Por volta do início da Primeira Guerra Mundial, a ciência médica aparentemente tinha feito grandes avanços no combate a doenças. Mesmo durante a guerra, os médicos se orgulharam do sucesso na redução dos efeitos de doenças infecciosas. Na época, a revista The Ladies Home Journal declarou que os americanos não precisavam mais usar a sala como velório. A revista sugeriu que esses locais fossem usados mais pelos vivos do que pelos mortos. Mas então veio a gripe espanhola, e a medicina mostrou-se quase que totalmente impotente.
Crosby escreve: “Todos os médicos de 1918 compartilharam o maior fracasso da medicina no século 20, ou em todos os tempos, se avaliarmos o número de mortes.” Para não pôr toda a culpa na medicina, Barry observa: “Na época, os cientistas entendiam muito bem a dimensão da ameaça da gripe, sabiam curar pneumonias bacterianas secundárias e deram conselhos sobre saúde pública que salvariam dezenas de milhares de americanos. Mas os políticos ignoraram os conselhos.”
E agora, cerca de 85 anos depois, o que se sabe sobre essa pandemia? O que a causou? Poderá acontecer de novo? Se acontecesse, seria possível combatê-la com sucesso? Talvez se surpreenda com algumas respostas.
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