DUVIDAS SOBRE PLANOS DE SAÚDE COM REGISTRO NA ANS ?

DISQUE- ANS O800 7019656

segunda-feira, 29 de março de 2010

Saúde e assistência médica

Em geral os pobres só conhecem dois tipos de assistência médica: (1) a disponível, mas que não está ao seu alcance, e (2) a que está ao seu alcance, mas não está disponível. Dona Maria, um dos quase 650.000 favelados de São Paulo, explica o primeiro tipo: “Para nós, assistência médica boa é como uma mercadoria numa vitrine de um shopping luxuoso. Podemos olhar, mas não é para nós.” (Revista Vandaar) De fato, Dona Maria mora numa cidade em que os hospitais fazem cirurgias de ponte de safena, transplantes, tomografia axial computadorizada e outros tratamentos e exames high tech. Mas essas coisas não estão ao seu alcance.

Se a assistência médica que não está ao alcance de todos é como uma mercadoria de luxo num shopping center, então a que está ao alcance de todos é mais como uma mercadoria barata que centenas de fregueses, acotovelados, querem comprar ao mesmo tempo. Recentemente, uma notícia num país da América do Sul disse: ‘Os doentes ficam até dois dias na fila para obter consulta. Não há vagas. Os hospitais públicos estão sem dinheiro. Faltam remédios e até comida. O atendimento médico no país está doente.’

Para proporcionar melhor assistência médica aos menos favorecidos, a OMS vem gradualmente mudando o enfoque do seu trabalho, do controle de doenças para a promoção da saúde, orientando as pessoas sobre prevenção e controle de doenças. Programas que estimulam os cuidados básicos de saúde, como nutrição adequada, água potável e saneamento básico, diz UN Chronicle, têm resultado numa “melhora substancial na saúde global”. Esses programas o beneficiam? Um deles talvez já o tenha beneficiado. Qual? O EPI (sigla, em inglês, de Programa Expandido de Imunização).

“O vacinador tomou o lugar do carteiro como o visitante mais conhecido em casa e no povoado”, diz uma reportagem sobre o EPI. Na última década, a vacinação foi realizada do Amazonas ao Himalaia e, até 1990, informou a OMS, 80% dos bebês do mundo haviam sido vacinados contra seis doenças mortíferas. Anualmente, o EPI salva a vida de mais de três milhões de crianças. Outras 450.000 que poderiam ter ficado inválidas andam, correm e brincam. Assim, para prevenir doenças, muitos pais decidem que os filhos devem ser vacinados.

Às vezes não dá para evitar uma doença, mas é possível controlá-la. “Calcula-se que bem mais da metade dos cuidados de saúde”, diz a revista World Health, “fica a cargo da própria pessoa ou da família”. Algo que a própria pessoa pode fazer é uma mistura simples e barata de sal, açúcar e água limpa, chamada de solução de reidratação oral (SRO).

Muitos agentes de saúde consideram a terapia de reidratação oral, incluindo o uso da SRO, como o tratamento mais eficaz contra a desidratação por diarréia. Se fossem usados no mundo todo para controlar os casos de diarréia, que chegam a 1,5 bilhão por ano nos países em desenvolvimento, os pequenos pacotes de sais da SRO, que custam só dez centavos de dólar, poderiam salvar a vida de muitas crianças dos 3,2 milhões de crianças que morrem de doenças diarréicas todo ano.

Nenhum comentário: