Nos anos 50, introduziu-se uma vacina eficaz que virtualmente acabou com o temor da poliomielite na maioria dos países. Por volta de 1980, proclamou-se que a varíola estava erradicada no mundo inteiro, em resultado de eficazes programas de vacinação. Isto parecia confirmar o ditado: “Mais vale prevenir do que remediar.”
Hoje em dia, os programas de imunização em geral foram eficazes em controlar muitas doenças — tétano, poliomielite, difteria e coqueluche (pertussis), para se mencionarem algumas. Além disso, revelou-se que, quando a imunização por algum motivo afrouxou, a doença voltou. Num país isso aconteceu com a coqueluche.
Em que resultam essas imunizações? Basicamente, em um ou outro de dois modos, reforçam as defesas do corpo contra a invasão de agentes infecciosos chamados patógenos, que incluem micróbios e vírus. O primeiro modo é chamado de imunização ativa. Neste caso, a injeção contém um agente patogênico enfraquecido ou morto (ou seu veneno), modificado de tal maneira, que não constitui perigo para o corpo. Os mecanismos de defesa do próprio corpo começam a formar moléculas matadoras chamadas anticorpos, que podem combater o verdadeiro agente da doença, caso se desenvolva. Se a inoculação imunizante contiver um extrato do veneno (toxina) do patógeno, é chamada toxóide. Se for feita de patógenos vivos enfraquecidos (atenuados) ou de organismos mortos, é chamada vacina.
Conforme pode imaginar, essas injeções não criam uma imunidade imediata. Leva algum tempo para o corpo produzir anticorpos protetores. Essas imunizações ativas incluem todas as inoculações de crianças e as injeções costumeiramente consideradas como vacinações. Com uma só exceção (considerada mais adiante), essas não envolvem o uso de sangue em nenhum passo da sua produção.
O outro processo é chamado de imunização passiva. Costuma ser reservada para situações em que a pessoa ficou exposta a uma grave doença, tal como a hidrofobia. Neste caso, não há tempo para o corpo desenvolver sua própria imunidade. Portanto, os anticorpos de outro, pré-formados, podem ser injetados para combater os patógenos daquele que ficou exposto à doença. Gamaglobulina, antitoxina e soro hiperimune são outros nomes de injeções produzidas de extratos de sangue de humanos ou animais imunes. Essas imunizações adotadas ou passivas se destinam a dar ao corpo uma ajuda imediata, mas apenas temporária, para combater o invasor. Os anticorpos adotados são logo eliminados do corpo como proteínas alheias.
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