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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

tuberculose— um velho matador com novas manhas


A estreptomicina, a droga que prometia controlar a tuberculose, foi introduzida em 1947. Naquele tempo, pensava-se que a tuberculose seria eliminada definitivamente. Mas houve uma dura constatação em alguns países: os índices de TB aumentaram acentuadamente em anos recentes. “Nos bolsões de pobreza na América”, diz o The Washington Post, “os índices de TB são piores do que os dos mais pobres países da África subsaariana”. Em Côte d’Ivoire (Costa do Marfim) ocorre o que certa revista chama de “brutal ressurgimento da tuberculose”.
O Dr. Michael Iseman lamenta: “Sabíamos como curá-la. Nós a tínhamos nas mãos. Mas perdemos o lance.” O que impediu a luta contra a tuberculose?
AIDS. Visto que deixa a pessoa indefesa contra infecções, a AIDS é tida como uma das principais causas do ressurgimento da TB. “Se não morrerem de outra coisa primeiro”, diz o Dr. Iseman, “virtualmente 100% dos pacientes de AIDS portadores da bactéria da TB desenvolverão a doença”.
Ambiente. Prisões, sanatórios, abrigos para os sem-teto, hospitais e outras instituições podem virar focos de tuberculose. O Dr. Marvin Pomerantz relata que o uso num certo hospital de um tratamento sob forma de aerossol aumentou a tosse dos pacientes de pneumonia e, com isso, criou uma virtual epidemia de TB entre a equipe hospitalar.
Falta de recursos. Assim que a tuberculose parecia estar sob controle, os recursos financeiros minguaram, e a atenção do público voltou-se para outra direção. “Em vez de eliminar a TB”, diz o Dr. Lee Reichman, “nós eliminamos os programas de combate à tuberculose”. Diz o bioquímico Patrick Brennan: “No início dos anos 60 eu trabalhei intensamente num programa de resistência da TB às drogas, mas decidi abandonar isso porque pensei que a TB estivesse curada.” Assim, a volta da tuberculose pegou muitos médicos de surpresa. “Durante uma semana [no outono de 1989]”, disse certa médica, “eu vi quatro casos novos da doença que a minha professora na faculdade de medicina disse que eu jamais veria de novo”.

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