DUVIDAS SOBRE PLANOS DE SAÚDE COM REGISTRO NA ANS ?

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

O QUE OS PAIS PODEM FAZER?

 1 Servir mais frutas, verduras e legumes em vez de lanches.
 2 Limitar o consumo de refrigerantes, bebidas adocicadas e petiscos ricos em gordura e açúcar. Além disso, devem dar água ou leite com baixo teor de gordura e petiscos saudáveis.
 3 Evitar frituras, usando métodos de preparar alimentos com menos gordura, como assar, grelhar e cozinhar no vapor.
 4 Servir porções menores.
 5 Evitar usar comida como recompensa ou suborno.
 6 Não permitir que os filhos deixem de tomar o café da manhã, porque eles podem querer comer demais depois.
 7 Sentar-se à mesa para comer. Quando se alimenta em frente da TV ou do computador, a pessoa come mais e fica menos ciente de que está satisfeita.
 8 Incentivar atividades físicas, como andar de bicicleta, jogar bola e pular corda.
 9 Limitar o tempo gasto com TV, computador e videogames.
10 Planejar passeios em família, como visitar o zoológico, nadar ou brincar num parque.
11 Dar tarefas domésticas para seus filhos que envolvam trabalho físico.
12 Dar bom exemplo, alimentando-se bem e fazendo exercícios físicos.
[Crédito]
Fontes: Institutos Nacionais de Saúde (EUA) e Clínica Mayo

Qual é a solução?

Nutricionistas não recomendam dietas restritivas às crianças porque isso pode comprometer o crescimento e a saúde delas. Por isso, a Clínica Mayo declara: “Uma das melhores estratégias para combater o excesso de peso em seus filhos é melhorar a alimentação e os níveis de exercício da família inteira.” — Veja o quadro acompanhante.
Faça dos hábitos saudáveis um comprometimento familiar. Se você fizer isso, esses hábitos se tornarão um modo de vida para seus filhos, não só agora, mas também quando forem adultos.

Fatores que contribuem para o problema

O que está por trás dessa epidemia global de obesidade infantil? Embora a genética talvez seja um dos fatores, o aumento alarmante da obesidade em décadas recentes parece indicar que os genes não são a única causa. Stephen O’Rahilly, professor de bioquímica e medicina clínica da Universidade de Cambridge, Inglaterra, declara: “Nada relacionado à genética explica o aumento da obesidade. Nossos genes não podem ser mudados em 30 anos.”
Ao comentar sobre as causas, a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, diz: “Embora existam algumas causas genéticas e hormonais para a obesidade infantil, a maioria dos casos de excesso de peso é resultado de crianças que comem muito e se exercitam pouco.” Dois exemplos ilustram uma nova tendência nos hábitos alimentares.
Primeiro, pais que trabalham fora têm menos tempo e energia para preparar as refeições, assim é cada vez mais comum consumir fast-food. Restaurantes especializados nesse tipo de comida têm surgido em toda parte do mundo. Um estudo relatou que quase um terço de todas as crianças e adolescentes nos Estados Unidos entre 4 e 19 anos come fast-food todo dia. Em geral, esse tipo de comida tem alta concentração de açúcar e gorduras e é oferecido em irresistíveis porções maiores.
Segundo, as pessoas têm substituído leite e água por refrigerante. Os mexicanos, por exemplo, gastam por ano mais dinheiro com refrigerantes, especialmente os à base de cola, do que com os dez alimentos mais básicos juntos. De acordo com o livro Overcoming Childhood Obesity (Como Vencer a Obesidade Infantil), uma pessoa que bebe apenas um refrigerante de 600 mililitros por dia pode engordar 11 quilos num ano!
Quanto à falta de atividade física, um estudo realizado pela Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que uma criança mediana de três anos pratica “atividade moderada a vigorosa” por apenas 20 minutos diários. Comentando esse estudo, o Dr. James Hill, professor de pediatria e medicina na Universidade do Colorado, disse: “A natureza cada vez mais sedentária das crianças britânicas não é incomum e está sendo observada na maioria dos países.”

Obesidade infantil — o que pode ser feito?

A OBESIDADE infantil tem alcançado proporções epidêmicas em muitos países. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 22 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso.
Uma pesquisa nacional na Espanha revelou que 1 em cada 3 crianças está acima do peso ou é obesa. Na Austrália, a obesidade infantil triplicou em apenas dez anos (1985-1995). Nas últimas três décadas, o número de crianças obesas de 6 a 11 anos tem mais do que triplicado nos Estados Unidos.
A obesidade infantil também atinge países em desenvolvimento. De acordo com a Força-Tarefa Internacional da Obesidade, há mais crianças obesas do que desnutridas em alguns lugares da África. Em 2007, o México era o segundo país com o maior índice de obesidade infantil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Diz-se que, só na Cidade do México, o excesso de peso e a obesidade afetam 70% de crianças e adolescentes. O cirurgião pediatra, Dr. Francisco González, avisa que essa talvez seja “a primeira geração a morrer antes dos pais por complicações relacionadas à obesidade”.
Que complicações são essas? Três delas são: diabetes, pressão alta e doenças cardíacas. Esses problemas de saúde eram considerados comuns, na maioria dos casos, apenas em adultos. De acordo com o Instituto de Medicina dos EUA, 30% dos meninos e 40% das meninas que nasceram naquele país no ano de 2000 correm um risco permanente de ter diabetes tipo 2, que está relacionado à obesidade.
Pesquisas mostram uma tendência alarmante entre as crianças. O aumento no índice de obesidade está levando ao aumento no índice de pressão alta. “Se não revertermos essa crescente tendência, poderemos enfrentar um surto de novas doenças cardiovasculares em jovens adultos e adultos”, avisa a Dra. Rebecca Din-Dzietham, da Faculdade de Medicina de Morehouse, em Atlanta, EUA.

domingo, 20 de junho de 2010

Vitórias sobre a varíola e a poliomielite

  No fim de outubro de 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) localizou o último caso conhecido de infecção natural da varíola. Ali Maow Maalin, cozinheiro de um hospital na Somália, contraiu a forma branda da doença e se recuperou em poucas semanas. Todas as pessoas que tiveram contato com ele foram vacinadas.
  Durante dois longos anos, os médicos esperaram ansiosamente. Ofereceu-se uma recompensa de mil dólares a quem quer que pudesse relatar outro caso confirmado de varíola ativa. Houve tentativas, mas ninguém conseguiu relatar um único caso comprovado e ganhar a recompensa. Portanto, em 8 de maio de 1980, a OMS anunciou formalmente que ‘o mundo e todos os seus povos estavam livres da varíola’. Apenas uma década antes, a varíola matava cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Pela primeira vez na história, uma doença infecciosa grave havia sido eliminada.
  Outra doença que parece ser possível erradicar é a poliomielite, ou paralisia infantil. Em 1955, Jonas Salk produziu uma vacina eficaz contra a doença, e uma campanha de imunização contra a poliomielite começou nos Estados Unidos e em outros países. Mais tarde, desenvolveu-se uma vacina oral. Em 1988, a OMS lançou um programa mundial para eliminar a doença.
  “Quando iniciamos o empenho pela erradicação dela em 1988, a poliomielite deixava paralíticas mais de mil crianças por dia”, relata a Dra. Gro Harlem Brundtland, então diretora-geral da OMS. “Em 2001, houve bem menos de mil casos durante o ano inteiro.” A poliomielite se limita hoje a menos de dez países, embora se precise de mais recursos para ajudá-los a eliminar a doença definitivamente.

“Estamos em melhor situação hoje?”

Agora, no começo do século 21, podemos ver claramente que a ameaça das doenças não desapareceu. O avanço implacável da Aids, o surgimento de patógenos resistentes a medicamentos e a volta de antigos assassinos como a tuberculose e a malária mostram que a guerra contra as doenças ainda não foi vencida.
“Estamos em melhor situação hoje do que estávamos há um século?”, perguntou o ganhador do Prêmio Nobel Joshua Lederberg. “Em muitos sentidos, a situação está pior”, disse ele. “Nós fomos negligentes em lidar com os micróbios, e esse é um tema recorrente que está voltando para nos atormentar.” Será que as dificuldades atuais podem ser superadas se a ciência médica e todas as nações do mundo se esforçarem com determinação nesse sentido? Será que as principais doenças infecciosas serão finalmente erradicadas, como a varíola foi? Nosso último artigo responderá a essas perguntas.

Derrotas no combate às doenças

Vimos claramente que batalhas importantes foram vencidas. Mas algumas vitórias da saúde pública ficaram limitadas aos países mais ricos. Doenças tratáveis ainda matam milhões de pessoas, simplesmente por falta de recursos. Nos países em desenvolvimento, muitas pessoas ainda vivem em áreas sem saneamento adequado e não têm acesso a assistência médica nem a água potável. Atender tais necessidades básicas tem se tornado mais difícil devido às migrações em massa da zona rural para as megacidades do mundo em desenvolvimento. Como resultado de tais fatores, os pobres do mundo carregam o que a Organização Mundial da Saúde chamou de uma “parcela desproporcional do fardo das doenças”.
O egoísmo, com sua visão de curto alcance, é a principal causa desse desequilíbrio. “Algumas das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo parecem distantes”, declara o livro Man and Microbes. “Algumas delas limitam-se inteira ou principalmente a regiões tropicais e subtropicais pobres.” Visto que os países desenvolvidos e as empresas farmacêuticas talvez não se beneficiem diretamente, eles resistem à idéia de destinar recursos para o tratamento de tais doenças.
O comportamento humano irresponsável também colabora na disseminação de doenças. Não há melhor exemplo dessa cruel realidade do que o do vírus da Aids, que é transmitido de uma pessoa para outra por meio dos fluidos do corpo. Em poucos anos, a pandemia se espalhou pelo mundo. (Veja o quadro “Aids — o flagelo dos nossos tempos”.) “Os próprios seres humanos são os responsáveis”, assevera o epidemiologista Joe McCormick. “E dizer isso não é ser moralista, é ser realista.”
Como o homem sem querer cooperara com o vírus da Aids? O livro A Próxima Peste alista os seguintes fatores: mudanças sociais — especialmente o costume de manter múltiplos parceiros sexuais — resultaram numa onda de doenças sexualmente transmissíveis, tornando muito mais fácil o vírus se estabelecer e um portador infectar muitas outras pessoas. O uso em larga escala de seringas contaminadas, que são reutilizadas para injeção de remédios em países em desenvolvimento ou por usuários de drogas, teve um efeito similar. A indústria global do sangue, que movimenta 1 bilhão de dólares, também permitiu que o vírus da Aids passasse de um doador para dezenas de receptores.
Como já mencionado, o uso excessivo e a subutilização dos antibióticos têm contribuído para o surgimento de micróbios resistentes. O problema é grave e está piorando. Os estafilococos, bactérias que costumam provocar infecção em ferimentos, eram facilmente eliminados com derivados de penicilina. Mas agora tais antibióticos tradicionais perderam o efeito em muitos casos. De modo que os médicos precisam recorrer a antibióticos mais novos e caros, que os hospitais nos países em desenvolvimento dificilmente conseguem obter. Até mesmo os antibióticos mais recentes talvez se mostrem incapazes de combater certos micróbios, tornando as infecções hospitalares mais comuns e mais mortíferas. O Dr. Richard Krause, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA, descreveu a situação atual como “uma epidemia de resistência microbiana”.

Vitórias da medicina

“A imunização é a maior vitória da saúde pública em todos os tempos”, declarou The World Health Report 1999 (Relatório sobre a Saúde no Mundo 1999). Milhões de vidas já foram salvas graças às campanhas de vacinação em massa em todo o mundo. Um programa global de imunização eliminou a varíola — doença mortífera que fez mais vítimas do que todas as guerras do século 20 juntas — e uma campanha similar quase erradicou a poliomielite. (Veja o quadro “Vitórias sobre a varíola e a poliomielite”.) Hoje muitas crianças são vacinadas para se proteger contra doenças comuns, potencialmente fatais.
Outras doenças foram controladas sem se chamar tanto a atenção do mundo. Doenças transmitidas pela água, como a cólera, raramente causam problemas onde há saneamento adequado e fornecimento de água potável. Em muitos países, o acesso facilitado a médicos e hospitais faz com que a maioria das doenças possam ser identificadas e tratadas antes de se tornar letais. Outros fatores que têm contribuído para promover a saúde pública são os hábitos de alimentação e as condições de moradia melhores, aliados ao cumprimento das normas sobre o modo correto de manusear e estocar os alimentos.
Depois que os cientistas descobriram as causas das doenças infecciosas, as autoridades sanitárias puderam tomar medidas práticas para conter o alastramento de uma epidemia. Veja um exemplo. Em 1907, um surto de peste bubônica em San Francisco, nos Estados Unidos, matou poucas pessoas porque a cidade imediatamente lançou uma campanha para exterminar os ratos hospedeiros das pulgas que transmitiam a doença. Isso não ocorreu anos antes na Índia, onde um surto da mesma doença começou em 1896 e resultou na morte de 10 milhões de pessoas num período de 12 anos, porque o agente transmissor ainda não havia sido identificado.

Vitórias e derrotas na guerra contra as doenças

EM 5 de agosto de 1942, o Dr. Alexander Fleming constatou que um de seus pacientes, que era também seu amigo, estava morrendo. O homem de 52 anos havia contraído meningite espinhal e, apesar de todos os esforços de Fleming, acabava de entrar em coma.
Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.
Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.

domingo, 13 de junho de 2010

O estresse e o câncer de mama

Na revista Acta neurologica, o Dr. H. Baltrusch explica que o estresse extremo ou prolongado pode reduzir as defesas antitumorais do corpo no sistema imunológico. Mulheres fatigadas, que sofrem de depressão, ou que não têm apoio emocional, podem ter seu sistema imunológico comprometido em até 50 por cento.
Assim, o Dr. Basil Stoll, escrevendo em Mind and Cancer Prognosis, acentuou: “Deve-se fazer todo empenho para minimizar o inevitável trauma físico e psíquico que os pacientes de câncer experimentam durante e depois do tratamento de sua doença.” Mas, que tipo de apoio é preciso?

Tratamento do câncer

No presente, a cirurgia, a radiação e a terapia por meio de drogas são os tratamentos convencionais para o câncer de mama. Dados a respeito do tipo de tumor, seu tamanho, sua qualidade invasiva, se ele se alastrou ou não para os gânglios linfáticos e o estado menopáusico da mulher podem ajudar a ela e ao seu médico a determinar o método de tratamento.
Cirurgia. Por décadas se usou amplamente a mastectomia radical, a extirpação do seio junto com os músculos e gânglios linfáticos básicos. Mas, em anos recentes, o tratamento de conservação do seio, que envolve a extirpação apenas do tumor e dos gânglios linfáticos, mais radiação, tem sido usado com índices de sobrevida que se igualam aos da mastectomia. Isto tem dado a algumas mulheres mais tranqüilidade ao decidirem pela remoção de um pequeno tumor, sendo isso menos desfigurante. Mas o British Journal of  Surgery diz que mulheres mais jovens, com câncer em vários pontos da mesma mama ou com tumores maiores de 3 centímetros, correm um risco maior de recorrência com o tratamento de conservação do seio.
Um importante fator na sobrevida sem recorrência é mencionado no Cleveland Clinic Journal of Medicine: “A transfusão de sangue causa realmente um efeito adverso na sobrevida e no índice de recorrência . . . depois da mastectomia radical modificada.” O artigo mostrou que o índice de sobrevida de cinco anos era 53% para um grupo que recebeu transfusão de sangue, contra 93% para o grupo que não recebeu sangue.
Outra ajuda para a sobrevida é abordada no periódico The Lancet, onde o Dr. R. A. Badwe declarou: “A época da cirurgia em relação à fase do ciclo menstrual exerce um grande impacto sobre o resultado a longo prazo para pacientes pré-menopáusicas com câncer de mama.” O informe mostrou que as mulheres que se submetem a uma extirpação de tumor durante a fase da estimulação estrogênica obtiveram resultados piores do que as que foram operadas durante outras fases do ciclo menstrual — 54% sobreviveram dez anos contra 84% para o último grupo. Mencionou-se que a ocasião ideal para cirurgia em mulheres pré-menopáusicas com câncer de mama é pelo menos 12 dias após a última menstruação.
Terapia de radiação. A terapia de radiação mata as células cancerosas. No caso do tratamento de conservação do seio, microscópicas sementes de câncer podem escapar do bisturi do cirurgião à medida que ele tenta preservar o seio. A terapia de radiação pode eliminar as células cancerosas remanescentes. Mas a radiação acarreta um leve risco de induzir câncer no outro seio. O Dr. Benedick Fraass recomenda minimizar a exposição à radiação no outro seio. Ele diz: “Com umas manobras simples é possível reduzir significativamente a dose que o outro seio recebe durante a irradiação sobre o seio afetado.” Ele sugere que se coloque uma placa protetora de chumbo de uns 2,5 centímetros de espessura sobre o seio não afetado.
Terapia por meio de drogas. Apesar dos esforços de extirpar o câncer de mama por cirurgia, 25% a 30% das mulheres com câncer de mama recém-diagnosticado terão metástases ocultas, pequenas demais para produzir sintomas de início. A quimioterapia é um tratamento que usa substâncias químicas na tentativa de matar as células que invadem outras partes do corpo.
A quimioterapia tem efeito limitado porque os tumores cancerosos se constituem de diferentes tipos de células, cada qual com a sua própria sensibilidade a drogas. As células que sobrevivem ao tratamento podem produzir uma nova geração de tumores resistentes a drogas. Mas a edição de janeiro de 1992 da revista The Lancet apresentou evidências de que a quimioterapia aumentou de 5% a 10% as chances de a mulher sobreviver mais uma década, dependendo de sua idade.
Os efeitos colaterais da quimioterapia podem incluir náusea, vômito, perda de cabelo, hemorragia, danos ao coração, supressão imunológica, esterilidade e leucemia. John Cairns, escrevendo em Scientific American, comentou: “Estes podem parecer perigos relativamente pequenos para uma paciente com câncer avançado e em rápida progressão, mas seriam analisados seriamente por uma mulher com câncer de mama pequeno [1 cm] e aparentemente localizado. Sua possibilidade de morrer de câncer dentro de cinco anos é de apenas uns 10%, mesmo sem receber tratamento adicional depois da cirurgia.”
Terapia hormonal. A terapia antiestrogênica corta os efeitos de estimulação do crescimento causados pelo estrogênio. Consegue-se isso reduzindo-se os níveis de estrogênio em mulheres pré-menopáusicas, pela remoção cirúrgica dos ovários, ou pelo uso de medicamentos. A revista The Lancet anunciou um índice de sobrevida de dez anos para cada 8 a 12 mulheres dentre 100 tratadas com qualquer uma dessas metodologias.
O tratamento de acompanhamento para toda mulher com câncer de mama é um empreendimento vitalício. É preciso manter estreita vigilância, pois, se um procedimento falhar e ocorrer uma recaída, outros tipos de tratamento talvez forneçam a necessária arma.
Outro tipo de terapia do câncer que usa um enfoque diferente gira em torno de uma síndrome chamada caquexia. A revista Cancer Research explica que dois terços das mortes por câncer devem-se à caquexia, um termo usado para descrever o desgaste dos músculos e de outros tecidos. O Dr. Joseph Gold, do Instituto Syracuse de Pesquisas do Câncer, nos Estados Unidos, disse a Despertai!: “Achamos que um crescimento tumoral não pode se estender pelo corpo a menos que os caminhos bioquímicos para a caquexia estejam abertos.” Um estudo clínico, usando a droga não-tóxica sulfato de hidrazina, mostrou que alguns desses caminhos podem ser bloqueados. Conseguiu-se a estabilização em 50% das pacientes em estágio avançado de câncer de mama envolvidas no estudo.
Alternativas conhecidas como medicina complementar têm sido procuradas por algumas mulheres em busca de tratamento para o câncer de mama por meios não-invasivos ou não-tóxicos. As terapias variam, algumas usando alimentação e ervas, como na terapia de Hoxsey. Mas os estudos publicados que possibilitem avaliar a eficácia desses tratamentos são poucos.
Ao passo que este artigo visa apresentar chaves para a sobrevida, não é diretriz de Despertai! endossar qualquer tratamento. Incentivamos a todos a examinar circunspectamente todos esses diferentes caminhos no tratamento dessa doença. — Provérbios 14:15.

Detecção precoce

“A descoberta precoce do câncer de mama ainda é o mais importante passo para alterar o curso do câncer de mama”, diz a publicação Radiologic Clinics of North America. Neste respeito há três medidas-chaves: auto-exame periódico dos seios, exame médico anual e mamografia.
O auto-exame dos seios deve ser feito mensalmente, devendo a mulher estar alerta a qualquer coisa suspeita na aparência ou na apalpação dos seios, tais como um endurecimento ou um caroço. Por mais insignificante que sua descoberta possa parecer, ela precisa consultar imediatamente o médico. Quanto mais cedo for diagnosticado um caroço, tanto maior o controle que a mulher terá sobre o seu futuro. Um informe da Suécia mostrou que, quando o tumor canceroso mamário não-metastático era ligeiramente maior do que 1,5 centímetro, ou menor, e era removido cirurgicamente, a expectativa de vida de 12 anos era 94% possível.
A Dra. Patricia Kelly comenta: “Se você não teve mais sintomas de câncer de mama em 12 anos e meio, é muito improvável que ele reapareça. . . . E pode-se ensinar as mulheres a detectar cânceres de mama menores de um centímetro simplesmente usando os dedos.”
Recomenda-se fazer um exame médico consultando um especialista ou um clínico geral, uma vez por ano, em especial depois que a mulher atinge a idade de 40 anos. Se for descoberto um caroço, seria bom obter um segundo parecer de um clínico ou cirurgião especialista em mama.
O Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, informa que uma boa arma contra o câncer de mama é fazer periodicamente uma mamografia. Esta forma de raios X pode detectar um tumor talvez uns dois anos antes de se conseguir detectá-lo pelo tato. Essa metodologia é recomendada para mulheres com mais de 40 anos. Contudo, o Dr. Daniel Kopans nos informa: “A mamografia está longe de ser perfeita.” Ela não consegue detectar todos os cânceres de mama.
A Dra. Wende Logan-Young, de uma clínica de mama no Estado de Nova York, disse a Despertai! que, se a mulher ou seu médico descobrir uma anormalidade mas a mamografia não mostrar sinal dela, a tendência pode ser ignorar os achados físicos e acreditar nos raios X. Diz ela que este é “o maior erro que vemos hoje em dia”. Ela aconselha as mulheres a terem certa reserva quanto à capacidade da mamografia de detectar o câncer e ter também muita confiança no exame de seios.
Embora a mamografia possa detectar tumores, ela realmente não pode diagnosticar se são benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos). Isto se pode fazer apenas por meio de uma biópsia. Considere o caso de Irene, que fez uma mamografia. À base do filme de raios X, seu médico diagnosticou o nódulo como doença dos seios benigna, e disse: “Tenho absoluta certeza de que você não tem câncer.” A enfermeira que fez a mamografia estava preocupada, mas Irene disse: “Achei que se o médico tinha certeza, talvez eu estivesse sendo paranóica.” Em pouco tempo o nódulo aumentou, de modo que Irene consultou outro médico. Fez-se uma biópsia que revelou que ela tinha carcinoma inflamatório, um câncer de progressão rápida. Para determinar se um tumor é benigno (cerca de 8 dentre 10 o são) ou maligno, é preciso fazer uma biópsia. Se a aparência ou consistência do nódulo parece clinicamente suspeita, ou se está aumentando, deve-se fazer uma biópsia.

Prevenção e dieta

Estima-se que 1 dentre 3 cânceres nos Estados Unidos seja causado por fatores dietéticos. Uma boa alimentação, que ajude a preservar o sistema imunológico de seu organismo, pode ser sua mais importante proteção. Embora se desconheça algum alimento que cure o câncer, ingerir certos alimentos e reduzir o consumo de outros pode ser uma medida preventiva. “Seguir a alimentação correta pode reduzir em até 50% seu risco de contrair câncer de mama”, disse o Dr. Leonard Cohen, da Fundação Americana de Saúde, em Valhalla, Nova York.
Alimentos ricos em fibras, como pães e cereais integrais, podem ajudar a diminuir a quantidade de prolactina e estrogênio, possivelmente por se aglutinarem a esses hormônios e os lançarem para fora do organismo. Segundo a revista Nutrition and Cancer, “esses efeitos poderiam suprimir a fase indutora da carcinogênese”.
Ingerir menos gordura pode reduzir o risco. A revista Prevention sugeriu que trocar o leite integral pelo leite desnatado, reduzir o consumo de manteiga, comer carnes magras e remover a pele do frango pode reduzir o consumo de gordura a níveis seguros.
Legumes ricos em vitamina A, como cenoura, abóbora, batata doce, e as verduras com folhas verde-escuras, como espinafre e couve, e mostarda, podem ser de ajuda. Acredita-se que a vitamina A inibe a formação de mutações causadoras de câncer. E verduras tais como brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, repolho e cebolinho contêm substâncias químicas que produzem enzimas protetoras.
No livro Breast Cancer—What Every Woman Should Know (Câncer de Mama — O que Toda Mulher Deve Saber a Respeito), o Dr. Paul Rodriguez diz que o sistema imunológico, que reconhece e destrói células anormais, pode ser fortalecido através da alimentação. Ele sugere comer alimentos ricos em ferro, como carnes magras, verduras, mariscos e frutas e legumes com alto teor de vitamina C. Frutas e legumes com alto teor de vitamina C reduzem o risco de câncer de mama, diz o periódico Journal of the National Cancer Institute. O feijão-soja e seus produtos derivados não-fermentados contêm genisteína, conhecida por suprimir o crescimento de tumores em experimentos de laboratório, mas a sua eficácia em humanos ainda não foi estabelecida.

Chaves para a sobrevivência

SE VOCÊ ouvisse uma notícia de que um assassino está rondando o seu bairro, tomaria medidas para proteger a si mesmo e a sua família? Provavelmente trancaria bem as portas de sua casa, para evitar uma invasão fácil. Atentaria também à presença de estranhos suspeitos, denunciando-os logo à polícia.
Deviam as mulheres deixar por menos no caso de uma doença assassina, o câncer de mama? Que medidas podem tomar para proteger a si mesmas e aumentar suas chances de sobrevivência?

domingo, 6 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que é a poliomielite?

A poliomielite é uma doença altamente infecciosa causada por um vírus que se introduz no corpo por via oral e se multiplica nos intestinos. Depois de afetar o sistema nervoso, o vírus pode rapidamente causar paralisia total. À medida que o vírus passa para o cérebro e daí para a espinha dorsal, os sintomas iniciais são febre, fadiga, dor de cabeça, vômito, rigidez no pescoço e dor nos membros. Muitos nervos param de funcionar, resultando em paralisia de alguns músculos dos braços, das pernas e da caixa torácica.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Supergermes modernos . . . e outros

Pensa-se amiúde que nos países mais ricos, embora doenças como o câncer e a esclerose múltipla ainda representem um desafio, as doenças infecciosas estão geralmente bem controladas. Entretanto, não é assim. Um artigo recente em U.S. News & World Report dizia: “As doenças infecciosas não foram derrotadas. Ainda são as principais causas de morte no mundo e, aqui em nosso país, são a principal causa das enfermidades.”

As doenças que causaram recentemente grande choque na classe médica incluem a síndrome de choque tóxico, o mal dos legionários, o herpes e a sinistra AIDS (síndrome de deficiência imunológica adquirida). Entre as doenças infecciosas que não desaparecem acham-se a gonorréia, a sífilis, a hepatite, a meningite asséptica e a encefalite. A lepra, a malária e a tuberculose estão também aumentando.

Por que o aumento dessas doenças? Alguns organismos de doenças são agora imunes às “grandes armas” da medicina, os antibióticos. Tornaram-se “supergermes”. O modo de vida desenfreado tem feito com que doenças sexualmente transmissíveis se alastrassem como relâmpago. E o influxo de imigrantes de países pobres explica o reaparecimento de doenças do passado, como a lepra, a tuberculose e a malária.

A dificuldade de prevenir a transmissão de germes nos hospitais, nas clínicas e nas creches é atribuída à difusão de muitos “supergermes”. “Ocultos nas sondas, nos fluidos intravenosos e até mesmo nos potes de flores enviados para alegrar os pacientes, as bactérias e os fungos matam de 15.000 a 20.000 pessoas anualmente [nos Estados Unidos]. Um estudo revelou que essas infecções são responsáveis por 39 por cento das mortes nos hospitais”, dizia a notícia.

Sangue na produção de vacinas

Isto levanta uma questão importante para os cristãos, que se preocupam com a proibição bíblica do uso errado do sangue. (Atos 15:28, 29) Existem outras vacinas feitas de sangue?

Por via de regra, com a exceção de Heptavax-B, as imunizações ativas não são produzidas de sangue. Isto inclui, por exemplo, todas as inoculações de crianças.

O oposto se dá com as imunizações passivas. Pode-se presumir que, quando se é aconselhado a ser inoculado depois duma possível exposição a uma doença, como depois de pisar num prego enferrujado ou depois de ser mordido por um cão, as inoculações (a menos que sejam apenas reforços rotineiros) são de soro hiperimune e foram feitas de sangue. Isto se dá também com a imunoglobulina RH (Rhogam), freqüentemente recomendado para mães RH-negativas, que por algum motivo ficam expostas a sangue RH-positivo, como no nascimento dum bebê RH-positivo.

Visto que as imunizações passivas são as que preocupam pela questão do sangue, que posição adotará o cristão consciencioso? Artigos anteriormente publicados nesta revista e na sua companheira, A Sentinela, têm apresentado uma posição coerente: cabe à consciência do próprio cristão, treinada pela Bíblia, decidir se aceita ou não este tratamento para ele e para a sua família.

Que dizer das imunizações de adultos?

Quando alguém se torna adulto, há apenas poucas imunizações ativas que deve ter em mente. O ideal seria que todos os adultos já tivessem imunidade ao sarampo, à caxumba e à rubéola, em resultado de já os terem tido ou de terem sido imunizados na infância. Caso surja uma questão sobre essa imunidade, o médico talvez recomende ao adulto uma inoculação MMR.

Uma inoculação de toxóides do tétano mais ou menos a cada dez anos é considerada uma boa idéia como preventivo contra trismo. Pessoas mais idosas e as com doença crônica talvez queiram consultar o médico a respeito de imunizações anuais contra a gripe. Os que viajam a certas partes do mundo devem pensar em imunização contra coisas tais como a febre amarela, a cólera, carbúnculo, o tifo ou a peste, se essas doenças forem endêmicas no lugar aonde vão.

Outra imunização ativa merece atenção por ser a única ativa feita de sangue. É uma vacina contra a hepatite B, conhecida como Heptavax-B. Esta imunização se destina a algumas pessoas, tais como as que trabalham no ramo da saúde, que poderiam ficar acidentalmente expostas a produtos de sangue de pacientes infeccionados com hepatite B. Embora aclamada como grande progresso, esta vacina dá a muitos preocupação por causa do seu método de produção.

Basicamente, o sangue de selecionados portadores do vírus da hepatite B é ajuntado e tratado para matar qualquer vírus, e colhe-se certo antígeno da hepatite B. Este antígeno refinado, inativado, pode ser injetado como vacina. Muitos, porém, se negam a tomar esta vacina por temerem o risco de aceitar produtos de sangue de pessoas infeccionadas, tais como as sexualmente promíscuas. Além disso, alguns cristãos conscienciosos objetam a esta vacina por ela derivar do sangue de outra pessoa.

Essas objeções à vacina contra a hepatite foram eficazmente eliminadas pelo lançamento duma vacina diferente, mas igualmente potente contra a hepatite B. Ela é feita por meio da tecnologia genética, na qual a vacina é produzida em cultura de levedo, sem envolvimento de sangue humano. Se você estiver trabalhando no campo da saúde ou por outro motivo for considerado candidato à vacina contra a hepatite B, talvez queira considerar isso com seu médico.

Que dizer de efeitos colaterais?

Que dizer da questão dos efeitos colaterais da imunização? Na maioria das inoculações, além do usual grito repentino e choro momentâneo da criança, os efeitos colaterais costumam ser limitados e temporários — no máximo um ou dois dias de febre. No entanto, muitos pais estão preocupados com os riscos dessas inoculações. Um estudo médico pesquisou as inquietações dos pais com a saúde dos filhos e verificou que 57 por cento dos pais entrevistados preocupavam-se com as reações às imunizações.

Recentemente, deu-se publicidade à grande preocupação com um dos componentes do DTP, a saber, a parte da pertussis, ou coqueluche. O êxito desta vacina tem resultado num notável declínio da doença anteriormente temida — de 200.000 casos por ano só num país, antes da aplicação da vacina, para 2.000 casos por ano, depois do amplo uso da vacina. Não obstante, em cerca de 1 em 100.000 doses aplicadas ocorreram graves efeitos colaterais — convulsões e até danos cerebrais.

Embora esse tipo de reação seja bem raro, provoca certa ansiedade em muitos pais, que descobrem que não têm outra escolha senão deixar seu filho ser inoculado para poder ingressar na escola. Visto que a coqueluche, embora seja incomum, é muito devastadora quando ataca uma comunidade, os entendidos concluíram que, para a criança mediana, “a vacina é muito mais segura do que contrair a doença”. Esses entendidos aconselham que a imunização seja dada exceto “quando uma dose anterior resultou em convulsões, encefalite, sinais neurológicos focais ou colapso. A criança que apresenta ‘excessiva sonolência, excessiva gritaria (persistente choro ou gritos por 3 ou mais horas) ou febre de mais de 40.5°C’ tampouco deve receber doses adicionais da vacina”.

Em muitos países, a verdadeira solução do problema é uma vacina acelular, como é atualmente aplicada no Japão com perspectivas muito promissoras. Esta vacina nova e aparentemente mais segura está ficando disponível também em outros países.

Outras inoculações rotineiras de crianças mostraram vez após vez ser eficazes e relativamente seguras.

Deve meu filho ser vacinado?

Em vista disso, alguns talvez ainda se perguntem: ‘Que imunizações deve meu filho receber?’ Na maior parte do mundo onde a vacinação de crianças está prontamente disponível, imunizações de rotina têm produzido dramáticos declínios na incidência das visadas doenças da infância.

Durante vários anos, a Academia Americana de Pediatria, em acordo geral com organizações similares em todo o mundo, tem recomendado a imunização rotineira para as seguintes doenças: difteria, coqueluche (pertussis) e tétano. As três são usualmente combinadas e aplicadas como uma só injeção — DTP — seguida por três injeções DTP (como reforço) em intervalos de pelo menos dois meses. Além disso, faz-se a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola com uma só injeção — MMR — dada a crianças após um ano de idade. Também se dão quatro doses de vacina oral — OPV — contra a poliomielite numa seqüência similar à da vacina DTP.

Em muitos lugares, esta seqüência rotineira é mandatória, embora o número de injeções de reforço exigidas possa variar. Recentemente, em resultado de diversos surtos de sarampo, recomendaram-se, em algumas circunstâncias, adicionais injeções de reforço de vacina contra sarampo. Talvez tenha de consultar um médico na sua região para saber de pormenores.

Além dessas vacinas, existe uma vacina contra a pneumonia (Pneumovax, nome nos EUA). Esta parece fornecer imunidade vitalícia a crianças e adultos que, por algum motivo, são suscetíveis a certos tipos de pneumonia.

Outra vacina para crianças é chamada vacina Haemophilus influenzae tipo b. Ela é aplicada para proteger contra um patógeno comum da infância, o Hemophilus influenza. Este bacilo causa diversas doenças em bebês, destacando-se uma forma severa de meningite. A vacina mostrou-se em geral segura, e é cada vez mais recomendada como parte da série de inoculações de bebês.

Incidentalmente, ainda não há nenhuma imunização rotineira contra a varicela. E a vacina contra a varíola geralmente não está mais disponível, porque, conforme já mencionado, um programa mundial de vacinação eliminou esta doença mortífera.

O histórico

Nos anos 50, introduziu-se uma vacina eficaz que virtualmente acabou com o temor da poliomielite na maioria dos países. Por volta de 1980, proclamou-se que a varíola estava erradicada no mundo inteiro, em resultado de eficazes programas de vacinação. Isto parecia confirmar o ditado: “Mais vale prevenir do que remediar.”

Hoje em dia, os programas de imunização em geral foram eficazes em controlar muitas doenças — tétano, poliomielite, difteria e coqueluche (pertussis), para se mencionarem algumas. Além disso, revelou-se que, quando a imunização por algum motivo afrouxou, a doença voltou. Num país isso aconteceu com a coqueluche.

Em que resultam essas imunizações? Basicamente, em um ou outro de dois modos, reforçam as defesas do corpo contra a invasão de agentes infecciosos chamados patógenos, que incluem micróbios e vírus. O primeiro modo é chamado de imunização ativa. Neste caso, a injeção contém um agente patogênico enfraquecido ou morto (ou seu veneno), modificado de tal maneira, que não constitui perigo para o corpo. Os mecanismos de defesa do próprio corpo começam a formar moléculas matadoras chamadas anticorpos, que podem combater o verdadeiro agente da doença, caso se desenvolva. Se a inoculação imunizante contiver um extrato do veneno (toxina) do patógeno, é chamada toxóide. Se for feita de patógenos vivos enfraquecidos (atenuados) ou de organismos mortos, é chamada vacina.

Conforme pode imaginar, essas injeções não criam uma imunidade imediata. Leva algum tempo para o corpo produzir anticorpos protetores. Essas imunizações ativas incluem todas as inoculações de crianças e as injeções costumeiramente consideradas como vacinações. Com uma só exceção (considerada mais adiante), essas não envolvem o uso de sangue em nenhum passo da sua produção.

O outro processo é chamado de imunização passiva. Costuma ser reservada para situações em que a pessoa ficou exposta a uma grave doença, tal como a hidrofobia. Neste caso, não há tempo para o corpo desenvolver sua própria imunidade. Portanto, os anticorpos de outro, pré-formados, podem ser injetados para combater os patógenos daquele que ficou exposto à doença. Gamaglobulina, antitoxina e soro hiperimune são outros nomes de injeções produzidas de extratos de sangue de humanos ou animais imunes. Essas imunizações adotadas ou passivas se destinam a dar ao corpo uma ajuda imediata, mas apenas temporária, para combater o invasor. Os anticorpos adotados são logo eliminados do corpo como proteínas alheias.

Deve minha família ser imunizada?

“CHEGOU a hora de vacinar a criança”, diz o médico. Esta declaração talvez soe ameaçadora para uma criancinha, mas em geral tem resultado num sorriso reanimador e consentimento da parte dos pais.

Recentemente, porém, surgiram perguntas a respeito da comumente aceita prática de imunizar crianças e adultos. Que inoculações são realmente necessárias? Que dizer de efeitos colaterais? Envolve a produção da vacina de algum modo sangue?

Estas são boas perguntas a serem consideradas pela família cristã que se preocupa com isso. As respostas podem ter relação direta com a saúde e o futuro tanto dos seus filhos como de você mesmo.

A epidemia em perspectiva

O Ebola é assassino; entretanto, os africanos enfrentam uma ameaça maior em doenças que chamam menos atenção. Durante o surto, outras doenças silenciosamente cobraram o seu tributo. Relatou-se que, algumas centenas de quilômetros ao leste de Kikwit, 250 pessoas contraíram recentemente pólio. Ao noroeste, uma cepa mortífera de cólera arruinou Mali. Ao sul, em Angola, 30.000 pessoas contraíram a doença do sono. Numa vasta região da África Ocidental, milhares morreram numa epidemia de meningite. O The New York Times declarou: “Para os africanos, surge a pergunta incômoda: por que nenhum dos embates diários, mortais, [da África] contra doenças que na sua maioria são passíveis de prevenção, mal perturba a consciência do mundo?”