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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Aids — o flagelo dos nossos tempos

  A Aids vem se destacando como nova ameaça global. Cerca de 20 anos depois de sua descoberta, mais de 60 milhões de pessoas já foram infectadas. E as autoridades sanitárias alertam que a pandemia da Aids ainda está em sua “fase inicial”. O número de pessoas infectadas está “aumentando mais rápido do que se julgava possível anteriormente”, e são devastadores os efeitos nas regiões do mundo mais severamente atingidas.
  “A vasta maioria das pessoas com HIV/Aids no mundo está no período mais produtivo da vida”, explica um relatório das Nações Unidas. Em resultado disso, acredita-se que diversos países do sul da África perderão entre 10% e 20% da força de trabalho até 2005. O relatório acrescenta: “A expectativa média de vida na África subsaariana é agora de 47 anos. Sem a Aids, já teria chegado a 62 anos.”
  Os esforços para descobrir uma vacina têm sido inúteis até o momento, e apenas 4% dos 6 milhões de doentes de Aids no mundo em desenvolvimento têm acesso à terapia com medicamentos. Ainda não existe cura para a Aids, e os médicos temem que a maioria dos portadores do vírus acabem finalmente desenvolvendo a doença.

Vitórias sobre a varíola e a poliomielite

  No fim de outubro de 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) localizou o último caso conhecido de infecção natural da varíola. Ali Maow Maalin, cozinheiro de um hospital na Somália, contraiu a forma branda da doença e se recuperou em poucas semanas. Todas as pessoas que tiveram contato com ele foram vacinadas.
  Durante dois longos anos, os médicos esperaram ansiosamente. Ofereceu-se uma recompensa de mil dólares a quem quer que pudesse relatar outro caso confirmado de varíola ativa. Houve tentativas, mas ninguém conseguiu relatar um único caso comprovado e ganhar a recompensa. Portanto, em 8 de maio de 1980, a OMS anunciou formalmente que ‘o mundo e todos os seus povos estavam livres da varíola’. Apenas uma década antes, a varíola matava cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Pela primeira vez na história, uma doença infecciosa grave havia sido eliminada.
  Outra doença que parece ser possível erradicar é a poliomielite, ou paralisia infantil. Em 1955, Jonas Salk produziu uma vacina eficaz contra a doença, e uma campanha de imunização contra a poliomielite começou nos Estados Unidos e em outros países. Mais tarde, desenvolveu-se uma vacina oral. Em 1988, a OMS lançou um programa mundial para eliminar a doença.
  “Quando iniciamos o empenho pela erradicação dela em 1988, a poliomielite deixava paralíticas mais de mil crianças por dia”, relata a Dra. Gro Harlem Brundtland, então diretora-geral da OMS. “Em 2001, houve bem menos de mil casos durante o ano inteiro.” A poliomielite se limita hoje a menos de dez países, embora se precise de mais recursos para ajudá-los a eliminar a doença definitivamente.

A varíola era a doença ideal para ser combatida por uma campanha internacional de vacinação. Ao contrário de doenças que são disseminadas por vetores difíceis de controlar, como ratos ou insetos, o vírus da varíola depende do hospedeiro humano para sobreviver.

“Estamos em melhor situação hoje?”

Agora, no começo do século 21, podemos ver claramente que a ameaça das doenças não desapareceu. O avanço implacável da Aids, o surgimento de patógenos resistentes a medicamentos e a volta de antigos assassinos como a tuberculose e a malária mostram que a guerra contra as doenças ainda não foi vencida.
“Estamos em melhor situação hoje do que estávamos há um século?”, perguntou o ganhador do Prêmio Nobel Joshua Lederberg. “Em muitos sentidos, a situação está pior”, disse ele. “Nós fomos negligentes em lidar com os micróbios, e esse é um tema recorrente que está voltando para nos atormentar.” Será que as dificuldades atuais podem ser superadas se a ciência médica e todas as nações do mundo se esforçarem com determinação nesse sentido? Será que as principais doenças infecciosas serão finalmente erradicadas, como a varíola foi? Nosso último artigo responderá a essas perguntas.

Derrotas no combate às doenças

Vimos claramente que batalhas importantes foram vencidas. Mas algumas vitórias da saúde pública ficaram limitadas aos países mais ricos. Doenças tratáveis ainda matam milhões de pessoas, simplesmente por falta de recursos. Nos países em desenvolvimento, muitas pessoas ainda vivem em áreas sem saneamento adequado e não têm acesso a assistência médica nem a água potável. Atender tais necessidades básicas tem se tornado mais difícil devido às migrações em massa da zona rural para as megacidades do mundo em desenvolvimento. Como resultado de tais fatores, os pobres do mundo carregam o que a Organização Mundial da Saúde chamou de uma “parcela desproporcional do fardo das doenças”.
O egoísmo, com sua visão de curto alcance, é a principal causa desse desequilíbrio. “Algumas das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo parecem distantes”, declara o livro Man and Microbes. “Algumas delas limitam-se inteira ou principalmente a regiões tropicais e subtropicais pobres.” Visto que os países desenvolvidos e as empresas farmacêuticas talvez não se beneficiem diretamente, eles resistem à idéia de destinar recursos para o tratamento de tais doenças.
O comportamento humano irresponsável também colabora na disseminação de doenças. Não há melhor exemplo dessa cruel realidade do que o do vírus da Aids, que é transmitido de uma pessoa para outra por meio dos fluidos do corpo. Em poucos anos, a pandemia se espalhou pelo mundo. (Veja o quadro “Aids — o flagelo dos nossos tempos”.) “Os próprios seres humanos são os responsáveis”, assevera o epidemiologista Joe McCormick. “E dizer isso não é ser moralista, é ser realista.”
Como o homem sem querer cooperara com o vírus da Aids? O livro A Próxima Peste alista os seguintes fatores: mudanças sociais — especialmente o costume de manter múltiplos parceiros sexuais — resultaram numa onda de doenças sexualmente transmissíveis, tornando muito mais fácil o vírus se estabelecer e um portador infectar muitas outras pessoas. O uso em larga escala de seringas contaminadas, que são reutilizadas para injeção de remédios em países em desenvolvimento ou por usuários de drogas, teve um efeito similar. A indústria global do sangue, que movimenta 1 bilhão de dólares, também permitiu que o vírus da Aids passasse de um doador para dezenas de receptores.
Como já mencionado, o uso excessivo e a subutilização dos antibióticos têm contribuído para o surgimento de micróbios resistentes. O problema é grave e está piorando. Os estafilococos, bactérias que costumam provocar infecção em ferimentos, eram facilmente eliminados com derivados de penicilina. Mas agora tais antibióticos tradicionais perderam o efeito em muitos casos. De modo que os médicos precisam recorrer a antibióticos mais novos e caros, que os hospitais nos países em desenvolvimento dificilmente conseguem obter. Até mesmo os antibióticos mais recentes talvez se mostrem incapazes de combater certos micróbios, tornando as infecções hospitalares mais comuns e mais mortíferas. O Dr. Richard Krause, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA, descreveu a situação atual como “uma epidemia de resistência microbiana”.

Vitórias da medicina

“A imunização é a maior vitória da saúde pública em todos os tempos”, declarou The World Health Report 1999 (Relatório sobre a Saúde no Mundo 1999). Milhões de vidas já foram salvas graças às campanhas de vacinação em massa em todo o mundo. Um programa global de imunização eliminou a varíola — doença mortífera que fez mais vítimas do que todas as guerras do século 20 juntas — e uma campanha similar quase erradicou a poliomielite. (Veja o quadro “Vitórias sobre a varíola e a poliomielite”.) Hoje muitas crianças são vacinadas para se proteger contra doenças comuns, potencialmente fatais.
Outras doenças foram controladas sem se chamar tanto a atenção do mundo. Doenças transmitidas pela água, como a cólera, raramente causam problemas onde há saneamento adequado e fornecimento de água potável. Em muitos países, o acesso facilitado a médicos e hospitais faz com que a maioria das doenças possam ser identificadas e tratadas antes de se tornar letais. Outros fatores que têm contribuído para promover a saúde pública são os hábitos de alimentação e as condições de moradia melhores, aliados ao cumprimento das normas sobre o modo correto de manusear e estocar os alimentos.
Depois que os cientistas descobriram as causas das doenças infecciosas, as autoridades sanitárias puderam tomar medidas práticas para conter o alastramento de uma epidemia. Veja um exemplo. Em 1907, um surto de peste bubônica em San Francisco, nos Estados Unidos, matou poucas pessoas porque a cidade imediatamente lançou uma campanha para exterminar os ratos hospedeiros das pulgas que transmitiam a doença. Isso não ocorreu anos antes na Índia, onde um surto da mesma doença começou em 1896 e resultou na morte de 10 milhões de pessoas num período de 12 anos, porque o agente transmissor ainda não havia sido identificado.

A era dos antibióticos

Quando os antibióticos surgiram, pareciam ser drogas milagrosas. Infecções até então incuráveis, causadas por bactérias, fungos ou outros microorganismos podiam agora ser tratadas com eficácia. Graças aos novos medicamentos, o número de mortes devido a meningite, pneumonia e escarlatina diminuiu drasticamente. Infecções hospitalares, que antes equivaliam a uma sentença de morte, passaram a ser curadas em poucos dias.
Desde os dias de Fleming, os pesquisadores já desenvolveram outras dezenas de antibióticos, e a busca por novos tipos continua. Durante os últimos 60 anos, os antibióticos se tornaram uma arma indispensável na guerra contra as doenças. Se George Washington vivesse em nossos dias, os médicos com certeza tratariam sua garganta inflamada com um antibiótico, e ele provavelmente se recuperaria em mais ou menos uma semana. Os antibióticos já ajudaram quase todos nós a nos livrar de alguma infecção. No entanto, as evidências mostram que eles também têm suas desvantagens.
O tratamento com antibióticos não é eficaz no combate a doenças causadas por vírus, como a Aids e a gripe. Além disso, algumas pessoas têm alergia a determinados antibióticos. E as drogas de amplo espectro de ação podem matar os microorganismos benéficos no nosso corpo. Mas talvez os maiores problemas com os antibióticos sejam o uso excessivo e a subutilização deles.
A subutilização ocorre quando o paciente interrompe o tratamento com antibióticos antes do prazo determinado pelo médico, porque se sente melhor ou acha o tratamento longo demais. O resultado é que o antibiótico talvez não elimine totalmente as bactérias invasoras, permitindo que cepas resistentes sobrevivam e se multipliquem. Isso tem acontecido com freqüência no tratamento de pacientes com tuberculose.
Por outro lado, tanto médicos como criadores de gado têm sido responsabilizados pelo uso excessivo dessas novas drogas. “Os antibióticos têm sido prescritos em excesso nos Estados Unidos e são usados ainda mais indiscriminadamente em muitos outros países”, explica o livro Man and Microbes (O Homem e os Micróbios). “Eles têm sido administrados em enormes quantidades aos rebanhos, não para curar doenças, mas para acelerar o crescimento, e isso é um dos principais fatores para o aumento da resistência dos micróbios.” O resultado, alerta o livro, é que “talvez com o tempo não tenhamos novos antibióticos a que recorrer”.
Mas, excetuando-se tais questões sobre a resistência aos antibióticos, a segunda metade do século 20 foi uma época de triunfos da medicina. Os pesquisadores médicos pareciam ser capazes de encontrar drogas para combater praticamente qualquer enfermidade. E as vacinas até mesmo tornaram possível prevenir as doenças.

Vitórias e derrotas na guerra contra as doenças

EM 5 de agosto de 1942, o Dr. Alexander Fleming constatou que um de seus pacientes, que era também seu amigo, estava morrendo. O homem de 52 anos havia contraído meningite espinhal e, apesar de todos os esforços de Fleming, acabava de entrar em coma.
Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.
Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.

Mulheres e o estresse

De acordo com O Estado de S. Paulo, ‘o aumento de doenças cardiovasculares pode estar relacionado com o baixo nível de educação, rendas familiares insuficientes para a sobrevivência digna e o desemprego’. O jornal cita as palavras do cardiologista Mário Maranhão: ‘O estresse nem sempre é mau, mas quando esses estímulos externos vêm de uma forma múltipla ou permanente, naturalmente, ele provoca danos ao organismo.’ O Dr. Maranhão também avisa como as mulheres que trabalham fora podem ser afetadas: “O fato de terem de cuidar do marido, supervisionar o estudo dos filhos e cuidar para que não faltem alimentos em casa, tudo isto sobrecarrega o organismo e, sem dúvida, tem efeitos negativos no funcionamento do coração.”

Surto de meningite na África Ocidental



Mais de 100.000 pessoas adoeceram e mais de 10.000 morreram em um dos piores surtos de doenças infecciosas de que se tem registro na África Ocidental, diz o International Herald Tribune. O flagelo da meningite bacteriana foi mais duro na região seca e poeirenta logo ao sul do deserto do Saara, onde são comuns as infecções respiratórias. A doença causa inflamação na meninge. É veiculada pelo ar, podendo ser transmitida por tosse ou por espirro. A meningite pode ser prevenida com vacinas e tratada com antibióticos, especialmente nos estágios iniciais. “A epidemia de meningite de 1996 é de longe a pior que já ocorreu na região subsaariana”, disse um porta-voz dos Médicos Sem Fronteiras. “O saldo de mortes não pára de aumentar”, acrescentou.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Devo Ser Vacinado Contra a Gripe Suína?



Planeja ‘enrolar as mangas e tomar a vacina contra a gripe suína’? Visto que a inoculação com tal vacina é voluntária nos Estados Unidos, as pessoas podem considerar os benefícios e riscos em potencial, fazendo sua decisão pessoal. Depois de pesar os vários fatores aqui considerados, o que fará?

Como É Fabricada a Vacina?

O vírus contido na vacina é cultivado em ovos de galinha. É por isso que as pessoas alérgicas a ovos não devem tomar vacinas contra a gripe suína.
Os processos dos laboratórios variam. Primeiro, contudo, cada ovo destinado para fins de vacina é examinado contra a luz, para certificar-se de que possua embrião vivo. Assim, a vida animal é um fator. Mas, o homem tem o direito de usar tal vida duma criatura para seu benefício. — Gên. 9:3, 4.
Em seguida, estes ovos de onze dias são inoculados com o vírus germinador. Depois dum período de incubação, os ovos são abertos mecanicamente, colhe-se o fluido alantóide, e usa-se formaldeído para matar o vírus. A produção da vacina é completada apenas depois de mais processamento. Talvez até 100 milhões de ovos férteis sejam necessários para a produção da vacina da gripe suína.

Possíveis as Reações Adversas?

Alguns não deviam tomar tais injeções. As pessoas febris não deviam tomá-las. Nem as pessoas alérgicas a ovos, pois poderiam apresentar urticária ou asma, ou talvez sofressem grave choque. Qualquer pessoa que ficasse imaginando se certo quadro clínico proscreve a injeção, deveria consultar seu médico pessoal.
Segundo Michael White, as reações à vacina podem incluir o braço dolorido e avermelhado em torno da parte onde se deu a injeção. Durante alguns dias, a pessoa talvez tenha febre de 37,8 a 40 graus centígrados. Reações adversas podem ocorrer em questão de 48 horas depois da inoculação, mas os testes alegadamente indicam que estes efeitos colaterais não são piores do que a própria gripe. White indicou que, em testes, apenas 1,9 por cento dos que receberam as inoculações ficaram com febre. Outra fonte declarou que não existe perigo de se contrair a gripe suína através da injeção, ou de se tornar transmissor da doença para outros, devido à vacina.
O Dr. Anthony Morris, ex-diretor da Divisão de Vírus Lentos, Latentes e Moderados, alegadamente empreendeu estudos sobre a hipersensibilidade. Em explicação, declarava um despacho noticioso de 29 de julho de 1976:
“Hipersensibilidade significa que, se uma pessoa tomar uma injeção antigripal e então ficar exposta à gripe, contrairá uma gripe mais grave do que teria contraído caso não tivesse, de forma alguma, tomado a injeção antigripal. . . .
“Apenas num estudo feito em 1968, 54 por cento dos que tomaram a injeção antigripal contraíram grave influenza durante a seguinte epidemia de gripe, ao passo que apenas 25 por cento dos que não tomaram a injeção antigripal contraíram a gripe.”
Os conceitos e as opiniões médicas variam, naturalmente. Em meados de agosto, a vacina contra a gripe suína já tinha sido testada em mais de 5.000 pessoas. Autoridades do Centro de Controle de Doenças relataram que os estudos indicavam que a vacina era segura e resultaria eficaz no caso da maioria dos adultos.
As seguradoras se dispõem a fornecer aos fabricantes de vacinas contra a gripe suína a cobertura contra perdas e danos neste programa. Mas, o Congresso dos EUA aprovou uma lei que especifica que todos os processos sobre danos, no âmbito do programa, devem ser feitos contra o governo federal. Este, por sua vez, poderá processar o fabricante da vacina, ou outro participante, da negligência que o processo inicial afirma ter havido.

Quem Será Vacinado?

Michael White, lotado na divisão de gripe suína do Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar Social, explicou que a inoculação era recomendada em especial para as pessoas com mais de 65 anos, bem como para os com diabetes e doenças crônicas, pessoas com doenças cardíacas, pulmonares e renais. (Recomendava-se para elas uma vacina preparada para protegê-las contra tanto a variação Vitoriana como a da gripe suína, ao passo que outros adultos podiam receber uma inoculação apenas para a gripe suína.) Segundo White, os médicos não consideram que a vacina represente algum perigo para o feto no caso da gestante. A vacinação contra a gripe suína era recomendada para todos com mais de 25 anos, e apenas uma vacina era necessária. Para os mais jovens, uma vacina e uma outra injeção de reforço talvez fossem necessárias.

Quando e Onde Serão Dadas as Vacinas?

O programa de imunização contra a gripe suína, dos EUA, deveria começar em setembro e continuar até dezembro de 1976. As secretarias de saúde locais e estaduais tiveram permissão de determinar os locais e os horários da inoculação. As vacinas também seriam dadas por médicos particulares. A vacina estava sendo distribuída gratuitamente, embora certos projetos talvez solicitassem donativos. Os médicos particulares podiam cobrar a consulta ou por dar a vacina, mas os que o fizessem não teriam a proteção contra danos estabelecida pela legislação aprovada pelo Congresso dos EUA no início de agosto.

Será Perigoso Comer Agora Carne de Porco?

As autoridades afirmam que, se o vírus estiver presente, isso se daria apenas no tecido pulmonar do porco, e não na carne que os humanos comem. Também, o vírus seria destruído pelo cozimento, mesmo em temperaturas consideravelmente abaixo de 77 graus centígrados.

É Realmente Mortífera a Gripe Suína?

Uma morte, em Fort Dix, estava relacionada com a gripe suína. Interessante, contudo, é que Arnold Chanin, M. D., de Los Angeles, Califórnia, EUA, escreveu: “Conforme nós, no exercício da medicina, bem sabemos, a ‘gripe’ não é mortífera. As ‘500.000’ mortes relacionadas à gripe, nos Estados Unidos, durante a epidemia de 1918 eram, como têm sido todas as mortes relacionadas à gripe desde então, devidas a complicações, principalmente à broncopneumonia, a pneumonia por vírus e a outras formas de infecção das vias respiratórias inferiores.”
O Dr. Chanin se refere à morte do recruta em Fort Dix e afirma: “O jovem morreu de pneumonia por vírus.” Acrescenta: “O quadro total, aqui, não é de que a influenza pode matar, mas de que fatores múltiplos, combinados com a gripe, podem provocar a mobilidade e a mortalidade. Neste caso, a tríade era: exaustão devido à marcha, infecção da influenza, e pneumonia por vírus. Talvez tenha havido outros fatores que, por enquanto, ainda não foram revelados na imprensa.” — Medical Tribune (Tribuna Médica), 1.° de setembro de 1976.
Não se pode dizer, naturalmente, que uma epidemia de influenza não resultaria em mortes. Tem havido discordância entre certos cientistas quanto a se a pandemia de gripe suína irromperia durante aquela época da gripe. Mas, John Irvin, que dirige o programa de vacinação em Ohio, parece expressar um sentimento prevalecente, ao dizer: “É muito melhor fazer algo e estar errado, do que não fazer nada e se ver confrontado com terrível epidemia.” Assim, ao passo que havia proponentes e oponentes, o programa de imunização contra a gripe suína estava em andamento.

Voltou a “Gripe Espanhola”?



Certos despachos noticiosos iniciais relacionaram o surto de gripe de Fort Dix com “o espectro de 1918”, a chamada “gripe espanhola” que matou milhões. “Tem comprovadas similaridades”, escreve Barbara Yuncker, no Post de Nova Iorque, “mas ninguém dispõe de amostras do micróbio de 1918, assim ninguém sabe, realmente”. Boyce Rensberger relatou: “Até mesmo algumas das autoridades e de cientistas de fora, envolvidos na decisão de imunização, afirmam agora que a especulação inicial, de que o vírus de Fort Dix era similar ao vírus de 1918, era infundada e deveria ter sido refutada com mais vigor.” — Times de Nova Iorque, 23 de julho de 1976.

Por Que Vacinar Pessoas Contra a Gripe Suína?

Na FDA Consumer, de maio de 1976, Timothy Larkin, assistente especial do Comissário do Departamento de Alimentos e Drogas, escreveu: “Quando nova variação do vírus da gripe é descoberta, amiúde ocorre grave surto na seguinte ‘época da gripe’. E quando nova variação parece ser parente próximo do vírus que grassava em todo o mundo em 1918-19, matando cerca de 20 milhões de pessoas, há motivo de preocupação — e de ação. É por isso que a FDA [Departamento de Alimentos e Drogas] acha-se à frente de um esforço sem precedentes de captar recursos e conhecimentos do governo, da indústria, e das classes sanitárias, a fim de produzir, distribuir, e administrar ao povo norte-americano uma vacina que seja capaz de impedir uma epidemia de gripe potencialmente perigosa.”
A inoculação com esta vacina visava impedir que a pessoa contraísse a gripe suína, oficialmente conhecida como vírus da influenza A/Nova Jérsei/76. A injeção faz com que o corpo do vacinado produza anticorpos para combater a doença, e espera-se que tal proteção comece cerca de duas semanas após a inoculação. Alguns peritos afirmam que tais vacinas são eficazes em 85 por cento, mas tem-se feito um cálculo até mesmo de 20 por cento. Poder-se-ia acrescentar que, visto haver vários tipos de gripe, a pessoa inoculada para certa variação não fica deste modo imune a outras variações.

sábado, 24 de abril de 2010

Medicamentos Antidepressores

“Eu pensava que as pessoas podiam vencer qualquer disposição mental por simplesmente decidirem isso em sua mente, mas  agora não creio que seja assim”, confessou uma dona-de-casa que havia outrora sucumbido à depressão intensa. “Às vezes, eu me deixava cair no chão e soluçava sem uma razão para isso.” Por fim, ela entrou em contato com um médico que encontrou uma solução que a ajudou.

Após ouvir seus sintomas de depressão intensa, o médico disse: “De imediato, deixe-me explicar que você sofre de uma doença física. Tenho medicamentos que acho que a ajudará.” Ele receitou um antidepressor tricíclico. Acreditava que isso contrabalançaria um suspeito desequilíbrio químico no seu cérebro, o que aliviaria a depressão. “Por um tempo, não houve nenhuma melhora”, mas, depois, disse ela, “em seis meses eu parecia uma nova pessoa, não precisava mais tomar a droga absolutamente”.

Há disponíveis mais de 20 antidepressores e também lítio. Não são “pílulas estimulantes” (anfetaminas) ou tranqüilizantes, que estimulem ou acalmem imediatamente o sistema nervoso, e que possam viciar. Em vez de impedirem certos impulsos geradores de ansiedade, como no caso dos tranqüilizantes, esses antidepressores (tricíclicos e inibidores da monoaminoxidase, MAO, abreviado) modificam aparentemente os níveis de certos neurotransmissores no “centro do prazer” do cérebro, e acredita-se que isto facilita a transmissão de impulsos agradáveis de uma célula nervosa para a próxima. Portanto, estas drogas tratam possivelmente um desequilíbrio químico dentro do cérebro.

Segundo o Dr. Ronald Fieve, diretor da Clínica Fieve de Lítio, da cidade de Nova Iorque, “o lítio trata a fase maníaca do estado maníaco-depressivo bipolar e serve bem como preventivo desse distúrbio e às vezes ajuda na depressão intensa recorrente”. Ele relatou que, num período de 20 anos, mais de 6.000 pacientes, aos quais se administrou o lítio numa dezena de países, foram cuidadosamente estudados. Dos que sofriam de depressão maníaca, 70 a 80 por cento foram tratados com bom êxito.

Naturalmente, pode haver efeitos colaterais-desagradáveis de todas essas drogas. Com freqüência, diversas drogas são testadas até que se encontre “uma acertada”. Os inibidores MAO podem causar uma reação letal se forem combinados com certos alimentos, tais como queijos curados, cerveja, vinhos e fígado de galinha. Portanto, todas as drogas precisam ser usadas sob cuidadosa supervisão de um médico bem-informado.

“[A terapia medicamentosa] não é, porém, uma solução mágica para todos os problemas de um paciente”, escreve o Dr. Nathan Kline, da cidade de Nova Iorque, na sua obra Do Triste Para o Alegre, em inglês. Este pioneiro no uso de antidepressores continua: “O que faz é corrigir uma determinada espécie de colapso funcional, de modo que o paciente possa enfrentar problemas com as capacidades restauradas.”

Cura da Depressão por Meio de Diálogo




Uma vez diagnosticada a depressão intensa, um tipo de tratamento recomendado é a psicoterapia ou  a “terapia de diálogo”. Visto que a pessoa deprimida tem em geral idéias muitíssimo perturbadas, muitos foram ajudados através de conversação com um terapeuta. Especialistas neste campo podem incluir psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e outros com treinamento especializado. Entretanto, alguns foram ajudados falando com um ministro que tem amorosa preocupação.

Armand DiMele, diretor do Centro de Psicoterapia, dos E.U.A., comenta: “A pessoa deprimida protege-se fechando a mente e o corpo e não permitindo nenhum estímulo. Por exemplo, quando alguém sofre uma perda, tal como na morte, pode ficar deprimido ao invés de enfrentar a perda.” A tarefa do conselheiro é ajudar o sofredor a fazer face aos sentimentos e à ansiedade decorrentes de tal perda. DiMele continua: “Se o terapeuta que se senta com ele puder realmente instruí-lo e dizer-lhe o que esperar quanto às sensações em seu organismo, então a pessoa compreende gradativamente que pode fazer face à emoção, e a depressão desaparece.”

Sentimentos ocultos, como a ira, o ressentimento e o sentimento de culpa, têm amiúde desencadeado a depressão. Por exemplo, um psicólogo do Departamento de Saúde Mental do Estado de Nova Iorque tratou uma mulher de 58 anos que sofria de depressão grave. Ela achava que Deus a havia abandonado e que todos falavam contra ela. Quando este especialista, que tinha 20 anos de experiência, começou a falar com ela de modo bondoso cada semana, ele notou que nas conversações sobre sua família ela nunca mencionava a mãe, com quem estava morando. Ele sondou. Com o tempo, ela revelou que achava que sua mãe, por causa de negligência, era responsável pela morte recente de seu pai a quem tanto amava. Aos poucos, o conselheiro a ajudou a vencer esse ressentimento, e sua depressão desapareceu.

Visto que o sentimento de culpa é com freqüência um grande sintoma da depressão, os psicólogos procuram eliminá-lo junto com os sentimentos de desvalorização própria do paciente. Certa senhora ficou gravemente deprimida quando sua filha se tornou rebelde. “Eu nunca fui realmente uma mãe adequada, não é?” disse ela chorando ao psiquiatra. “É por isso que ela foi para um caminho errado.” O médico a ajudou a ver todo o bem que ela fizera pela criança. Então, desapareceu o sentimento de culpa — também a depressão dela.

Entretanto, tal tratamento para a maioria dos casos não produz efeito, segundo o Dr. Ronald Fieve. Ele relata no seu livro Variação de Ânimo — A Terceira Revolução em Psiquiatria (em inglês) que não é infreqüente, após semanas, meses e anos de labuta com uma pessoa deprimida moderada ou gravemente, ajudando-a a analisar seu comportamento, que “muito pouco conseguiu”.

Há nisso também um perigo para pessoas que procuram levar uma vida de elevadas normas morais. Alguns terapeutas se excedem em justificar atitudes que a Bíblia desaprova. Fazem isso para aliviar o sentimento de culpa do paciente. É verdade que uma pessoa não deve ser vencida pelo sentimento de culpa e nem sentir-se “condenada por Deus” caso entrem em sua mente sentimentos impróprios. Contudo, ao invés de se raciocinar que tais pensamentos não são errados, como diriam alguns terapeutas, os que valorizam altamente o conselho bíblico preferem corrigir tais idéias ou abandoná-las. Portanto, precisam pesar (ou obter ajuda para pesar) seriamente o conselho dado por um terapeuta. Os problemas em potencial podem ser evitados se o paciente, ou uma pessoa acompanhante, explicar ao terapeuta a importância das crenças religiosas do paciente. — Gálatas 5:16, 19-21; Tiago 1:14, 15.

As autoridades nesse campo diferem quanto à eficácia da psicoterapia intensiva. Uma das razões disto é que muitos médicos acham que o desequilíbrio químico existente em graves estados de variação de ânimo não pode ser sempre corrigido pela psicoterapia. Aconselham o uso de . . .

A Mente e o Corpo Estão Relacionados

É uma questão difícil de solucionar, por causa da íntima relação existente entre a mente e o corpo. Ambos têm efeitos decisivos um sobre o outro.

As desordens mentais são muito complexas e cada paciente é diferente. Portanto, um médico familiarizado com o paciente pode usualmente fazer recomendações quanto ao melhor tipo de tratamento para o paciente. Se o paciente não ficar satisfeito, talvez o médico possa ajudá-lo a encontrar outros especialistas. A matéria que se segue talvez sirva para ajudar tanto o paciente como o médico a compreender que há diversos tipos de tratamento disponíveis. Nenhuma forma única de tratamento cura todos os casos de depressão intensa. Sabe-se, também, que, dentro de cada tipo de tratamento, há amiúde uma grande variedade de especializações. Por exemplo, na psicoterapia, há 130 métodos diferentes de tratamento, segundo se informa. Outrossim, os que usam o método à base de nutrição podem variar entre pesquisadores proeminentes que têm um cabedal de décadas de experiência em estudos e os que se tornaram “especialistas de fim-de-semana” após terem assistido a um seminário de dois dias de duração.

Combate à depressão intensa — tratamentos especializados

“Despertai!” não está sancionando ou promovendo quaisquer dos métodos populares de tratamento. Simplesmente, estamos relatando alguns dos métodos reconhecidos de tratamentos especializados. Estes combatem uma grave desordem mental que é muito mais intensa do que a mera tristeza que ocasionalmente todos nós sentimos.

A DEPRESSÃO do paciente o incapacitava. Não conseguia trabalhar e repetidas vezes ficava internado em hospitais psiquiátricos. Vendo que todos os demais tratamentos não produziam resultados, o neurocirurgião Keith Langford fez uma cirurgia, abrindo a cabeça do homem e colocando-lhe no cérebro um “marca-passo” que opera com bateria. Segundo se informou, esse “marca-passo” emite um impulso elétrico rítmico que alivia a depressão, sem prejudicar o cérebro nem alterar a faculdade de raciocínio.

Funcionou! O referido senhor voltou a ter uma atitude positiva e retomou seu trabalho. “O senhor salvou minha vida”, disse ele ao médico. “Agora posso levar uma vida normal.”

Esse homem sentia mais do que a tristeza que é normal a pessoa sentir. Ele estava entre os oito milhões de norte-americanos que anualmente procuram ajuda especializada por depressão intensa — um distúrbio que gera forte sentimento de culpa, de inutilidade e faz encarar o futuro sem esperança. Usualmente, há alterações no apetite e no sono, há constante fadiga, acessos de choro e incapacidade de sentir prazer algum na vida.

Bem poucos casos exigem um tratamento radical com um “marca-passo”. Em geral, porém, sugere-se, para casos de depressão intensa, alguma forma de assistência por profissionais experientes. A estatística indica que em alguns países o número dos que passam por tal episódio alguma vez na vida chega a ser de cada quatro mulheres uma e 10 por cento dos homens.

Quais os tratamentos disponíveis? Há uma variedade. Alguns são diametralmente opostos no modo de tratar; contudo, outros coincidem em parte. Por que se dá isto?

Alguns pesquisadores acham que as depressões graves são causadas por uma disfunção física do organismo (mesmo que seja desencadeada por algum evento que produz tensão) — um desequilíbrio bioquímico do cérebro — e, por conseguinte, julga-se que a medicação seja de suma importância em sanar tal desequilíbrio. Outros argumentam que o distúrbio é resultante do modo errado de a pessoa pensar e que a mente gera o desequilíbrio, podendo, por conseguinte retificá-lo. Tais acreditam que a mente precisa de correção através da “terapia de diálogo”, a psicoterapia. Há alguma verdade em cada um dos métodos, mas nenhum dos dois tem a solução totalmente.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cuide bem de seu corpo — ele é um presente de Deus




  A Bíblia incentiva-nos a ter profundo respeito pelo nosso corpo e pela dádiva da vida. O Rei Davi, do Israel antigo, escreveu: “Fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” (Salmo 139:14) Assim como Davi, os verdadeiros cristãos têm forte apreço pela dádiva da vida. Para eles, cuidar bem do corpo é uma responsabilidade séria.

  Cerca de 2 mil anos atrás, Deus inspirou o apóstolo Paulo a escrever: “O treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa, mas a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” (1 Timóteo 4:8) Essas palavras mostram que os benefícios do exercício físico, embora sejam reais, nem se comparam com os benefícios a longo prazo de uma boa relação com Deus. Por isso, os verdadeiros cristãos se esforçam para ser equilibrados na busca de uma boa saúde, nunca permitindo que “o treinamento corporal” seja mais importante que sua adoração a Deus.

  Os cristãos sabem que, quanto mais saudáveis forem, mais ativos poderão ser em demonstrar amor a Deus e ao próximo. Além da alimentação adequada e o descanso suficiente, permanecer fisicamente ativo é vital para a boa saúde. Ao cuidarem bem do corpo, considerando-o uma herança da parte de Deus, os verdadeiros cristãos se esforçam para ter bons hábitos nesse assunto.

Você bebe água suficiente?

  O consumo inadequado de água durante os exercícios pode ser prejudicial. Pode causar fadiga, diminuir a coordenação motora e dar cãibras musculares. Quando se exercita, você transpira mais rápido e isso pode resultar numa queda do volume sanguíneo. Se você não repuser a água que perdeu por causa da transpiração, o coração terá de trabalhar muito mais para fazer o sangue circular. Para evitar a desidratação, sugere-se que você beba água antes, durante e depois de uma sessão de exercícios.

Atividades diárias que podem melhorar a saúde




  Segundo alguns estudos recentes, pessoas sedentárias podem beneficiar-se simplesmente por aumentar a freqüência das atividades cotidianas que requeiram níveis moderados de esforço. Talvez queira tentar algumas das seguintes sugestões.

● Suba as escadas em vez de usar o elevador, ou suba de elevador até um andar pouco abaixo de seu destino e use as escadas para chegar até lá.

● Se você usa transporte público, desça do veículo um pouco  antes do seu destino e caminhe o resto do percurso.

● Quando usar seu próprio carro, crie o hábito de estacionar a certa distância de seu destino. Num estacionamento com vários pavimentos, estacione em um que lhe permita subir escadas.

● Caminhe enquanto conversa. Você não precisa ficar sempre sentado ao ter conversas informais com amigos ou familiares.

● Se você tem um trabalho sedentário, procure oportunidades de trabalhar em pé, e movimente-se sempre que possível.

A prática de exercícios e a mente

  Os cientistas descobriram que atividades físicas vigorosas podem ter efeito sobre várias substâncias psicotrópicas do cérebro, como a dopamina, a norepinefrina e a serotonina. Isso talvez explique por que muitas pessoas dizem que se sentem mentalmente bem depois de se exercitarem. Alguns estudos indicam até mesmo que pessoas que se exercitam regularmente têm menos probabilidade de ficar deprimidas do que as sedentárias. Embora alguns desses estudos não sejam conclusivos, muitos médicos recomendam exercícios físicos como uma forma de reduzir o estresse e a ansiedade.

Levantamento de peso e alongamento

  Os cientistas concluíram recentemente que um programa equilibrado de exercícios físicos deve incluir alguma forma de treinamento de força, como levantamento de peso. Feito da maneira correta, o levantamento de peso não só desenvolve os músculos, mas também aumenta a densidade óssea e ajuda a reduzir a gordura corporal.

  Muitos especialistas em saúde também recomendam alongamentos para melhorar a flexibilidade e a circulação sanguínea. O alongamento pode ajudar as articulações a realizar uma ampla variedade de movimentos.

  No entanto, para prevenir ferimentos, tanto o treinamento com peso como o alongamento devem ser feitos da maneira correta. Talvez queira aprender alguns princípios básicos sobre o assunto por ler informações confiáveis ou consultar seu médico.

Dicas Importantes

Exercícios mais vigorosos

  Ao passo que o aumento moderado das atividades físicas diárias pode trazer benefícios significativos à saúde, os pesquisadores dizem que se obtêm mais resultados com exercícios mais vigorosos. Veja a seguir algumas sugestões.

  Profissionais da saúde recomendam que se consulte um médico antes de iniciar um programa mais vigoroso de atividades físicas.

● Caminhada rápida: Essa é uma das formas mais fáceis de se exercitar. Tudo o que você precisa é de um confortável par de tênis e de um lugar para caminhar. Caminhe a passos largos e num ritmo consideravelmente mais rápido do que o de um simples passeio. Tente alcançar uma velocidade de cerca de quatro a nove quilômetros por hora.

● Jogging (corrida a pé, em ritmo moderado): Esse exercício significa basicamente correr num ritmo mais lento. O jogging tem sido descrito como o meio mais eficiente de alcançar boas condições cardiovasculares. No entanto, por ter um impacto maior, é mais provável que o jogging cause problemas nos músculos e nas articulações. Por isso, os que praticam esse tipo de exercício devem lembrar-se da necessidade de usar calçados apropriados, fazer alongamento e ser moderados.

● Andar de bicicleta: Se você possui uma bicicleta, tem como fazer exercícios bem eficazes. Andar de bicicleta pode queimar até 700 calorias por hora. Mas, assim como caminhar e correr, geralmente se anda de bicicleta nas ruas. Por essa razão, é preciso ficar atento e tomar todas as precauções necessárias para evitar acidentes.

● Natação: Ao nadar, você exercita todos os principais grupos musculares do corpo. Nadar também ajuda a manter flexíveis as articulações e tem praticamente todos os benefícios cardiovasculares do jogging. Visto que a natação é mais suave para o corpo, geralmente é recomendada para pessoas com artrite, para as que têm problemas nas costas ou de peso, bem como para mulheres grávidas. Evite nadar sozinho.

● Jump (cama elástica): Para fazer esse exercício aeróbico é necessária uma pequena cama elástica. O que se precisa fazer é simplesmente pular nela. Os patrocinadores do jump afirmam que esse exercício melhora tanto a circulação sanguínea quanto a linfática, aumenta a capacidade de funcionamento do coração e dos pulmões, melhora o tônus muscular, a coordenação motora e o equilíbrio.

Uma vida ativa é uma vida melhor

Embora seja verdade que apenas 30 minutos de atividades físicas diárias podem ter um efeito positivo sobre a saúde, de acordo com os conselhos médicos mais recentes, mais atividade é melhor. A recomendação atual é que, para manter um nível máximo de saúde cardiovascular, você deve fazer, ao todo, até 60 minutos de atividades físicas por dia. Novamente, pode-se conseguir isso por se fazerem várias sessões breves durante o dia. A revista Canadian Family Physician explica que “de acordo com as recomendações atuais, devem-se fazer, ao todo, até 60 minutos de exercícios por dia. Para se obterem alguns benefícios à saúde, parece que não importa em quantas sessões menores esse tempo seja dividido”. Essa revista médica mencionou também: “Ao passo que muitos estudos provam que atividades vigorosas estão associadas com menor risco de mortalidade, a ênfase atual é em promover atividades moderadas.”

O ponto principal é que seu corpo foi projetado para movimentar-se e fazer atividades físicas regulares. Um estilo de vida sedentário é prejudicial à saúde. E não há vitamina, remédio, alimento ou procedimento cirúrgico que possam substituir a necessidade de se manter ativo. Além disso, todos nós devemos encarar o fato de que uma rotina adequada de exercícios exige tempo, seja ela moderada ou vigorosa, seja feita em sessões curtas ou mais longas. Assim como você encontra tempo para comer e dormir, é vital que também encontre tempo para permanecer fisicamente ativo. Isso envolve auto-disciplina e boa organização pessoal.

Não existe programa de exercícios sem esforço. No entanto, as inconveniências e os sacrifícios envolvidos em manter um estilo de vida ativo são insignificantes quando comparados com os perigos do sedentarismo, que pode causar a morte. Permaneça ativo, sue de vez em quando, trabalhe os músculos — você poderá ter uma vida mais longa e mais saudável!

Seja regular

Aqueles que parecem nunca ter tempo para atividades físicas vão gostar da recomendação do Wellness Letter, que explica que “pequenas doses de exercícios durante o dia têm um benefício cumulativo. Isto é, três períodos de 10 minutos de esforço físico podem ser quase tão benéficos quanto uma sessão de 30 minutos”. Portanto, você não precisa fazer longos períodos de exercícios pesados para obter benefícios reais à saúde. A revista The Journal of the American Medical Association relatou que os pesquisadores descobriram que “atividades leves a moderadas, bem como atividades mais vigorosas, estão associadas com menor risco de doenças coronárias”.

Mas é preciso manter a regularidade. Com isso em mente, talvez queira dar uma olhada em seu calendário e programar datas e horários específicos para se exercitar. Depois de fazer exercícios de forma regular por algumas semanas, é provável que você descubra que isso se tornou parte normal da vida. Assim que começar a sentir os benefícios na sua saúde, pode ser que aguarde com expectativa as sessões de exercícios físicos.


Aqueles que parecem nunca ter tempo para atividades físicas vão gostar da recomendação do Wellness Letter, que explica que “pequenas doses de exercícios durante o dia têm um benefício cumulativo. Isto é, três períodos de 10 minutos de esforço físico podem ser quase tão benéficos quanto uma sessão de 30 minutos”. Portanto, você não precisa fazer longos períodos de exercícios pesados para obter benefícios reais à saúde. A revista The Journal of the American Medical Association relatou que os pesquisadores descobriram que “atividades leves a moderadas, bem como atividades mais vigorosas, estão associadas com menor risco de doenças coronárias”.

Mas é preciso manter a regularidade. Com isso em mente, talvez queira dar uma olhada em seu calendário e programar datas e horários específicos para se exercitar. Depois de fazer exercícios de forma regular por algumas semanas, é provável que você descubra que isso se tornou parte normal da vida. Assim que começar a sentir os benefícios na sua saúde, pode ser que aguarde com expectativa as sessões de exercícios físicos.

Tenha objetivos realísticos

Antes de mais nada, se você planeja começar um programa de exercícios, não estabeleça objetivos irrealísticos. Comece devagar e aumente aos poucos. Os cientistas reconheceram recentemente o valor de exercícios físicos leves a moderados, e recomendam que pessoas sedentárias aumentem sua atividade física gradualmente. Por exemplo, o UC Berkeley Wellness Letter, boletim informativo sobre nutrição, boa forma e controle de estresse, publicado pela Universidade da Califórnia, aconselha: “Comece fazendo alguns minutos a mais de atividades por dia e vá aumentando até atingir 30 minutos de exercícios em quase todos ou, de preferência, em todos os dias da semana.” O boletim explica que “tudo o que você tem a fazer são as coisas normais da vida, como caminhar e subir escadas, só que com mais freqüência, por um pouco mais de tempo e/ou um pouco mais rápido”.

Os iniciantes devem se concentrar na regularidade em vez de na intensidade. Depois de ter melhorado a força e a resistência, você pode esforçar-se para aumentar a intensidade dos exercícios. Pode fazer isso por acrescentar sessões mais longas de atividades mais vigorosas, como caminhadas rápidas, jogging, subir escadas ou andar de bicicleta. Por fim, para ter um programa mais completo, você pode até incluir um pouco de levantamento de peso e alguns exercícios de alongamento. Muitos especialistas em saúde, porém, não concordam mais com o lema “sem sacrifício nada se consegue” no que se refere a exercícios. Então, para diminuir o risco de lesões e para evitar a exaustão e o desânimo que geralmente levam à desistência, mantenha os exercícios num nível confortável.

O que é estilo de vida sedentário?

Como você pode saber se é suficientemente ativo? Há várias opiniões sobre o que constitui um estilo de vida sedentário. No entanto, a maioria dos especialistas em saúde concorda em alguns princípios gerais que se aplicam à maioria das pessoas. Várias organizações de saúde explicam que uma pessoa é sedentária se: (1) não se exercita ou não faz alguma atividade física vigorosa por pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, (2) não se movimenta de um lugar para outro enquanto participa de algum lazer, (3) raramente caminha mais de 100 metros durante o dia, (4) fica sentada a maior parte do dia, (5) trabalha com algo que requer pouca atividade física.

Você se exercita o suficiente? Se não, é bom começar hoje mesmo a tomar providências para isso. ‘Mas eu realmente não tenho tempo’, talvez diga. Quando levanta de manhã, você está simplesmente cansado demais. No início do dia, mal tem tempo para se aprontar e chegar ao trabalho. Daí, depois de um longo dia, você se sente novamente muito cansado e tem muitas outras coisas para fazer.

Ou talvez você esteja entre as muitas pessoas que começam a se exercitar, mas desistem depois de alguns dias porque acham isso pesado demais, e até ficam doentes depois dos exercícios. Outros evitam se exercitar porque acham que um bom programa de exercícios deve incluir rotinas cansativas de levantamento de peso, longas corridas diárias por muitos quilômetros e sessões meticulosas de alongamentos coreografados. — Veja o quadro “Levantamento de peso e alongamento”.

Daí, vêm as despesas e as aparentes inconveniências. Para praticar jogging, você precisa de roupas e calçados apropriados. Para fazer musculação, são necessários pesos ou aparelhos especiais. Ser membro de uma academia pode ser caro, e ir até lá pode consumir muito tempo. Ainda assim, nada disso deve impedi-lo de ter uma vida fisicamente ativa e obter os benefícios resultantes para sua saúde.

Você se exercita o suficiente?

“Não há, nem haverá, nenhum remédio que garanta boa saúde tanto quanto um programa vitalício de exercícios físicos.”

EM 1982, o Dr. Walter Bortz II, professor universitário de medicina, escreveu as palavras acima. Nos últimos 23 anos, muitas organizações e especialistas em saúde mencionaram essas palavras em livros, revistas e páginas da internet. Evidentemente, o conselho do Dr. Bortz é tão atual como era em 1982 e ainda é amplamente aceito como correto e importante. Então, seria bom nos perguntarmos: ‘Faço suficiente exercício?’

Alguns concluem erroneamente que não precisam fazer exercícios, só porque não estão acima do peso. As pessoas obesas e as que estão com excesso de peso podem se beneficiar muito de um programa regular de exercícios. Mas, mesmo que você não esteja acima do peso, é provável que aumentar suas atividades físicas melhore sua saúde geral e ajude a prevenir doenças sérias, incluindo certos tipos de câncer. Além disso, estudos recentes mostram que a atividade física pode reduzir a ansiedade e talvez até mesmo prevenir a depressão. O fato é que muitas pessoas magras sofrem de estresse mental e emocional, doenças cardiovasculares, diabetes e outras enfermidades que se agravam com a falta de exercícios. Assim, quer você esteja com excesso de peso, quer não, se sua vida é sedentária, é bom aumentar suas atividades físicas.

Uma Palavra de Cautela




Alimentar-se de forma apropriada e com moderação, descansar e exercitar-se o suficiente, além de respirar bastante ar puro, são de grande ajuda para a pessoa se manter fisicamente apta. As estâncias hidrominerais, que tentam prover um ambiente livre de stress e de tensão, geralmente oferecem tais benefícios e mais. Às vezes, passar algum tempo numa estação de águas assim, até mesmo ajuda a mudar os padrões de vida, como no caso em que se larga o hábito de fumar. “Uma cura”, afirma Rita Süssmuth, a Ministra da Saúde da República Federal da Alemanha, “é para muitas pessoas um momento decisivo para lidar com elas mesmas, e pode levar a um estilo de vida melhor, mais voltado para a saúde”.

Todavia, deve-se admitir que todo método de aptidão física tem seus perigos em potencial. Alguns remédios, sejam químicos, sejam naturais, podem causar indesejáveis efeitos colaterais, mesmo devidamente administrados. Dietas imprudentes podem levar a um desequilíbrio nutricional. E exercício em excesso, ou da espécie errada, podem causar os males do cotovelo de tenista, dos tornozelos dos corredores rústicos, ou dores nas costas dos ginastas aeróbicos — para não se mencionar o tempo desperdiçado.

Ir para uma estância hidromineral tratar da saúde também apresenta o perigo de más associações. A pessoa, ao ficar longe de casa e da família e, ao dispor de mais tempo livre do que o costumeiro, poderá facilmente ser tentada a gastá-lo de modo insensato. Isto é ilustrado pelo que disse uma senhora, a respeito de sua estada numa estação de águas: “Se três semanas sem trabalhar — e sem seu marido — não são férias, então o que são? Um pouco de romance faz parte do tratamento.”

As pessoas desejosas de manter os padrões cristãos de boa moral e de boa conduta, contudo, verificam que falar abertamente com outros sobre o Reino de Deus tende a protegê-las dos que têm conceitos e intenções questionáveis. Com efeito, vez após vez, os estudantes da bíblia que se tratam num spa têm tido grande êxito em testemunhar e em colocar Bíblias e publicações bíblicas. A sabedoria de cima ditaria que os casados não fossem a um spa sem estarem acompanhados de seu cônjuge.

No entanto, quer a pessoa se ache acamada, em casa, quer num hospital, quer num spa, certamente é muito mais agradável meditar nas alegrias da saúde futura do que remoer os desconfortos dos males presentes. “Declarações afáveis são um favo de mel”, afirma um provérbio bíblico, “doces para a alma e uma cura para os ossos”. — Provérbios 16:24.

Água — O Que Poderia Ser Mais Natural?




A utilização da água, quer na terapia recuperadora, quer na preventiva, como nas estações de água ou nos spas, é também um enfoque naturalista para se permanecer saudável. Nisto, segundo o semanário alemão Der Spiegel, os alemães “estão à frente de todos, pois em parte alguma se pode encontrar tão ampla variedade de spas curativos — terapêuticos, recuperadores ou preventivos”. Observe que na Alemanha, com respeito aos spas, a ênfase é dada à saúde, e não à diversão ou ao gozo de férias. Isto está em harmonia com a origem deles. Os spas derivam seu nome de Spa, na Bélgica, famosa estância curativa, notabilizada por suas águas minerais naturais.

Durante 1985, quase uma de cada oito pessoas que morava na Alemanha passou algum tempo em uma destas estações de água. Algumas pessoas financiaram sua própria estada, mas os programas de seguro compreensivo de saúde, disponíveis na Alemanha, habilitaram muito mais pessoas a usufruir seu tratamento a um custo nominal. Naturalmente, o direito à terapia paga pelo seguro-saúde é limitado, bem como a freqüência em que pode ser usufruída.

Um tratamento especialmente popular que sublinha o uso da água é a terapia Kneipp. Foi criada por Sebastian Kneipp, há mais de cem anos, numa pequena cidade ao sudoeste de Munique. A terapia Kneipp é agora oferecida por dezenas de spas situados em toda a Europa, e até o Japão logo terá sua primeira estação de águas que usa o método Kneipp. Isto não é surpreendente, em vista da ênfase dada à aptidão física no Japão, conforme comentado por Despertai!, na edição de 22 de fevereiro de 1987.

A hidroterapia, na qual se baseia a terapia Kneipp, é “o tratamento da doença, ou da deficiência física, pela aplicação externa da água”, e pode ser feita em várias formas: tanques de hidromassagem com turbilhão, duchas, banhos de banheira, exercícios subaquáticos, massagens, compressas quentes e frias, para citar algumas delas. A terapia Kneipp é utilizada sob a premissa de que a água é eficaz em (1) dissolver ou romper os depósitos venenosos que impedem a devida circulação sanguínea, (2) eliminar tais venenos, e (3) fortalecer o organismo.

Assim, a revista Australian Family Physician, em sua edição de dezembro de 1984, declarou que a ‘hidroterapia, ou exercícios feitos em água aquecida, é uma técnica empregada no tratamento e no controle dos quadros clínicos reumáticos, neurológicos e ortopédicos’. E a revista médica russa Akush Ginekol, de 1982, informava sobre ‘a normalização da função reprodutiva feminina depois dum tratamento numa estação de águas’.

Diz-se que a terapia Kneipp é especialmente eficaz no tratamento das doenças cardíacas e vasculares, e dos distúrbios do sistema nervoso. Tem sido também muitíssimo eficaz no tratamento de dores nas costas pelo equipamento de hidromassagem com turbilhão, ou pelo simples exercício feito numa banheira de água quente ou fria. Com efeito, poder-se-ia dizer que Kneipp achava-se a muitas décadas à frente de seu tempo, visto que a medicina moderna reconhece o valor da hidroterapia, como mostra qualquer edição do Indexus Medicus (Índex Médico).

Die Kneipp Kur (A Cura Pelo Processo Kneipp), de Lothar Burghardt, afirma que “depois de se tratarem numa estação de águas, o número de dias de ausência do trabalho devido à doença foi reduzido em mais de 60%. Isto significa uma economia nos pagamentos do seguro-doença, . . . e aumento de produtividade. Depois de tratar-se numa estação de águas, o consumo de remédios reduziu-se substancialmente (em cerca de dois terços). . . . Os cientistas econômicos e sociais de vários países têm descoberto, de forma bem independente uns dos outros, que para cada marco investido significativamente numa estação de águas, poupam-se três marcos com a doença em potencial”.

Comenta Fritz Allies, um anterior médico-chefe: “Os custos da estada numa estação de águas são normalmente cobertos pela companhia de seguros de saúde do paciente, ou pelo fundo alemão de pensões, e pode chegar a muitos milhares de DM [marcos alemães] para cada paciente. Confia-se que tais custos se paguem no decorrer do tempo. Espera-se que o paciente se torne mais apto para o trabalho em resultado desse tratamento, e, assim, possa pagar as contribuições do seguro de saúde, em vez de receber benefícios do seguro-doença, ou uma pensão precoce.”

As seguradoras dificilmente podem ser vistas como ingênuas ou preconceituosas quando se trata de terapias que prometem benefícios para a saúde. Assim, a DAK Magazin, editada por prestigiosa seguradora alemã, declarou na edição de março de 1987: “O tratamento feito na estação de águas DAK durante quatro semanas de ativo treinamento de saúde produz melhoras quase que inacreditáveis na sensação de bem-estar.”

Dando testemunho similar, há a revista médica alemã Münchener Medizinische Wochenschrift, que informa: “Há dois anos, examinamos a esmo 100 relatórios de alta médica, depois do tratamento numa estação de águas. Em 88% destes casos, os médicos das estâncias hidrominerais comprovaram um resultado positivo.”

Corpo, Cura a Ti Mesmo!

Junto com as formas ortodoxas ou clássicas de medicina, a Europa oferece uma variedade de fitoterapeutas, naturopatas, e outros clínicos que recomendam métodos alternativos de tratamento. Os remédios naturais que estes receitam, em vez de pretender aliviar sintomas, visam fortalecer e apoiar as funções orgânicas e os sistemas de defesa, de modo que o corpo possa curar a si mesmo.

Um jornalista escreveu recentemente: “Cada vez mais pacientes se voltam para os poderes curativos das plantas.” No entanto, neste respeito, é preciso observar que muitos remédios naturais, tais como a digitalina, que provém de folhas da dedaleira, podem agora ser produzidos de forma sintética. Com efeito, o fármaco sintético pode ter ainda maior valor. Nem todas as substâncias naturais são, por certo, inofensivas. Tome-se, por exemplo, o ópio e a cicuta, bem como os cogumelos venenosos.

Todavia, é somente justo dizer que os perigos de muitas das modernas terapias médicas somente agora estão sendo mais plenamente avaliados. Muitas vezes, seus perigos são mais pronunciados do que os dos remédios naturalistas, um notório exemplo disso sendo a droga talidomida. Os medicamentos geralmente possuem alguns efeitos colaterais, de modo que o dano causado por tais efeitos colaterais precisa ser cuidadosamente pesado em comparação com os benefícios em potencial.

Diz-se que, hoje em dia, um de cada três preparados medicinais vendidos na Alemanha é feito de componentes naturais, em vez de químicos. Esta tendência tem obtido apoio de uma ex-primeira dama da Alemanha. A Dra. Veronica Carstens, especialista em medicina interna, diz: “Não tenho nada contra a medicina clássica. Mas observo que os meios naturais de tratamento são uma excelente suplementação da medicina clássica.”

A Dra. Carstens incentiva fortemente os médicos a se familiarizar com ambos os tipos de tratamento, e a romper as barreiras há muito existentes entre eles. Pelo visto, isto tem produzido resultados. Um estudo conduzido pela Universidade de Freiburg, no início desta década, revelou que 60 por cento de todos os médicos generalistas alemães receitam ocasional ou até mesmo regularmente, remédios naturais, quando acham desnecessária a medicação clássica. Este total poderia, com efeito, ser aumentado para quase 100 por cento, no sentido de que a maioria dos médicos reconhece o valor da terapia da hidromassagem com turbilhão quando ocorrem danos ao tecido mole, aos músculos e aos tendões.

Assim atualmente, proclamam-se as alegadas propriedades curativas da virga-áurea, das urtigas, do alho, do bálsamo, das frutas do junípero, e de outros semelhantes. Usadas em chás ou como compressas, ou utilizadas em extratos ou tinturas, as plantas admitidamente não trazem o alívio imediato que as chamadas drogas milagrosas às vezes trazem, mas, pelo menos, a pessoa não precisa preocupar-se tanto com adversos efeitos colaterais. Isto se harmoniza com o princípio médico do “primum non nocere” (“primeiramente não prejudicar“).

Permanecer saudável — o enfoque naturalista

Do correspondente de Despertai! na República Federal da Alemanha

AO PARAR de fumar, Shirley começou a engordar. O marido dela, determinado a ajudá-la a manter sua forma juvenil, decidiu que deviam praticar a corrida rústica para manter-se em forma. Assim, junto com milhões de outras pessoas, nos anos recentes, começaram um programa para melhorar sua saúde.

Como as pessoas em outros países, os alemães da atualidade são muito cônscios da saúde. Isto se reflete em cerca de 4.200 academias de musculação e de ginástica existentes aqui na Alemanha. Quase a metade dos filiados a elas são mulheres, assim, não surpreende que, por três anos consecutivos, a mulher que tem o corpo mais musculoso do mundo, ou “bodystyler”, seja uma alemã.

Para aqueles que gostariam de manter a aptidão física por aderir ao ditado “você é aquilo que come”, a Alemanha oferece mais de 2.700 lojas de alimentos naturais e outras 1.000 chamadas lojas macrobióticas, lojas que vendem alimentos produzidos biologicamente sem a utilização de substâncias químicas ou de fertilizantes químicos. E, naturalmente, o país também tem seu quinhão de cidadãos que acreditam que as pílulas de vitaminas são importantes para a saúde.

Estes vários meios de manter a saúde baseiam-se no enfoque naturalista de prevenir doenças, em vez de curá-las. Mas, e se falhar o enfoque naturalista de prevenção? Então muitos alemães recorrem a um similar enfoque naturalista para curar-se.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Exercício Regular

O exercício regular é bom para todos, mas, em especial, para aqueles que pesam demais, ou cujo trabalho sedentário torna obrigatório que façam algum exercício — fato que está sendo cada vez mais avaliado. Assim, certo professor de educação física da Carolina do Sul, EUA, juntou um grupo de homens com 40 a 87 anos e os submeteu a exercícios por longas horas, três vezes por semana. Depois de apenas seis semanas, comparou tais homens com um grupo semelhante que não se havia exercitado. A diferença na redução da pressão sangüínea e na gordura do corpo, e o aumento do consumo de oxigênio (um dos melhores índices de vigor) foram declarados “profundos”. Conforme observaram os médicos Bierman e Light: “O exercício . . . ajuda a manter o estado de bem-estar numa pessoa que é saudável e . . . tem valor remediador nas pessoas que sofrem diversos males.”
Para que o exercício seja proveitoso, deve ser praticado com certa regularidade. Muitos se lembram disso de várias formas, de modo a torná-lo rotineiro; outros fazem questão de se levantar mais cedo alguns minutos cada dia para se exercitarem. Alguns verificaram ser de ajuda andar ao invés de ir de carro sempre que for conveniente, e subir escadas ao invés de tomarem o elevador. Há muitas formas de exercício que beneficiam tanto os músculos como os nervos, tais como os de flexão dos braços, o halterofilismo, e assim por diante.
Em especial para os que têm ocupações sedentárias e que tendem a engordar, a corrida lenta ou estacionária foi recomendada por alguns médicos. São a espécie de exercício que tende a fortalecer os pulmões e o coração, razão pela qual as companhias de seguro recomendam a corrida lenta. Segundo a publicação média (Prevention, de julho de 1968), tal corrida descontraída e sem pressa constitui “um dos mais fáceis e menos custosos de todos os exercícios, e também o melhor para a saúde em geral”. Naturalmente, a pessoa não deseja ir a extremos. Aqueles que já andam muito e sobem muitas escadas talvez já estejam praticando todo o exercício de que necessitam. E não nos devemos esquecer do conselho inspirado do apóstolo Paulo: “O treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa.” — 1 Tim. 4:8.

Hábitos Alimentares Sensatos

‘Melhor do que quaisquer remédios para as mulheres grávidas é a espécie correta de alimento.’ Assim afirmou recentemente um dos principais ginecologistas dos EUA. Isso se aplica não só às mulheres grávidas, mas também a todos que gostariam de continuar sentindo-se bem. Hipócrates, chamado o ‘pai da medicina’, afirmou, segundo relatado: “Tua comida será teu remédio.” Melhor do que o alimento como remédio é o alimento para a manutenção da saúde!
Algo com que parecem concordar praticamente todos os nutricionistas é que a falha mais comum na dieta é comer demais. Há sabedoria em se ser abstêmio à mesa. Em especial, todos os que se empenham em ocupações sedentárias, que pesam demais ou que estão constantemente afligidos com pequenos males, fariam bem em acatar o conselho do provérbio inspirado: “Põe uma faca na tua garganta se tu sentes muito apetite.” — Pro. 23:2, CBC.
O domínio de si à mesa — como pode conseguir isso? Primeiro de tudo, convença-se de que vale a pena fazê-lo. Tente-o por um mês e note a diferença em como se sente. Algumas pessoas acham de ajuda fazer uma regra de não se servir mais de uma vez de qualquer comida, em especial se comerem mais de uma variedade numa refeição. Outros acham de auxílio diminuir o número de alimentos que ingerem numa só refeição. Também é proveitoso eliminar sobremesas ricas, contentando-se com frutas como sobremesa. Se for convidado a um banquete, pode comer vagarosamente, e assim é mais provável que evite comer demais. Se achar que comeu demais, então poderá eliminar a seguinte refeição.
O problema, contudo, não é só de comer grandes quantidades, mas de supernutrição. A pessoa talvez coma alimentos ricos demais. Alguns, por conseguinte, acharão útil limitar-se a frutas ou a sucos de frutas em uma refeição por dia. E o “dia de refeições de frutas apenas”, usado para certas doenças crônicas, também serve para a manutenção da saúde.
Os hábitos alimentares sensatos também incluem ingerir suficientes vitaminas e sais minerais. Muitas pessoas precisam de reservas adicionais de um deles ou de ambos tais elementos. Segundo o Dr. Jean Mayer, nutricionista de Harvard, “a dieta dos EUA não raro é muito inferior em ferro às dietas das populações mais pobres”. E, assim, em especial para muitas mulheres no primor da vida, suplementos de ferro numa base periódica ou regular são “indispensáveis, se há de se evitar a carência progressiva de ferro”. Sem dúvida, isto se deve a alimentos super-refinados ou altamente processados.
Muito importante neste particular é se comer suficientes verduras folhosas. Assim, diz-se-nos: “As verduras folhosas têm alto valor do ponto de vista da fisiologia nutricional e da manutenção da saúde do homem (como forma de medicina preventiva)”, sendo ricas em vitaminas e em minerais. Em adição a serem ricas em ferro, que as tornam eficazes contra a anemia, “neutralizam os ácidos do sangue e, pelo seu efeito sobre os rins, estimulam a eliminação das toxinas”.
Os tomates, as maçãs, o repolho e as cebolas têm efeito alcalinizante, e, assim, apenas recentemente se verificou que os cogumelos e as cebolas são especialmente valiosos em combater o colesterol no sangue. Considerar tais fatores de nutrição também ajuda a manter a saúde mental, em especial nos mais idosos.

Quatro ajudas para a boa saúde



“UM PASSO dado a tempo vale por nove.” “Um grama de prevenção vale mais que um quilo de cura.” Ditados como estes bem que podem ser aplicados à questão de mantermos boa saúde.
Por que esperar até ficar doente para pensar em sua saúde? A ausência de sintomas perturbadores não significa necessariamente boa saúde. Bem que observou um antigo sábio chinês: “Ministrar remédios a doenças que já começaram a manifestar-se . . . é comparável ao comportamento das pessoas que começam a cavar um poço depois de sentirem sede.”
A popularidade das estâncias hidrominerais européias se deve sem dúvida em grande parte a que muitos europeus avaliam tal princípio. A respeito delas, certo notável professor de medicina física dos Estados Unidos afirmou: “Pouquíssimas pessoas que se acham medicamente bem tiram proveito dum regime de descanso, descontração e exercício adaptado a suas necessidades individuais. A estância hidromineral fornece a muito necessária ‘terapia de manutenção’.”
Por que tão poucas pessoas pensam seriamente na ‘terapia de manutenção’? Muitos talvez achem que estão ocupados demais. Talvez, porém, aconteça que é preciso mais do que preocupar-se com a saúde para que a pessoa mediana leve a sério a ‘terapia de manutenção’. Conforme observou certo famoso nutricionista: “Com o passar dos anos, descobri que um paciente deve ter alguma espécie de missão na vida — algo importantíssimo que espera realizar o melhor que puder — antes de ser realmente motivado . . . A pessoa mediana não tem qualquer missão real na vida.”
Quão pouco as pessoas em geral se interessam na manutenção da saúde pode ser visto por ignorarem os avisos quanto ao dano causado aos pulmões e ao coração por fumar cigarros. Com efeito, a respeito da manutenção da saúde ou medicina preventiva, até mesmo a classe médica deixa a desejar, conforme um de seus próprios críticos observou: “O gasto insensato de milhares de milhões para se cuidar [de doenças] e nada para a prevenção se torna cada vez mais aparente.”
Todavia, sem considerar o que os outros façam, há coisas que pode fazer por si mesmo. Disse o Dr. J. F. Montague, um dos principais médicos estadunidenses: “Todo mundo deve familiarizar-se . . . consigo mesmo desta forma: Deve saber qual é sua reação a certos alimentos . . . à questão de beber, exercitar-se e divertir-se. Deve saber tais coisas.” Efetivamente, há quatro ajudas básicas para a boa saúde, às quais faria bem em dar atenção: (1) hábitos alimentares sensatos; (2) exercício regular; (3) descanso, descontração e sono suficientes, e (4) bons hábitos mentais e emocionais.
Embora fazer tais coisas pareça muitíssimo razoável, fazê-las nem sempre será fácil. Por que não? Por causa das inclinações herdadas. Ao aplicar tais coisas a nossas vidas, vemo-nos confrontados com o mesmo problema encarado pelo apóstolo Paulo: “O bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico.” (Rom. 7:19) Mas, podemos mudar, se realmente desejarmos.

Outros Efeitos Secundários



A elevação da pressão sangüínea resultante de se usar tais anticoncepcionais foi observada pelo Dr. A. M. Macintosh em The Medical Journal of Australia, edição de 30 de novembro de 1968. Disse: “Tenho observado significativas elevações da pressão sangüínea que voltaram a níveis normais ao se deixar de administrar a pílula . . . Os casos tabulados não provam que a pílula cause uma elevação da pressão sangüínea. Não obstante, mais do que sugerem que causam.”
Uma equipe de pesquisa do Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia, também notou esta associação. Quando quatorze mulheres que examinaram devido à pressão alta deixaram de tomar anticoncepcionais orais, todas as quatorze mostraram sinais de melhora. O aumento da pressão alta poderá ser a razão pela qual algumas mulheres que tomam tais anticoncepcionais se queixam de graves dores de cabeça.
Outros efeitos secundários que se parecem relacionar a eles são marcantes aumentos de peso, da acne, de náuseas, de vômitos, de tonturas, de depressão, de dores pélvicas, de descoloração amarronada da face, de sensação de inchação, de retenção de sal e água, de transtorno do açúcar no sangue que se assemelha à diabetes, e função anormal do fígado. Clara prova de que todos estes problemas são deveras causados pelos anticoncepcionais orais ainda não foi estabelecida de modo satisfatório pelas autoridades médicas. No entanto, a relação parece ser mais ao que apenas casual.
É bom se ter presente que, quando qualquer droga é introduzida no corpo, há o risco de que provoque indesejável efeito secundário. As pessoas reagem de maneira diferente. Uma vacina, por exemplo, talvez não provoque nenhum efeito secundário grave numa pessoa, mas talvez provoque em outra. Assim, quando a pessoa pensa em tomar qualquer tipo de remédio, é bom pesar cuidadosamente os riscos envolvidos.

Câncer

Embora ainda não se tenha estabelecido prova clara que relacione o câncer com os anticoncepcionais orais, parece haver bastante evidência que sugira isso. Por conseguinte, os médicos não as receitarão para mulheres que apresentem quaisquer mudanças suspeitosas no seio ou indícios de câncer.
Foi comentado no Medical World News, de 14 de fevereiro de 1969, que certo estudo realizado pelo Dr. George Wied, da Universidade de Chicago, “mostra, segundo consta, um aumento sêxtuplo de positivos esfregaços Pap [um teste médico para constatar o câncer no útero] entre as mulheres que têm tomado anticoncepcionais orais”.
Há bastantes indícios que relacionam “a Pílula” com o câncer, de modo a causar certo epidemiologista do câncer a afirmar: “Estamos preocupados com isso.” Tal preocupação se refletiu na recomendação feita pela Administração de Alimentos e Drogas dos EUA, de que as mulheres que usam anticoncepcionais orais façam um teste do esfregaço Pap uma vez por ano, como meio de prevenção do câncer cervical.

Coágulos Sangüíneos

Estudos feitos na Grã-Bretanha indicam fortemente que os anticoncepcionais orais são um fator na produção de indesejáveis coágulos sangüíneos nas veias. Já houve casos em que tais coágulos se alojaram nos pulmões e coração, com resultados fatais. Em outros casos, alojaram-se no cérebro, causando derrames. A respeito da freqüência de tais coágulos, The Canadian Medical Association Journal, de 1. ° de janeiro de 1969, disse: “As baixas aos hospitais causadas pelo tromboembolismo venoso, segundo se afirma, ocorre nove vezes mais amiúde em mulheres que tomam agentes anticoncepcionais do que entre as que não os tomam.”
Num estudo inglês, calculou-se que a taxa de mortes causadas pelos coágulos sangüíneos nos pulmões e no cérebro é sete vezes maior entre as mulheres que usam anticoncepcionais orais do que entre as que não os usam. Este cálculo é para as mulheres da Grã-Bretanha. A taxa poderá diferir em outras partes.
Pequenos coágulos aparentemente causados pela “Pílula” também bloquearam o fluxo de sangue para as artérias intestinais e para as artérias retinianas dos olhos. Certa senhora sentiu-se tão convicta de que os anticoncepcionais orais haviam provocado sua quase total cegueira do olho esquerdo e prejudicaram seu olho direito que ela move uma ação contra o laboratório que fabrica as pílulas que ela usou.
Num artigo que foi publicado no International Journal of Fertility, número de outubro-dezembro de 1968, o Dr. Christopher Tietze admitiu uma relação entre os anticoncepcionais orais e os coágulos sangüíneos. Disse: “A condição importante cuja associação com o uso dos AOS [anticoncepcionais orais] tem sido estabelecida é a doença tromboembólica, inclusive seu desfecho às vezes fatal, tal como o embolismo pulmonar.” Com isso, queria dizer um coágulo sangüíneo fatal no pulmão.
Um de tais coágulos sangüíneos aparentemente causou a morte de certa senhora inglesa de vinte e nove anos, segundo o professor James Webster, patologista. No inquérito judicial, declarou que um coágulo sangüíneo se havia formado em uma das grandes veias, e se havia desalojado, cortando o suprimento de sangue para o pulmão. Já faziam dois anos, pelo menos, que ela tomava um anticoncepcional oral. O médico legista, Peter Monkman, afirmou: “Torna-se bem claro que a Pílula foi a causa da morte.”
Parece que o componente estrogênico dos anticoncepcionais orais aumenta a coagulabilidade do sangue, e, em alguns casos, causa a formação de coágulos sangüíneos. Este efeito secundário ruim foi uma das razões fornecidas pelos soviéticos para rejeitarem os anticoncepcionais orais. O Professor David Danforth, da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, afirmou: “Crescente é a evidência da hipercoagulabilidade do sangue em resposta aos anticoncepcionais orais.”
A Administração dos Alimentos e Drogas dos EUA reconheceu que há “clara relação de causa e efeito” entre os coágulos sangüíneos em algumas mulheres e seu uso de anticoncepcionais orais, mas assume o conceito de que “a Pílula” é “segura”, visto que, comparativamente, apenas poucas pessoas morrem cada ano em resultado de usá-la.

Como Funciona a “Pílula”



Um anticoncepcional oral geralmente contém dois componentes químicos que se assemelham aos hormônios naturais femininos, o estrogênio e a progesterona, geralmente secretados durante a gravidez. Os hormônios sintéticos contidos nos anticoncepcionais impedem a ovulação. De ordinário, a mulher liberta um óvulo de um de seus ovários cada mês, exceto quando grávida. Se tomar hormônios sintéticos, esta libertação mensal do óvulo aparentemente não ocorre. Também parece que tais hormônios sintéticos fazem que o revestimento do útero se torne inadequado para a implantação do óvulo.
Afirma-se que os anticoncepcionais orais são quase cem por cento eficazes quando tomados segundo as orientações. Entre as mulheres estadunidenses, apenas um por cento se tornam grávidas enquanto as tomam. Obviamente, a possibilidade de gravidez enquanto a mulher toma a “Pílula” é muito diminuta, mas, parece que há risco de sérios efeitos secundários.

Quão seguros são os anticoncepcionais orais?

EM TODO o mundo, aproximadamente quatorze milhões de mulheres usam anticoncepcionais orais, comumente chamados “a Pílula”. Tais mulheres e outras que contemplam o uso destes anticoncepcionais precisam prestar cuidadosa atenção a possíveis efeitos secundários. Recentemente, surgem crescente número de notícias que indicam que os efeitos não são bons.
O uso de anticoncepcionais orais da parte do público começou em 1960, quando o governo dos Estados Unidos concedeu permissão para serem lançados no mercado. Isto se deu quatro anos depois de experiências iniciais em ampla escala terem sido feitas com elas em Porto Rico. Já no início de 1961, começaram a surgir notícias indicando possíveis efeitos secundários indesejáveis. Conclusões conflitantes foram tiradas de estudos de possíveis efeitos secundários dos anticoncepcionais orais, e os médicos se acham profundamente divididos em seus conceitos sobre eles.
O Dr. Willard Allen, presidente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, e um dos que expressam o conceito dos que acham que não há motivos de preocupações ansiosas quanto ao uso de tais anticoncepcionais. O Times de Nova Iorque, de 9 de maio de 1969, noticiou que ele afirmava que há poucos, se houver quaisquer perigos, relacionados ao uso de hormônios, quando o uso se limita a alguns anos.
Seguindo esta mesma linha de pensamento, o Dr. Robert Hodges comentou no International Journal of Fertility, de outubro-dezembro de 1968: “Achamos que o risco é tão pequeno para a população em geral que tais drogas devem continuar a ficar livremente disponíveis.”
Por outro lado, há médicos que nutrem sérias reservas quanto à segurança de tais anticoncepcionais. O Dr. Louis Lasagna, da Universidade Johns Hopkins, por exemplo, acha que os anticoncepcionais orais devem ser receitados apenas para as mulheres que não possam ou não se disponham a usar com eficácia técnicas mecânicas anticoncepcionais. Sua conclusão é que as “Pílulas não são necessariamente o melhor nem o único caminho”.
Os médicos da União Soviética estão convencidos de que os anticoncepcionais orais produzem efeitos secundários suficientemente sérios para justificar sua rejeição. O governo soviético, por conseguinte, não produz anticoncepcionais orais para o povo soviético. Ao invés, produz em massa o DIU, que é um espiral ou argola de certo material, tal como o plástico, que é inserido no útero. Naturalmente, isto poderá em alguns casos provocar problemas tais como a perfuração do útero, cãibras intestinais e inflamação pélvica.
Ademais, certo relatório sobre o assunto, feito por um grupo científico da Organização Mundial da Saúde, e publicado no panfleto WHO No. 397, com o título “Dispositivos Intra-Uterinos: Aspectos Fisiológicos e Clínicos”, reconhecia que não se sabe exatamente como o DIU causa sua ação antifertilizante e que talvez não impeça realmente a concepção. Disse: “Sabe-se bem que cerca de dois por cento por ano das mulheres que usam a anticoncepção DIU se tornaram grávidas com o dispositivo in situ, mas não se estabeleceu ainda se a fertilização ocorre nas mulheres que usam o DIU e que não ficam grávidas.”
Se é verdade que o dispositivo não impede a concepção, do ponto de vista bíblico o seu uso seria comparável ao aborto. Mas, se isso realmente acontece, os editores de Despertai! não se acham em condições de afirmar.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O preço que você paga

O fardo imposto pela saúde debilitada tem muitas facetas. Um aspecto muito preocupante é a crescente despesa causada pelas doenças. Por exemplo, durante um ano recente, 500 milhões de dias de trabalho foram perdidos na Europa por causa de problemas de saúde. A situação é similar em outros lugares. A produtividade reduzida no trabalho e o aumento dos gastos com a saúde criam uma carga financeira que afeta a todos. Tanto as empresas como os governos pagam caro por isso. Para minimizar esses custos, as empresas aumentam os preços de seus produtos e os governos aumentam os impostos. Quem paga por isso? No fim das contas, você.
Infelizmente, os pobres em geral têm dificuldade em obter tratamentos de saúde adequados, se é que conseguem algum. Essa é a trágica situação de milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento e têm pouco ou nenhum acesso a tratamentos médicos profissionais. Mesmo em países ricos, alguns precisam lutar para se beneficiar dos bons tratamentos médicos disponíveis. Em geral, isso é o que acontece com muitos dos 46 milhões de pessoas nos Estados Unidos que não têm plano de saúde.
A carga imposta pelas doenças não é apenas financeira. O preço final que pagamos é a angústia de sofrer de uma doença terminal, a agonia de suportar uma doença crônica, a tristeza de ver outros gravemente doentes e o desespero de sofrer a perda de uma pessoa querida.
A esperança de um dia viver num mundo sem doenças é muito atraente. Afinal, todos querem ter boa saúde. Por mais inacreditável que isso possa parecer, essa esperança é real para muitas pessoas. Algumas estão convencidas de que por meio da tecnologia humana, com o tempo, praticamente todas as doenças deixarão de existir. Por outro lado, quem tem fé na Bíblia acredita que Deus vai cumprir as antigas profecias sobre um mundo sem doenças. Será que o homem acabará com as doenças? Ou é Deus quem vai fazer isso? O que o futuro trará?

Todos querem ter boa saúde!



HÁ MAIS de 2.700 anos, um profeta falou sobre o fim das doenças num tempo futuro. Essa profecia foi preservada até os nossos dias e encontra-se nos escritos antigos de Isaías. Ele escreveu sobre um tempo em que “nenhum residente dirá: ‘Estou doente’”, acrescentando: “Naquele tempo abrir-se-ão os olhos dos cegos e destapar-se-ão os próprios ouvidos dos surdos. Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado e a língua do mudo gritará de júbilo.” (Isaías 33:24; 35:5, 6) Outras profecias bíblicas também falam de um futuro assim. Por exemplo, o último livro da Bíblia, Revelação, descreve um tempo em que Deus vai eliminar a dor. — Revelação (Apocalipse) 21:4.
Será que essas promessas vão se cumprir? Haverá realmente um tempo em que a humanidade terá boa saúde e as doenças não mais existirão? É verdade que grande parte das pessoas hoje em dia tem uma saúde melhor do que tinham as gerações anteriores. Mas uma saúde melhor não significa a melhor saúde possível. As doenças ainda cobram um alto tributo. Só o medo de ficar doente já causa muita ansiedade. E a dura realidade é que, mesmo nesta era moderna, ninguém pode escapar por completo do ataque cruel de doenças físicas e mentais.

Nossos pulmões maravilhosamente feitos



O famoso músico e poeta Rei Davi de Israel certa vez cantou a Jeová: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” (Sal. 139:14) Ao considerar as maravilhas dos pulmões humanos, o Professor de Psicologia, Wallace O. Ptenn, testificou da veracidade disto quando declarou: “A engenharia do aparelho respiratório se acha entre as muitas maravilhas exibidas pelo corpo humano. Os pulmões oferecem uma área de pelo menos metade do tamanho de uma quadra de tênis para a difusão do oxigênio e do bióxido de carbono entre o sangue e o ar. A membrana pulmonar, através da qual ocorre a troca, é de tamanha delicadeza primorosa e fineza que não foi igualada em eficácia por nenhum dos pulmões artificiais projetados [pelo homem]. O esforço exigido para renovar o ar no pulmão é insignificante, e a energia para sustê-lo pode ser suprida . . . por duas pedras de açúcar ou o equivalente delas por dia.
“O mecanismo respiratório é uma estrutura maravilhosamente bem adaptada e provê ampla razão para qualquer homem pensante ficar pasmado diante dos processos que ocorrem em todo ele: ‘Tão curiosamente fomos jogados, tão temível e maravilhosamente fomos feitos!’”

“O feto está ‘vivo’”



x O Dr. Michael J. Halberstam, médico em Washington, D.C., EUA, escreveu um artigo sobre os abortos na revista médica Ob. Gyn. News de 15 de maio de 1970. Entre as coisas que considerou, o seguinte, merece destaque especial: “A medicina basicamente trata da vida. O médico se devota a proteger e preservar a vida. Falo agora da vida biológica . . . a vida que tem que ver com o bem-estar, digamos, da mãe, de uma família ou da sociedade como um todo.
“Ensina-se ao médico que não faça nenhuma diferença quanto ao estágio ou a qualidade da vida que deve proteger.” Daí, o Dr. Halberstam mencionou que “o feto [criança por nascer] recebe seu inteiro potencial genético de RNA e DNA na concepção. . . .
“O feto também é ímpar. Sua combinação exata de proteínas jamais existiu antes, jamais existirá de novo.
“Não resta dúvida de que o feto está ‘vivo’, embora de forma especial. Visto que não creio na alma imortal, não igualo a vida do feto à vida da mãe, mas, como médico, sei que está vivo e, como ser humano, sinto reverência por ele.” E a lei de  Deus a Israel mostrava que Ele considerava o feto e a criança que se desenvolvia como vivo, e assim, era respeitado como uma vida. — Êxo. 21:22, 23.

O que está acontecendo com os transplantes de coração?



A MORTE de Philip Blaiberg na África do Sul marcou o fim duma era para muitos da classe médica. Blaiberg, que morreu em agosto, era o paciente de transplante de coração que sobreviveu por mais tempo no mundo. Vivera por mais de um ano e meio desde a operação, num total de 594 dias.
A morte de Blaiberg provocou séria revisão dos futuros transplantes de coração. Conforme afirmou o cardiologista de Houston, Dr. Denton Cooley: “Enquanto ele estava vivo, também estava o programa de transplantes de coração. Agora, porém, temos de considerar se devemos continuar ou não.”
Qual é o principal problema que provoca tal reavaliação? Pode ser notado numa declaração que forneceu a causa da morte de Blaiberg como sendo “crônica rejeição do coração”. Ao passo que os aspectos técnicos da cirurgia dos transplantes têm sido um êxito, no momento exato que o novo coração foi recebido, iniciou-se uma ardente batalha, batalha esta que Blaiberg perderia a cada dia posterior. Tal batalha era a “rejeição” pelo seu corpo do elemento “estranho”, o segundo coração.
Deus criou o homem com maravilhoso mecanismo para a proteção contra os germes e vírus portadores de doenças. Tal mecanismo habilita o corpo a começar imediatamente a atacar quaisquer substâncias estranhas que forem introduzidas nele. Ao passo que isso não é plenamente compreendido, parece que o principal fator envolvido é um tipo de célula branca do sangue, chamada linfóide, ou célula linfática. Os humanos dispõem de milhares de milhões de tais células linfáticas. Estas são dotadas da habilidade inata de reconhecer outras células no corpo. Quando reconhecem células que pertencem ao corpo, as células linfáticas permanecem passivas. Mas, quando reconhecem células que não pertencem ao corpo, então fabricam anticorpos que atacam os invasores, quer neutralizando-os quer destruindo-os.
Na rejeição aguda, ou imediata, as células transplantadas que são atacadas tumefazem-se e morrem uma morte súbita e maciça. Não obstante, em outros casos, a rejeição se processa em ritmo mais lento. No caso de Blaiberg, a rejeição foi lenta. Mas, mesmo sendo lenta, foi implacável. As defesas do seu corpo jamais deixaram de atacar as células estranhas do novo coração.
A classe médica tenta contra-atacar este processo de rejeição. Mas, fazer isso lhes traz sério dilema. Se o processo pode ser diminuído de passo pelo uso de várias drogas, o novo órgão não será rejeitado tão prontamente. Entretanto, quanto maior a supressão, tanto menos o corpo poderá defender-se contra os germes portadores de doenças. Assim, ao passo que as drogas podem frear o processo de rejeição, também diminuem a resistência, de modo que o paciente talvez contraia outras moléstias.
Blaiberg contraiu hepatite depois de cerca de seis meses. Daí, ficou com pneumonia. Por meio de delicado equilíbrio de drogas que contrabalançavam o processo de rejeição e drogas que contra-atacavam as novas moléstias, foi mantido vivo. Todavia, durante o tempo todo a rejeição continuou sem cessar.
Em que condição se achava seu segundo coração por ocasião da sua morte? O Times de Nova Iorque, de 19 de agosto de 1969, noticiou: “Uma parte tão grande do músculo cardíaco do Dr. Blaiberg foi destruída, com efeito, que seu coração retornara à condição de seu coração original antes da operação de transplante, disseram os médicos.”
Outro transplante de coração estava fora de cogitações. Por quê? Porque, como disse a revista Time de 29 de agosto, o seu novo-coração em degeneração “não mais podia bombear suficiente sangue para os pulmões de modo a captar o oxigênio para suprir as necessidades de seu corpo, ou para os rins, a fim de sustentar sua vital função filtradora. Em resultado, tais órgãos também haviam degenerado.”
Uma sóbria reavaliação dos transplantes de coração surge porque os médicos sabem que não podem parar o mecanismo de rejeição por agora. Como admitiu o Dr. Christian Barnard, que realizou o transplante de Blaiberg: “Jamais iludi a mim mesmo ou ao mundo de que tínhamos alcançado uma cura. Não é possível impedir a rejeição, mas apenas frear o processo.” É por isso que há tão poucos sobreviventes por longo tempo. Até agosto passado, de 141 pacientes que sofreram transplantes de coração, apenas 29 sobreviveram.
Similar rejeição opera em outros tipos de transplantes. As estatísticas revelam o seguinte: transplantes de pulmões — 20 recebedores, um sobrevivente; transplantes do pâncreas — 10 recebedores, um sobrevivente; transplantes do fígado — 100 recebedores, 14 sobreviventes. Nos transplantes de rins, entre as pessoas não aparentadas, 58 por cento morrem dentro de um ano, as pessoas aparentadas têm um índice mais alto de sobrevivência.
Devido ao índice baixo de sobrevivência, e o curto período, muitas instituições encaram mal os transplantes, especialmente os do coração. O cardiologista de Cleveland, Dr. Irvine H. Page, disse: “Os resultados do transplante de coração não justificam o tempo, a despesa e o risco.” Um cardiologista de Nova Orleans, o Dr. G. E. Burch, declarou: “É uma injustiça apresentar esperança a um sofredor numa ocasião dessas de que um transplante de coração é a solução.
Nenhuma pessoa de mente sã deseja morrer. A vida é preciosa, de modo que o homem deseja viver. Mas, o canibalismo com os órgãos humanos não é a resposta para a longevidade. A solução só pode vir na nova ordem de Jeová Deus, depois do fim deste sistema de coisas. Como garante a inspirada Palavra de Deus em Revelação 21:4: “Enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.”
A vida longa, sim, a vida eterna, será então disponível, não se a pessoa puder encontrar um doador de coração e puder pagar as contas médicas, mas para todos os que exercerem fé na provisão de Deus por meio do sacrifício resgatador de seu Filho, Jesus Cristo. Que deleite será então a vida! É com boa razão que a Bíblia a chama de “verdadeira vida”! — 1 Tim. 6:19; João 3:16.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Tributo




A pestilência deixou atrás um assombroso tributo de mortes calculado entre 20.000.000 e 27.000.000 de pessoas. O Dr. Edwin Oakes Jordan, famoso bacteriologista estadunidense, em sua obra, Epidemic Influenza, publicada em 1927, cita o total de mortes atribuídas à influenza como sendo de 21.642.283. Destas, cerca de 16.000.000 se deram na Ásia, mais de 2.000.000 na Europa, mais de 1.300.000 na África, e mais de 1.000.000 na América do Norte. As mortes da América do Sul foram alistadas como sendo 327.000. A Austrália e a Oceania juntas sofreram 1.000.000 de mortes.

A gripe deixou acamadas cerca de 500.000.000 de pessoas. A pestilência foi especialmente perigosa para as mulheres grávidas. Assim, em milhões de lares, houve dupla tragédia.

Os mortíferos germes da gripe desapareceram quase que tão rapidamente quanto surgiram. Para onde foram permanece um mistério médico até os dias atuais. Visto que nunca se viu ao microscópio daquele tempo um vírus da gripe espanhola, os cientistas atuais não sabem se aquele vírus mortífero difere na aparência do vírus da gripe asiática dos tempos recentes.

Os homens da saúde pública daquele tempo admitiram que todo o esforço humano parecia nada conseguir para fazer cessar a praga e que os médicos mais peritos do mundo não puderam limitar a duração da epidemia.

Para muitas pessoas que então viviam, parecia que o fim completo deste sistema de coisas, predito por Jesus Cristo, estava logo às portas. Mas, os eventos daqueles dias eram apenas “um princípio das dores de aflição”. Todavia, como Jesus explicou: “Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” Essa geração de pessoas que já viviam durante e logo depois da Primeira Guerra Mundial agora se aproxima de seu fim. Este fato, junto com outros eventos de nossos dias, é forte indício de que este sistema de coisas está pertíssimo de seu fim completo. Mas, qual será sua posição quando tal tempo vier? Depende do que fizer agora para conseguir a posição correta com Deus. — Mat. 24:3, 8, 34.

Precauções

Quase toda precaução imaginável foi tomada para evitar contrair a gripe. “Usem pijamas limpos”, tornou-se a exortação em algumas comunidades. A outros, se disse: “Não apertem mãos.” “Tomem óleo de rícino.” “Não viajem pelo metro.”

Em muitas localidades, as pessoas usavam uma máscara facial. Em Ann Arbor, os estudantes da Universidade de Michigan receberam ordens de usar máscaras a todo o tempo, sob pena de suspensão. Em São Francisco, o prefeito publicou uma lei municipal afirmando que todos deviam usar mascara facial, ou ser multados em Cr$ 500,00, ou ir para a cadeia, ficando isolados por 10 dias. Não se permitia que nenhum passageiro subisse num bonde de Seattle sem usar máscara.

A Biblioteca Pública de Nova Iorque parou de circular livros. Muitas cidades proibiram os barbeiros de fazer a barba de seus fregueses, por causa do íntimo contato envolvido. As ruas de Dublin foram lavadas com desinfetantes. Em Boston, as igrejas fecharam aos domingos; em muitas cidades, foram banidas as reuniões públicas. As escolas, cinemas e botequins foram trancados.

Em Nova Iorque, quem espirrasse abertamente estava sujeito a multas e cadeia. Em Chicago, mandou-se que a polícia “prendesse milhares de pessoas, se necessário, para parar os espirros em público”. Os muitos avisos contra espirrar em público sem dúvida ajudaram a impedir que a peste se espalhasse ainda mais. Segundo os pesquisadores médicos na Grã-Bretanha, apenas um espirro pode distribuir mais de 85.000.000 de bactérias. E os pesquisadores dos EUA descobriram que um espirro pode lançar 4.600 partículas no ar a uma “velocidade de carga” de mais de 46 metros por segundo. Não raro as partículas são lançadas a uma distância de 3,60 metros. As partículas, que permanecem suspensas no ar por mais de meia hora depois do espirro, não são simples gotículas inofensivas de água. Verificou-se que uma partícula ou gotícula cria 19.000 colônias de bactérias. Não é de se admirar que o Telegram de Toronto, Canadá, noticiou que se sabe agora “que a quantidade excessiva de espirros envolvida na epidemia de gripe de 1918 ajudou a torná-la o horror que era”.