Com todas essas vantagens, seria de esperar que o aleitamento materno estivesse em alta. No entanto, agentes de saúde nas Filipinas relatam que o aleitamento materno ali é uma prática “seriamente ameaçada de extinção”, e um estudo no Brasil mostrou que um dos principais fatores associados com a mortalidade infantil por infecções respiratórias é a “falta do aleitamento materno”. Mas seu bebê pode escapar desse destino. A escolha é sua.
No entanto, os esforços da mãe de proteger a saúde do bebê muitas vezes são minados por atitudes e práticas nada saudáveis de outros membros da família. Veja, por exemplo, o caso de uma senhora no Nepal, que vive num aposento úmido com o marido e a filhinha de três anos. O cubículo, diz a revista Panoscope, se enche de fumaça da “cozinha” e de cigarro. A criança está com infecção respiratória. “Não tenho como fazer meu marido parar de fumar”, lamenta essa senhora. “Agora compro cigarro para o meu marido e remédios para a minha filha.”
Lamentavelmente, seu dilema está ficando cada vez mais comum à medida que um número sempre maior de pessoas nos países em desenvolvimento desperdiça em cigarro o dinheiro de que tanto precisa. De fato, para cada pessoa que pára de fumar na Europa ou nos Estados Unidos, duas começam a fumar na América Latina ou na África. Boa parte da culpa é dos anúncios enganosos, diz o livro holandês Roken Welbeschouwd. Lemas publicitários como “Varsity: para aquela deliciosa sensação de bem-estar” e “Gold Leaf: cigarros muito importantes para pessoas muito importantes” convencem os pobres de que cigarro, progresso e prosperidade andam de mãos dadas. Mas é justamente o contrário. O fumo torra seu dinheiro e arruína sua saúde.
Pense no seguinte: toda vez que a pessoa fuma um cigarro, ela encurta sua expectativa de vida em dez minutos e aumenta o risco de ataque cardíaco e derrame cerebral, bem como de câncer de pulmão, de garganta e da boca, e outras doenças. A revista UN Chronicle diz: “O fumo é em muito a maior causa evitável de morte prematura e invalidez no mundo.” Note que a revista diz “causa evitável”. Você pode parar de fumar.
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