Um dos principais problemas é que a TB formou uma parceria letal com o HIV, o vírus da Aids. Dos calculadamente um milhão de mortos por doenças vinculadas à Aids, em 1995, talvez um terço tenha morrido de TB. Isso acontece porque o HIV mina a resistência do corpo à TB.
Na maioria das pessoas, a infecção da TB não chega a virar doença. Por que não? Porque os bacilos da TB são aprisionados em células chamadas macrófagos. Ali eles são bloqueados pelo sistema imunológico da pessoa, especialmente pelos linfócitos-T, ou células-T.
Os bacilos da TB são como serpentes confinadas em cestos com tampas bem fechadas. Os cestos são os macrófagos e as tampas as células-T. Quando o vírus da Aids entra em cena, porém, ele “destampa” os cestos. Com isso, os bacilos escapam e ficam livres para arruinar qualquer parte do corpo.
Portanto, os doentes de Aids têm uma probabilidade muito maior de desenvolver a TB ativa do que quem tem um sistema imunológico sadio. “Pessoas com HIV são tremendamente vulneráveis”, disse um especialista em TB na Escócia. “Dois doentes com HIV numa clínica em Londres contraíram a doença sentados num corredor por onde passou um tuberculoso transportado numa maca.”
Assim, a Aids tem dado força à epidemia da TB. Segundo certa estimativa, por volta do ano 2000, a epidemia da Aids resultará em 1,4 milhão de casos de TB que, de outra forma, não ocorreriam. Um fator importante no aumento da TB é que os aidéticos não são apenas altamente suscetíveis à doença mas podem também passar a TB para outras pessoas, incluindo os não-aidéticos.
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