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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Epidemia e Pandemia qual a diferença ?

Epidemia é um surto de determinada doença em certa localidade; pode ser numa comunidade, cidade ou até num país inteiro. Pandemia é uma epidemia global.

A ciência não pôde fazer nada

Por volta do início da Primeira Guerra Mundial, a ciência médica aparentemente tinha feito grandes avanços no combate a doenças. Mesmo durante a guerra, os médicos se orgulharam do sucesso na redução dos efeitos de doenças infecciosas. Na época, a revista The Ladies Home Journal declarou que os americanos não precisavam mais usar a sala como velório. A revista sugeriu que esses locais fossem usados mais pelos vivos do que pelos mortos. Mas então veio a gripe espanhola, e a medicina mostrou-se quase que totalmente impotente.

Crosby escreve: “Todos os médicos de 1918 compartilharam o maior fracasso da medicina no século 20, ou em todos os tempos, se avaliarmos o número de mortes.” Para não pôr toda a culpa na medicina, Barry observa: “Na época, os cientistas entendiam muito bem a dimensão da ameaça da gripe, sabiam curar pneumonias bacterianas secundárias e deram conselhos sobre saúde pública que salvariam dezenas de milhares de americanos. Mas os políticos ignoraram os conselhos.”

E agora, cerca de 85 anos depois, o que se sabe sobre essa pandemia? O que a causou? Poderá acontecer de novo? Se acontecesse, seria possível combatê-la com sucesso? Talvez se surpreenda com algumas respostas.

Uma doença sem comparação




Uma das diferenças mais alarmantes foi a rapidez com que a gripe atacou. Com que rapidez? No recente livro The Great Influenza (A Grande Influenza), o autor John Barry cita um registro sobre isso: “No Rio de Janeiro, o estudante de medicina Ciro Viera da Cunha estava esperando o bonde quando um homem, num tom de voz normal, lhe pediu informações e, logo depois, caiu morto. Na Cidade do Cabo, África do Sul, quando Charles Lewis tomou o bonde de volta para casa, que ficava a 5 quilômetros, o cobrador caiu morto. Durante esse curto trajeto, seis pessoas que estavam no bonde morreram, incluindo o condutor.” Todos morreram por causa da gripe.

Também havia o terror — medo do desconhecido. A ciência não sabia explicar a causa da doença ou exatamente como se espalhava. Foram tomadas medidas de saúde pública: portos ficaram de quarentena, cinemas, igrejas e outros locais onde as pessoas se reuniam foram fechados. Por exemplo, em San Francisco, Califórnia, EUA, as autoridades ordenaram que a população usasse máscaras de proteção. Quem fosse apanhado em público sem a máscara era multado e até preso. Mas parecia que nada dava certo. Essas providências foram simplesmente insuficientes e tardias.

O fato de a gripe atacar indiscriminadamente também causava medo. Por motivos ainda não explicados, a pandemia de 1919, em vez de atacar principalmente os idosos, atacou e matou jovens saudáveis. A maioria dos que morreram da gripe espanhola tinha entre 20 e 40 anos.

Além disso, a doença era, de fato, uma epidemia global. Chegou até às ilhas tropicais. Em 7 de novembro de 1918, a gripe foi levada a Samoa Ocidental (atualmente conhecida como Samoa) por navio e, em dois meses, cerca de 20% da população de 38.302 pessoas tinha morrido. Todos os grandes países do mundo foram dramaticamente afetados!

Também havia a enormidade do flagelo. Por exemplo, a doença chegou rápido e com muita força na Filadélfia, Pensilvânia, nos EUA. Em meados de outubro de 1918, não havia caixões suficientes. “Certo fabricante disse que teria vendido 5 mil caixões em duas horas, se os tivesse disponíveis. Às vezes o necrotério tinha dez vezes mais corpos do que caixões”, diz o historiador Alfred Crosby.

Num tempo relativamente curto, a gripe tinha matado mais gente do que qualquer outra pandemia na história humana. Uma estimativa do número de mortos em todo o mundo era de 21 milhões, mas alguns especialistas acham que esse número é pequeno. Certos epidemiologistas sugerem atualmente que um número mais provável seja 50 milhões de mortos ou talvez 100 milhões! Barry, já mencionado, observa: “A influenza matou mais pessoas em um ano do que a Peste Negra da Idade Média em um século; matou mais pessoas em 24 semanas do que a Aids em 24 anos.”

O impressionante é que, em cerca de um ano, mais americanos morreram de gripe espanhola do que nas duas guerras mundiais juntas. A escritora Gina Kolata explica: “Se uma epidemia desse tipo atacasse hoje, matando a população americana na mesma proporção, 1,5 milhão de pessoas morreriam. Isso é mais do que a soma do número de pessoas que morrem por causa de doenças cardíacas, câncer, derrame, doença pulmonar crônica, Aids e mal de Alzheimer num ano.”

Resumindo, a gripe espanhola foi a pior pandemia da história da humanidade. O que a ciência fez para ajudar?

A pior epidemia da história

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL ainda não tinha acabado em outubro de 1918. Embora as hostilidades estivessem chegando ao fim, a imprensa continuava sob censura. Por isso, foi a Espanha, que não estava participando da guerra, que noticiou que civis em muitos lugares estavam adoecendo e morrendo em números alarmantes. Essas circunstâncias deram origem ao nome pelo qual a doença seria para sempre conhecida — gripe espanhola.

A pandemia começou em março de 1918. Muitos pesquisadores localizam sua origem no Estado do Kansas, EUA. De lá, ela aparentemente alcançou a França por meio de soldados americanos recém-chegados. Após um súbito aumento nas mortes causadas pela gripe, também chamada influenza, em julho de 1918 parecia que o pior já tinha passado. Mal sabiam os médicos que a pandemia estava apenas juntando forças para se tornar ainda mais letal.

O mundo exultou com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918. Ironicamente, quase ao mesmo tempo, a pestilência irrompeu no mundo todo. Era um monstro que agora aparecia nas manchetes internacionais. Poucos que viviam na época escaparam ilesos, e todos ficaram aterrorizados. Uma respeitada autoridade sobre o assunto observou: “A expectativa de vida nos Estados Unidos diminuiu em mais de dez anos em 1918.” O que diferenciou essa doença de outras?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fatores que favorecem os micróbios

Por que os sanitaristas se preocupam com epidemias futuras? Uma das razões é o crescimento das cidades. Cem anos atrás, apenas uns 15% da população mundial viviam em cidades. Prevê-se, no entanto, que por volta do ano 2010 mais da metade das pessoas no mundo viverá em centros urbanos, em especial nas megacidades dos países menos desenvolvidos.

Agentes infecciosos florescem em áreas densamente povoadas. Numa cidade com boas moradias, adequados sistemas de tratamento de água e de esgoto e bons serviços de saúde, o risco de epidemias é reduzido. Mas as cidades que mais crescem são as de países pobres. Há cidades com média de apenas um sanitário para cada 750 pessoas, ou mais. Além disso, em muitas áreas urbanas faltam boas moradias, água limpa e postos de saúde. Onde centenas de milhares de pessoas vivem apinhadas em condições de pouca higiene, a probabilidade de transmissão de doenças é muito maior.

Significa isso que as epidemias do futuro se limitarão a superpovoadas e pobres megacidades? A revista Archives of Internal Medicine responde: “É preciso realmente entender que os bolsões de extrema pobreza, desesperança econômica e suas conseqüências oferecem os mais férteis campos para semear infecção e atropelar a tecnologia do restante da humanidade.”

Não é fácil confinar a doença a uma região. O deslocamento humano é enorme. Diariamente, um milhão de pessoas cruza as fronteiras internacionais. Toda semana, um milhão de indivíduos viaja entre países ricos e pobres e, junto com eles, os micróbios letais. A revista da Associação Médica Americana observa: “Atualmente, um surto de doença em qualquer lugar tem de ser encarado como ameaça para a maioria dos países, em especial para os que servem de eixos principais de viagens internacionais.”

Assim, apesar dos avanços da medicina no século 20, as epidemias continuam a ceifar muitas vidas humanas, e muitos temem que o pior ainda está por vir. Mas, o que diz a Bíblia sobre o futuro?

Doenças recém-reconhecidas

Ainda outras doenças são recém-chegadas, identificadas apenas recentemente. A OMS declarou, há pouco tempo: “Nos últimos 20 anos, emergiram pelo menos 30 doenças novas, ameaçando a saúde de centenas de milhões de pessoas. Para muitas dessas doenças não existe tratamento, nem cura nem vacina, e a possibilidade de preveni-las ou controlá-las é limitada.”

Considere, por exemplo, o HIV e a Aids. Desconhecidos apenas uns 15 anos atrás, afligem agora pessoas em todos os continentes. Atualmente, cerca de 20 milhões de adultos estão infectados com o vírus HIV, e mais de 4,5 milhões já desenvolveram a Aids. Segundo o Human Development Report 1996, a Aids é hoje a causa principal de morte de adultos com menos de 45 anos na Europa e na América do Norte. Mundialmente, umas 6.000 pessoas são infectadas por dia — uma a cada 15 segundos. Segundo as projeções, o número de casos de Aids seguirá aumentando rapidamente. Acredita-se que, por volta do ano 2010, a expectativa de vida nos países africanos e asiáticos mais atingidos pela Aids terá diminuído para 25 anos, segundo um órgão de desenvolvimento internacional americano.

É a Aids uma doença sem igual, ou poderiam emergir epidemias de outras doenças com danos similares ou mesmo piores? A OMS responde: “Sem dúvida, doenças agora desconhecidas, mas com o potencial de ser a Aids de amanhã, estão de emboscada.”

Doenças e pobreza

Outras doenças matam implacavelmente, mesmo existindo armas de combate eficazes. Veja o caso da meningite espinhal. Existem vacinas para prevenir a meningite e drogas para curá-la. Houve um surto na África subsaariana no início de 1996. É provável que você pouco ouviu falar a respeito; no entanto, matou mais de 15.000 pessoas — a maioria pobres, predominantemente crianças.

As infecções do trato respiratório inferior, incluindo a pneumonia, matam quatro milhões de pessoas por ano, a maioria crianças. O sarampo mata anualmente um milhão de crianças e a coqueluche 355.000. Muitas dessas mortes também seriam evitáveis por meio de vacinas de baixo custo.

Umas oito mil crianças morrem por dia de desidratação diarréica. Quase todas essas mortes poderiam ser evitadas com bom saneamento e boa água potável ou pela administração oral de uma solução reidratante.

A maioria dessas mortes ocorrem nos países em desenvolvimento, onde a pobreza é grande. Cerca de 800 milhões de pessoas — uma grande parcela da população mundial — não têm assistência médica. Disse o The World Health Report 1995: “A maior assassina do mundo e a maior causa de má saúde e de sofrimento ao redor do globo é alistada quase no fim da Classificação Internacional de Doenças. Seu código é Z59.5 — extrema pobreza.”

Velhas doenças tornam-se mais mortíferas

Uma causa de preocupação é que doenças bem conhecidas, que pareciam derrotadas, estão voltando mais mortíferas e mais difíceis de curar. Um exemplo é a tuberculose, outrora considerada subjugada nos países desenvolvidos. Mas ela não desapareceu, e está matando cerca de três milhões de pessoas por ano. Se não houver um controle melhor, calcula-se que 90 milhões de pessoas contrairão essa doença nos anos 90. Tuberculose resistente a medicamentos alastra-se em muitos países.

Outro exemplo de doença reemergente é a malária. Quarenta anos atrás, os médicos tinham esperança de erradicar rapidamente a malária. Hoje, a doença mata uns dois milhões de pessoas por ano. A malária é endêmica, ou sempre presente, em mais de 90 países e ameaça 40% da população mundial. Mosquitos portadores dos parasitos da malária têm-se tornado resistentes a inseticidas, e os próprios parasitos tornaram-se tão resistentes a drogas que os médicos temem que alguns tipos de malária logo se tornem incuráveis.

Epidemias no século 20

A PESTE NEGRA na Europa do século 14 não levou ao fim do mundo, como muitos prediziam. Mas que dizer de nossos dias? Sugerem as epidemias e doenças atuais que vivemos no período que a Bíblia chama de “últimos dias”? — 2 Timóteo 3:1.

‘Certamente que não’, talvez pense. Como nunca antes na História, os avanços médicos e científicos ajudam-nos a entender e a combater as doenças. Os cientistas da medicina criaram uma ampla variedade de antibióticos e vacinas — armas poderosas contra as doenças e os micróbios que as causam. Melhoras no atendimento hospitalar, no tratamento da água, no saneamento e na preparação de alimentos também têm ajudado na batalha contra as doenças infecciosas.

Algumas décadas atrás, muitos achavam que a luta estava quase no fim. A varíola havia sido erradicada e outras doenças estavam na mira da erradicação. Drogas curavam eficazmente inúmeras moléstias. Os profissionais da saúde viam o futuro com otimismo. As doenças infecciosas seriam derrotadas, numa sucessão de vitórias. A medicina venceria.

Mas não venceu. As doenças infecciosas ainda hoje são a causa principal de mortes no mundo, mais de 50 milhões apenas em 1996. O otimismo do passado está cedendo lugar à crescente preocupação com o futuro. O The World Health Report (Relatório da Saúde Mundial) de 1996, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta: “Boa parte do progresso feito em décadas recentes na melhora da saúde humana corre risco. Estamos no limiar de uma crise global de doenças infecciosas. Nenhum país é seguro.”

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sábado, 22 de maio de 2010

Aids — o flagelo dos nossos tempos

  A Aids vem se destacando como nova ameaça global. Cerca de 20 anos depois de sua descoberta, mais de 60 milhões de pessoas já foram infectadas. E as autoridades sanitárias alertam que a pandemia da Aids ainda está em sua “fase inicial”. O número de pessoas infectadas está “aumentando mais rápido do que se julgava possível anteriormente”, e são devastadores os efeitos nas regiões do mundo mais severamente atingidas.

  “A vasta maioria das pessoas com HIV/Aids no mundo está no período mais produtivo da vida”, explica um relatório das Nações Unidas. Em resultado disso, acredita-se que diversos países do sul da África perderão entre 10% e 20% da força de trabalho até 2005. O relatório acrescenta: “A expectativa média de vida na África subsaariana é agora de 47 anos. Sem a Aids, já teria chegado a 62 anos.”

  Os esforços para descobrir uma vacina têm sido inúteis até o momento, e apenas 4% dos 6 milhões de doentes de Aids no mundo em desenvolvimento têm acesso à terapia com medicamentos. Ainda não existe cura para a Aids, e os médicos temem que a maioria dos portadores do vírus acabem finalmente desenvolvendo a doença.
A varíola era a doença ideal para ser combatida por uma campanha internacional de vacinação. Ao contrário de doenças que são disseminadas por vetores difíceis de controlar, como ratos ou insetos, o vírus da varíola depende do hospedeiro humano para sobreviver.

Vitórias sobre a varíola e a poliomielite

  No fim de outubro de 1977, a Organização Mundial da Saúde (OMS) localizou o último caso conhecido de infecção natural da varíola. Ali Maow Maalin, cozinheiro de um hospital na Somália, contraiu a forma branda da doença e se recuperou em poucas semanas. Todas as pessoas que tiveram contato com ele foram vacinadas.

  Durante dois longos anos, os médicos esperaram ansiosamente. Ofereceu-se uma recompensa de mil dólares a quem quer que pudesse relatar outro caso confirmado de varíola ativa. Houve tentativas, mas ninguém conseguiu relatar um único caso comprovado e ganhar a recompensa. Portanto, em 8 de maio de 1980, a OMS anunciou formalmente que ‘o mundo e todos os seus povos estavam livres da varíola’. Apenas uma década antes, a varíola matava cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Pela primeira vez na história, uma doença infecciosa grave havia sido eliminada.

  Outra doença que parece ser possível erradicar é a poliomielite, ou paralisia infantil. Em 1955, Jonas Salk produziu uma vacina eficaz contra a doença, e uma campanha de imunização contra a poliomielite começou nos Estados Unidos e em outros países. Mais tarde, desenvolveu-se uma vacina oral. Em 1988, a OMS lançou um programa mundial para eliminar a doença.

  “Quando iniciamos o empenho pela erradicação dela em 1988, a poliomielite deixava paralíticas mais de mil crianças por dia”, relata a Dra. Gro Harlem Brundtland, então diretora-geral da OMS. “Em 2001, houve bem menos de mil casos durante o ano inteiro.” A poliomielite se limita hoje a menos de dez países, embora se precise de mais recursos para ajudá-los a eliminar a doença definitivamente.

“Estamos em melhor situação hoje?”

Agora, no começo do século 21, podemos ver claramente que a ameaça das doenças não desapareceu. O avanço implacável da Aids, o surgimento de patógenos resistentes a medicamentos e a volta de antigos assassinos como a tuberculose e a malária mostram que a guerra contra as doenças ainda não foi vencida.

“Estamos em melhor situação hoje do que estávamos há um século?”, perguntou o ganhador do Prêmio Nobel Joshua Lederberg. “Em muitos sentidos, a situação está pior”, disse ele. “Nós fomos negligentes em lidar com os micróbios, e esse é um tema recorrente que está voltando para nos atormentar.” Será que as dificuldades atuais podem ser superadas se a ciência médica e todas as nações do mundo se esforçarem com determinação nesse sentido? Será que as principais doenças infecciosas serão finalmente erradicadas, como a varíola foi? Nosso último artigo responderá a essas perguntas.

Derrotas no combate às doenças

Vimos claramente que batalhas importantes foram vencidas. Mas algumas vitórias da saúde pública ficaram limitadas aos países mais ricos. Doenças tratáveis ainda matam milhões de pessoas, simplesmente por falta de recursos. Nos países em desenvolvimento, muitas pessoas ainda vivem em áreas sem saneamento adequado e não têm acesso a assistência médica nem a água potável. Atender tais necessidades básicas tem se tornado mais difícil devido às migrações em massa da zona rural para as megacidades do mundo em desenvolvimento. Como resultado de tais fatores, os pobres do mundo carregam o que a Organização Mundial da Saúde chamou de uma “parcela desproporcional do fardo das doenças”.

O egoísmo, com sua visão de curto alcance, é a principal causa desse desequilíbrio. “Algumas das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo parecem distantes”, declara o livro Man and Microbes. “Algumas delas limitam-se inteira ou principalmente a regiões tropicais e subtropicais pobres.” Visto que os países desenvolvidos e as empresas farmacêuticas talvez não se beneficiem diretamente, eles resistem à idéia de destinar recursos para o tratamento de tais doenças.

O comportamento humano irresponsável também colabora na disseminação de doenças. Não há melhor exemplo dessa cruel realidade do que o do vírus da Aids, que é transmitido de uma pessoa para outra por meio dos fluidos do corpo. Em poucos anos, a pandemia se espalhou pelo mundo. (Veja o quadro “Aids — o flagelo dos nossos tempos”.) “Os próprios seres humanos são os responsáveis”, assevera o epidemiologista Joe McCormick. “E dizer isso não é ser moralista, é ser realista.”

Como o homem sem querer cooperara com o vírus da Aids? O livro A Próxima Peste alista os seguintes fatores: mudanças sociais — especialmente o costume de manter múltiplos parceiros sexuais — resultaram numa onda de doenças sexualmente transmissíveis, tornando muito mais fácil o vírus se estabelecer e um portador infectar muitas outras pessoas. O uso em larga escala de seringas contaminadas, que são reutilizadas para injeção de remédios em países em desenvolvimento ou por usuários de drogas, teve um efeito similar. A indústria global do sangue, que movimenta 1 bilhão de dólares, também permitiu que o vírus da Aids passasse de um doador para dezenas de receptores.

Como já mencionado, o uso excessivo e a subutilização dos antibióticos têm contribuído para o surgimento de micróbios resistentes. O problema é grave e está piorando. Os estafilococos, bactérias que costumam provocar infecção em ferimentos, eram facilmente eliminados com derivados de penicilina. Mas agora tais antibióticos tradicionais perderam o efeito em muitos casos. De modo que os médicos precisam recorrer a antibióticos mais novos e caros, que os hospitais nos países em desenvolvimento dificilmente conseguem obter. Até mesmo os antibióticos mais recentes talvez se mostrem incapazes de combater certos micróbios, tornando as infecções hospitalares mais comuns e mais mortíferas. O Dr. Richard Krause, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, dos EUA, descreveu a situação atual como “uma epidemia de resistência microbiana”.

Vitórias da medicina

“A imunização é a maior vitória da saúde pública em todos os tempos”, declarou The World Health Report 1999 (Relatório sobre a Saúde no Mundo 1999). Milhões de vidas já foram salvas graças às campanhas de vacinação em massa em todo o mundo. Um programa global de imunização eliminou a varíola — doença mortífera que fez mais vítimas do que todas as guerras do século 20 juntas — e uma campanha similar quase erradicou a poliomielite. (Veja o quadro “Vitórias sobre a varíola e a poliomielite”.) Hoje muitas crianças são vacinadas para se proteger contra doenças comuns, potencialmente fatais.

Outras doenças foram controladas sem se chamar tanto a atenção do mundo. Doenças transmitidas pela água, como a cólera, raramente causam problemas onde há saneamento adequado e fornecimento de água potável. Em muitos países, o acesso facilitado a médicos e hospitais faz com que a maioria das doenças possam ser identificadas e tratadas antes de se tornar letais. Outros fatores que têm contribuído para promover a saúde pública são os hábitos de alimentação e as condições de moradia melhores, aliados ao cumprimento das normas sobre o modo correto de manusear e estocar os alimentos.

Depois que os cientistas descobriram as causas das doenças infecciosas, as autoridades sanitárias puderam tomar medidas práticas para conter o alastramento de uma epidemia. Veja um exemplo. Em 1907, um surto de peste bubônica em San Francisco, nos Estados Unidos, matou poucas pessoas porque a cidade imediatamente lançou uma campanha para exterminar os ratos hospedeiros das pulgas que transmitiam a doença. Isso não ocorreu anos antes na Índia, onde um surto da mesma doença começou em 1896 e resultou na morte de 10 milhões de pessoas num período de 12 anos, porque o agente transmissor ainda não havia sido identificado.

A era dos antibióticos

Quando os antibióticos surgiram, pareciam ser drogas milagrosas. Infecções até então incuráveis, causadas por bactérias, fungos ou outros microorganismos podiam agora ser tratadas com eficácia. Graças aos novos medicamentos, o número de mortes devido a meningite, pneumonia e escarlatina diminuiu drasticamente. Infecções hospitalares, que antes equivaliam a uma sentença de morte, passaram a ser curadas em poucos dias.

Desde os dias de Fleming, os pesquisadores já desenvolveram outras dezenas de antibióticos, e a busca por novos tipos continua. Durante os últimos 60 anos, os antibióticos se tornaram uma arma indispensável na guerra contra as doenças. Se George Washington vivesse em nossos dias, os médicos com certeza tratariam sua garganta inflamada com um antibiótico, e ele provavelmente se recuperaria em mais ou menos uma semana. Os antibióticos já ajudaram quase todos nós a nos livrar de alguma infecção. No entanto, as evidências mostram que eles também têm suas desvantagens.

O tratamento com antibióticos não é eficaz no combate a doenças causadas por vírus, como a Aids e a gripe. Além disso, algumas pessoas têm alergia a determinados antibióticos. E as drogas de amplo espectro de ação podem matar os microorganismos benéficos no nosso corpo. Mas talvez os maiores problemas com os antibióticos sejam o uso excessivo e a subutilização deles.

A subutilização ocorre quando o paciente interrompe o tratamento com antibióticos antes do prazo determinado pelo médico, porque se sente melhor ou acha o tratamento longo demais. O resultado é que o antibiótico talvez não elimine totalmente as bactérias invasoras, permitindo que cepas resistentes sobrevivam e se multipliquem. Isso tem acontecido com freqüência no tratamento de pacientes com tuberculose.

Por outro lado, tanto médicos como criadores de gado têm sido responsabilizados pelo uso excessivo dessas novas drogas. “Os antibióticos têm sido prescritos em excesso nos Estados Unidos e são usados ainda mais indiscriminadamente em muitos outros países”, explica o livro Man and Microbes (O Homem e os Micróbios). “Eles têm sido administrados em enormes quantidades aos rebanhos, não para curar doenças, mas para acelerar o crescimento, e isso é um dos principais fatores para o aumento da resistência dos micróbios.” O resultado, alerta o livro, é que “talvez com o tempo não tenhamos novos antibióticos a que recorrer”.

Mas, excetuando-se tais questões sobre a resistência aos antibióticos, a segunda metade do século 20 foi uma época de triunfos da medicina. Os pesquisadores médicos pareciam ser capazes de encontrar drogas para combater praticamente qualquer enfermidade. E as vacinas até mesmo tornaram possível prevenir as doenças.

Vitórias e derrotas na guerra contra as doenças

EM 5 de agosto de 1942, o Dr. Alexander Fleming constatou que um de seus pacientes, que era também seu amigo, estava morrendo. O homem de 52 anos havia contraído meningite espinhal e, apesar de todos os esforços de Fleming, acabava de entrar em coma.

Quinze anos antes, Fleming havia descoberto por acaso uma substância extraordinária produzida por um mofo verde-azulado e a chamou de penicilina. Ele observou que a substância era capaz de matar bactérias, mas não conseguiu isolar a penicilina pura e testou-a apenas como anti-séptico. Em 1938, porém, Howard Florey e sua equipe de pesquisa da Universidade de Oxford, Inglaterra, enfrentaram o desafio de produzir uma quantidade da droga suficiente para testá-la em seres humanos. Fleming telefonou para Florey, que se dispôs a enviar toda a penicilina que tinha disponível. Era a última chance de Fleming salvar seu amigo.

Como uma injeção intramuscular de penicilina não foi suficiente, Fleming injetou a droga direto na espinha do amigo. A penicilina destruiu os micróbios e, em pouco mais de uma semana, o paciente saiu do hospital completamente curado. A era dos antibióticos havia começado, e um novo marco fora alcançado na guerra da humanidade contra as doenças.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Substâncias Químicas Que Matam

Inala produtos químicos em seu local de trabalho, ou será que sua pele entra em contato com eles? Recente pesquisa confirma que algumas substâncias químicas podem provocar uma reação cancerígena. De acordo com David P. Rall, diretor do Programa Nacional de Toxicologia dos EUA, a evidência sugere que “18 substâncias químicas são capazes de provocar o câncer no homem, e suspeitam-se de outras 18”. A publicação de saúde dos EUA, Decade of Discovery (Década de Descobertas) declara: “Uma única substância química tanto pode atuar como acionadora quanto como promotora, ou duas ou mais substâncias químicas podem interagir para produzir um tumor.” Nesse caso, quais são algumas das substâncias químicas e ocupações arriscadas?

A publicação The Causes of Cancer alista os agentes de alquilação, as aminas aromáticas, o amianto, o benzeno, o cloreto de vinila, e certos compostos ou estágios de oxidação do arsênico, do cádmio, do cromo, e do níquel. Também indica que ocupações arriscadas são a fabricação de móveis e de artefatos de couro, bem como a produção de álcool isopropílico. Então, o que pode fazer se quaisquer destes fatores estiverem implicados em seu trabalho?

Em geral, patrões responsáveis tomarão as devidas medidas para eliminar o perigo de contaminação. Em alguns casos, maior ventilação tem servido para remover mais rapidamente os vapores da área de trabalho. Em outras situações, os funcionários gastam menos tempo numa área de perigo. Empregam-se roupas protetoras e respiradores. Entretanto, cabe aqui uma palavra de alerta.

“A maioria das empresas nem sequer sabem que tais substâncias químicas existem, ou, se sabem que elas existem, não têm idéia alguma de que existe algo como um carcinógeno.” (Decade of Discovery) Em tais casos, o que pode fazer? Se seu patrão não está disposto a protegê-lo, então talvez tenha de ponderar se é aconselhável mudar de emprego. Afinal de contas, sua saúde é um dos seus mais valiosos bens.

Assim, pode o leitor fazer algo para derrotar o câncer? Responda primeiro às seguintes perguntas: Ama a vida, a boa saúde, e a vitalidade? Está impressionado com a maravilhosa dádiva dum corpo saudável? Deseja derrotar o câncer? Se responder que sim, então poderá criar suficiente motivação para fazer mudanças em seu estilo de vida, mudanças que servirão para reduzir as probabilidades de seu corpo contrair câncer.

O Que Dizem do Fumo É Verdade

Os peritos Doll e Peto, da Universidade de Oxford, escreveram: “Não se conhece nenhuma medida que teria um impacto tão grande sobre o número de mortes atribuíveis ao câncer quanto a redução do consumo do fumo . . . O principal impacto seria sobre a incidência do câncer pulmonar, que, em fins da meia-idade, é mais de dez vezes superior, no caso dos fumantes regulares de cigarro, à dos que jamais fumaram em toda a sua vida.”

A erradicação do fumo também reduziria a freqüência de outros cânceres. “Um efeito material também seria produzido na incidência dos cânceres da boca, da faringe, da laringe, do esôfago, da bexiga, provavelmente do pâncreas, e talvez do rim.” — The Causes of Cancer.

Pode a Dieta Fazer Diferença?

É possível que alguns dos alimentos que ingerimos possam provocar o câncer? O livro Malignant Neglect (Negligência Maligna) declara: “As altas taxas de câncer do cólon e da mama nos Estados Unidos têm sido atribuídas, em boa parte, à dieta.” Assim, aquilo que come pode, com o passar dos anos, influir nas possibilidades de surgir um câncer. Destarte, a pessoa interessada em manter boa saúde deve ser criteriosa quanto ao que come e bebe.

A dieta também inclui a ingestão de líquidos. Visto que o abuso do álcool pode levar a vários tipos de câncer, o conselho óbvio é beber apenas com moderação. Mas, o que é que os médicos consideram “moderação”? A resposta talvez surpreenda muitos que julgam ser moderados no beber: “Dois drinques, ou menos, por dia, especialmente se você fuma.” [Diet, Nutrition & Cancer Prevention (Dieta, Nutrição & Prevenção do Câncer)] Segundo tal definição, se toma mais de dois drinques por dia, neste contexto de prevenção do câncer, não é mais uma pessoa moderada.

O ponto vital é que podemos fazer algo quanto ao câncer, se, individualmente, tomarmos medidas preventivas. Mas, o que é necessário para que as medidas preventivas exerçam um impacto sobre o público? O cirurgião-cancerologista Blake Cady expressou-se sem rodeios: “Um programa de educação pública que . . . desabituasse as pessoas das carnes muito gordurosas, fazendo-as passar para as de menos gordura, para as dietas com menos colesterol, faria mais do que a medicina jamais conseguirá ao intervir visando reduzir a taxa de câncer.” (Target: Cancer) Nesse caso, que alimentos podem ajudar a prevenir o câncer?

Certa agência de saúde governamental recomenda que sua dieta deveria prover pelo menos de 25 a 35 gramas diárias de fibras naturais. Isto ajuda a manter os intestinos naturalmente limpos. Mas como é que se inclui fibras em sua alimentação? Coma bastantes frutas, hortaliças, ervilhas, feijões, e pão de trigo integral, e cereais. Ingira alimentos tais como batatas, maçãs, peras e pêssegos com a casca. As hortaliças da família do repolho também podem reduzir o risco de câncer no cólon.

Outra recomendação é evitar as gorduras animais. Recomenda-se o consumo de aves e peixes, mais do que de carnes vermelhas. Se preferir carne vermelha, então certifique-se de que contenha bem pouca gordura sobre ela ou nela. Prefira os lacticínios de baixo teor de gordura ou de leite desnatado. Inclua alimentos que contêm as vitaminas A e C, tais como os vegetais folhosos, verde-escuros — brócolis, couve, espinafre, chicória, agrião, beterraba, e até as folhas do dente-de-leão! Outra cor de alimentos que revela a existência das vitaminas A e C é o amarelo-alaranjado: legumes — cenouras, batatas-doces, abóboras de vários tipos; frutas — damascos, cantalupos, mamões, pêssegos, abacaxis e melões, para citar apenas alguns.

O livro Diet, Nutrition & Cancer Prevention também declara: “Cresce a evidência de que a ingestão de muita gordura (tanto a saturada como a não-saturada) pode aumentar suas probabilidades de contrair cânceres do cólon, da mama, da próstata e do endométrio [revestimento do útero].” Então, qual é a conclusão? Que a sua dieta pode fazer diferença em muitos tipos de câncer.

Que outros produtos devemos evitar se quisermos minimizar o risco de câncer? Embora esta talvez não seja uma recomendação popular para alguns, temos de examinar o papel do fumo.

Poderá derrotar o câncer?


“Pareceria, portanto, que a maioria dos cânceres humanos é potencialmente passível de prevenção.” — The Causes of Cancer.

“O estilo de vida do paciente, e sua disposição de participar do processo de cura, podem influir, de forma significativa, no andamento da saúde dele ou dela.” — Holistic Medicine.

COMO se pode derrotar o câncer? Examinaremos o que está sendo feito para curar a doença ou evitar suas devastações. No entanto, há um adágio que diz que é melhor prevenir do que remediar. Assim, consideremos primeiro as possibilidades de prevenção por meio de dieta.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Como lidar com problemas da próstata

“Quando tinha 54 anos, comecei a urinar com freqüência, às vezes a cada meia hora. Devido a esse sintoma, consultei um médico e descobri que era preciso remover a próstata.” Histórias como essa são comuns em clínicas que tratam da próstata em todo o mundo. O que o homem pode fazer para evitar doenças da próstata? Quando deve procurar orientação médica?

A PRÓSTATA é uma glândula em forma de castanha localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra. (Veja a ilustração da pelve masculina.) Num homem adulto sadio, ela pesa 20 gramas e mede, no máximo, 4 centímetros no eixo transversal, 3 centímetros no vertical e 2 centímetros no horizontal. Sua função é produzir um fluido que compõe aproximadamente 30% do volume do sêmen. Esse fluido, que contém ácido cítrico, cálcio e enzimas, provavelmente aumenta a motilidade (capacidade de se locomover) e a fertilidade dos espermatozóides. Além disso, o fluido fabricado pela próstata contém zinco. Os cientistas especulam que esse mineral ajuda a proteger contra infecções do trato genital.

As Normas Morais da Bíblia Servem de Proteção

A boa saúde da próstata parece também relacionar-se com as elevadas normas morais da Bíblia. Todos os homens fariam bem em notar dois princípios, em especial:

Fidelidade à esposa: Hebreus 13:4 admoesta: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado.” Visto que a infecção da próstata pode ser resultado duma doença venérea, a atividade sexual promíscua poderá levar a problemas de próstata, bem como a outros.

Controlar seus pensamentos: Em Mateus 5:28, Jesus Cristo aconselha: “Mas eu vos digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” Seguir o conselho de Jesus pode contribuir para a boa saúde da próstata. Como? Quando o homem é tomado pela paixão, a próstata se prepara para as relações sexuais. O Dr. Brosman escreve que repetidos episódios de excitação sexual sem a acompanhante ejaculação causam um acúmulo de líquido na próstata e nas vesículas seminais, e pode resultar em problemas de próstata.

Atualmente, muitos homens procuram excitar-se sexualmente por lerem publicações pornográficas ou sexualmente estimulantes, ou por verem filmes ou programas de televisão imorais. Muito melhor é seguir o conselho do apóstolo Paulo: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo.” — Efésios 5:3; veja também Filipenses 4:8.

Sim, a próstata é outra maravilha de nosso Criador. Sem ela, possivelmente não haveria procriação. Assim, por respeito ao seu próprio corpo e ao design de Deus, todo homem deveria dar os passos para manter saudável sua próstata.

Tratamento

Assim como existem diversas causas para os problemas de próstata, existem diversos métodos de tratamento.

Remédios: Se a prostatite for causada por uma infecção, geralmente se elege o tratamento com antibióticos. O médico pode também recomendar uma dieta restrita. Escreve o Dr. Harvey Gordon: “Eu realmente creio que os sintomas de irritação na uretrite posterior são deveras agravados pela ingestão de álcool e de alimentos muito temperados. Ademais, suspeito que o café possa ser similarmente culpado.”

Cirurgia: A extirpação de parte da próstata pode remover a pressão sobre a uretra. Usam-se diferentes procedimentos cirúrgicos para isto. Conquanto os nervos por trás da próstata não sejam danificados, o homem continuará potente. No entanto, pode tornar-se infértil. Por quê? A cirurgia da próstata pode danificar o esfíncter que normalmente fecha o colo da bexiga. Em resultado, o sêmen seguirá então a linha de menor resistência para a bexiga, onde será expelido junto com a urina.

Tratamento do câncer: Quando se descobre o câncer, acham-se disponíveis diferentes formas de tratamento, dependendo do estágio do tumor. Não existe um tratamento que se tenha provado o melhor de todos, mas, entre os disponíveis, há o tratamento hormonal, a radiação, e a cirurgia a laser ou a convencional. Na cirurgia, remove-se a glândula, resultando quase que invariavelmente em impotência.

Dieta: É interessante que se têm feito estudos que mostram que a próstata é um grande centro de concentração de zinco no corpo. Quando a dieta é inadequada em zinco, a próstata começa a perder este oligoelemento, e alguns pesquisadores vinculam isto a uma variedade de problemas de próstata. Muitos homens afirmam ter sentido alívio de seus problemas com a ajuda dum suplemento dietético de zinco.

Ao discutir esta forma de tratamento, o Dr. Monroe Greenberger, urologista de Nova Iorque, dá o seguinte conselho salutar: “Para o homem que está atingindo a idade em que há grande probabilidade de ser afligido por problemas de próstata, é essencial a boa dieta. . . Embora grande parte do valor do zinco, das vitaminas e da dieta, para a saúde prostática, ainda se encontre na fase exploratória e as estatísticas não sejam conclusivas, a evidência é bastante convincente para que eu abra os olhos e ouça atentamente, e acho que outros deveriam fazer o mesmo. No entanto — e isto é importante no cuidar de si — jamais dependa apenas da dieta, de vitaminas ou dos sais minerais para gozar de boa saúde. Consulte regularmente o seu médico.” — What Every Man Should Know About His Prostate (O Que Todo Homem Devia Saber Sobre Sua Próstata).

Problemas de Próstata

Há diversas coisas que podem causar os problemas de próstata, e consideraremos brevemente uma por uma:

Prostatite: Trata-se da inflamação da próstata, e pode ser infecciosa ou congestiva. Algumas bactérias, tais como as duma doença venérea como a gonorréia, ou de uma infecção em outra parte do corpo, poderiam contribuir para a inflamação da glândula. Tais infecções ocorrem em qualquer faixa etária, depois de a próstata atingir seu tamanho adulto.

A prostatite congestiva causa mais perplexidade. Este quadro clínico é associado por alguns médicos às atividades sexuais e aos pensamentos eróticos. O Dr. Stanley Brosman, da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, EUA, sugere duas razões para tal problema: “irregularidade das atividades sexuais”, e “incapacidade de a próstata esvaziar-se durante a ejaculação”. Contudo, ainda continua sendo um mistério por que a glândula não se esvazia.

Aumento de tamanho: Estranhamente, à medida que o homem fica mais idoso, a próstata pode começar a aumentar de tamanho. Embora numerosos estudos tenham sido feitos, os médicos ainda ficam perplexos quanto ao motivo de isto acontecer. Alguns sugerem que isto se deve às mudanças nos hormônios corporais. Para alguns homens, o aumento de tamanho da próstata não traz nenhum problema. No entanto, à medida que vai aumentando o número de varões idosos, também aumenta o número de casos de aumento de tamanho da próstata, que resulta em problemas de urinar.

Câncer: O câncer da próstata acha-se entre os cânceres mais comuns nos homens. O problema, nesse caso, é que raramente é detectado precocemente. O câncer geralmente cresce de forma lenta, e a maioria dos homens morre de outras causas, antes de o câncer da próstata provar-se fatal. Para que haja a localização precoce dum câncer da próstata é essencial que se faça um exame médico geral, regular, anual, inclusive o toque retal. Usando o dedo coberto por uma luva, o médico pode tocar parte da glândula e determinar se existem nódulos pétreos, marmóreos, que poderiam significar a existência de câncer. Se quaisquer pontos assim forem encontrados, serão feitos outros testes, inclusive uma biópsia, para determinar se existem células cancerosas.

Sinais de Aviso

A uretra, um tubo que esvazia a bexiga, atravessa a próstata, e aí está o problema. Se os sacos no interior da próstata ficarem infeccionados, inflamados, irritados, ou congestionados de líquido, eles podem comprimir a uretra e impedir a eliminação da urina. O mesmo se dá caso a própria glândula aumente de tamanho.

Os primeiros sintomas deste problema geralmente passam quase que despercebidos, e são quase os mesmos, não importa qual seja a causa básica. Quem sofre desse problema talvez tenha de levantar-se uma ou duas vezes de noite para ir ao banheiro, algo que não tinha de fazer antes. Com o tempo, terá de levantar-se mais vezes. Apesar de sentir intensa vontade de urinar, o jato é fraco e hesitante. Ele tem a sensação de plenitude, embora tenha acabado de ir ao banheiro. Agora a próstata está tornando conhecida a sua existência, dum modo doloroso, irritante, e às vezes embaraçoso. Compreender a razão disso será de ajuda para os homens, bem como para a esposa deles, enfrentarem o problema.

A próstata e seus problemas

TEM problemas de próstata? Se for homem e tiver mais de 40 anos, é bem possível que comece a tê-los. Calcula-se que mais da metade da população masculina norte-americana de mais de 60 anos de idade tenha uma próstata de tamanho ampliado e cerca de 95 por cento daqueles que chegam a seus 80 anos sofram este problema. Mas, o que é esta glândula chamada próstata? Onde se localiza, e qual sua função?

Tendo a forma duma pirâmide invertida, a próstata se localiza na parte inferior do abdômen, debaixo da bexiga. É peculiar ao varão, mas relaciona-se, no tipo de tecido, ao do seio feminino. Por ocasião do nascimento, não é muito maior do que uma amêndoa. No entanto, no início da puberdade, cresce, tornando-se até do tamanho duma castanha.

A próstata é formada duma cápsula rica em tecido muscular, dentro da qual acham-se de 30 a 50 glândulas parecidas a sacos. Tais glândulas produzem o suco prostático, sem o qual o homem quase que certamente seria infértil. O tecido do interior dessas glândulas contém dobras, permitindo a sua expansão e a estocagem do suco, à medida que este é produzido. Depois de o homem atingir a puberdade, os sacos começam a produzir pequena quantidade de líquido cada dia, que normalmente é eliminado junto com a urina, se ele não tiver relações sexuais.

Não se conhecem todas as funções prostáticas, mas seu propósito fundamental parece ser a produção do líquido que nutre milhões de espermatozóides e lhes provê o meio em que nadar. Assim, a próstata é vital à fertilidade do homem. Pode, porém, trazer-lhe problemas, à medida que ele fica mais idoso. Quais são os sinais de problemas de próstata, e existe algo que os que padecem de tais problemas podem fazer?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Será Perigoso Comer Agora Carne de Porco?

As autoridades afirmam que, se o vírus estiver presente, isso se daria apenas no tecido pulmonar do porco, e não na carne que os humanos comem. Também, o vírus seria destruído pelo cozimento, mesmo em temperaturas consideravelmente abaixo de 77 graus centígrados.

É Realmente Mortífera a Gripe Suína?

Uma morte, em Fort Dix, estava relacionada com a gripe suína. Interessante, contudo, é que Arnold Chanin, M. D., de Los Angeles, Califórnia, EUA, escreveu: “Conforme nós, no exercício da medicina, bem sabemos, a ‘gripe’ não é mortífera. As ‘500.000’ mortes relacionadas à gripe, nos Estados Unidos, durante a epidemia de 1918 eram, como têm sido todas as mortes relacionadas à gripe desde então, devidas a complicações, principalmente à broncopneumonia, a pneumonia por vírus e a outras formas de infecção das vias respiratórias inferiores.”

O Dr. Chanin se refere à morte do recruta em Fort Dix e afirma: “O jovem morreu de pneumonia por vírus.” Acrescenta: “O quadro total, aqui, não é de que a influenza pode matar, mas de que fatores múltiplos, combinados com a gripe, podem provocar a mobilidade e a mortalidade. Neste caso, a tríade era: exaustão devido à marcha, infecção da influenza, e pneumonia por vírus. Talvez tenha havido outros fatores que, por enquanto, ainda não foram revelados na imprensa.” — Medical Tribune (Tribuna Médica), 1.° de setembro de 1976.

Não se pode dizer, naturalmente, que uma epidemia de influenza não resultaria em mortes. Tem havido discordância entre certos cientistas quanto a se a pandemia de gripe suína irromperia durante aquela época da gripe. Mas, John Irvin, que dirige o programa de vacinação em Ohio, parece expressar um sentimento prevalecente, ao dizer: “É muito melhor fazer algo e estar errado, do que não fazer nada e se ver confrontado com terrível epidemia.” Assim, ao passo que havia proponentes e oponentes, o programa de imunização contra a gripe suína estava em andamento.

Voltou a “Gripe Espanhola”?

Certos despachos noticiosos iniciais relacionaram o surto de gripe de Fort Dix com “o espectro de 1918”, a chamada “gripe espanhola” que matou milhões. “Tem comprovadas similaridades”, escreve Barbara Yuncker, no Post de Nova Iorque, “mas ninguém dispõe de amostras do micróbio de 1918, assim ninguém sabe, realmente”. Boyce Rensberger relatou: “Até mesmo algumas das autoridades e de cientistas de fora, envolvidos na decisão de imunização, afirmam agora que a especulação inicial, de que o vírus de Fort Dix era similar ao vírus de 1918, era infundada e deveria ter sido refutada com mais vigor.” — Times de Nova Iorque, 23 de julho de 1976.

Haverá Realmente Uma Pandemia de Gripe Suína?

Em realidade, ninguém pode ter certeza de que ocorrerá uma pandemia de gripe suína. Ainda assim, alguns arrazoam, como o Dr. Delano Meriwether, diretor do Programa Nacional de Imunização Contra a Influenza. Comentou ele: “Trata-se, essencialmente, dum jogo, baseado na probabilidade de algo acontecer, sem garantia de que aconteça. Acho que o povo norte-americano se sentirá mais confortável se lhe for dada a opção de vacinar-se.”

No início de junho, contudo, nenhum governo europeu tinha considerado a ameaça de grave surto de gripe suína como sendo substancial o bastante para a “vacinação em massa, embora a Grã-Bretanha, França, a União Soviética, e provavelmente outros estejam estocando a vacina”, noticiou o Times de Nova Iorque. O Dr. W. Charles Cockburn, diretor da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial de Saúde, indicou que, já então, a época da gripe tinha começado no hemisfério sul, mas que a gripe suína não tinha sido observada pelos centros de influenza em Nova Zelândia, Austrália e Cingapura. Também, os críticos mencionavam que nenhum dos 96 centros de controle da gripe tinham noticiado casos adicionais de influenza suína.

O Que Suscitou Tal Programa?

Em 4 de fevereiro de 1976, o soldado David Lewis, recruta de 19 anos da base do exército de Fort Dix, Nova Jérsei, queixou-se de se sentir febril e sentia congestão nasal, garganta dolorida e dores de cabeça. Embora lhe fosse ordenado ficar no alojamento por quarenta e oito horas, e então apresentar-se para exame médico, este soldado de infantaria participou numa marcha na noite seguinte. Durante a marcha, desfaleceu e morreu pouco depois de chegar ao hospital da base. O esfregaço da garganta revelou a presença dum vírus semelhante a um tipo usualmente observado em porcos. Também, amostras de sangue de pessoas que sobreviveram à “gripe espanhola” de 1918-19 indicavam que o vírus atual se assemelhava ao que foi responsável por aquela devastadora epidemia.

Disse-se já haver doze casos confirmados de gripe suína em Fort Dix. No entanto, amostras de sangue foram tiradas de 10 por cento do pessoal militar ali lotado e fizeram-se testes. O Dr. Fred M. Davenport, da escola de saúde pública da Universidade de Michigan, relatou: “Havia evidência sorológica de mais de 500 casos de gripe suína entre recrutas de Fort Dix, num período de seis semanas.” Assim, o vírus se espalhara e mais de 500 pessoas evidenciavam ter ficado expostas a ele.

O surto de Fort Dix levou a debates entre peritos federais, estaduais e outros. Após considerar as recomendações feitas numa reunião com peritos médicos e de saúde, o então presidente dos EUA, Ford, em 24 de março de 1976 anunciou o programa de vacinação. Ao passo que havia incertezas quanto ao vírus, o famoso virólogo Dr. Edwin D. Kilbourne disse que a experiência demonstrara que o aparecimento duma grande mutação de gripe “proclama uma pandemia” ou epidemia mundial. Contendia ele: “A identificação duma nova variação de influenza em Fort Dix nos forneceu a oportunidade, pela primeira vez na história, de fazer algo de antemão sobre uma pandemia.”

Por Que Vacinar Pessoas Contra a Gripe Suína?

Na FDA Consumer, de maio de 1976, Timothy Larkin, assistente especial do Comissário do Departamento de Alimentos e Drogas, escreveu: “Quando nova variação do vírus da gripe é descoberta, amiúde ocorre grave surto na seguinte ‘época da gripe’. E quando nova variação parece ser parente próximo do vírus que grassava em todo o mundo em 1918-19, matando cerca de 20 milhões de pessoas, há motivo de preocupação — e de ação. É por isso que a FDA [Departamento de Alimentos e Drogas] acha-se à frente de um esforço sem precedentes de captar recursos e conhecimentos do governo, da indústria, e das classes sanitárias, a fim de produzir, distribuir, e administrar ao povo norte-americano uma vacina que seja capaz de impedir uma epidemia de gripe potencialmente perigosa.”

A inoculação com esta vacina visava impedir que a pessoa contraísse a gripe suína, oficialmente conhecida como vírus da influenza A/Nova Jérsei/76. A injeção faz com que o corpo do vacinado produza anticorpos para combater a doença, e espera-se que tal proteção comece cerca de duas semanas após a inoculação. Alguns peritos afirmam que tais vacinas são eficazes em 85 por cento, mas tem-se feito um cálculo até mesmo de 20 por cento. Poder-se-ia acrescentar que, visto haver vários tipos de gripe, a pessoa inoculada para certa variação não fica deste modo imune a outras variações.

Exige-se biblicamente qne os cristãos se abstenham de comer sangue ou de usá-lo para nutrir o corpo ou para sustentar sua vida. (Atos 15:28, 29) No entanto, as vacinas não são feitas de sangue.

Milhões foram inoculados contra a gripe suína — por quê?

OS QUE residem nos Estados Unidos acharam-se envolvidos no que poderia ser a maior campanha de saúde pública já realizada naquele país. Em 12 de agosto de 1976, o então presidente dos EUA, Gerald Ford, assinou um projeto de lei que determinava um programa nacional de vacinação contra a gripe suína. No início de abril, a Comissão de Orçamento da Câmara já aprovara os gastos de US$ 135 milhões com a campanha de vacinação. O governo planejava adquirir a vacina dos fabricantes e, então, tornar as injeções disponíveis a todos os 215 milhões de norte-americanos.

Este programa suscitava várias indagações. Assim, alguns pontos básicos podem ser considerados com proveito.