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segunda-feira, 29 de março de 2010

Suas atitudes e práticas e sua saúde

Desses quatro fatores, suas atitudes e práticas são o que mais está na sua esfera de controle. Melhorar nesse respeito pode ser de ajuda. É verdade que a pobreza limita as mudanças que você pode fazer na alimentação e nos hábitos, mas as coisas podem ser muito diferentes se você lançar mão das opções que estão à sua disposição. Veja o seguinte exemplo.

A mãe geralmente pode escolher entre amamentar o bebê ao peito ou com a mamadeira. O aleitamento materno, diz o Fundo das Nações Unidas para a Infância, é “a melhor opção, tanto para o corpo como para o bolso”. O leite materno, dizem os especialistas, é “o melhor alimento que há para a saúde”, porque proporciona ao bebê “precisamente as concentrações certas de proteína, gordura, lactose, vitaminas, minerais e oligoelementos necessários para o crescimento harmonioso”. O leite materno também transporta proteínas de defesa, ou anticorpos, da mãe para o bebê, dando ao recém-nascido uma vantagem inicial no combate às doenças.

O melhor é amamentar ao peito, especialmente em países tropicais cujo saneamento é precário. O leite materno não é como o da mamadeira: não pode ser diluído excessivamente para economizar, é impossível errar no preparo, e sempre é servido num recipiente limpo. Já “o bebê amamentado com a mamadeira numa comunidade pobre”, diz Synergy, um informe da Sociedade Canadense para a Saúde Internacional, “tem aproximadamente 15 vezes mais probabilidade de morrer de uma doença diarréica e quatro vezes mais probabilidade de morrer de pneumonia do que o bebê que é amamentado exclusivamente ao peito”.

E há a vantagem financeira. Nos países em desenvolvimento, o leite em pó é caro. No Brasil, por exemplo, a mamadeira pode consumir um quinto da renda mensal das famílias pobres. O dinheiro economizado no aleitamento materno pode proporcionar refeições mais saudáveis para toda a família — incluindo a mãe.

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