Num estudo inglês, calculou-se que a taxa de mortes causadas pelos coágulos sangüíneos nos pulmões e no cérebro é sete vezes maior entre as mulheres que usam anticoncepcionais orais do que entre as que não os usam. Este cálculo é para as mulheres da Grã-Bretanha. A taxa poderá diferir em outras partes.
Pequenos coágulos aparentemente causados pela “Pílula” também bloquearam o fluxo de sangue para as artérias intestinais e para as artérias retinianas dos olhos. Certa senhora sentiu-se tão convicta de que os anticoncepcionais orais haviam provocado sua quase total cegueira do olho esquerdo e prejudicaram seu olho direito que ela move uma ação contra o laboratório que fabrica as pílulas que ela usou.
Num artigo que foi publicado no International Journal of Fertility, número de outubro-dezembro de 1968, o Dr. Christopher Tietze admitiu uma relação entre os anticoncepcionais orais e os coágulos sangüíneos. Disse: “A condição importante cuja associação com o uso dos AOS [anticoncepcionais orais] tem sido estabelecida é a doença tromboembólica, inclusive seu desfecho às vezes fatal, tal como o embolismo pulmonar.” Com isso, queria dizer um coágulo sangüíneo fatal no pulmão.
Um de tais coágulos sangüíneos aparentemente causou a morte de certa senhora inglesa de vinte e nove anos, segundo o professor James Webster, patologista. No inquérito judicial, declarou que um coágulo sangüíneo se havia formado em uma das grandes veias, e se havia desalojado, cortando o suprimento de sangue para o pulmão. Já faziam dois anos, pelo menos, que ela tomava um anticoncepcional oral. O médico legista, Peter Monkman, afirmou: “Torna-se bem claro que a Pílula foi a causa da morte.”
Parece que o componente estrogênico dos anticoncepcionais orais aumenta a coagulabilidade do sangue, e, em alguns casos, causa a formação de coágulos sangüíneos. Este efeito secundário ruim foi uma das razões fornecidas pelos soviéticos para rejeitarem os anticoncepcionais orais. O Professor David Danforth, da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, afirmou: “Crescente é a evidência da hipercoagulabilidade do sangue em resposta aos anticoncepcionais orais.”
A Administração dos Alimentos e Drogas dos EUA reconheceu que há “clara relação de causa e efeito” entre os coágulos sangüíneos em algumas mulheres e seu uso de anticoncepcionais orais, mas assume o conceito de que “a Pílula” é “segura”, visto que, comparativamente, apenas poucas pessoas morrem cada ano em resultado de usá-la.
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