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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A boa saúde é boa para os negócios

CUSTO anual dos cuidados com a saúde, nos Estados Unidos, subiu vertiginosamente para US$ 400 bilhões, muitas vezes mais do que na década de 70! Os crescentes custos de assistência médica não só ameaçam a segurança financeira das famílias, mas também engolem tremenda fatia dos lucros empresariais. Apenas nos prêmios do seguro de saúde dos empregados, as empresas nos Estados Unidos pagam mais de US$ 80 bilhões por ano!

A Ford Motor Company, por exemplo, calcula que, em 1980, o custo dos cuidados de saúde dos empregados acresceram US$ 290 ao preço de cada carro, nos EUA. A General Motors gasta num ano mais com seguro de saúde e contra a invalidez do que com o aço comprado à USX Corporation (antiga U.S. Steel), um de seus principais fornecedores.

Calcula-se que apenas os problemas de coluna custem às empresas dos EUA US$ 1 bilhão por ano em perda de produtividade. Devido a males como este, até um milhão de americanos deixam de apresentar-se ao trabalho cada dia. Especialmente devastadora é a doença do coração. Cerca de 700.000 americanos — muitos no primor da vida — morrem todo ano de ataques cardíacos, enquanto outros 700.000 sobrevivem a tal ataque, e podem faltar ao trabalho durante muitos meses depois. O custo para os negócios é tremendo.

“Um único empregado que recebe quatro pontes [de safena]”, explica o Dr. Richard H. Stein, “vai custar ao empregador, dependendo do salário base, possivelmente até US$ 100.000. Um programa amplo de prevenção de doenças, para toda uma empresa, poderia custar menos. Acho que a possibilidade de se reduzir tal carga para as empresas faz sentido em termos econômicos.”

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