Por mais estranho que pareça, no século 19 a TB era romantizada, pois as pessoas acreditavam que seus sintomas realçavam os pendores sensíveis e artísticos da pessoa.
O dramaturgo e novelista Alexandre Dumas escreveu sobre como eram as coisas no início dos anos 1820, em suas Mémoires: “Era moda sofrer de males do peito; todo mundo era tuberculoso, especialmente os poetas; era chique morrer antes dos trinta anos.”
O poeta inglês lorde Byron disse, alegadamente: “Eu deveria gostar de morrer de tuberculose . . . pois todas as mulheres diriam: ‘Reparai no pobre Byron, como ele fica bem morrendo!’”
O escritor americano Henry David Thoreau, que aparentemente morreu de TB, escreveu: “A decadência e a doença muitas vezes são belas, . . . como o fulgor héctico da tuberculose.”
Sobre esse fascínio da TB, um artigo na revista da Associação Médica Americana disse: “Esse afeto paradoxal pela doença ditava as preferências na moda; as mulheres buscavam uma aparência pálida, frágil, usavam maquiagem esbranquiçada e preferiam roupas leves de musselina — um tanto parecidas com o efeito desejado pelas atuais modelos de aparência anoréxica.”
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