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domingo, 13 de junho de 2010

Detecção precoce

“A descoberta precoce do câncer de mama ainda é o mais importante passo para alterar o curso do câncer de mama”, diz a publicação Radiologic Clinics of North America. Neste respeito há três medidas-chaves: auto-exame periódico dos seios, exame médico anual e mamografia.
O auto-exame dos seios deve ser feito mensalmente, devendo a mulher estar alerta a qualquer coisa suspeita na aparência ou na apalpação dos seios, tais como um endurecimento ou um caroço. Por mais insignificante que sua descoberta possa parecer, ela precisa consultar imediatamente o médico. Quanto mais cedo for diagnosticado um caroço, tanto maior o controle que a mulher terá sobre o seu futuro. Um informe da Suécia mostrou que, quando o tumor canceroso mamário não-metastático era ligeiramente maior do que 1,5 centímetro, ou menor, e era removido cirurgicamente, a expectativa de vida de 12 anos era 94% possível.
A Dra. Patricia Kelly comenta: “Se você não teve mais sintomas de câncer de mama em 12 anos e meio, é muito improvável que ele reapareça. . . . E pode-se ensinar as mulheres a detectar cânceres de mama menores de um centímetro simplesmente usando os dedos.”
Recomenda-se fazer um exame médico consultando um especialista ou um clínico geral, uma vez por ano, em especial depois que a mulher atinge a idade de 40 anos. Se for descoberto um caroço, seria bom obter um segundo parecer de um clínico ou cirurgião especialista em mama.
O Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, informa que uma boa arma contra o câncer de mama é fazer periodicamente uma mamografia. Esta forma de raios X pode detectar um tumor talvez uns dois anos antes de se conseguir detectá-lo pelo tato. Essa metodologia é recomendada para mulheres com mais de 40 anos. Contudo, o Dr. Daniel Kopans nos informa: “A mamografia está longe de ser perfeita.” Ela não consegue detectar todos os cânceres de mama.
A Dra. Wende Logan-Young, de uma clínica de mama no Estado de Nova York, disse a Despertai! que, se a mulher ou seu médico descobrir uma anormalidade mas a mamografia não mostrar sinal dela, a tendência pode ser ignorar os achados físicos e acreditar nos raios X. Diz ela que este é “o maior erro que vemos hoje em dia”. Ela aconselha as mulheres a terem certa reserva quanto à capacidade da mamografia de detectar o câncer e ter também muita confiança no exame de seios.
Embora a mamografia possa detectar tumores, ela realmente não pode diagnosticar se são benignos (não-cancerosos) ou malignos (cancerosos). Isto se pode fazer apenas por meio de uma biópsia. Considere o caso de Irene, que fez uma mamografia. À base do filme de raios X, seu médico diagnosticou o nódulo como doença dos seios benigna, e disse: “Tenho absoluta certeza de que você não tem câncer.” A enfermeira que fez a mamografia estava preocupada, mas Irene disse: “Achei que se o médico tinha certeza, talvez eu estivesse sendo paranóica.” Em pouco tempo o nódulo aumentou, de modo que Irene consultou outro médico. Fez-se uma biópsia que revelou que ela tinha carcinoma inflamatório, um câncer de progressão rápida. Para determinar se um tumor é benigno (cerca de 8 dentre 10 o são) ou maligno, é preciso fazer uma biópsia. Se a aparência ou consistência do nódulo parece clinicamente suspeita, ou se está aumentando, deve-se fazer uma biópsia.

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