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quarta-feira, 31 de março de 2010

As transfusões de sangue e a guerra

Durante a Primeira Guerra Mundial aplicaram-se muitas transfusões de sangue em soldados feridos. Naturalmente, o sangue coagula rápido e antes era quase impossível transportá-lo para o campo de batalha. Mas no início do século 20, o Dr. Richard Lewisohn, do Hospital Monte Sinai em Nova York, fez experiências bem-sucedidas com um anticoagulante chamado citrato de sódio. Para alguns médicos, esse avanço empolgante foi um verdadeiro milagre. “Foi quase como se alguém tivesse feito o sol ficar parado”, escreveu o Dr. Bertram M. Bernheim, um médico famoso na sua época.
Durante a Segunda Guerra Mundial, aumentou o uso do sangue. Em toda parte, encontravam-se pôsteres com mensagens como: “Doe sangue agora”, “Seu sangue poderá salvá-lo” e “Ele deu o próprio sangue. E você, dará o seu?” As campanhas de doação de sangue surtiram efeito. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram doadas cerca de 13.000.000 de unidades nos Estados Unidos. Calcula-se que, em Londres, mais de 260.000 litros foram coletados e distribuídos. Naturalmente, as transfusões de sangue traziam vários riscos à saúde, como logo ficou evidente.

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