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domingo, 13 de junho de 2010

Tratamento do câncer

No presente, a cirurgia, a radiação e a terapia por meio de drogas são os tratamentos convencionais para o câncer de mama. Dados a respeito do tipo de tumor, seu tamanho, sua qualidade invasiva, se ele se alastrou ou não para os gânglios linfáticos e o estado menopáusico da mulher podem ajudar a ela e ao seu médico a determinar o método de tratamento.
Cirurgia. Por décadas se usou amplamente a mastectomia radical, a extirpação do seio junto com os músculos e gânglios linfáticos básicos. Mas, em anos recentes, o tratamento de conservação do seio, que envolve a extirpação apenas do tumor e dos gânglios linfáticos, mais radiação, tem sido usado com índices de sobrevida que se igualam aos da mastectomia. Isto tem dado a algumas mulheres mais tranqüilidade ao decidirem pela remoção de um pequeno tumor, sendo isso menos desfigurante. Mas o British Journal of  Surgery diz que mulheres mais jovens, com câncer em vários pontos da mesma mama ou com tumores maiores de 3 centímetros, correm um risco maior de recorrência com o tratamento de conservação do seio.
Um importante fator na sobrevida sem recorrência é mencionado no Cleveland Clinic Journal of Medicine: “A transfusão de sangue causa realmente um efeito adverso na sobrevida e no índice de recorrência . . . depois da mastectomia radical modificada.” O artigo mostrou que o índice de sobrevida de cinco anos era 53% para um grupo que recebeu transfusão de sangue, contra 93% para o grupo que não recebeu sangue.
Outra ajuda para a sobrevida é abordada no periódico The Lancet, onde o Dr. R. A. Badwe declarou: “A época da cirurgia em relação à fase do ciclo menstrual exerce um grande impacto sobre o resultado a longo prazo para pacientes pré-menopáusicas com câncer de mama.” O informe mostrou que as mulheres que se submetem a uma extirpação de tumor durante a fase da estimulação estrogênica obtiveram resultados piores do que as que foram operadas durante outras fases do ciclo menstrual — 54% sobreviveram dez anos contra 84% para o último grupo. Mencionou-se que a ocasião ideal para cirurgia em mulheres pré-menopáusicas com câncer de mama é pelo menos 12 dias após a última menstruação.
Terapia de radiação. A terapia de radiação mata as células cancerosas. No caso do tratamento de conservação do seio, microscópicas sementes de câncer podem escapar do bisturi do cirurgião à medida que ele tenta preservar o seio. A terapia de radiação pode eliminar as células cancerosas remanescentes. Mas a radiação acarreta um leve risco de induzir câncer no outro seio. O Dr. Benedick Fraass recomenda minimizar a exposição à radiação no outro seio. Ele diz: “Com umas manobras simples é possível reduzir significativamente a dose que o outro seio recebe durante a irradiação sobre o seio afetado.” Ele sugere que se coloque uma placa protetora de chumbo de uns 2,5 centímetros de espessura sobre o seio não afetado.
Terapia por meio de drogas. Apesar dos esforços de extirpar o câncer de mama por cirurgia, 25% a 30% das mulheres com câncer de mama recém-diagnosticado terão metástases ocultas, pequenas demais para produzir sintomas de início. A quimioterapia é um tratamento que usa substâncias químicas na tentativa de matar as células que invadem outras partes do corpo.
A quimioterapia tem efeito limitado porque os tumores cancerosos se constituem de diferentes tipos de células, cada qual com a sua própria sensibilidade a drogas. As células que sobrevivem ao tratamento podem produzir uma nova geração de tumores resistentes a drogas. Mas a edição de janeiro de 1992 da revista The Lancet apresentou evidências de que a quimioterapia aumentou de 5% a 10% as chances de a mulher sobreviver mais uma década, dependendo de sua idade.
Os efeitos colaterais da quimioterapia podem incluir náusea, vômito, perda de cabelo, hemorragia, danos ao coração, supressão imunológica, esterilidade e leucemia. John Cairns, escrevendo em Scientific American, comentou: “Estes podem parecer perigos relativamente pequenos para uma paciente com câncer avançado e em rápida progressão, mas seriam analisados seriamente por uma mulher com câncer de mama pequeno [1 cm] e aparentemente localizado. Sua possibilidade de morrer de câncer dentro de cinco anos é de apenas uns 10%, mesmo sem receber tratamento adicional depois da cirurgia.”
Terapia hormonal. A terapia antiestrogênica corta os efeitos de estimulação do crescimento causados pelo estrogênio. Consegue-se isso reduzindo-se os níveis de estrogênio em mulheres pré-menopáusicas, pela remoção cirúrgica dos ovários, ou pelo uso de medicamentos. A revista The Lancet anunciou um índice de sobrevida de dez anos para cada 8 a 12 mulheres dentre 100 tratadas com qualquer uma dessas metodologias.
O tratamento de acompanhamento para toda mulher com câncer de mama é um empreendimento vitalício. É preciso manter estreita vigilância, pois, se um procedimento falhar e ocorrer uma recaída, outros tipos de tratamento talvez forneçam a necessária arma.
Outro tipo de terapia do câncer que usa um enfoque diferente gira em torno de uma síndrome chamada caquexia. A revista Cancer Research explica que dois terços das mortes por câncer devem-se à caquexia, um termo usado para descrever o desgaste dos músculos e de outros tecidos. O Dr. Joseph Gold, do Instituto Syracuse de Pesquisas do Câncer, nos Estados Unidos, disse a Despertai!: “Achamos que um crescimento tumoral não pode se estender pelo corpo a menos que os caminhos bioquímicos para a caquexia estejam abertos.” Um estudo clínico, usando a droga não-tóxica sulfato de hidrazina, mostrou que alguns desses caminhos podem ser bloqueados. Conseguiu-se a estabilização em 50% das pacientes em estágio avançado de câncer de mama envolvidas no estudo.
Alternativas conhecidas como medicina complementar têm sido procuradas por algumas mulheres em busca de tratamento para o câncer de mama por meios não-invasivos ou não-tóxicos. As terapias variam, algumas usando alimentação e ervas, como na terapia de Hoxsey. Mas os estudos publicados que possibilitem avaliar a eficácia desses tratamentos são poucos.
Ao passo que este artigo visa apresentar chaves para a sobrevida, não é diretriz de Despertai! endossar qualquer tratamento. Incentivamos a todos a examinar circunspectamente todos esses diferentes caminhos no tratamento dessa doença. — Provérbios 14:15.

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