Um médico brasileiro sugere: “O médico deve ser procurado, imediatamente, se sintomas tais como febre, cefaléias, vômitos, dores abdominais, torácicas e pélvicas, além de outras algias, não cederem com medicações simples, se forem recidivantes com freqüência e sem causa aparente, ou ainda se forem agudas e de forte intensidade.” Outro médico recomenda buscar ajuda médica sempre que estejamos inseguros sobre como lidar com os sintomas, ou acharmos que algo está diferente das outras vezes. Ele acrescenta: “Geralmente quando os doentes são os filhos, os pais preferem procurar um profissional de saúde.”
Mas será sempre necessário tomar remédios? Poderiam os remédios ser contraproducentes? Há efeitos colaterais, como irritação do estômago ou danos ao fígado ou aos rins? Que dizer das interações com outros medicamentos? “Poucos pacientes encaram seus problemas sem emotividade ou mesmo com percepção”, diz The New Encyclopædia Britannica. No entanto, um médico consciencioso pode ajudar-nos a ver que todos os medicamentos são potencialmente prejudiciais, e que poucos remédios usados hoje não têm efeitos colaterais. Comprove isso lendo os avisos de possíveis efeitos colaterais na bula do próximo remédio receitado que você comprar. Até mesmo os remédios vendidos sem receita podem causar danos ou a morte se forem usados incorretamente ou em excesso.
A necessidade de cautela é frisada num artigo de Richard A. Knox, no jornal The Boston Globe: “Milhões de vítimas de artrite que diariamente tomam analgésicos correm o risco de sofrer hemorragia súbita e potencialmente fatal, informam pesquisadores da Universidade de Stanford [EUA].” Ele acrescenta: “Ademais, os pesquisadores alertam: combinar os analgésicos com antiácidos ou com os populares comprimidos ácido-bloqueadores não protege das graves complicações estomacais, podendo até aumentar o perigo.”
Que dizer da automedicação comum? Diz um médico de Ribeirão Preto, Brasil: “Creio que seria muito benéfico se todos pudessem ter uma pequena farmácia doméstica. . . . Todavia, esses medicamentos deveriam ser utilizados com critério e bom senso.” Também, uma educação básica em saúde contribui para uma qualidade de vida melhor. Visto que as circunstâncias diferem de pessoa para pessoa, Despertai! não recomenda nenhum medicamento, terapia ou remédio natural específicos.
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