaçadora para uma criancinha, mas em geral tem resultado num sorriso reanimador e consentimento da parte dos pais.
Recentemente, porém, surgiram perguntas a respeito da comumente aceita prática de imunizar crianças e adultos. Que inoculações são realmente necessárias? Que dizer de efeitos colaterais? Envolve a produção da vacina de algum modo sangue?
Estas são boas perguntas a serem consideradas pela família cristã que se preocupa com isso. As respostas podem ter relação direta com a saúde e o futuro tanto dos seus filhos como de você mesmo.
Recentemente, porém, surgiram perguntas a respeito da comumente aceita prática de imunizar crianças e adultos. Que inoculações são realmente necessárias? Que dizer de efeitos colaterais? Envolve a produção da vacina de algum modo sangue?
Estas são boas perguntas a serem consideradas pela família cristã que se preocupa com isso. As respostas podem ter relação direta com a saúde e o futuro tanto dos seus filhos como de você mesmo.
A epidemia em perspectiva
O Ebola é assassino; entretanto, os africanos enfrentam uma ameaça maior em doenças que chamam menos atenção. Durante o surto, outras doenças silenciosamente cobraram o seu tributo. Relatou-se que, algumas centenas de quilômetros ao leste de Kikwit, 250 pessoas contraíram recentemente pólio. Ao noroeste, uma cepa mortífera de cólera arruinou Mali. Ao sul, em Angola, 30.000 pessoas contraíram a doença do sono. Numa vasta região da África Ocidental, milhares morreram numa epidemia de meningite. O The New York Times declarou: “Para os africanos, surge a pergunta incômoda: por que nenhum dos embates diários, mortais, [da África] contra doenças que na sua maioria são passíveis de prevenção, mal perturba a consciência do mundo?”
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Epidemia e Pandemia qual a diferença ?
Epidemia é um surto de determinada doença em certa localidade; pode ser numa comunidade, cidade ou até num país inteiro. Pandemia é uma epidemia global.
A ciência não pôde fazer nada
Por volta do início da Primeira Guerra Mundial, a ciência médica aparentemente tinha feito grandes avanços no combate a doenças. Mesmo durante a guerra, os médicos se orgulharam do sucesso na redução dos efeitos de doenças infecciosas. Na época, a revista The Ladies Home Journal declarou que os americanos não precisavam mais usar a sala como velório. A revista sugeriu que esses locais fossem usados mais pelos vivos do que pelos mortos. Mas então veio a gripe espanhola, e a medicina mostrou-se quase que totalmente impotente.
Crosby escreve: “Todos os médicos de 1918 compartilharam o maior fracasso da medicina no século 20, ou em todos os tempos, se avaliarmos o número de mortes.” Para não pôr toda a culpa na medicina, Barry observa: “Na época, os cientistas entendiam muito bem a dimensão da ameaça da gripe, sabiam curar pneumonias bacterianas secundárias e deram conselhos sobre saúde pública que salvariam dezenas de milhares de americanos. Mas os políticos ignoraram os conselhos.”
E agora, cerca de 85 anos depois, o que se sabe sobre essa pandemia? O que a causou? Poderá acontecer de novo? Se acontecesse, seria possível combatê-la com sucesso? Talvez se surpreenda com algumas respostas.
Crosby escreve: “Todos os médicos de 1918 compartilharam o maior fracasso da medicina no século 20, ou em todos os tempos, se avaliarmos o número de mortes.” Para não pôr toda a culpa na medicina, Barry observa: “Na época, os cientistas entendiam muito bem a dimensão da ameaça da gripe, sabiam curar pneumonias bacterianas secundárias e deram conselhos sobre saúde pública que salvariam dezenas de milhares de americanos. Mas os políticos ignoraram os conselhos.”
E agora, cerca de 85 anos depois, o que se sabe sobre essa pandemia? O que a causou? Poderá acontecer de novo? Se acontecesse, seria possível combatê-la com sucesso? Talvez se surpreenda com algumas respostas.
Uma doença sem comparação
Uma das diferenças mais alarmantes foi a rapidez com que a gripe atacou. Com que rapidez? No recente livro The Great Influenza (A Grande Influenza), o autor John Barry cita um registro sobre isso: “No Rio de Janeiro, o estudante de medicina Ciro Viera da Cunha estava esperando o bonde quando um homem, num tom de voz normal, lhe pediu informações e, logo depois, caiu morto. Na Cidade do Cabo, África do Sul, quando Charles Lewis tomou o bonde de volta para casa, que ficava a 5 quilômetros, o cobrador caiu morto. Durante esse curto trajeto, seis pessoas que estavam no bonde morreram, incluindo o condutor.” Todos morreram por causa da gripe.
Também havia o terror — medo do desconhecido. A ciência não sabia explicar a causa da doença ou exatamente como se espalhava. Foram tomadas medidas de saúde pública: portos ficaram de quarentena, cinemas, igrejas e outros locais onde as pessoas se reuniam foram fechados. Por exemplo, em San Francisco, Califórnia, EUA, as autoridades ordenaram que a população usasse máscaras de proteção. Quem fosse apanhado em público sem a máscara era multado e até preso. Mas parecia que nada dava certo. Essas providências foram simplesmente insuficientes e tardias.
O fato de a gripe atacar indiscriminadamente também causava medo. Por motivos ainda não explicados, a pandemia de 1919, em vez de atacar principalmente os idosos, atacou e matou jovens saudáveis. A maioria dos que morreram da gripe espanhola tinha entre 20 e 40 anos.
Além disso, a doença era, de fato, uma epidemia global. Chegou até às ilhas tropicais. Em 7 de novembro de 1918, a gripe foi levada a Samoa Ocidental (atualmente conhecida como Samoa) por navio e, em dois meses, cerca de 20% da população de 38.302 pessoas tinha morrido. Todos os grandes países do mundo foram dramaticamente afetados!
Também havia a enormidade do flagelo. Por exemplo, a doença chegou rápido e com muita força na Filadélfia, Pensilvânia, nos EUA. Em meados de outubro de 1918, não havia caixões suficientes. “Certo fabricante disse que teria vendido 5 mil caixões em duas horas, se os tivesse disponíveis. Às vezes o necrotério tinha dez vezes mais corpos do que caixões”, diz o historiador Alfred Crosby.
Num tempo relativamente curto, a gripe tinha matado mais gente do que qualquer outra pandemia na história humana. Uma estimativa do número de mortos em todo o mundo era de 21 milhões, mas alguns especialistas acham que esse número é pequeno. Certos epidemiologistas sugerem atualmente que um número mais provável seja 50 milhões de mortos ou talvez 100 milhões! Barry, já mencionado, observa: “A influenza matou mais pessoas em um ano do que a Peste Negra da Idade Média em um século; matou mais pessoas em 24 semanas do que a Aids em 24 anos.”
O impressionante é que, em cerca de um ano, mais americanos morreram de gripe espanhola do que nas duas guerras mundiais juntas. A escritora Gina Kolata explica: “Se uma epidemia desse tipo atacasse hoje, matando a população americana na mesma proporção, 1,5 milhão de pessoas morreriam. Isso é mais do que a soma do número de pessoas que morrem por causa de doenças cardíacas, câncer, derrame, doença pulmonar crônica, Aids e mal de Alzheimer num ano.”
Resumindo, a gripe espanhola foi a pior pandemia da história da humanidade. O que a ciência fez para ajudar?
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