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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fatores que contribuem para o problema

O que está por trás dessa epidemia global de obesidade infantil? Embora a genética talvez seja um dos fatores, o aumento alarmante da obesidade em décadas recentes parece indicar que os genes não são a única causa. Stephen O’Rahilly, professor de bioquímica e medicina clínica da Universidade de Cambridge, Inglaterra, declara: “Nada relacionado à genética explica o aumento da obesidade. Nossos genes não podem ser mudados em 30 anos.”
Ao comentar sobre as causas, a Clínica Mayo, nos Estados Unidos, diz: “Embora existam algumas causas genéticas e hormonais para a obesidade infantil, a maioria dos casos de excesso de peso é resultado de crianças que comem muito e se exercitam pouco.” Dois exemplos ilustram uma nova tendência nos hábitos alimentares.
Primeiro, pais que trabalham fora têm menos tempo e energia para preparar as refeições, assim é cada vez mais comum consumir fast-food. Restaurantes especializados nesse tipo de comida têm surgido em toda parte do mundo. Um estudo relatou que quase um terço de todas as crianças e adolescentes nos Estados Unidos entre 4 e 19 anos come fast-food todo dia. Em geral, esse tipo de comida tem alta concentração de açúcar e gorduras e é oferecido em irresistíveis porções maiores.
Segundo, as pessoas têm substituído leite e água por refrigerante. Os mexicanos, por exemplo, gastam por ano mais dinheiro com refrigerantes, especialmente os à base de cola, do que com os dez alimentos mais básicos juntos. De acordo com o livro Overcoming Childhood Obesity (Como Vencer a Obesidade Infantil), uma pessoa que bebe apenas um refrigerante de 600 mililitros por dia pode engordar 11 quilos num ano!
Quanto à falta de atividade física, um estudo realizado pela Universidade de Glasgow, na Escócia, constatou que uma criança mediana de três anos pratica “atividade moderada a vigorosa” por apenas 20 minutos diários. Comentando esse estudo, o Dr. James Hill, professor de pediatria e medicina na Universidade do Colorado, disse: “A natureza cada vez mais sedentária das crianças britânicas não é incomum e está sendo observada na maioria dos países.”

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