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sábado, 24 de abril de 2010

Combate à depressão intensa — tratamentos especializados

“Despertai!” não está sancionando ou promovendo quaisquer dos métodos populares de tratamento. Simplesmente, estamos relatando alguns dos métodos reconhecidos de tratamentos especializados. Estes combatem uma grave desordem mental que é muito mais intensa do que a mera tristeza que ocasionalmente todos nós sentimos.

A DEPRESSÃO do paciente o incapacitava. Não conseguia trabalhar e repetidas vezes ficava internado em hospitais psiquiátricos. Vendo que todos os demais tratamentos não produziam resultados, o neurocirurgião Keith Langford fez uma cirurgia, abrindo a cabeça do homem e colocando-lhe no cérebro um “marca-passo” que opera com bateria. Segundo se informou, esse “marca-passo” emite um impulso elétrico rítmico que alivia a depressão, sem prejudicar o cérebro nem alterar a faculdade de raciocínio.

Funcionou! O referido senhor voltou a ter uma atitude positiva e retomou seu trabalho. “O senhor salvou minha vida”, disse ele ao médico. “Agora posso levar uma vida normal.”

Esse homem sentia mais do que a tristeza que é normal a pessoa sentir. Ele estava entre os oito milhões de norte-americanos que anualmente procuram ajuda especializada por depressão intensa — um distúrbio que gera forte sentimento de culpa, de inutilidade e faz encarar o futuro sem esperança. Usualmente, há alterações no apetite e no sono, há constante fadiga, acessos de choro e incapacidade de sentir prazer algum na vida.

Bem poucos casos exigem um tratamento radical com um “marca-passo”. Em geral, porém, sugere-se, para casos de depressão intensa, alguma forma de assistência por profissionais experientes. A estatística indica que em alguns países o número dos que passam por tal episódio alguma vez na vida chega a ser de cada quatro mulheres uma e 10 por cento dos homens.

Quais os tratamentos disponíveis? Há uma variedade. Alguns são diametralmente opostos no modo de tratar; contudo, outros coincidem em parte. Por que se dá isto?

Alguns pesquisadores acham que as depressões graves são causadas por uma disfunção física do organismo (mesmo que seja desencadeada por algum evento que produz tensão) — um desequilíbrio bioquímico do cérebro — e, por conseguinte, julga-se que a medicação seja de suma importância em sanar tal desequilíbrio. Outros argumentam que o distúrbio é resultante do modo errado de a pessoa pensar e que a mente gera o desequilíbrio, podendo, por conseguinte retificá-lo. Tais acreditam que a mente precisa de correção através da “terapia de diálogo”, a psicoterapia. Há alguma verdade em cada um dos métodos, mas nenhum dos dois tem a solução totalmente.

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