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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Coágulos Sangüíneos

Estudos feitos na Grã-Bretanha indicam fortemente que os anticoncepcionais orais são um fator na produção de indesejáveis coágulos sangüíneos nas veias. Já houve casos em que tais coágulos se alojaram nos pulmões e coração, com resultados fatais. Em outros casos, alojaram-se no cérebro, causando derrames. A respeito da freqüência de tais coágulos, The Canadian Medical Association Journal, de 1. ° de janeiro de 1969, disse: “As baixas aos hospitais causadas pelo tromboembolismo venoso, segundo se afirma, ocorre nove vezes mais amiúde em mulheres que tomam agentes anticoncepcionais do que entre as que não os tomam.”
Num estudo inglês, calculou-se que a taxa de mortes causadas pelos coágulos sangüíneos nos pulmões e no cérebro é sete vezes maior entre as mulheres que usam anticoncepcionais orais do que entre as que não os usam. Este cálculo é para as mulheres da Grã-Bretanha. A taxa poderá diferir em outras partes.
Pequenos coágulos aparentemente causados pela “Pílula” também bloquearam o fluxo de sangue para as artérias intestinais e para as artérias retinianas dos olhos. Certa senhora sentiu-se tão convicta de que os anticoncepcionais orais haviam provocado sua quase total cegueira do olho esquerdo e prejudicaram seu olho direito que ela move uma ação contra o laboratório que fabrica as pílulas que ela usou.
Num artigo que foi publicado no International Journal of Fertility, número de outubro-dezembro de 1968, o Dr. Christopher Tietze admitiu uma relação entre os anticoncepcionais orais e os coágulos sangüíneos. Disse: “A condição importante cuja associação com o uso dos AOS [anticoncepcionais orais] tem sido estabelecida é a doença tromboembólica, inclusive seu desfecho às vezes fatal, tal como o embolismo pulmonar.” Com isso, queria dizer um coágulo sangüíneo fatal no pulmão.
Um de tais coágulos sangüíneos aparentemente causou a morte de certa senhora inglesa de vinte e nove anos, segundo o professor James Webster, patologista. No inquérito judicial, declarou que um coágulo sangüíneo se havia formado em uma das grandes veias, e se havia desalojado, cortando o suprimento de sangue para o pulmão. Já faziam dois anos, pelo menos, que ela tomava um anticoncepcional oral. O médico legista, Peter Monkman, afirmou: “Torna-se bem claro que a Pílula foi a causa da morte.”
Parece que o componente estrogênico dos anticoncepcionais orais aumenta a coagulabilidade do sangue, e, em alguns casos, causa a formação de coágulos sangüíneos. Este efeito secundário ruim foi uma das razões fornecidas pelos soviéticos para rejeitarem os anticoncepcionais orais. O Professor David Danforth, da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern, afirmou: “Crescente é a evidência da hipercoagulabilidade do sangue em resposta aos anticoncepcionais orais.”
A Administração dos Alimentos e Drogas dos EUA reconheceu que há “clara relação de causa e efeito” entre os coágulos sangüíneos em algumas mulheres e seu uso de anticoncepcionais orais, mas assume o conceito de que “a Pílula” é “segura”, visto que, comparativamente, apenas poucas pessoas morrem cada ano em resultado de usá-la.

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