Ainda outras doenças são recém-chegadas, identificadas apenas recentemente. A OMS declarou, há pouco tempo: “Nos últimos 20 anos, emergiram pelo menos 30 doenças novas, ameaçando a saúde de centenas de milhões de pessoas. Para muitas dessas doenças não existe tratamento, nem cura nem vacina, e a possibilidade de preveni-las ou controlá-las é limitada.”
Considere, por exemplo, o HIV e a Aids. Desconhecidos apenas uns 15 anos atrás, afligem agora pessoas em todos os continentes. Atualmente, cerca de 20 milhões de adultos estão infectados com o vírus HIV, e mais de 4,5 milhões já desenvolveram a Aids. Segundo o Human Development Report 1996, a Aids é hoje a causa principal de morte de adultos com menos de 45 anos na Europa e na América do Norte. Mundialmente, umas 6.000 pessoas são infectadas por dia — uma a cada 15 segundos. Segundo as projeções, o número de casos de Aids seguirá aumentando rapidamente. Acredita-se que, por volta do ano 2010, a expectativa de vida nos países africanos e asiáticos mais atingidos pela Aids terá diminuído para 25 anos, segundo um órgão de desenvolvimento internacional americano.
É a Aids uma doença sem igual, ou poderiam emergir epidemias de outras doenças com danos similares ou mesmo piores? A OMS responde: “Sem dúvida, doenças agora desconhecidas, mas com o potencial de ser a Aids de amanhã, estão de emboscada.”
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