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domingo, 20 de junho de 2010

Vitórias e derrotas na guerra contra as doenças

EM 5 de agosto de 1942, o Dr. Alexander Fleming constatou que um de seus pacientes, que era também seu amigo, estava morrendo. O homem de 52 anos havia contraído meningite espinhal e, apesar de todos os esforços de Fleming, acabava de entrar em coma.
Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.
Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.

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