No caso de Cynthia, no entanto, a questão da amamentação incluía outro perigo. Ela havia contraído de seu marido o vírus HIV, que provoca Aids. Daí, depois do parto, Cynthia ficou sabendo que o bebê cuja mãe é soropositiva tem uma possibilidade em 7 de se contaminar por meio da amamentação. Portanto, ela teve de tomar uma decisão dolorosa: expor sua filhinha aos riscos da amamentação ou sujeitá-la aos perigos da alimentação convencional.
Em lugares onde a Aids atingiu proporções epidêmicas, 2 ou 3 em cada 10 mulheres grávidas são soropositivas. Num determinado país, estavam contaminadas mais da metade das grávidas examinadas. “Essas estatísticas assustadoras”, anuncia a Rádio da ONU, “fizeram os cientistas correr em busca dum antídoto”. Para enfrentar essa ameaça, seis órgãos das Nações Unidas juntaram experiência, esforços e recursos para formar a Unaids (Programa das Nações Unidas para a Aids/HIV). Mas o que a Unaids descobriu é que a solução para o dilema da Aids não é tão simples assim.
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