A sífilis é a mais perigosa, ao passo que a gonorréia é a doença venérea mais prevalecente. A respeito da sífilis, o Textbook of Pathology (Compêndio de Patologia) de Boyd, declara: “Dentre todas as doenças, é a mais sutil. É um mestre do engano. Dificilmente seria exagero afirmar que não há sintoma que ela não provoque.” Tem-se até dito que quem conhece tudo sobre a sífilis conhece tudo sobre a medicina. É transmitida quase que unicamente pelas relações sexuais, e as mães que a tiverem podem infetar sua prole por nascer, embora não seja hereditária.
A sífilis, causada por um organismo espiralado muito ativo e diminuto, tem três estádios. Há o primeiro estádio, em que a lesão ou pequena pústula se desenvolve no lugar em que o germe entrou. Daí, dentro de dois ou três meses, surge o segundo estádio mais sério. Talvez seja assinalado por calafrios, febre, dores de cabeça, manchas mucosas brancas na boca, e queda de cabelos.
Para um terço dos casos há um terceiro estádio. Talvez surja alguns meses ou anos depois do segundo estádio, embora, às vezes, não se torne manifesto senão dez ou vinte anos depois. As partes mais freqüentemente prejudicadas são o cérebro, a medula espinhal, os olhos, o fígado e os vasos sangüíneos do coração. De 5 a 8 por cento de todos os casos de insanidade mental, segundo se diz, são atribuíveis à DV. Recentemente, certo especialista do cérebro verificou que não se havia comprovado a causa para 226 pessoas que sofriam de desordens mentais, mas que elas haviam sido tratadas de sífilis anos antes.
A gonorréia é causada por diminuto organismo de forma semelhante a dois grãos de café. Seu contágio é quase que inteiramente limitado às relações sexuais. Dentro de três a cinco dias, faz-se sentir por uma ardência ou sensação pungente na ocasião de se urinar, pela emissão de pus, acompanhada pela vermelhidão e irritação do órgão sexual masculino. Todavia, 8 de cada 10 mulheres não apresentam sintomas óbvios.
Ao passo que a gonorréia não tem as mesmas conseqüências trágicas que a sífilis, pode levar à esterilidade tanto nos homens como nas mulheres, e resultar em invalidez crônica destas últimas. Pode causar a cegueira em bebês que passem pelo canal de nascimento infetado. Estimativas são de que 20 por cento de toda cegueira seja causada pela DV.
DUVIDAS SOBRE PLANOS DE SAÚDE COM REGISTRO NA ANS ?
DISQUE- ANS O800 7019656
domingo, 19 de setembro de 2010
“Maior Ameaça à Saúde dos Adolescentes”
É assim que uma das principais revistas dos EUA para moças adolescentes chama a DV, e não sem boa razão. Em São Francisco, os ginasianos têm 20 por cento de probabilidade de contrair DV antes de terminar o curso. Nos EUA como um todo, a taxa de gonorréia para os jovens de quinze a dezenove anos é três vezes maior que a média nacional para todas as idades combinadas. Nos últimos cinco anos, a DV aumentou 1.000 por cento entre os adolescentes!
E quão jovens são algumas das vítimas! A Polônia, num ano recente, teve 64 casos de DV em crianças de dez a quatorze anos. Em Filadélfia, EUA, no ano passado, houve 50 casos de DV em crianças com menos de dez anos. Em Memphis, Tennessee, EUA, um garoto de cinco anos foi tratado de DV contraída pela intimidade com uma menina de nove anos! Quando inquirida, a menina recusou-se a citar o nome de seus outros companheiros sexuais.
E quão jovens são algumas das vítimas! A Polônia, num ano recente, teve 64 casos de DV em crianças de dez a quatorze anos. Em Filadélfia, EUA, no ano passado, houve 50 casos de DV em crianças com menos de dez anos. Em Memphis, Tennessee, EUA, um garoto de cinco anos foi tratado de DV contraída pela intimidade com uma menina de nove anos! Quando inquirida, a menina recusou-se a citar o nome de seus outros companheiros sexuais.
Cuidado com a poluição da DV
A PIOR espécie de poluição que grassa hoje é a doença venérea ou DV. A necessidade de salvaguardas contra ela é maior do que nunca antes. As doenças venéreas aumentam em tal proporção que não mais são chamadas “epidêmicas”, mas “pandêmicas”.
Têm sido soados alarmes na Inglaterra e País de Gales, no Canadá e em França, na Suécia, Polônia e Países-Baixos, no Extremo Oriente e na América Latina. Quanto aos EUA, em 1970 viu-se um aumento de 16 por cento em gonorréia e um aumento de 8 por cento na sífilis sobre o ano prévio. Ademais, tem-se calculado que há cerca de 500.000 casos não detectados de sífilis.
As taxas em algumas cidades duplicaram e até triplicaram em comparação com o ano prévio. Houston, Texas, EUA, segundo se diz, sofre “galopante epidemia de doença venérea”, e, em Los Angeles, no ano passado, 6 por cento das senhoras que deram à luz tinham gonorréia. As autoridades sanitárias dos EUA declaram que, ao passo que o problema da sífilis é perturbador, a situação da gonorréia já alcançou quase um ponto desesperador.
Têm sido soados alarmes na Inglaterra e País de Gales, no Canadá e em França, na Suécia, Polônia e Países-Baixos, no Extremo Oriente e na América Latina. Quanto aos EUA, em 1970 viu-se um aumento de 16 por cento em gonorréia e um aumento de 8 por cento na sífilis sobre o ano prévio. Ademais, tem-se calculado que há cerca de 500.000 casos não detectados de sífilis.
As taxas em algumas cidades duplicaram e até triplicaram em comparação com o ano prévio. Houston, Texas, EUA, segundo se diz, sofre “galopante epidemia de doença venérea”, e, em Los Angeles, no ano passado, 6 por cento das senhoras que deram à luz tinham gonorréia. As autoridades sanitárias dos EUA declaram que, ao passo que o problema da sífilis é perturbador, a situação da gonorréia já alcançou quase um ponto desesperador.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Enfrentar a Tragédia
O Dr. John Bagshaw se lamentava: “Não existe nada mais frustrador do que ver pessoas em seu consultório, sabendo que tais pessoas caminham para o desastre, aconselhá-las a cuidar melhor de si mesmas, e então não ver nenhuma melhora — ou, o que é pior, vê-las no hospital, depois dum ataque cardíaco.”
A situação triste motivou o Dr. Bagshaw a fazer um ajuste em seu exercício da medicina, e a desenvolver um programa de prevenção de doenças. Que tal mudança de ênfase faz sentido é ilustrado por um sonho que outro médico disse ter tido.
“Eu estava em pé, junto a um rio”, informa ele, “e um homem estava sendo levado pela correnteza. Ele se estava afogando. Assim, joguei-me na água, nadei até ele, arrastei-o para a margem, submeti-o à respiração artificial, e salvei-o. Já então outro homem gritava por socorro. Assim, joguei-me de novo na água para salvá-lo, apenas para ver aparecerem outros homens se afogando. Não demorou muito até que a margem do rio estava cheia de pessoas que eu tinha salvado. O que tornou memorável este sonho é que me lembro de pensar: ‘O que preciso realmente fazer é ir rio acima e descobrir quem está jogando todas essas pessoas dentro do rio.’”
Na realidade, as próprias pessoas se estão jogando no “rio” do sonho do médico por fumarem, tomarem tóxicos, comerem inadequadamente, e deixarem de se exercitar. Isto é confirmado pelas estatísticas dos Centros de Controle de Moléstias dos EUA, que mostram que dentre todas as mortes de pessoas com menos de 65 anos, mais da metade pode ser diretamente atribuída a estilos de vida nada salutares.
Entretanto, a maior parte da medicina americana se preocupa mormente com o tratamento da doença, em vez de com sua prevenção. Diferente de muitos outros países, os Estados Unidos têm dedicado pouca atenção aos programas de prevenção de doenças — até recentemente. Atualmente, até Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, incentiva que se aprenda com os programas dos outros países.
“Todos nós estamos a par dos programas de aptidão física das empresas nipônicas”, disse ele. “Uma força trabalhadora mais saudável significa maior produtividade. A longo prazo, também significa a redução no custo dos seguros de saúde dos empregados.”
A situação triste motivou o Dr. Bagshaw a fazer um ajuste em seu exercício da medicina, e a desenvolver um programa de prevenção de doenças. Que tal mudança de ênfase faz sentido é ilustrado por um sonho que outro médico disse ter tido.
“Eu estava em pé, junto a um rio”, informa ele, “e um homem estava sendo levado pela correnteza. Ele se estava afogando. Assim, joguei-me na água, nadei até ele, arrastei-o para a margem, submeti-o à respiração artificial, e salvei-o. Já então outro homem gritava por socorro. Assim, joguei-me de novo na água para salvá-lo, apenas para ver aparecerem outros homens se afogando. Não demorou muito até que a margem do rio estava cheia de pessoas que eu tinha salvado. O que tornou memorável este sonho é que me lembro de pensar: ‘O que preciso realmente fazer é ir rio acima e descobrir quem está jogando todas essas pessoas dentro do rio.’”
Na realidade, as próprias pessoas se estão jogando no “rio” do sonho do médico por fumarem, tomarem tóxicos, comerem inadequadamente, e deixarem de se exercitar. Isto é confirmado pelas estatísticas dos Centros de Controle de Moléstias dos EUA, que mostram que dentre todas as mortes de pessoas com menos de 65 anos, mais da metade pode ser diretamente atribuída a estilos de vida nada salutares.
Entretanto, a maior parte da medicina americana se preocupa mormente com o tratamento da doença, em vez de com sua prevenção. Diferente de muitos outros países, os Estados Unidos têm dedicado pouca atenção aos programas de prevenção de doenças — até recentemente. Atualmente, até Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, incentiva que se aprenda com os programas dos outros países.
“Todos nós estamos a par dos programas de aptidão física das empresas nipônicas”, disse ele. “Uma força trabalhadora mais saudável significa maior produtividade. A longo prazo, também significa a redução no custo dos seguros de saúde dos empregados.”
A Prevenção Faz Sentido?
Grande parte das despesas com a saúde, de US$ 400 bilhões, corre por conta de males resultantes de problemas potencialmente controláveis, tais como excesso de peso, fumo, alta taxa de colesterol no sangue, e hipertensão.
Como deve estar a par, a maioria das empresas investe num programa de manutenção, para manter em bom funcionamento sua maquinaria. Agem assim porque isso faz sentido em termos econômicos. Que dizer, então, dum programa de prevenção do colapso da saúde de seus empregados? Faz sentido?
‘Manter-se saudável é responsabilidade do próprio indivíduo’, talvez argua um empregador. Todavia, em nossa sociedade moderna, estressante, que promove deploráveis hábitos de comer, de beber e de repouso, para não se mencionar o estilo de vida sedentário, e a ênfase no consumo de remédios, as empresas estão repensando o assunto.
Em 1974, duas dúzias de diretores de departamentos de aptidão física de indústrias formaram a Associação de Aptidão Física nas Empresas. A Associação conta agora com mais de 3.500 membros! O consenso é que faz sentido ter um programa de prevenção de doenças — tanto em termos econômicos como em termos humanitários.
Como deve estar a par, a maioria das empresas investe num programa de manutenção, para manter em bom funcionamento sua maquinaria. Agem assim porque isso faz sentido em termos econômicos. Que dizer, então, dum programa de prevenção do colapso da saúde de seus empregados? Faz sentido?
‘Manter-se saudável é responsabilidade do próprio indivíduo’, talvez argua um empregador. Todavia, em nossa sociedade moderna, estressante, que promove deploráveis hábitos de comer, de beber e de repouso, para não se mencionar o estilo de vida sedentário, e a ênfase no consumo de remédios, as empresas estão repensando o assunto.
Em 1974, duas dúzias de diretores de departamentos de aptidão física de indústrias formaram a Associação de Aptidão Física nas Empresas. A Associação conta agora com mais de 3.500 membros! O consenso é que faz sentido ter um programa de prevenção de doenças — tanto em termos econômicos como em termos humanitários.
A boa saúde é boa para os negócios
CUSTO anual dos cuidados com a saúde, nos Estados Unidos, subiu vertiginosamente para US$ 400 bilhões, muitas vezes mais do que na década de 70! Os crescentes custos de assistência médica não só ameaçam a segurança financeira das famílias, mas também engolem tremenda fatia dos lucros empresariais. Apenas nos prêmios do seguro de saúde dos empregados, as empresas nos Estados Unidos pagam mais de US$ 80 bilhões por ano!
A Ford Motor Company, por exemplo, calcula que, em 1980, o custo dos cuidados de saúde dos empregados acresceram US$ 290 ao preço de cada carro, nos EUA. A General Motors gasta num ano mais com seguro de saúde e contra a invalidez do que com o aço comprado à USX Corporation (antiga U.S. Steel), um de seus principais fornecedores.
Calcula-se que apenas os problemas de coluna custem às empresas dos EUA US$ 1 bilhão por ano em perda de produtividade. Devido a males como este, até um milhão de americanos deixam de apresentar-se ao trabalho cada dia. Especialmente devastadora é a doença do coração. Cerca de 700.000 americanos — muitos no primor da vida — morrem todo ano de ataques cardíacos, enquanto outros 700.000 sobrevivem a tal ataque, e podem faltar ao trabalho durante muitos meses depois. O custo para os negócios é tremendo.
“Um único empregado que recebe quatro pontes [de safena]”, explica o Dr. Richard H. Stein, “vai custar ao empregador, dependendo do salário base, possivelmente até US$ 100.000. Um programa amplo de prevenção de doenças, para toda uma empresa, poderia custar menos. Acho que a possibilidade de se reduzir tal carga para as empresas faz sentido em termos econômicos.”
A Ford Motor Company, por exemplo, calcula que, em 1980, o custo dos cuidados de saúde dos empregados acresceram US$ 290 ao preço de cada carro, nos EUA. A General Motors gasta num ano mais com seguro de saúde e contra a invalidez do que com o aço comprado à USX Corporation (antiga U.S. Steel), um de seus principais fornecedores.
Calcula-se que apenas os problemas de coluna custem às empresas dos EUA US$ 1 bilhão por ano em perda de produtividade. Devido a males como este, até um milhão de americanos deixam de apresentar-se ao trabalho cada dia. Especialmente devastadora é a doença do coração. Cerca de 700.000 americanos — muitos no primor da vida — morrem todo ano de ataques cardíacos, enquanto outros 700.000 sobrevivem a tal ataque, e podem faltar ao trabalho durante muitos meses depois. O custo para os negócios é tremendo.
“Um único empregado que recebe quatro pontes [de safena]”, explica o Dr. Richard H. Stein, “vai custar ao empregador, dependendo do salário base, possivelmente até US$ 100.000. Um programa amplo de prevenção de doenças, para toda uma empresa, poderia custar menos. Acho que a possibilidade de se reduzir tal carga para as empresas faz sentido em termos econômicos.”
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Remédios de ervas caseiros
Há milhares de anos, as pessoas em muitas culturas tratam suas doenças com remédios herbáceos, usando plantas de campos e de florestas. Até mesmo muitos medicamentos modernos são feitos de plantas, como a digital, para o tratamento de problemas cardíacos. Penelope Ody, membro do Instituto Nacional de Herbalistas Medicinais, no Reino Unido, observa em seu livro que “existem mais de 250 tratamentos seguros para ajudar a aliviar males comuns — de simples tosse, resfriados e dores de cabeça a tratamentos especiais para lesões de pele, problemas digestivos e doenças infantis”.
Ela escreve: “O tratamento com ervas sempre foi considerado como ‘medicina do povo’ — remédios simples que podem ser usados em casa para males menores ou para suplementar remédios mais fortes receitados por profissionais para doenças crônicas e agudas.” Ela continua: “Embora a maioria das ervas sejam intrinsecamente bastante seguras, elas devem ser tratadas com respeito. Não passe das doses recomendadas, nem continue com remédios caseiros se a doença persistir, se piorar ou se o diagnóstico for duvidoso.” — The Complete Medicinal Herbal.
Ela escreve: “O tratamento com ervas sempre foi considerado como ‘medicina do povo’ — remédios simples que podem ser usados em casa para males menores ou para suplementar remédios mais fortes receitados por profissionais para doenças crônicas e agudas.” Ela continua: “Embora a maioria das ervas sejam intrinsecamente bastante seguras, elas devem ser tratadas com respeito. Não passe das doses recomendadas, nem continue com remédios caseiros se a doença persistir, se piorar ou se o diagnóstico for duvidoso.” — The Complete Medicinal Herbal.
Autodiagnóstico seguro: como?
Visto que não podemos consultar um médico toda vez que nos sentimos mal, a educação em saúde e a automedicação razoável podem beneficiar a família. No entanto, antes de tomar um medicamento, é necessário fazer um autodiagnóstico correto e eficaz. Se não houver um médico nas imediações, ou se você não puder consultar um, poderá ser útil consultar um bom livro de referência médica para fazer um diagnóstico correto. Por exemplo, a Associação Médica Americana publica um guia médico familiar que inclui uma seção de 183 páginas de quadros de sintomas. Estes conduzem o paciente através de uma série de perguntas que podem ser respondidas “sim” ou “não”. Com esse processo de eliminação, muitas vezes é possível identificar um problema. Algo similar em português encontra-se na Enciclopédia Médica da Família, da Companhia Melhoramentos, de São Paulo.
E o papel dos médicos? Quando devemos procurar ajuda profissional? Como evitar os extremos do excesso de preocupação ou da negligência com relação a nossa saúde? Realmente, num mundo em que as doenças e os males psicossomáticos são tão comuns, como podemos usufruir certa medida de boa saúde?
E o papel dos médicos? Quando devemos procurar ajuda profissional? Como evitar os extremos do excesso de preocupação ou da negligência com relação a nossa saúde? Realmente, num mundo em que as doenças e os males psicossomáticos são tão comuns, como podemos usufruir certa medida de boa saúde?
Automedicação: um risco?
“Uma das características notáveis na medicina do século 20 tem sido o desenvolvimento de novas drogas”, diz The New Encyclopædia Britannica. Mas ela diz também: “Provavelmente, os remédios são a maior causa de envenenamento.” De fato, os remédios podem tanto curar como causar danos. Os anorexígenos, ou comprimidos para emagrecer, “atuam no sistema nervoso e com isso podem desencadear sintomas adversos como: mudança de comportamento, insônia ou muito sono e, em alguns casos, até alucinações”, explica a autora Cilene de Castro. “Mas quem pensa que os anorexígenos atuam apenas como inibidores do apetite, engana-se. Uma cápsula pode ser o início de um círculo vicioso, repleto de remédios, cada um contrabalançando o efeito do outro”, acrescenta.
Muitos medicamentos comuns podem causar irritação no estômago e até mesmo náusea, vômitos e hemorragia. Certos medicamentos podem viciar, ou prejudicar os rins e o fígado.
Até mesmo produtos de saúde populares podem ser suspeitos. “Esse modismo em torno de suplementos vitamínicos é extremamente perigoso”, alerta o Dr. Efraim Olszewer, presidente de uma associação médica brasileira. “Não apenas a população está se automedicando, como alguns médicos despreparados estão receitando fórmulas aleatórias, sem levar em conta os riscos.” Outro médico, contudo, acrescenta que os suplementos vitamínicos em doses apropriadas podem ser necessários, ou benéficos, no tratamento de certas doenças e deficiências.
Muitos medicamentos comuns podem causar irritação no estômago e até mesmo náusea, vômitos e hemorragia. Certos medicamentos podem viciar, ou prejudicar os rins e o fígado.
Até mesmo produtos de saúde populares podem ser suspeitos. “Esse modismo em torno de suplementos vitamínicos é extremamente perigoso”, alerta o Dr. Efraim Olszewer, presidente de uma associação médica brasileira. “Não apenas a população está se automedicando, como alguns médicos despreparados estão receitando fórmulas aleatórias, sem levar em conta os riscos.” Outro médico, contudo, acrescenta que os suplementos vitamínicos em doses apropriadas podem ser necessários, ou benéficos, no tratamento de certas doenças e deficiências.
Benefícios e riscos da automedicação
Do correspondente de Despertai! no Brasil
“O MERCADO da automedicação está em expansão no mundo inteiro”, diz o presidente de uma grande indústria farmacêutica. “As pessoas querem estar no controle da sua própria saúde.” Embora isso possa ser verdade, há riscos a considerar?
Naturalmente, se forem usados corretamente, os remédios podem trazer alívio. Por exemplo, a insulina e os antibióticos, bem como a não-dispendiosa e simples terapia da reidratação oral salvam incontáveis vidas. O desafio da automedicação é determinar quando os benefícios superam os riscos.
Admitidamente, em alguns países o bom atendimento médico pode estar distante demais, ou ser caro demais. Assim, muitos recorrem a amigos e a parentes, ou a livros de auto-ajuda, em busca de informações sobre medicação. Também, “as campanhas de publicidade passam a idéia de que é possível ter saúde e bem-estar comprando-se uma simples cápsula”, diz o professor Fernando Lefèvre, da Universidade de São Paulo. Conseqüentemente, para combater os efeitos do excesso de trabalho, da má nutrição, ou mesmo de leves problemas emocionais, muitos tomam remédios. Lefèvre acrescenta: “Em vez de melhorar a qualidade de vida, [as pessoas] procuram nas prateleiras a solução para seus problemas.” E quem garante que o diagnóstico dos pacientes seja mesmo correto?
Além de usar remédios para tratar males como dor de cabeça, hipertensão ou mal-estar estomacal, muitos recorrem a remédios contra a ansiedade, o medo e a solidão. “As pessoas buscam a ajuda de um médico porque acham que um comprimido resolverá o problema”, diz o Dr. André Feingold. “Os próprios profissionais de saúde estão voltados para receitar fórmulas e passar uma infinidade de exames. Não há uma preocupação com conhecer a história do paciente que, na maioria das vezes, tem uma vida caótica, estressante e nada saudável.” O Dr. Romildo Bueno, do Conselho Mundial para a Prevenção do Abuso de Psicotrópicos (drogas que alteram a percepção ou o comportamento) admite: “O tempo é reduzido para se atender o paciente e o médico livra-se da pessoa tratando apenas o sintoma.” “É a medicamentalização de problemas sociais”, conclui. Outro médico alerta, porém, que muitos pacientes precisam, sim, de cuidadosa prescrição de psicotrópicos.
Depois de falar da “Moda do Prozac”, o jornal O Estado de S. Paulo comenta: “Um remédio virar moda, assim como um novo corte de cabelo . . . é no mínimo estranho.” O jornal cita o psiquiatra Arthur Kaufman: “A falta de perspectivas e de sentido para a vida criam um fenômeno que faz de um medicamento eficiente a salvação para todos os males.” Kaufman acrescenta: “O ser humano está cada vez mais imediatista e, portanto, perdeu o interesse em descobrir as causas de seus problemas, prefere tomar um comprimido para resolvê-los.” Mas, é seguro automedicar-se?
“O MERCADO da automedicação está em expansão no mundo inteiro”, diz o presidente de uma grande indústria farmacêutica. “As pessoas querem estar no controle da sua própria saúde.” Embora isso possa ser verdade, há riscos a considerar?
Naturalmente, se forem usados corretamente, os remédios podem trazer alívio. Por exemplo, a insulina e os antibióticos, bem como a não-dispendiosa e simples terapia da reidratação oral salvam incontáveis vidas. O desafio da automedicação é determinar quando os benefícios superam os riscos.
Admitidamente, em alguns países o bom atendimento médico pode estar distante demais, ou ser caro demais. Assim, muitos recorrem a amigos e a parentes, ou a livros de auto-ajuda, em busca de informações sobre medicação. Também, “as campanhas de publicidade passam a idéia de que é possível ter saúde e bem-estar comprando-se uma simples cápsula”, diz o professor Fernando Lefèvre, da Universidade de São Paulo. Conseqüentemente, para combater os efeitos do excesso de trabalho, da má nutrição, ou mesmo de leves problemas emocionais, muitos tomam remédios. Lefèvre acrescenta: “Em vez de melhorar a qualidade de vida, [as pessoas] procuram nas prateleiras a solução para seus problemas.” E quem garante que o diagnóstico dos pacientes seja mesmo correto?
Além de usar remédios para tratar males como dor de cabeça, hipertensão ou mal-estar estomacal, muitos recorrem a remédios contra a ansiedade, o medo e a solidão. “As pessoas buscam a ajuda de um médico porque acham que um comprimido resolverá o problema”, diz o Dr. André Feingold. “Os próprios profissionais de saúde estão voltados para receitar fórmulas e passar uma infinidade de exames. Não há uma preocupação com conhecer a história do paciente que, na maioria das vezes, tem uma vida caótica, estressante e nada saudável.” O Dr. Romildo Bueno, do Conselho Mundial para a Prevenção do Abuso de Psicotrópicos (drogas que alteram a percepção ou o comportamento) admite: “O tempo é reduzido para se atender o paciente e o médico livra-se da pessoa tratando apenas o sintoma.” “É a medicamentalização de problemas sociais”, conclui. Outro médico alerta, porém, que muitos pacientes precisam, sim, de cuidadosa prescrição de psicotrópicos.
Depois de falar da “Moda do Prozac”, o jornal O Estado de S. Paulo comenta: “Um remédio virar moda, assim como um novo corte de cabelo . . . é no mínimo estranho.” O jornal cita o psiquiatra Arthur Kaufman: “A falta de perspectivas e de sentido para a vida criam um fenômeno que faz de um medicamento eficiente a salvação para todos os males.” Kaufman acrescenta: “O ser humano está cada vez mais imediatista e, portanto, perdeu o interesse em descobrir as causas de seus problemas, prefere tomar um comprimido para resolvê-los.” Mas, é seguro automedicar-se?
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