O discípulo Tiago escreveu que “a sabedoria de cima é . . . razoável”. (Tiago 3:17) Embora o cristão não seja perito em medicina, esforçar-se ele a ser razoável pode ajudá-lo na avaliação dos métodos de diagnóstico (ou de teste) e das terapias.
Naturalmente, precisamos compreender que as muitas questões de saúde possuem diferentes ângulos; o cristão ativo não pode ficar a par de tudo. Mas, quando ele necessita de tratamento e se lhe apresenta uma recomendação, ele pode perguntar-se: ‘Parece a terapia sugerida razoável e coerente com o conhecimento sobre o corpo e a doença? Ou parece estranha, até mesmo espetacular em suas afirmações? Estou sendo influenciado a aceitar este tratamento por pessoas desinformadas ou que têm interesses financeiros nisso? Se tiver dúvidas a respeito, deveria aguardar até que venham a luz mais fatos?’
Tais perguntas talvez parecem elementares, mas o fato de alguns tratamentos esquisitos se terem tornado populares no passado mostra o valor de se considerar essas perguntas. Isso pode ser também ilustrado por uma recente experiência: Certa senhora, de instrução mediana e que trabalhava num escritório, consultou certo clínico que enfatizava um rigoroso tratamento dietético. Mais tarde ela contou aos amigos que se lhe mostrara “garrafas contendo tumores que pacientes haviam eliminado”, até mesmo um “tumor cerebral”. A razoabilidade o induziria a raciocinar: Será que uma pessoa mediana saberia a aparência real dum tumor, e, portanto, como poderia ela identificar um tumor verdadeiro, não importa como este supostamente tivesse sido “eliminado”? Também, visto que o cérebro fica dentro da cavidade craniana, como poderia alguém “eliminar” um tumor cerebral através do tubo intestinal ou de qualquer outra maneira?
Por fim, muitos dos testes ou tratamentos do passado que se mostraram inúteis foram promovidos mediante afirmações sobre “substancial milagrosas”, “forças do corpo” incomuns, ou estranhos métodos pelos quais o examinador fazia ‘leituras’, talvez por meio dum pêndulo, ou por examinar uma parte do corpo que não parecia estar relacionada com o que era diagnosticado. Apelavam para a emoção, o mistério, ou mesmo para as forças espíritas, não para a razoabilidade. — Veja Levítico 19:26.
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